Paula Paschoal Rodrigues Garcia

Mestranda do PPGS (Programa de Pós-graduação em Sociologia) da Universidade Federal de São Carlos e pesquisadora vinculada ao GEVAC (Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos). Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho, Marília, SP. Pesquisadora integrante do Instituto de Estudos Comparados em Administração do Conflito (INCT-INEAC). Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia da Violência, atuando principalmente nos seguintes temas: sistema prisional, punição e gênero.

Informações coletadas do Lattes em 20/10/2019

Acadêmico

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Formação acadêmica

Mestrado em andamento em Sociologia

2017 - Atual

Universidade Federal de São Carlos
Orientador:Jacqueline Sinhoretto.

Graduação em Ciências Sociais

2011 - 2015

Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
Título: A situação das mulheres encarceradas no estado de São Paulo: uma análise dos discursos das mulheres encarceradas.
Orientador: Luís Antônio Francisco de Souza
Bolsista do(a): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq, Brasil.

Ensino Médio (2º grau)

2007 - 2009

COLEGIO LUMA CAROLINA

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Formação complementar

2016 - 2016

Experimentação Circense. (Carga horária: 3h). , Projeto NóisnaKombi e Curadores do Riso, CR, Brasil.

2015 - 2015

Conjuntura Política Brasileira e Internacional. (Carga horária: 6h). , Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.

2015 - 2015

A loucura de cada dia: singularidade e cidadania. (Carga horária: 3h). , Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.

2014 - 2015

Formação Básica de Palhaços. (Carga horária: 80h). , Curadores do Riso, CR, Brasil.

2014 - 2014

Reinventando os clássicos. (Carga horária: 6h). , Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, ANPOCS, Brasil.

2014 - 2014

Hai-Kai e as Ciências Sociais. (Carga horária: 4h). , Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.

2013 - 2014

Francês nível avançado. (Carga horária: 270h). , Cultura Francesa, CF, Brasil.

2013 - 2013

Mesa de abertura uma homenagem a Luiz Pereira. (Carga horária: 3h). , Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.

2013 - 2013

Olhares Antropológicos em Cenários Urbanos.. (Carga horária: 8h). , Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.

2013 - 2013

XIV Semana de Ciências Sociais: 50 anos em debate. (Carga horária: 6h). , Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.

2013 - 2013

Simpósio diálogos II: Música e Filosofia. (Carga horária: 24h). , Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.

2013 - 2013

Drogas: do uso recreacional ao abusivo. (Carga horária: 4h). , Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.

2013 - 2013

Uma nota sobre a Sociologia do trabalho urbano no Brasil. (Carga horária: 3h). , Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.

2012 - 2012

Minicurso o pensamento de Max Weber. (Carga horária: 6h). , Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.

2012 - 2012

Minicurso Questões da Vida Contemporânea: niilismo, indiferença e a e tédio. (Carga horária: 7h). , Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.

2012 - 2012

A Esquerda e o Imperialismo no Brasil. (Carga horária: 4h). , Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.

2011 - 2011

Gramsci e as esquerdas na América Latina. (Carga horária: 6h). , Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, Brasil.

2007 - 2010

Interchange e New Interchange I e II. (Carga horária: 520h). , Sin Limit Idiomas, SL, Brasil.

2004 - 2004

Junior Course Book 2/4. (Carga horária: 50h). , CCAA, CCAA, Brasil.

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Idiomas

Inglês

Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Bem.

Português

Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Bem.

Francês

Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Bem.

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Áreas de atuação

    Grande área: Ciências Humanas / Área: Sociologia.

    Grande área: Ciências Humanas / Área: Sociologia / Subárea: Sociologia da Violência.

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Organização de eventos

GARCIA, P. P. R. . Fórum Nacional sobre a Produção da Vitimização de Mulheres no Sistema de Justiça Criminal. 2015. (Outro).

GARCIA, P. P. R. . Hai-Kai e as Ciências Sociais. 2014. (Outro).

GARCIA, P. P. R. . XIII SUDESTEPET ? Integração e Diversidade: Caminhos para Educação Tutorial.. 2013. (Outro).

GARCIA, P. P. R. . Curso de Elaboração de Projetos de Pesquisa. 2013. (Outro).

