Jocélio Rodrigues do Nascimento

Efeitos do exercício físico em idosos Hipertensos

EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO EM IDOSOS HIPERTENSOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

1. INTRODUÇÃO

A hipertensão arterial (HA) é uma síndrome de origem multifatorial e tem sido reconhecida como grave fator de risco para as doenças cardiovasculares (MEDIADO 2005), (VI DIRETRIZES BRASILEIRAS DE HIPERTENSÃO 2010). Conceitua-se como uma doença sistêmica e assintomática, que envolve alterações nas estruturas das artérias e do miocárdio associada à disfunção endotelial (alteração na produção de oxido nítrico, responsável por promover a vasodilatação dos vasos sanguíneos), constrição e remodelamento da musculatura lisa vascular (OLIVEIRA, 2011), chegando a acometer de 40% a 50% de indivíduos com idade superior a 40 anos (TOSCANO 2004). De acordo com a VI Diretriz Brasileira de Hipertensão (2010), é considerado hipertenso, todo indivíduo que, quando na ausência da terapia anti-hipertensiva, seus níveis pressóricos são mantidos cronicamente em valores iguais ou superiores a 140 mmHg para a pressão arterial sistólica e/ou 90 mmHg para a pressão arterial diastólica. O diagnostico deverá ser sempre validado por medidas repetidas e em condições ideais (o paciente deve estar sentado em ambiente calmo com temperatura agradável e não deve estar com a bexiga cheia, nem ter praticado exercícios, nem ter ingerido bebidas alcóolicas ou café, ou ter fumado até 30 minutos antes das medidas) em pelo menos, três ocasiões.

O aumento da P.A com a idade não representa um comportamento biológico normal, e prevenir esse aumento é a maneira mais eficiente de combatê-la (OLIVEIRA, 2011), evitando as dificuldades e o elevado custo social do tratamento e de suas complicações (VI DIRETRIZES BRASIEIRAS DE HIPERTENSÃO 2010 ).

Segundo Mediado (2005), VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão (2010) a H.A tem atingido no Brasil cerca de 22% da população adulta; quando analisado entre a população idosa, esse número pode variar de 50 a 70% de indivíduos acometidos.

De acordo com dados do IBGE (2010), tem-se observado uma alteração drástica na pirâmide etária, tanto da população mundial, quanto na brasileira, demonstrando que em 1991 4,8% da população brasileira eram de idosos, no ano de 2000 esse número passou para 5,9%, evoluindo em 2010 para 7,4% e a expectativa é que em 2020 esse número chegue a 13% de idosos. Para Nogueira (2012), paralelamente ao envelhecimento, ocorre o aumento da inatividade física entre os idosos, fator de risco que contribui para o aumento da incidência de doenças crônicas, entre estas, a H.A.

Turi (2011) afirma que a prática continua de exercício físico ao longo da vida configura-se como hábito importante, contribuindo para, entre outros benefícios, manter o perfil glicêmico, lipídico, e P.A dentro dos limites. Nesta mesma linha, Pescatello (2004), Laterza (2007), Costa (2010) e a VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão (2010) afirmam que a adoção de um estilo de vida saudável, incluindo a prática de exer¬cícios físicos regulares, tem sido recomendada como uma estratégia fundamental de auxílio na prevenção e no tratamento da H.A seja como alternativa não medicamentosa ou concomitante a tratamentos farmacológicos. Além dos benefícios do exercício físico na redução da P.A em repouso como efeito crônico, estudos evi¬denciam que uma sessão isolada de exercícios físicos é capaz de reduzir a P.A pós-esforço a valores abaixo dos obtidos no período pré-exercício, no fenômeno denominado hipotensão pós-exercício (HPE), como afirmam KENNEY (1993), FORJAZ (2004), PESCATELLO (2004) e MCDONALD (2000).

