Manilha dupla para conexão entre elos de correntes

  • Número do pedido da patente:
  • PI 0802410-3 A2
  • Data do depósito:
  • 09/07/2008
  • Data da publicação:
  • 09/03/2010
Inventores:
  • Classificação:
  • B63B 21/08
    Amarra??o; Equipamento para deslocar, rebocar ou empurrar; Ancoragem; / Equipamento para prender ou guiar correntes, cordas, escov?m ou similares; / Dispositivos de fixa??o;
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MANILHA DUPLA PARA CONEXÃO ENTRE ELOS DE CORRENTES. A presente invenção apresenta uma peça única denominada manilha dupla (1) para ser usada na conexão de duas correntes, especialmente as correntes de amarração de navios, plataformas de exploração de petrôleo e outros equipamentos marinhos de grande porte, e que executa a mesma função que exige o uso de duas manilhas como vem sendo usado no estado da técnica.

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Documento


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MANILHA DUPLA PARA CONEXÃO ENTRE ELOS DE CORRENTES CAMPO DA INVENÇÃO

A presente invenção trata de um dispositivo para permitir a conexão entre duas correntes. Em especial, ela se aplica à conexão entre amarras 5 (correntes compostas por elos), as quais são utilizadas na ancoragem de navios ou plataformas empregadas na exploração e produção de petróleo em poços no oceano.

FUNDAMENTOS DA INVENÇÃO

Nas operações onde se usam correntes, sempre surge a 10 necessidade de se conectar duas correntes, ou mais. Essa questão se apresenta de maneira especial nas operações envolvendo navios, plataformas de exploração de petróleo e outros equipamentos marinhos, já que são equipamentos de grande porte, que exigem o uso de correntes de grande resistência e peso, e dispositivos de conexão especiais, capazes 15 de suportar as grandes cargas envolvidas.

TÉCNICA RELACIONADA

Os dispositivos empregados para fazer a conexão entre amarras de navios são as chamadas manilhas, que são peças de forma aproximadamente em “U”, com uma abertura de tamanho suficiente para 20 permitir a passagem de um elo da amarra. Após o elo da amarra ser encaixado dentro da manilha, sua abertura é fechada, por meio de um pino que atravessa o elo da corrente, e é fixado nos olhais existentes nas extremidades da manilha.

O modo clássico do uso de manilhas para conectar correntes é 25 mostrado no documento de patente francês n2 2.336.047. Conforme é ilustrado nas figuras 2 e 3 do referido documento, uma manilha (13) é encaixada dentro da outra (13’) e, a seguir, cada manilha recebe o elo final de uma das correntes (21 e 21’) e é fechada por um pino (16 e 16’) que passa dentro dos elos finais . Ainda, conforme aquele documento, as duas 30 manilhas podem ser iguais ou diferentes.

No documento de patente dos Estados Unidos US 4.079.584 é apresentada uma nova manilha, com resistência aperfeiçoada, mas sem mudança significativa na sua forma. Na publicação internacional WO 2005/124073 é proposta uma nova alternativa para a retenção do pino da manilha, do mesmo modo sem mudança significativa na forma da manilha. Ainda, no documento de patente alemão ne 2.262.590 uma manilha adaptada para conectar três correntes é descrita, mas sua forma também pouco difere das outras.

Ou seja, o uso de manilhas para a conexão de amarras tornou-se um padrão, apesar de algumas limitações que elas apresentam. Por exemplo, é comum que a conexão entre dois trechos de amarras seja feita através de manilhas padronizadas, que permitem a sua conexão apenas através do uso de elos finais, que são maiores e devem ser soldados nas extremidades das amarras. Na ausência dos elos finais, as manilhas não podem ser utilizadas, pois seus pinos têm seção transversal maior do que o espaço interno dos elos comuns da corrente. Ainda, para as correntes de grande diâmetro, as manilhas são peças de peso razoável e a necessidade de se usar duas manilhas para fazer a conexão de amarras pode exigir um esforço físico considerável dos trabalhadores.

A presente invenção rompe com esse “paradigma”, introduzindo uma “manilha dupla” que, em uma única peça, faz a função das duas manilhas da técnica anterior.

SUMÁRIO DA INVENÇÃO

Em um primeiro aspecto a presente invenção apresenta uma peça única denominada manilha dupla, para ser usada na conexão de duas correntes, especialmente as correntes de amarração de navios, plataformas de exploração de petróleo e outros equipamentos marinhos de grande porte. Ela possui dois rasgos ortogonais entre si para receber os elos das correntes e dois pinos que podem ser encaixados confortavelmente nos elos comuns das amarras, dispensando o uso de elos finais especiais. Além disso, apresenta um peso bastante inferior ao de duas manilhas, o que torna o seu manuseio menos penoso.