GARCIA, P. P. R. . Processo seletivo do grupo PET de Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia e Ciências. 2013. (Outro).

GARCIA, P. P. R. . Minicurso ?O Pensamento de Max Weber: Uma leitura de Maurício Tragtenberg,Michael Löwy e Gabriel Cohn?.. 2012. (Outro).

GARCIA, P. P. R. . Feira de profissões 2012. 2012. .

GARCIA, P. P. R. ; COSTA, N. F. ; MACHADO, J. V. . Criança Faz Arte? 2ª Semana Criança e Arte da UNESP Marília. 2012. (Outro).

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Participação em eventos

VI Semana de Administração Pública.Gestão penal no Brasil. 2018. (Seminário).

VI Seminário Internacional INCT-INEAC..Para além das grades e cadeados: a vivência da mulher egressa do sistema prisional em São Paulo. 2018. (Seminário).

XV Semana de Ciências Sociais da UFSCar.Minicurso 2: Violência e gênero. 2017. (Outra).

V Seminário Nacional de Estudos Prisionais e Punição.Uma análise dos discursos das mulheres encarceradas sobre punição e sexualidade no estado de São Paulo. 2016. (Seminário).

XXVIII Congresso de Iniciação Científica. A situação do sistema prisional feminino no estado de São Paulo: uma análise dos discursos sobre sexualidade das mulheres encarceradas.. 2016. (Congresso).

IV FÓRUM NACIONAL SOBRE A PRODUÇÃO DA VITIMIZAÇÃO DE MULHERES NO SISTEMA DE JUSTIÇA CRIMINAL.Vitimização das Mulheres Encarceradas - Sistema de Justiça Criminal. 2015. (Outra).

XXVII Congresso de Iniciação Científica. Biopolítica: o fenômeno da letalidade na polícia do Estado de São Paulo como instrumento de gestão e produção de marginalidades. 2015. (Congresso).

Encontro Anual da ANPOCS. 2014. (Outra).

Golpe Militar 50 anos: memória, história e direitos humanos. 2014. (Outra).

XIV SUDESTEPET.Café das Ciências Sociais. 2014. (Encontro).

XX Seminário de Iniciação Científica da UFOP.Café das Ciências Sociais. 2014. (Seminário).

XIII SUDESTEPET ? Integração e Diversidade: Caminhos para Educação Tutorial..Café das Ciências Sociais. 2013. (Encontro).

90 anos do Movimento Comunista no Brasil. 2012. (Seminário).

Seminário de Iniciação Científica da UFOP.Café das Ciências Sociais. 2012. (Seminário).

1ª Semana de Ciências Sociais da UNESP. 2011. (Encontro).

IV Seminário Científico Internacional Teoria Política do Socialismo. 2011. (Seminário).

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Comissão julgadora das bancas

Joana DArc Teixeira

TEIXEIRA, Joana Darc; SOUZA, L. A. F.; MAGALHOES, B. R.. A situação do sistema prisional feminino no Estado de São Paulo: uma análise dos discursos e das multiplas punições das mulheres encarceradas. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Sociais) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.

Luis Antonio Francisco de Souza

SOUZA, Luís Antônio F.; MAGALHAES, B. R.; TEIXEIRA, J. D.. A situação do sistema prisional feminino no Estado de São Paulo: uma análise dos discursos e das múltiplas punições das mulheres encarceradas. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Abi - Ciências Sociais) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.

Jacqueline Sinhoretto

SINHORETTO, J.PAULA, L.; MADEIRA, L. M.. Quando canta a liberdade: a desinstitucionalização da mulher egressa do sistema prisional paulista. 2019. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal de São Carlos.

Jacqueline Sinhoretto

SINHORETTO, J.PAULA, L.; MADEIRA, L. M.. Para além das grades e cadeados: a vivência da mulher egressa do sistema prisional em São Paulo. 2018. Exame de qualificação (Mestrando em Sociologia) - Universidade Federal de São Carlos.