Para Mcdonald (2000) e Laterza (2007), esta resposta fisiológica, denominada pela literatura como HPE, pode ser observada tanto em indivíduos normotensos, quanto em pacientes hipertensos, no entanto, está ligada a diversos fatores, tais como: o nível inicial da pressão arterial, a duração e a intensidade do exercício físico realizado. A magnitude da hipotensão pós-exercício, parece depender do nível pressórico observado na condição de repouso antes da realização do exercício físico.

Em uma revisão literária, Kenney (1993) mostrou que a queda máxima da pressão arterial sistólica e diastólica pós-exercício, em pacientes hipertensos, varia de 18 a 20 mmHg e de 7 a 9 mmHg, respectivamente, enquanto em indivíduos normotensos essa redução da PA varia de 8 a 10 mmHg e de 3 a 5 mmHg, respectivamente, ou seja, quanto maior o nível da pressão arterial em repouso no período pré-esforço, maior a queda pressórica observada no período pós exercício.

Outro fator que influência de forma importante a redução dos níveis da PA após o exercício é a duração do estimulo realizado. Segundo Overton (1988), o exercício físico com duração de 40 minutos apresentou em ratos espontaneamente hipertensos uma diminuição da pressão arterial maior e mais prolongada do que o exercício com duração de 20 minutos. Forjaz (1998) encontrou resultados semelhantes em homens normotensos, onde em uma sessão de exercício aeróbio, com duração de 45 minutos provocou queda da pressão arterial maior e mais duradoura quando comparada à sessão de exercício realizada por um período de 25 minutos. Corroborando com estas afirmações, Rebelo et al. (2001) observou em seu estudo que o exercício com duração de 45 minutos, apresentou maior magnitude e duração nesse efeito hipotensor, quando comparado aos estímulos de menores duração.

Quanto à intensidade do exercício, Forjaz (1998) afirma que HPE é observada quando os exercícios dinâmicos são realizados em esforços submáximos, ou seja, variando entre 30% e 80% do consumo de oxigênio de pico. Entretanto, Hagber (1998), Rueckert (1996), Quinn (2000) Rebelo (2001) demonstraram em seus estudos que exercícios com intensidades entre 70% e 75% do consumo de oxigênio de pico parecem provocar uma diminuição da pressão arterial maior e mais prolongada, quando comparados aos exercícios de menor intensidade. Em relação à duração desse efeito HPE, Rondon (2002), demonstrou em seus estudos que em um exercício realizado a uma intensidade de 50% do consumo de oxigênio de pico, os níveis de pressão arterial sistólica e diastólica de pacientes hipertensos estavam diminuídos nas 22 horas, no período da vigília e no período de sono, quando comparados a um dia-controle, isto é, um dia em que os pacientes não realizaram o exercício físico.

Em relação ao exercício resistido, uma meta-análise inicial publicada por kelley (2000), incluiu 11 estudos e observou redução de -2 e -4% nas pressões arteriais sistólica e diastólica, respectivamente. De modo semelhante, Cornelissen (2005), analisou 9 estudos, e verificou queda de -3,2 mmHg e -3,5 mmHg nas pressões arteriais sistólica e diastólica, respectivamente, após o treinamento resistido. Entretanto, essas meta-análises incluíram poucos estudos, e estes envolveram populações e protocolos de treinamento com diferentes características. Forjaz et. al. (2010) observou resultados semelhantes, onde sugeriu que o treinamento resistido pode reduzir a pressão arterial de repouso de indivíduos idosos, porém, os dados ainda são escassos e os efeitos do treinamento foram evidenciados, principalmente, em idosos normotensos e com exercícios de menor intensidade.

Acerca de tais considerações, torna-se relevante investigar na literatura cientifica especializada os benefícios causados pela prática regular de exercícios físicos em idosos hipertensos.

Materiais e Métodos

Foram realizadas buscas nas bases de dados Lilacs e Scielo por três pesquisadores independentes. Para as buscas das referências foram utilizados os termos “Idosos”, “hipertensão”, “hipertenso” ou “hipertensos” e “exercício físico”.

