Uso de compostos obtidos a partir de extratos da arrabidaea brachypoda como antiulcerogênico

  • Número do pedido da patente:
  • BR 10 2013 031926 0 A2
  • Data do depósito:
  • 12/12/2013
  • Data da publicação:
  • 06/10/2015
Inventores:
  • Classificação:
  • A61P 17/02
    F?rmacos para o tratamento de problemas dermatol?gicos; / para tratamento de feridas, ?lceras, queimaduras, cicatrizes, queloides ou similares;
    ;
    A61K 31/352
    Prepara??es medicinais contendo ingredientes ativos orgânicos; / Compostos heteroc?clicos; / tendo oxig?nio como o ?nico hetero?tomo de um anel, p. ex. fungicromina; / tendo an?is de seis membros com um oxig?nio como o ?nico hetero?tomo de um anel; / condensado com an?is carboc?clicos, p. ex. canabin?is, metantelina;
    ;

USO DE COMPOSTOS OBTIDOS A PARTIR DE EXTRATOS DA ARRABIDAEA BRACHYPODA COMO ANTIULCEROGÊNICO. Esta invenção descreve o uso de compostos obtidos a partir do extrato de raí­zes, caules, cascas e folhas de espécies vegetais do gênero Arrabidaea, em especial a Arrabidaea brachypoda, também conhecida como cipó-una ou cervejinha do campo, para tratar doenças ulcerogênicas.

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Documento

USO DE COMPOSTOS OBTIDOS A PARTIR DE EXTRATOS DA ARRABIDAEA BRACHYPODA COMO ANTIULCEROGÊNICO

Campo da invenção:

Esta

invenção

descreve o

uso de

compostos obtidos

a

partir do

extrato

de

raizes,

caules,

cascas

e folhas

de

espécies

vegetais

do

gênero

Arrabidaea, em

especial

a

Arrabidaea brachypoda,

também

conhecida como

cipó-una

ou

cervejinha do campo, para tratar doenças ulcerogênicas.

Fundamentos da invenção:

A denominação úlcera descreve, genericamente, qualquer lesão superficial em tecido cutâneo ou mucoso. Nessas lesões, ocorre a ruptura do epitélio de modo a haver exposição de tecidos mais profundos.

As úlceras podem ser classificadas de acordo com o tipo de tecido acometido. Assim, úlceras cutâneas acometem a pele (áreas não pilificadas ou couro cabeludo), úlceras mucosas acometem as mucosas (externas ou internas), úlceras serosas acometem serosas e as úlceras complexas acometem diferentes tipos de tecidos ao longo de sua extensão ou profundidade.

A úlcera péptica é um exemplo de lesão que ocorre no revestimento do estômago ou na primeira parte do intestino delgado, chamada duodeno. Quando localizada no estômago, a úlcera péptica é denominada úlcera gástrica.

Os fatores agressores da mucosa gástrica se originam a partir de uma variedade de estímulos endógenos ou exógenos, dentre os quais estão o consumo de álcool, tabagismo, dieta inadequada, o consumo de anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs) e a presença, no local, da bactéria Helicobacter pylorí.

Dentre as opções terapêuticas existentes no mercado para tratamento das úlceras, estão disponíveis medicamentos que promovem uma ação antibacteriana, a neutralização do acido gástrico, a redução da secreção ácida estomacal e a citoproteção.

São utilizados inibidores da bomba protônica (tal como o omeprazol e o lansoprazol) e antagonistas do receptor de histamina H2 (cimetidina). Fármacos como a carbenoxolona e a indometecina também são usados. Os fármacos disponíveis atuam predominantemente minimizando os fatores lesivos da mucosa e a terapia está associada ao surgimento dos efeitos adversos e, em muitos casos, ocorre recidiva da lesão gástrica.

Em vista das dificuldades acima apontadas, tanto na prevenção quanto no tratamento das doenças, esta invenção propõe o uso de compostos obtidos a partir da Arrabidaea brachypoda no tratamento de doenças ulcerogênicas.

Estado da técnica:

Documentos disponíveis no estado da técnica descrevem diferentes compostos obtidos a partir da Arrabidaea, bem como a incorporação destes em composições farmacêuticas.

O documento brasileiro PI 0600943-3 A2 descreve o uso de extratos fitoterápicos a base de Arrabidaea chica como antifúngico e antibacteriano. Os extratos podem ser utilizados como fármaco ou aditivo a cosméticos, podendo ser aplicados diretamente ou incorporados a um veiculo farmacológico ou cosmético.