Boris Ribeiro de MAgalhães

Teixeira, J.D.;MAGALHÃES, Bóris Ribeiro de. A SITUAÇÃO DO SISTEMA PRISIONAL FEMININO NO ESTADO DE SÃO PAULO: UMA ANÁLISE DOS DISCURSOS E DAS MÚLTIPLAS PUNIÇÕES DAS MULHERES ENCARCERADAS. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Sociais) - Faculdade de Filosofia e Ciências - UNESP - Campus de Marília.

Liana de Paula

SINHORETTO, JacquelinePAULA, Liana de; MADEIRA, L. M.. Para além das grades e cadeados: a vivência da mulher egressa do sistema prisional em São Paulo.. 2018. Exame de qualificação (Mestrando em Sociologia) - Universidade Federal de São Carlos.

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Foi orientado por

Luis Antonio Francisco de Souza

A situação do sistema prisional feminino no Estado de São Paulo: uma análise dos discursos e das múltiplas punições das mulheres encarceradas; 2017; Trabalho de Conclusão de Curso; (Graduação em Abi - Ciências Sociais) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; Orientador: Luis Antonio Francisco de Souza;

Luis Antonio Francisco de Souza

A construção social da vitimização: perfil das mulheres vítimas de violência no sistema de justiça criminal; ; 2017; Iniciação Científica; (Graduando em Abi - Ciências Sociais) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; Orientador: Luis Antonio Francisco de Souza;

Jacqueline Sinhoretto

Para além das grades e cadeados: a vivência da mulher egressa do sistema prisional em São Paulo; Início: 2017; Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal de São Carlos; (Orientador);

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Produções bibliográficas

  • GARCIA, P. P. R. . Biopolítica: o fenômeno da letalidade na polícia do Estado de São Paulo como instrumento de gestão e produção de marginalidades. 2015. (Apresentação de Trabalho/Congresso).

  • SIQUINELLI, L. D. ; GARCIA, P. P. R. . Vitimização das Mulheres Encarceradas - Sistema de Justiça Criminal. 2015. (Apresentação de Trabalho/Outra).

  • SIQUINELLI, L. D. ; GARCIA, P. P. R. . Vitimização das Mulheres Encarceradas. 2015. (Apresentação de Trabalho/Congresso).

  • GARCIA, P. P. R. . A cultura do medo. 2014. (Apresentação de Trabalho/Seminário).

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Outras produções

GARCIA, P. P. R. . A CONSTRUÇÃO SOCIAL DA VITIMIZAÇÃO: PERFIL DAS MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA NO SISTEMA DE JUSTIÇA CRIMINAL. UMA ANÁLISE COMPARADA SÃO PAULO E PARÁ. 2015. (Relatório de pesquisa).