Após o filtro de busca com as palavras chaves, foram encontrados 96 estudos, sendo excluídos 38 artigos após a leitura dos títulos, por não estarem relacionados com o tema do presente estudo, restando 58 trabalhos. Desses ainda foram excluídos, 10 por terem sido publicados há mais de uma década, e 1 por se repetir nas bases de dados, restando assim o total de 47 artigos. Após a leitura dos resumos, foram excluídos 5 por se tratarem de revisão literária, 8 que não apresentavam em sua amostra indivíduos idosos hipertensos, 17 publicados em inglês e espanhol, e 1 que continham em sua amostra pacientes em pós-operatório.

Assim, 16 artigos fizeram parte dos resultados do presente estudo, conforme tabelas a seguir.

2. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Tabela 1 – Primeiras características da amostra

Nº Autor e ano Nome da revista Titulo do artigo

1 JANNING et al., 2009 Revista Brasileira da Medicina do Esporte Influência da ordem de execução de exercícios resistido na hipotensão pós-exercício em idosos hipertensos

2 KRINSKI et al.,2008

Centro de Pesquisa em Exercício e Esporte

Efeitos cardiovasculares agudos do exercício resistido em idosas hipertensas.

3 CAVALCANTI et al., 2013 Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde Efeito dos treinamentos aeróbio, resistido e concorrente na pressão arterial e morfologia de idosos normotensos e hipertensos.

4 SEBBA et al., 2008.

Revista da Associação Médica Brasileira

Influência da atividade física programada na pressão arterial de idosos hipertensos sob tratamento não farmacológico.

5 PEREIRA et al., 2004 Revista Médica de Minas Gerais Perfil de saúde de idosas, praticantes de atividade física, cadastradas no Programa Municipal da Terceira Idade do município de Viçosa – MG.

6 TORRES et al., 2006 Revista da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul A atividade física e a doença cardiovascular nas mulheres.

7 Silva et al., 2009 Biblioteca Setorial do Centro de Ciências da Saúde Efeito do exercício aeróbico nos níveis pressóricos em idosos hipertensos do programa saúde da família.

8 DIAS et al., 2005 Revista Brasileira de Ciência e Movimento Percepção da influência da atividade física na vida de mulheres acima de 60 anos de idade.

9 VITOR et al., 2009 Revista da Associação Médica do Rio Grande do Sul Indicação e adesão de medidas não farmacológicas no tratamento da hipertensão arterial.

10 CAMPOS et al., 2009 Revista Brasileira de hipertensão Efeitos de um programa de exercícios físicos em mulheres hipertensas medicamentadas.

11 MARQUES et al. 2010 Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Resposta pressórica após exercício resistido de diferentes segmentos corporais em hipertensos.

12 MELO et al. 2010 Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Pressão arterial obtida pelos métodos oscilométrico e auscultatório antes e após exercício em idosos.

13 LUZA et al. 2011 Revista Fisioterapia Pesquisa. Efeitos do repouso e do exercício no solo e na água em hipertensos e normotensos.

14 FREITAS et al. 2011 Estudo Interdisciplinar Envelhecimento. Porto Alegre. O uso da escala de omni-res em idosas hipertensas

15 CRISTIANE et al. 2010 Revista Brasileira de Cardiologia. Qualidade de Vida de Hipertensos em Tratamento Ambulatorial

e em Programas de Exercício Físico

16 LIMA et al. 2009. Revista RENE revista da rede de enfermagem do Nordeste Estilo de vida de idosos hipertensos institucionalizados: análise com foco na educação em saúde.

Nº Nº sexo (%) Objetivo Tipo de estudo Idade Instrumento Tempo Principais resultados Conclusão

1 50% masculino, 50% feminino Analisar a influência da ordem de execução de exercícios resistido na hipotensão pós-exercício em idosos com hipertensão arterial bem controlada. 62,1 +- 3.1 anos No protocolo 1 foram realizados inicialmente três exercícios para membros superiores e, posteriormente, três exercícios para membros inferiores. No protocolo 2 a sequencia foi inversa. Já no protocolo 3 os exercícios foram realizados de forma alternada. Todos os exercícios foram realizados em três séries de 12 RM. 3 dias 1) a ordem de execução de exercícios resistidos para MI e MS influencia na HPE em idosos com hipertensão arterial sistêmica bem controlada; 2) existe maior duração da resposta hipotensiva como decorrência de uma sessão de exercícios resistidos alternados por segmentos (MI versus MS);

A ordem de realização de exercícios resistidos em idosos com hipertensão arterial bem controlada influenciou na duração da resposta hipotensiva, mas não diretamente em sua magnitude.