No documento WO 2013/091056 são descritas composições farmacêuticas estáveis compreendendo o extrato de Arrabidae chica em sistemas de liberação controlada, na forma de

lipossomas, micropartícuias ou nanopartícuias.

No WO 0152809 são descritas preparações cosméticas ou farmacêuticas contendo uma quantidade ativa de extrato de Arrabídae chica, enquanto que em JP 2001/122763 descreve-se uma composição para uso externo compreendendo plantas, tais como aquelas do gênero Arrabídaea, bem como seus extratos.

Nenhum dos documentos do estado da técnica descreve o uso de compostos obtidos a partir da Arrabídaea brachypoda para o tratamento de doenças ulcerogênicas.

Sumário da invenção:

Esta invenção descreve o uso de compostos obtidos a partir de extratos da Arrabídaea brachypoda para o tratamento de doenças ulcerogênicas.

Breve descrição das figuras:

A Figura 1 representa graficamente o efeito da administração oral do extrato das raizes de A. brachypoda a animais submetidos ao modelo de úlcera induzida por etanol, em que A representa o controle (salina), B representa o controle (salina) com pré-tratamento com N-nitro-L-arginina metil éster (L-NAME) sobre a área de lesão ulcerogênica, C representa a carbenoxolona, D representa a carbenoxolona com pré-tratamento com N-nitro-L-arginina metil éster (L-NAME) sobre a área de lesão ulcerogênica, E representa o extrato das raizes de A. brachypoda e F representa o mesmo extrato com pré-tratamento com N-nitro-L-arginina metil éster (L-NAME) sobre a área de lesão ulcerogênica.

A Figura 2 representa graficamente o efeito da administração oral do extrato das raizes de A. brachypoda a animais submetidos ao modelo de úlcera induzida por etanol, em que A representa o controle (salina), B representa o controle (salina) com pré-tratamento com N-etilmaleimida (NEM) sobre a área de lesão ulcerogênica, C representa a carbenoxolona, D representa a carbenoxolona com pré-tratamento com N-etilmaleimida (NEM) sobre a área de lesão ulcerogênica, E representa o extrato das raizes de A. brachypoda e F representa o mesmo extrato com pré-tratamento com N-etilmaleimida (NEM) sobre a área de lesão ulcerogênica.

As Figuras 3 e 4 representam graficamente o efeito da administração oral do extrato das raizes de A. brachypoda por 7 e 14 dias consecutivos sobre o peso do figado (A) , pulmões (B) , testículos (C) , coração (D) e rins (E) de animais submetidos ao modelo de úlcera induzida por ácido acético, em que (a) é SHAM, (b) é salina, (c) é lansoprazol e (d) é o extrato de A. brachypoda.

A Figura 5 representa graficamente a evolução do efeito da administração oral do extrato das raizes de A. brachypoda por 14 dias consecutivos sobre o peso do figado

(A) , pulmões (B), testículos (C), coração (D) e rins (E) de animais submetidos ao modelo de úlcera induzida por ácido acético, em que (a) é SHAM, (b) é salina, (c) é lansoprazol e (d) é o extrato de A. brachypoda.

As Figuras 6 e 7 representam graficamente o efeito da administração oral do extrato das raizes de A. brachypoda após 7 e 14 dias consecutivos sobre a cicatrização da lesão induzida em ratos por ácido acético, em que (A) é salina,

(B)    é lansoprazol e (C) é A. brachypoda.

A Figura 8 representa graficamente a evolução do processo de cicatrização da lesão induzida por ácido acético em ratos que tratados oralmente com o extrato das raízes de A. brachypoda por 14 dias consecutivos, em que (A) é salina, (B) é lansoprazol e (C) é A. brachypoda.

A Figura 9 representa graficamente uma comparação da atividade enzimática da MPO em animais tratados com salina (A), lansoprazol (B) e extrato de A. brachypoda (C) por 7 (a) e 14 (b) dias.

As Figuras 10A e 10B são fotomicrografias de estômagos de ratos com úlcera induzida por ácido acético após tratamento com salina por 7 dias consecutivos, nos aumentos de 20x (A) e lOOx (B).

As Figuras 10C e 10D são fotomicrografias de estômagos de ratos com úlcera induzida por ácido acético após tratamento com lansoprazol por 7 dias consecutivos, nos aumentos de 20x (C) e lOOx (D).