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Projetos de pesquisa

  • 2017 - Atual

    Estratégias de controle do crime e administração de conflitos: o caso de São Paulo, Descrição: Este subprojeto enfoca a administração institucional de conflitos a partir do estudo de diferentes estratégias contemporâneas de controle do crime. Procura interpretar, no mesmo quadro de compreensão, formas diferentes de administrar os conflitos relacionados à emergência de novos modos de organização do crime no Sudeste ? em especial em São Paulo, mas não apenas ? e os controles desenvolvidos e acionados por agentes estatais. Os estudos prévios realizados sobre a temática, incluindo o subprojeto ?A nova organização do mundo do crime e as instituições estatais de controle social e prevenção? desenvolvido no âmbito do InEAC (2012-2015), apontaram para a definição de ao menos quatro estratégias de controle do crime, que orientam as pesquisas empíricas do presente grupo. Em torno destas estratégias são mobilizados recursos, saberes, práticas e redes profissionais que articulam e tencionam grupos de agentes estatais nas corporações policiais, da justiça e nos programas de prevenção. Para o período atual, pretende-se refinar o conhecimento de como são constituídas e operadas as estratégias, buscando reconhecer os grupos de agentes que as mobilizam, as disputas e composições entre atores, a construção e mobilização de saberes específicos que orientam a ação no campo do controle do crime. Entre quatro as estratégias previamente reconhecidas, delineia-se o chamado combate militarizado, protagonizado por agentes da Polícia Militar. Nesta estratégia de controle do crime, os acusados são associados a ?inimigos? a serem combatidos, produzindo altas taxas de letalidade na ação policial, vitimando um perfil definido, constituídos por jovens do sexo masculino e predominantemente de cor negra. Ao lado desta estratégia, identificam-se os contornos contemporâneos das formas clássicas de controle do crime por meio da utilização do aparato penal, que tem produzido taxas muito elevados de encarceramento, também concentradas sobre jovens que cometem crimes patrimoniais e tráfico de drogas que envolvem pequenos valores. A administração penal dos conflitos do crime produz também larga impunidade para os crimes contra a vida e para a violência policial. Estas estratégias sofrem uma aparente concorrência de novas formas de administração de conflitos, introduzidas no Brasil a partir da importação de saberes e de mudanças legislativas que instituíram procedimentos alternativos de administração de conflitos no interior do sistema de justiça e programas de prevenção de delitos no campo da segurança. Até o momento, a pesquisa avançou no sentido da proposição da hipótese de que as justiças alternativas e os programas de prevenção inserem-se num quadro de seletividade de conflitos a serem tratados por formas mais duras de intervenção (como letalidade e prisão) e formas mais doces de justiça, destinadas a tipos de conflitos e tipos de acusados considerados menos ofensivos ou perigosos. Nestas estratégias, outros saberes profissionais disputam espaço com os saberes policiais e judiciais, em busca de tratamento e profilaxia de possíveis desvios, especialmente destinados a adolescentes, usuários de drogas e moradores de rua. Buscam instituir formas de administração de conflitos que sejam alternativas ao modelo penal. Contudo, a hipótese construída a partir da experiência prévia de pesquisa indica que possíveis colonizações do tratamento penal dos conflitos ocorrem nestas formas de administração de conflitos. É do interesse desta pesquisa reconhecer as formas concretas de funcionamento de programas de justiça e policiamento alternativos e sua capacidade de disputar a hegemonia do tratamento criminal dos conflitos e a definição dos desviantes como inimigos a serem neutralizados.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Mestrado acadêmico: (4) Doutorado: (3) . , Integrantes: Paula Paschoal Rodrigues Garcia - Coordenador / Jacqueline Sinhoretto - Integrante.