2 100% feminino. 24 idosas.

Avaliar os efeitos cardiovasculares agudos do exercício resistido (ER) em idosas com hipertensão estágio I.

Entre 60 e 70 anos.

As idosas participaram de um trabalho de adaptação e um trabalho de coordenação. As idosas foram submetidas a uma sessão de ER, constituída por oito estações (três séries, 12 repetições, 50% 1 RM)

2 meses

Decréscimo significativo da PAS e PAD, propensão positiva a hipotensão somente é verificada em relação à PAD.

Do ponto de vista teórico, os resultados encontrados permitem concluir que uma sessão de ER composta de oito estações, constituída de três séries, realizada a uma intensidade de 50% da CVM, não apresenta decréscimo significativo para a PAS, porém são verificadas reduções significativas na PAD, demonstrando que há propensão positiva em relação à hipotensão em idosas.

3 Verificar o efeito dos treinamentos aeróbio, resistido e concorrente na pressão arterial e morfologia em idosos normotensos e hipertensos. tipo transversal com amostragem por conveniência 36 sessões de treinamento, tendo o Grupo 1 (G1), realizado treinamento aeróbio, Grupo 2 (G2), treinamento resistido e Grupo 3 ), treinamento concorrente (aeróbio + resistido). 4 meses Foi observada redução da pressão arterial pós-exercício em todos os grupos, apenas para a pressão arterial sistólica, tendo efeito hipotensor para os normotensos do G1, enquanto os hipertensos obtiveram redução da pressão arterial sistólica para os três grupos. Após o término das sessões de treinamento ficou evidenciada a importância da prática regular de exercício físico, seja ele aeróbio, resistido ou concorrente, na prevenção e no combate da HA.

4 Masculino e Feminino.

Avaliar a influência da atividade física na pressão arterial de pacientes idosos hipertensos sob tratamento não farmacológico (TNF).

Entre 60 e 72 anos.

Os pacientes foram randomizados em dois grupos: grupo controle(GC) - orientados para TNF: e grupo estudo (GE) - TNF e programa de atividade física supervisionada que consistia de três sessões semanais com uma hora cada. 6 meses

As características basais das variáveis analisadas foram homogêneas para a grande maioria dos dados sendo encontradas diferenças significativas na fase inicial apenas para distância percorrida o teste ergométrico. Os valores da pressão casual sofreram discreta diminuição.

A atividade física supervisionada foi mais eficiente em manter o controle da pressão arterial em idosos com hipertensão estágio I (GE) quando comparada ao grupo controle.

5 100% Feminino Estudar o perfil de saúde de um grupo de idosas do Programa Municipal de Terceira Idade do Município de Viçosa, praticantes de atividade física. Estudo transversal Entre 60 e 80 asnos Avaliação antropométrica e questionário A faixa etária das idosas estudadas variava entre 90 e80 anos (mediana: 68). 13,2 % moravam sozinhas, 56,6 por cento participam de atividades de grupo. No grupo estudado, embora a presença das enfermidades crônicas comuns dessa faixa etária tenha sido observada, a capacidade funcional parece preservada, o que pode estar relacionado à pratica de atividade.

6 100% Feminino Analisar os benefícios da atividade física nas mulheres com doença cardiovascular. Entre 40 e 75 anos Atividade física aeróbica Uma semana Mulheres com alto nível de atividade física

tiveram de 30 a 40% de redução de risco em relação àquelas com que caminhavam de maneira infrequente. Mulheres pós-menopausa que realizavam caminhadas vigorosas entre 45 minutos e 7 horas por semana, de modo regular, tiveram reduções em torno de 20% de eventos cardiovasculares ao longo do período estudado.