As Figuras 10E e 10F são fotomicrografias de estômagos de ratos com úlcera induzida por ácido acético após tratamento com A. brachypoda por 7 dias consecutivos, nos aumentos de 20x (E) e lOOx (F).

As Figuras 11A e 11B são fotomicrografias de estômagos de ratos com úlcera induzida por ácido acético após tratamento com salina por 14 dias consecutivos, nos aumentos de 20x (A) e lOOx (B) .

As Figuras 11C e 11D são fotomicrografias de estômagos de ratos com úlcera induzida por ácido acético após tratamento com lansoprazol por 14 dias consecutivos, nos aumentos de 20x (C) e lOOx (D).

As Figuras 11E e 11F são fotomicrografias de estômagos de ratos com úlcera induzida por ácido acético após tratamento com A. brachypoda por 14 dias consecutivos, nos aumentos de 20x (E) e lOOx (F) .

A Figura 12 representa graficamente a gastroproteção promovida pela administração oral de salina (A), lansoprazol (B) e do extrato hidroalcoólico das raizes de A. brachypoda (10,    30,    100 e 300 mg.Kg-1, respectivamente

C, D, E e F) no modelo de úlceras induzidas por etanol em ratos.

A Figura 13 representa graficamente o efeito do pré-tratamento oral de SHAM (A) , salina (B) , carbeno (C) e extrato hidroalcoólico de A. brachypoda (D) no modelo de indução de úlceras por AINE.

A Figura 14 representa graficamente o efeito da administração oral salina (A), carbeno (B) e extrato hidroalcoólico de A. brachypoda (C) sobre a produção de muco aderido pela mucosa gástrica de ratos submetidos à ligadura do piloro.

Descrição detalhada da invenção:

A invenção consiste no uso de compostos obtidos a partir de extratos de raizes, caules, cascas e folhas de espécies do gênero Arrabidaea, em especial, a partir de raizes de Arrabidaea brachypoda, conhecida como cervejinha do campo ou cipó-una.

O extrato de raizes desta planta compreende frações enriquecidas em compostos que apresentam uma atividade antiulcerogênica.

Método de obtenção dos compostos:

Os compostos da presente invenção são obtidos a partir de extratos padronizados de espécies do gênero Arrabidaea, em especial a Arrabidaea brachypoda.

Para a obtenção do extrato, a biomassa compreendendo raizes, caules, cascas, e folhas, bem como misturas destes, é extraída por meio de percolação, maceração soxhlet ou por meio de gases em estado supercritico, bem como uma mistura dessas técnicas.

A biomassa pode estar verde e/ou seca, pulverizada, moida, em pedaços e/ou esfarelada. De forma opcional, a biomassa é congelada antes de ser processada.

O congelamento prévio do material vegetal evita a degradação térmica provocada pelo aquecimento ao passar pelo moinho elétrico.

A extração é feita utilizando meio básico ou meio ácido, em meio aquoso ou utilizando solventes orgânicos, isolado ou em combinações.

Os ácidos podem ser ácidos fortes ou fracos, diluidos ou concentrados, isolados ou em misturas.

Em modalidades especificas da invenção, o ácido é selecionado dentre ácido acético, ácido clorídrico e ácido fórmico.

As bases, por sua vez, podem estar concentradas ou diluidas, isoladas ou em misturas.

Em modalidades especificas da invenção, a base é selecionada dentre hidróxido de amônia (NH4OH) e carbonato de sódio (Na2CC>3) .

O solvente orgânico é selecionado dentre aqueles que compreendem compostos halogenados, álcoois, aldeidos, éteres, ésteres, cetonas, alcanos, cicloalcanos, compostos fenólicos, benzenos e derivados, isolados ou suas misturas.

O extrato obtido pode ser seco com a tecnologia de secagem por pulverização (spray-drying), à pressão reduzida ou à temperatura ambiente.

Para a secagem por pulverização, as temperaturas de entrada e saída variam entre 150 e 190 °C e 80 e 90 °C, respectivamente. Já na secagem à pressão reduzida, a mesma varia entre 25 e 100 °C.

Os diferentes compostos são separados e purificados por meio de técnicas cromatográficas com ou sem pressão, como cromatografia a pressão atmosférica ou cromatografia a baixa, média ou alta pressão.

Para execução da técnica, pode-se utilizar uma fase estacionária normal, tal como a sílica gel, ou uma fase inversa, tal como a C-8 ou C-18.