  • 2017 - Atual

    Estratégias de controle do crime e administração de conflitos, Descrição: Este subprojeto enfoca a administração institucional de conflitos a partir do estudo de diferentes estratégias contemporâneas de controle do crime. Procura interpretar, no mesmo quadro de compreensão, formas diferentes de administrar os conflitos relacionados à emergência de novos modos de organização do crime no Sudeste ? em especial em São Paulo, mas não apenas ? e os controles desenvolvidos e acionados por agentes estatais. Os estudos prévios realizados sobre a temática, incluindo o subprojeto ?A nova organização do mundo do crime e as instituições estatais de controle social e prevenção? desenvolvido no âmbito do InEAC (2012-2015), apontaram para a definição de ao menos quatro estratégias de controle do crime, que orientam as pesquisas empíricas do presente grupo. Em torno destas estratégias são mobilizados recursos, saberes, práticas e redes profissionais que articulam e tencionam grupos de agentes estatais nas corporações policiais, da justiça e nos programas de prevenção. Para o período atual, pretende-se refinar o conhecimento de como são constituídas e operadas as estratégias, buscando reconhecer os grupos de agentes que as mobilizam, as disputas e composições entre atores, a construção e mobilização de saberes específicos que orientam a ação no campo do controle do crime. Entre quatro as estratégias previamente reconhecidas, delineia-se o chamado combate militarizado, protagonizado por agentes da Polícia Militar. Nesta estratégia de controle do crime, os acusados são associados a ?inimigos? a serem combatidos, produzindo altas taxas de letalidade na ação policial, vitimando um perfil definido, constituídos por jovens do sexo masculino e predominantemente de cor negra. Ao lado desta estratégia, identificam-se os contornos contemporâneos das formas clássicas de controle do crime por meio da utilização do aparato penal, que tem produzido taxas muito elevados de encarceramento, também concentradas sobre jovens que cometem crimes patrimoniais e tráfico de drogas que envolvem pequenos valores. A administração penal dos conflitos do crime produz também larga impunidade para os crimes contra a vida e para a violência policial. Estas estratégias sofrem uma aparente concorrência de novas formas de administração de conflitos, introduzidas no Brasil a partir da importação de saberes e de mudanças legislativas que instituíram procedimentos alternativos de administração de conflitos no interior do sistema de justiça e programas de prevenção de delitos no campo da segurança. Até o momento, a pesquisa avançou no sentido da proposição da hipótese de que as justiças alternativas e os programas de prevenção inserem-se num quadro de seletividade de conflitos a serem tratados por formas mais duras de intervenção (como letalidade e prisão) e formas mais doces de justiça, destinadas a tipos de conflitos e tipos de acusados considerados menos ofensivos ou perigosos. Nestas estratégias, outros saberes profissionais disputam espaço com os saberes policiais e judiciais, em busca de tratamento e profilaxia de possíveis desvios, especialmente destinados a adolescentes, usuários de drogas e moradores de rua. Buscam instituir formas de administração de conflitos que sejam alternativas ao modelo penal. Contudo, a hipótese construída a partir da experiência prévia de pesquisa indica que possíveis colonizações do tratamento penal dos conflitos ocorrem nestas formas de administração de conflitos. É do interesse desta pesquisa reconhecer as formas concretas de funcionamento de programas de justiça e policiamento alternativos e sua capacidade de disputar a hegemonia do tratamento criminal dos conflitos e a definição dos desviantes como inimigos a serem neutralizados.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (4) / Mestrado acadêmico: (4) / Doutorado: (9) . , Integrantes: Paula Paschoal Rodrigues Garcia - Integrante / Jacqueline Sinhoretto - Coordenador / Liana de Paula - Integrante / Juliana Tonche - Integrante / David Esmael Marques da Silva - Integrante / Giane Silvestre - Integrante / Henrique de Linica dos Santos Macedo - Integrante / Jade Santoro Cavalli - Integrante / André Sales dos Santos Cedro - Integrante / Felipe Athayde Lins Melo - Integrante / Raphael de Almeida Silva - Integrante / Maria Carolina de Camargo Schlittler - Integrante / Henrique Cezar Souza de Oliveira - Integrante.

  • 2010 - 2015

    A construção social da vitimização: perfil das mulheres vítimas de violência no sistema de justiça criminal: São Paulo e Pará, Descrição: O presente projeto pretende estudar o perfil da vitimização feminina nas instituições da justiça criminal em dois estados brasileiros que, por sua vez, possuem peculiaridades inerentes às suas realidades. Parte-se do pressuposto de que as mulheres enfrentam forte discriminação e se encontram em desvantagem social e simbólica nas instituições da justiça criminal o que aponta para um paradoxo: a recente legislação voltada para a proteção da mulher vítima de violência doméstica ainda não consegue dar conta de suas atribuições. A identificação do perfil de vitimização e a compreensão de que esta está fortemente interligada à vulnerabilidade social das mulheres no Brasil podem contribuir para a elaboração de políticas públicas específicas, em consonância ao II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres e Relatório do Grupo de Trabalho voltado para as Mulheres Encarceradas. Serão levados em consideração os perfis das mulheres que sofreram violência sexual, mulheres submetidas ao encarceramento e à internação em unidades para jovens. Assim, pretende-se verificar se há correlação entre os perfis das mulheres nestes três processos de vitimização em que o encarceramento precoce, a violência sexual e o cárcere podem surgir como pontos de articulação das várias formas de violência em que a mulher brasileira, sobretudo em seus estratos mais baixos, está submetida. Para realizar a pesquisa, o projeto pretende se concentrar em duas capitais (São Paulo e Belém) e em algumas cidades do interior destes dois Estados. O presente projeto pretende dar continuidade à pesquisa que vem sendo financiada pelo CNPq relativa aos editais MCT/CNPq/SPM-PR/MDA, Nº 020/2010, processo 402514/2010-6 e Nº 32/2012, processo 405220/2012-0.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Paula Paschoal Rodrigues Garcia - Integrante / Luís Antônio Francisco de Souza - Coordenador / Larissa Delle Siquinelli - Integrante / Vivian Carla Garcia Ferreira - Integrante., Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - Auxílio financeiro.

Histórico profissional

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Experiência profissional