A atividade física exerce papel fundamental na saúde cardiovascular. As mulheres, acometidas de modo crescente pela doença arterial coronariana, tendem a ter menor nível de atividade física, em particular na adolescência. Programas de saúde pública incentivando a prática de exercícios físicos devem ser desenvolvidos em âmbito mundial.

7 Verificar o efeito do treinamento aeróbico em hipertensos participantes do programa saúde da família-AP. Entre 61 e 66 anos Atividade física aeróbica 10 semanas Os resultados para o grupo total estaticamente significativos no que diz respeito ao efeito agudo. O protocolo reduziu os níveis pressóricos de hipertensos na amostra estudada.

8 100% Feminino Objetivo analisar a percepção da influência da atividade

física na vida de mulheres acima de 60 anos, envolvidas em um programa de atividade física

regular. Entre 60 e 84 anos Análise e a categorização do Discurso do Sujeito Coletivo

– DSC Mudanças benéficas no aspecto físico com a pratica de atividade física, mudanças benéficas na socialização, mudanças na percepção de doenças com a prática de atividade física. Na percepção da população estudada, a prática de atividade física regular é um fator que influenciou e proporcionou mudanças benéficas em suas vidas.

9 54% Masculino e 46% Feminino Verificar as medidas não farmacológicas

conhecidas e utilizadas no tratamento da hipertensão arterial sistêmica (HAS)

entre os pacientes atendidos no Hospital Independência Porto Alegre/RS. Estudo transversal Entre 48 e 79 anos Realização de entrevistas No que se refere ao conhecimento de medidas comportamentais para o controle da HAS, verificou-se que a mais citada foi a restrição salina

(88,0%), seguida da realização de exercícios (87,0%) e restrição de gordura / dieta (85,0%) no geral. A maior parte dos entrevistados conhecia mais de uma medida não farmacológica para o controle da hipertensão arterial sistêmica, entretanto 27,5% dos pacientes desconheciam estas medidas. Dos pacientes que conheciam medidas comportamentais para o controle da HAS, a maioria citou a restrição salina seguido de exercícios físicos.

10 100% Feminino Analisar o

efeito de um programa de exercícios físicos de 12 semanas

com três sessões semanais sobre a composição corporal,

grau de força e VO2máx de mulheres hipertensas medicamentadas. 62,4 +- 6,5 anos Testes de repetição máxima em equipamentos de musculação específicos, para determinação da intensidade do treinamento nos seguintes exercícios: supino, puxada por trás, rosca tríceps e rosca bíceps, flexão e extensão de joelhos. Também foram realizados testes de força lombar e de membros inferiores com dinamômetro da marca Baseline. 12 semanas Redução significativa no somatório das dobras cutâneas do pré para o pós-treinamento, o que contribuiu para a modificação da composição corporal das participantes do programa. melhora significativa no VO2máx das participantes, apontando que a intensidade e o modelo de exercício foram benéficos para a melhoria da função cardiovascular das mulheres submetidas ao programa. A prática regular de exercícios físicos (aeróbios

e resistidos) realizados três vezes por semana durante 12 semanas foi suficiente para aumentar o VO2máx e a força de preensão manual, lombar e de membros inferiores, bem como reduzir o somatório de dobras cutâneas das mulheres hipertensas da presente amostra.

11 25 pacientes (14 mulheres) Investigar o efeito agudo do exercício resistido progressivo, de diferentes segmentos corporais, na resposta pressórica de pacientes com hipertensão arterial sistêmica (HAS) controlada. 64,5 +- 10,8 anos Realizaram três visitas para uma sessão de exercício resistido progressivo aleatório, nos seguintes grupos musculares: quadríceps femoral, grande dorsal, bíceps braquial. Medidas de pressão arterial foram obtidas em todas as visitas no repouso. Quatro semanas.