Ainda, pode-se utilizar a partição líquido/líquido, tal como a cromatografia contra corrente, ou a partição centrífuga, utilizando resinas de troca iônica ou membranas de filtração.

A fim de identificar as moléculas responsáveis pela atividade farmacológica, o extrato de raízes de Arrabidaea brachypoda é submetido a um fracionamento guiado.

O extrato é fracionado por cromatografia a pressão média (MPLC) em fase reversa, com um sistema de solventes apresentando gradiente por passos de metanol-água a partir de 10:90, com aumento gradual até 100%.

A pressão máxima é de 20 bar (2xl03 kPa) e as amostras são colocadas em um cartucho de introdução após sua mistura com a fase estacionária (sílica) em uma proporção em peso de 1:3.

As frações são testadas nos testes antiulcerogênico. A partir destas frações, são obtidos os compostos isolados RAB-01, RAB-02 e RAB-03, cujas estruturas são elucidadas através de métodos espectroscópícos (tal como ultravioleta - UV, ressonância magnética nuclear - RMN 1D e 2D, espectrometria de massa a baixa e alta resolução - MS e HRMS), além de reações químicas e enzimáticas.

Os compostos isolados foram identificados como sendo flavonoides diméricos de fórmula I abaixo:

em que, para RAB-01, R é hidroxila; para RAB-02, R é metoxila e para RAB-03, R é hidrogênio.

A estrutura dos mesmos é identificada por técnicas clássicas de elucidação estrutural, incluindo ultravioleta, ressonância magnética nuclear (RMN) e espectrometria de massa (MS).

Os dados referentes a ressonância magnética nuclear de hidrogênio (MeOD, 500 MHz), ressonância magnética nuclear de carbono (MeOD, 125 MHz) e espectrometria de massas para cada um dos componentes RAB-01, RAB-02 e RAB-03 estão descritos abaixo e nas tabelas 1, 2 e 3:

RAB-01 - Sólido amorfo vermelho; [a] d20'1 -108,43° (c 0.1 MeOH) ; UV Àmax (log e) 266 nm (5.02); 'H-RMN (CD3OD, 500 MHz) e 1 3 C-RMN (CD3OD, 125 MHz): Tabela 1; ESI-MS (modo positivo):    m/z 525.1    [M+H]+; HRMS:    m/z 525.1926    [M+H]+

(calculado para C32H2807, 525.1913, A ppm = 1.3).

RAB-02 - Sólido amorfo laranja; [a]D20,9    -118,80° (c

0.1 MeOH); UV Àmax (log e) 254 nm (4.82); 'H-RMN (CD3OD,

500 MHz) e 13C-RMN (CD3OD, 125 MHz): Tabela 1; ESI-MS (Modo positivo) m/z 539.1    [M+H]+; HRMS (modo positivo) m/z 539.

2095    [M+H]+ ]+ (calculado para C33H30O7,    539.    2070, A ppm =

4.6).

5    RAB-03 - Sólido amorfo laranja; [a]D20,1 -82,86 (c 0.1

MeOH) ; UV Xmax (log e) 266 nm (5.78); 'H-RMN (CD3OD, 500 MHz) e 13C-RMN (MeOD, 125 MHz): tabela 1; ESI-MS (modo positivo) m/z 509.1    [M+H]+; HRMS (Pos. Mod): 509.1974[M+H]+

]+ (calculado para C32H29O6, 509.1964, Appm = 2.0).

10 Tabela 1. Dados de RMN de 2ff e RMN de 13C (500 e 125 MHz,

CD3OD, õ em ppm) do composto RAB-01.

XH

1 3 c

1

161.1

2

6.08 d, J = 2.2

92.8

3

161.1

4

5.94 d, J = 2.2

96.4

4a

157.8

6

4.78 d, J = 11.2

78.2

6a

2.22 dt, J = 11.2, 1.9 Hz

42.4

7

3.17 ddd, J = 5.5, 1.9, 1.6 Hz

34

7a

101.8

8

160.2

9

6.05 d, J = 2.1 Hz

93

10

159.1

11

5.98 d, J = 2.1 Hz

96.5

11a

155.4

12a

5.28 d, J = 2.3 Hz

63.5

12b

103.8

1'

140.4

2' ,6'

7.24 d, J = 1.6 Hz

128.5

3' ,5'

7.38 m

129.5

4'

7.38 m

129.6

A

5.95 dd, J = 15.9, 5.5 Hz

130.7

B

5.81 dd, J = 15.9, 1.6 Hz

131.7

1' '

130.4

2" , 6' '

7.05 d, J = 8.6 Hz

128.4

3' ' , 5"

6.64 d, J = 8.6 Hz

116.2

4' '

157.7

1-OMe

3.81 s

56.1

8-OMe

3.62 s

55.9

4''-OMe

-

-

Tabela 2. Dados de RMN de 3H e RMN de 13C (500 e 125 MHz, CD3OD, 5 em ppm) do composto RAB-02.