Em um segundo aspecto a invenção apresenta um método para a montagem e conexão dos elos das amarras à referida peça.

BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS

A Figura 1 mostra uma vista em perspectiva do corpo da manilha dupla da invenção.

A Figura 2 mostra uma vista em perspectiva da manilha dupla cujos pinos de fixação estão posicionados para serem encaixados nos respectivos furos.

A Figura 3 mostra uma vista em perspectiva da manilha dupla cujos pinos de fixação estão alojados nos seus respectivos furos.

A Figura 4 mostra o esquema de montagem dos elos das correntes na manilha dupla.

A Figura 5 mostra uma vista de topo da montagem final dos elos das correntes na manilha dupla.

DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO

Visando facilitar a compreensão do invento, sua descrição detalhada será feita com base nas Figuras que acompanham este relatório e dele é parte integrante.

O corpo (8) da manilha dupla (1), conforme mostrado na Figura 1 da presente invenção apresenta uma forma similar a um paralelepípedo no qual as duas faces opostas menores (2, 2’) foram recortadas, em planos perpendiculares entre si, para apresentar um perfil com a forma aproximada de um semicírculo.

A partir da primeira (2) das faces recortadas (2, 2’), em sua região central, e ortogonalmente à dita face, é feito um primeiro rasgo (3) até aproximadamente 2/3 do comprimento do corpo (8) da manilha dupla (1). A partir da segunda (2’) das faces recortadas (2, 2’) é feito um segundo rasgo (3’), igual e perpendicular ao primeiro. Ambos os rasgos (3, 3') apresentam seu fundo com um perfil preferentemente arredondado para evitar pontos de tensão localizados. Conforme é ilustrado nas Figuras 4 e 5, os rasgos (3, 3’) têm uma largura suficiente para receber os elos (5, 5’) da corrente em seu interior. Entre os rasgos (3, 3’) e os elos (5, 5’) é necessário que haja uma tolerância de folga de modo que os elos (5, 5’) possam ter a mobilidade necessária para se ajustar de acordo com as solicitações a que serão submetidos.

Todas as bordas do corpo (8) da manilha dupla (1) recebem um pequeno chanfro arredondado (4) para evitar cantos vivos que poderíam provocar lesões nos trabalhadores que irão manusear a manilha dupla (1).

No espaço entre o fundo de cada rasgo (3, 3’) e a face recortada (2, 2’) oposta a ele, são feitos orifícios (6, 6’) que atravessam todo o corpo (8) da manilha dupla (1). Esses orifícios (6, 6’), conforme mostrado nas Figuras 2 e 3, apresentam um perfil igual ao da seção transversal dos pinos de fixação (7, 7’) que serão inseridos neles para prender os elos (5, 5’) finais das correntes (veja Figura 5).

Os pinos de fixação (7, 7’), mostrados em detalhe nas Figuras 2 e 3, podem apresentar sua seção transversal com vários formatos, de acordo com as necessidades de cada aplicação específica. Uma forma preferida da seção transversal é ilustrada nas figuras que acompanham a presente descrição e se assemelha a um ovóide. Ela permite uma boa distribuição de carga sobre os elos (5, 5') da corrente e impede que o pino de fixação (7, T) gire dentro do orifício (6, 6’), o que poderia desgastá-los e criar uma folga perigosa entre ambos.

O dispositivo para retenção dos pinos de fixação (7, 7’) dentro dos orifícios (6, 6’), impedindo que os mesmos possam se soltar após a montagem, não é mostrado nas figuras e pode ser qualquer um dos vários tipos já conhecidos do estado da técnica. É desnecessário lembrar que a espessura dos pinos de fixação (7, 7’) deve permitir que eles passem através dos elos (5, 5’) das correntes.

O dimensionamento do corpo (8) e dos pinos de fixação (7, T) da manilha dupla (1) é determinado em função das cargas máximas a que eles serão submetido, que no caso de amarras para ancoragem de navios ou plataformas de exploração de petróleo, podem chegar a centenas de toneladas.