Imediatamente Após o exercício resistido agudo, houve significante aumento das pressões sistólicas, sem modificações significantes das pressões diastólicas, quando comparadas aos níveis pressóricos de repouso, para todos os grupos musculares e para todas as intensidades avaliadas. O exercício resistido de diferentes segmentos corporais promoveu aumentos similares e seguros dos níveis de pressão arterial sistólica, embora com tendência a maior resposta desta quando exercitados grandes grupos musculares em cargas elevadas.

12 16 idosos. Avaliar se valores semelhantes de PA são obtidos em idosos hipertensos submetidos ao exercício resistido, ao usarem-se os métodos oscilométrico (Omron-HEM-431) e auscultatório (esfigmomanômetro de mercúrio). Idades entre 61 e 75 anos. Os pacientes selecionados tiveram quatro sessões de adaptação aos exercícios, dois dias de teste para avaliação da força máxima dinâmica e três sessões experimentais únicas, controle (C), circuito-1 volta (C1) e circuito-2 voltas (C2), todas realizadas sempre no período da manhã. 40% de uma repetição máxima (1RM) e 1 min de intervalo entre os exercícios e circuitos. No período pré-intervenção houve boa concordância entre as medidas da pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) obtidas pelos dois métodos, havendo também elevada concordância geral após as sessões (Coeficiente de Lin = 0,82 e 0,81, respectivamente). Houve melhor concordância da PAD após a sessão controle do que após as sessões de exercício. Os métodos auscultatório e oscilométrico foram concordantes antes e após as sessões controle e de exercícios, havendo, no entanto, maiores diferenças da PAD do que da PAS, sendo esta última muito semelhante entre métodos.

13 20 idosos. Avaliar o efeito do repouso e do exercício, realizados no solo e na água, sobre a frequência cardíaca (FC), pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) e o volume de diurese em indivíduos hipertensos e normotensos. 59+-2,6 anos. Inicialmente foram submetidos a uma avaliação cardiológica com desenvolvimento de um Teste de exercício cardiorrespiratório (TECR), visando determinar a intensidade relativa ao limiar de anaerobiose e a sua aptidão cardiorrespiratória e realizada de acordo com os pré-requisitos estabelecidos pela Sociedade Brasileira de Cardiologia 10. No GN, o protocolo de repouso na água promoveu redução média de 14 bpm (p<0,01) da FC e o volume de diurese foi maior quando comparado aos protocolos realizados no solo (p<0,01). Portanto, a imersão desencadeou bradicardia e aumento do volume de diurese no GN. Não houve efeito hipotensor significativo nos protocolos realizados na água em ambos os grupos. Uma sessão de exercício físico durante 45 minutos, em intensidade submáxima no solo, provoca redução da PAS em indivíduos hipertensos. Sugerimos sua utilização como conduta não farmacológica para melhor controle da PA. A imersão em repouso desencadeou bradicardia e aumento no volume de diurese em indivíduos normotensos.

14 20 idosas. Avaliar a efetividade da escala de OMNI-RES em mulheres idosas hipertensas. idades 60 +- 3,8 anos. Realizaram quatro sessões de exercício resistido randomicamente ordenadas. Duas das sessões eram para membros

inferiores (MI), com intensidades de 60% e 80% de 15 RM, e as

outras duas, para membros superiores (MS), com as mesmas intensidades. Todas realizaram os exercícios sob os efeitos protetores dos seus medicamentos sobre as respostas pressóricas induzidas pelo exercício. A pressão arterial e FC basais se apresentavam estatisticamente similares nos quatro dias de sessões experimentais. As implicações práticas relevantes deste estudo são que a escala de OMNI-RES pode ser utilizada em substituição aos testes de carga máxima, os quais são vistos com cautela para esta população, e que ela representa uma ferramenta efetiva para que Educadores Físicos levem em consideração como os idosos se sentem para modular os parâmetros da prescrição de exercícios resistidos para

essas pessoas.