XH

1 3 c

1

160.9

2

6.08 d, J = 2.1 Hz

92.7

3

161,1

4

5.94 d, J = 2.1 Hz

96.3

4a

157.7

6

4.77 d, J = 11.3 Hz

78.1

6a

2.19 dt, J = 11.3, 1.9 Hz

42.3

7

3.17 ddd, J = 5.6, 1.9, 1.6 Hz

34

7a

101.6

8

160.2

9

6.05 d, J = 2.1 Hz

93

10

159.2

11

5.98 d, J = 2.1 Hz

96.5

11a

155.3

12a

5.27 d, J = 2.3 Hz

63.4

12b

103.7

1'

140.4

2' ,6'

7.23 d, J = 7.0 Hz

128.5

3' ,5'

7.38 m

129.5

4'

7.38 m

129.5

A

5.99 dd, J = 15.8, 5.6 Hz

131.5

B

5.83 dd, J = 15.8, 1.6 Hz

131.3

1' '

131.1

2" , 6"

7.11 d, J = 8.8 Hz

128.2

3'', 5''

6.75 d, J = 8.8 Hz

114.8

4. .

160.2

1-OMe

3.79 s

56.1

8-OMe

3.62 s

55.9

4''-OMe

3.73 s

55.6

Tabela 3. Dados de RMN de 1H e RMN de 13C (500 e 125 MHz, CD3OD, 5 em ppm) do composto RAB-03.

XH

1 3C

1

161.1

2

6.08 d, J = 2.2 Hz

92.8

3

161.1

4

5.95 d, J = 2.2 Hz

96.4

4a

157.8

6

4.79 d, J = 11.3 Hz

78.2

6a

2.24 dt, J = 11.3, 1.9 Hz

42.2

7

3.21 ddd, J = 5.1, 1.9, 1.7 Hz

34.2

7a

101.5

8

160.2

9

6.05 d, J = 2.3 Hz

93

10

159.2

11

5.99 d, J = 2.3 Hz

96.6

11a

155.4

12a

5.28 d, J = 2.4 Hz

63.5

12b

103.8

1'

140.4

2 ' , 6'

7.24 d, J = 7.6 Hz

128.5

3 ' , 5 '

7.38 m

129.5

4 '

7.38 m

129.6

A

6.15 dd, J = 15.7, 5.7 Hz

133.8

B

5.91 dd, J = 15.7, 1.7 Hz

132

1' '

138.6

2' ', 6' '

7.18 m

127.2

3 ' ' , 5 ' '

7.18 m

129.4

4 ' '

7.10 m

128

1-OMe

3.79 s

56.1

8-OMe

3.61 s

55.9

4''-OMe

-

-

Incorporação dos compostos RAB-01, RAB-02 e RAB-03 em composições farmacêuticas:

As composições farmacêuticas obtidas de acordo com a presente invenção compreendem os compostos RAB-01, RAB-02 e RAB-03 em quantidades padronizadas, em sua forma isolada ou em associação com outros produtos naturais ou sintéticos, em diferentes proporções.

Preferencialmente, as composições farmacêuticas desta invenção compreendem os compostos RAB-01, RAB-02 e RAB-03 em uma faixa de concentração que varia de 0,001 a 50 % de pelo menos um dos compostos em sua forma livre ou na forma de sal (como cloratos, sulfatos ou boratos), associados a excipientes farmaceuticamente aceitáveis.

As composições farmacêuticas podem ainda compreender fármacos, vitaminas, sais e/ou açúcares.

As composições ora descritas são apresentadas na forma de comprimidos, cápsulas gelatinosas (duras ou moles), microcápsulas, nanoparticulas, tinturas, xaropes, emulsões do tipo 0/A e A/O, lipossomas, liquidos injetáveis, aerossóis, pós, liofilizados e similares, para serem administradas por via oral, tópica, injetável ou inalável.

As referidas composições são úteis no tratamento de úlceras, principalmente úlceras pépticas.