A Figura 4 ilustra o esquema de montagem dos elos (5, 5’) finais das correntes na manilha dupla (1), o que é conseguido de forma bastante simples. O primeiro passo é posicionar o elo (5) final da primeira corrente no primeiro rasgo (3) do corpo (8) de modo a permitir que o primeiro pino de fixação (7) possa ser introduzido no primeiro orifício (6) ficando dentro do elo (5) final da primeira corrente. A seguir, o primeiro pino de fixação (7) é introduzido no primeiro orifício (6) até ficar totalmente encaixado dentro dele. A mesma operação é repetida com relação ao segundo rasgo (3’), ao elo (5’) final da segunda corrente e ao segundo pino de fixação (7’).

As faces laterais dos pinos de fixação (7, 7’) poderão ficar faceando a superfície externa do corpo (8) da manilha dupla (1) ou, conforme mostrado nas figuras que acompanham a presente descrição, sobressaindo dele, dependendo do tipo de dispositivo para retenção do pino de fixação (7, T) a ser utilizado.

Na Figura 5 é mostrada uma vista de topo da emenda já concluída da corrente.

A título de comparação, para evidenciar o quanto a manilha dupla da invenção significará em redução de esforço por parte dos trabalhadores que irão manipulá-la, ressalte-se que ela é 25% mais leve do que a sua similar mais próxima conhecida do estado da técnica, denominada de manilha H.

Embora a “MANILHA DUPLA PARA CONEXÃO ENTRE ELOS DE AMARRAS” que acaba de ser descrita com relação às figuras anexadas, pareça a forma de realização preferida da invenção, compreender-se-á que diversas modificações poderão ser introduzidas sem se sair do âmbito de sua proteção, podendo alguns elementos ser substituídos por outros com a mesma função técnica, em especial suas dimensões, formas e proporções.

REIVINDICAÇÕES

1-    MANILHA DUPLA PARA CONEXÃO ENTRE ELOS DE CORRENTES, caracterizada por ser constituída por um corpo (8) e pinos de fixação (7, 7’) em que:

5    - dito corpo (8) apresenta uma forma similar a um paralelepípedo no qual

as duas faces opostas menores (2, 2’) foram recortadas, em planos perpendiculares entre si, para apresentar um perfil com a forma aproximada de um semicírculo; a partir da primeira (2) das faces recortadas (2, 2’), em sua região central, e ortogonalmente à dita face, 10 é feito um primeiro rasgo (3) até aproximadamente 2/3 do comprimento do corpo (8); a partir da segunda (2’) das faces recortadas (2, 2’) é feito um segundo rasgo (3’), igual ao primeiro e ortogonal a ele; ditos primeiro (3) e segundo (3’) rasgos têm uma largura suficiente para receber os elos (5, 5’) das correntes em seu interior, tendo uma 15 tolerância de folga de modo que ditos elos (5, 5’) possam ter a mobilidade necessária para se ajustar de acordo com as solicitações a que serão submetidos; ditos primeiro (3) e segundo (3’) rasgos, preferentemente, apresentam seu fundo arredondado; todas as bordas recebem um pequeno chanfro arredondado (4); no espaço entre o 20 fundo de cada rasgo (3, 3’) e a face recortada (2, 2’) oposta a ele, são feitos orifícios (6, 6’) que atravessam todo o corpo (8) da manilha dupla (1) e apresentam um perfil igual ao da seção transversal dos pinos de fixação (7, 7’);

- cada um de ditos pinos de fixação (7, 7’) é encaixado em um dos 25 orifícios (6, 6’) e apresenta uma seção transversal de perfil igual ao do orifício, sendo que sua espessura deve permitir que eles passem através dos elos (5, 5’) das correntes.

2-    MANILHA DUPLA PARA CONEXÃO ENTRE ELOS DE CORENTES, de acordo com a reivindicação 1, caracterizado por a conexão entre as

30 correntes ser feita posicionando-se o elo (5) final da primeira corrente no

primeiro rasgo (3) do corpo (8) da manilha dupla (1) de modo a permitir que o primeiro pino de fixação (7) possa ser introduzido no primeiro orifício (6) passando por dentro do elo (5) final da primeira corrente; introduz-se a seguir o primeiro pino de fixação (7) no primeiro orifício (6) até ficar 5 totalmente encaixado dentro dele; repete-se a operação com relação ao segundo rasgo (3’), elo (5’) final da segunda corrente e segundo pino de fixação (7’).

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RESUMO

MANILHA DUPLA PARA CONEXÃO ENTRE ELOS DE CORRENTES

A presente invenção apresenta uma peça única denominada manilha dupia (1) para ser usada na conexão de duas correntes, especialmente as correntes de amarração de navios, plataformas de exploração de petróleo e outros equipamentos marinhos de grande porte, e que executa a mesma função que exige o uso de duas manilhas como vem sendo usado no estado da técnica.