15 54,2±11,4 anos, 65,2% mulheres) e ativos (n=40; 64,7±9 anos, 75,6% mulheres). Avaliar a qualidade de vida relacionada à

saúde entre hipertensos sedentários atendidos em ambulatório ,hipertensos regularmente ativos participantes de programas de exercícios físicos. Entre 54, 2+-11,4 e 64,7+-9 anos. Os componentes do GA realizaram exercício físico aeróbio baseado nas características de cada programa. Os pacientes do CEFID-UDESC exercitavam-se três vezes por semana e os pacientes do Programa Palhoça Ativa realizavam exercício duas vezes por semana

. No domínio estado mental, a média no grupo

sedentário foi 6,57±5,1 pontos e no grupo ativo foi de 3,78±3,8 pontos (p<0,001). No domínio manifestações somáticas a média no grupo sedentário foi 4,68±4,3 e no

grupo ativo foi 2,93±2,6 pontos (p=0,05). Pacientes hipertensos fisicamente ativos

apresentaram qualidade de vida relacionada à saúde superior aos sedentários, principalmente no que diz respeito ao estado mental, mesmo sendo o grupo ativo composto por indivíduos mais idosos e com histórico maior de eventos cardiovasculares e doenças cardiovasculares instaladas.

16 21 idosos (6 homens e 15 mulheres). Estudo descritivo com abordagem qualitativa, que descreveu a percepção de 21 idosos hipertensos sobre estilo de vida, com vista ao controle da hipertensão arterial, que frequentavam o Lar da Melhor Idade, em Aquiraz-CE. Idades entre 60 e 83 anos. Os dados foram coletados, entre agosto e dezembro de 2008, na instituição citada, através de uma entrevista semiestruturada, com as seguintes questões norteadoras: O que o(a) senhor(a) entende sobre estilo de vida? Como o (a) senhor(a) descreve um estilo de vida saudável? Como o (a) senhor(a) avalia o seu estilo de vida com vista ao controle da HAS? As entrevistas foram gravadas, conforme o consentimento prévio dos informantes. Em nosso estudo, dez idosos eram analfabetos, dez iniciaram o ensino fundamental e um o ensino médio. Os idosos possuíam renda familiar mensal variando de um a dois salários mínimos vigentes (R$ 415,00), oriunda da aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, e dezoito residiam em imóvel próprio, com cônjuge e/ou outros familiares, e os demais moravam somente com filhos. A concepção dos idosos sobre estilo de vida saudável consistia em um conjunto de atos e atitudes concernentes à realidade de cada um, como questões relacionadas à sobrevivência. Isto nos leva a crer que o estilo de vida saudável na concepção do grupo ultrapassou a questão da saúde e emergiu na subjetividade dos participantes, nas suas crenças, seus valores e suas condições socioeconômicas, bem como na sua aptidão física. e prevenção da HAS e dos possíveis agravos.

Tabela 2 – Demais características da amostra

Quando analisamos a tabela 1, percebemos que as revistas que publicaram os estudos, são em sua maioria de ordem médica, reforçando o papel do exercício físico na saúde, podendo ser utilizado tanto na prevenção, quanto no controle de doenças crônicas, dentre elas a hipertensão arterial. Ainda em relação à tabela 1, considerando as datas das publicações, observamos que a prevalência e referente aos últimos 5 anos, o que imaginamos ser uma demonstração de um maior interesse do profissional de educação física nessa área de atuação.

Parece ser consenso entre os autores que tanto com a prática de uma única sessão isolada, quanto com a prática continua de exercício físico, apresenta-se uma diminuição significativa dos níveis de pressão arterial das amostras, porém, há uma pequena divergência nos resultados quando analisado se o decréscimo apresentado é referente a pressão arterial sistólica, diastólica ou em ambas. Podemos atribuir esse nível de discordância a grande variedade de protocolos utilizados para se avaliar os resultados, não podendo assim, chegar a uma resposta fidedigna.

Com relação à magnitude da resposta hipotensora, não é possível se dizer ao certo se o exercício resistido apresenta maiores reduções e duração na resposta hipotensora quando comparada ao exercício aeróbio, pois essas variáveis parecem estar intimamente ligadas a diversos fatores, tais como: o nível inicial da pressão arterial, a duração e a intensidade do exercício (MCDONALD 2000) e (LATERZA 2007). Entretanto, constatamos uma maior duração na resposta hipotensora em relação ao exercício resistido quando se alternaram por segmentos (membros inferiores e membros superiores) como afirma JANNING (et al., 2009) em seu estudo.

Em relação às amostras que receberam tratamento não farmacológico, o grupo que aderiu a prática de exercício físico obteve melhores resultados no controle da pressão arterial, quando comparado com o grupo controle (SEBBA et al., 2008.), justificando assim a importância do exercício físico no tratamento e controle da hipertensão arterial, concomitante à tratamentos não farmacológicos (PESCATELLO, 2004), (LATERZA, 2007), (COSTA, 2010) e a (VI DIRETRIZ BRASILEIRA DE HIPERTENSÃO , 2010). Em uma análise mais interessante, CRISTIANE et al. (2010) constatou que pacientes hipertensos fisicamente ativos, apresentaram qualidade de vida relacionada à saúde superior aos sedentários, principalmente no que diz respeito ao estado mental, mesmo sendo o grupo ativo composto por indivíduos mais idosos e com histórico maior de eventos cardiovasculares e doenças cardiovasculares instaladas.

Quando analisado o número geral das amostras, constatamos que em sua maioria é constituída por mulheres, porém, não quer dizer que a prevalência seja nesse gênero. Segundo dados da VI DIRETRIZ BRASILEIRA DE HIPERTENSÃO (2010), o número de homens acometidos pode chegar a 35,8%, superando o de mulheres, que e de 30%.

Ao serem entrevistados através de questionários com a finalidade de se apurar o nível de conhecimento das amostras em relação aos tratamentos não medicamentosos de hipertensão arterial, a maioria citou a restrição de sal seguida da prática regular do exercício físico, como medidas comportamentais a serem adotadas (VITOR et al., 2009), demonstrando assim que a população detém conhecimento de algumas medidas comportamentais a serem tomadas. Corroborando com essa ideia, Pereira et al.(2004) demonstrou em seu estudo através de avaliação antropométrica e questionários, que apesar da presença das enfermidades crônicas comuns dessa faixa etária, a capacidade funcional parecia estar preservada, o que pode estar relacionado à pratica de exercício físico.

3. CONCLUSÃO

Aparentemente existe um consenso entre os autores que tanto o exercício aeróbio quanto treinamento resistido, promove reduções significativas nos níveis pressóricos sistólicos e diastólicos, justificando a adesão de programas de treinamento na prevenção e controle da hipertensão arterial, entretanto, há necessidade de que se realizem mais estudos referentes ao exercício resistido em indivíduos hipertensos, pois os dados ainda são escassos.

Paralelamente a redução da P.A, os idosos parecem apresentar suas capacidades funcionais preservadas, promovendo assim uma maior independência para executar suas tarefas diárias, o que pode estar relacionada à prática regular de exercício físico, apontando mais um motivo param se aderi-lo. Assim, concluímos com o presente estudo que a prática regular do exercício físico em idosos hipertensos trás diversos benefícios, tais como, prevenção e tratamento da hipertensão arterial, e manutenção de suas capacidades funcionais.

4. REFERÊNCIAS

1. ANUNCIAÇÃO, Paulo Gomes; DOEDERLEINPOLITO, Marcos. Hipotensão pós-exercício em indivíduos hipertenso: uma revisão. Arquivo Brasileiro de Cardiologia, Londrina, v. 96, n. 5, p.100-109, maio 2011.

2. BARROSO, Weimar Kunz Sebba et al. Influencia da atividade física programada na pressão arterial de idosos hipertensos sob tratamento não-fármaco. Revista da Associação Médica Brasileira, Goiânia, v. 54, n. 4, p.328-333, abr. 2008.

3. BATTAGIN, Adriana Marques et al. Resposta Pressórica após exercício resistido de diferentes segmentos corporais em hipertensos. Revista da Sociedade Brasileira de Cardiologia, São Paulo, v. 95, n. 3, p.405-411, mar. 2010.

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