Raphael de Almeida Silva

Atualmente é estudante de Mestrado no Programa de Pós Graduação em Sociologia na Universidade Federal de São Carlos (PPGS/UFSCar), com a pesquisa "A gestão prisional em Mato Grosso do Sul". Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Foi bolsista, CNPq/UFMS, de Iniciação Científica (PIBIC) no projeto "Direitos Humanos, território e políticas públicas", com a pesquisa "Território e Cárcere: o encarceramento Kaiowá e Guarani na região de Dourados/MS e a luta pelo tekohá". Membro-pesquisador do Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos (GEVAC/UFSCar) e do Núcleo de Estudos Néstor Perlongher - Cidade, Geração e Sexualidade (NENP/UFMS/CNPq). Pesquisador integrante do Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos (INCT-InEAC).

Informações coletadas do Lattes em 20/10/2019

Acadêmico

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Formação acadêmica

Mestrado em andamento em Sociologia

2019 - Atual

Universidade Federal de São Carlos
Título: A gestão prisional em Mato Grosso do Sul,Orientador:
Jacqueline Sinhoretto.Coorientador: Guilherme Rodrigues Passamani. Palavras-chave: Gestão Prisional; Agentes Penitenciários; Prisão e políticas penais.Grande área: Ciências Humanas

Graduação em Ciências Sociais

2015 - 2018

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Título: O espaço do poder nunca está vazio: as reconfigurações nas prisões paulistas e os Agentes de Segurança Penitenciária
Orientador: Guilherme Rodrigues Passamani

Curso técnico/profissionalizante em Agropecuária

2010 - 2012

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas

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Formação complementar

2019 - 2019

Violência e Administração de Conflitos. (Carga horária: 6h). , Universidade Federal de São Carlos, UFSCAR, Brasil.

2019 - 2019

Foucault e a nova ordem do trabalho: uma revisão teórica sobre o trabalho. (Carga horária: 20h). , Universidade Federal de São Carlos, UFSCAR, Brasil.

2019 - 2019

Justiça Juvenil no Brasil: entre o punitivismo e as alternativas penais. (Carga horária: 3h). , Sociedade Brasileira de Sociologia, SBS, Brasil.

2017 - 2017

Educação e Emancipação. (Carga horária: 8h). , Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, UFMS, Brasil.

2017 - 2017

Sociologia Latino-Americana. (Carga horária: 3h). , Sociedade Brasileira de Sociologia, SBS, Brasil.

2016 - 2016

Aspectos políticos e econômicos da redemocratização no Brasil em 1985 [...]. (Carga horária: 2h). , Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, UFMS, Brasil.

2016 - 2016

Da luta pela terra ao combate pela terra: os movimentos camponeses [...]. (Carga horária: 6h). , Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, UFMS, Brasil.

2016 - 2016

Oficina de Redação e Expressão Oral. (Carga horária: 10h). , Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, UFMS, Brasil.

2013 - 2013

Projeto de Intercâmbio Brasil/Alemanha 2013. (Carga horária: 132h). , Dietrich Bonhoeffer Gymnasium, DBG, Alemanha.

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Idiomas

Inglês

Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Bem.

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Áreas de atuação

    Grande área: Ciências Humanas / Área: Sociologia / Subárea: Sociologia.

    Grande área: Ciências Humanas / Área: Antropologia.

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Organização de eventos

SINHORETTO, J. ; Silva, R. A. . Seminário Violência e Administração de Conflitos. 2019. (Outro).

Silva, R. A. . X Semana de Ciências Sociais. 2016. (Outro).

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Participação em eventos

19º Congresso Brasileiro de Sociologia. O ESPAÇO DO PODER NUNCA ESTÁ VAZIO: as reconfigurações nas prisões paulistas e os agentes de segurança penitenciária. 2019. (Congresso).

Seminário Violência e Administração de Conflitos. 2019. (Seminário).

Seminário Antropologias Contemporâneas e Fronteiras.Território e cárcere: o encarceramento Kaiowá e Guarani na região de Dourados-MS e a luta pelo Tekohá. 2018. (Seminário).

XV Congresso Internacional de Direitos Humanos. Território e encarceramento: Kaiowá, Guarani e as consequências da luta pelo Tekohá. 2018. (Congresso).

18º Congresso Brasileiro de Sociologia. 2017. (Congresso).

IV Semana Acadêmica de Ciências Sociais - UFGD. 2017. (Outra).

V Encontro Nacional Sobre o Ensino de Sociologia na Educação Básica. 2017. (Encontro).

Conflito agrário e demarcação de terras indígenas em MS. 2016. (Outra).

XII Encontro Internacional da ANPHLAC. 2016. (Encontro).

X Semana de Ciências Sociais.O Urbano em Conflito. 2016. (Outra).

X Semana de Ciências Sociais.Pinho sol, seletividade penal e encarceramento: o caso de Rafael Braga Vieira. 2016. (Outra).

X Semana de Ciências Sociais. 2016. (Outra).

II Simpósio de Gênero e Sexualidade: Corpos Vigiados e Laicidade do Estado. 2015. (Simpósio).

II Simpósio de Gênero e Sexualidade: Corpos Vigiados e Laicidade do Estado.Gênero e Sexualidade na Contracultura Punk. 2015. (Simpósio).

IX Semana África-Brasil: Continente em Movimento. 2015. (Outra).

Projeto de Intercâmbio Brasil/Alemanha 2013.O Ciclo da Borracha e Seu Auge. 2013. (Encontro).

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Comissão julgadora das bancas

Felipe Athayde Lins de Melo

PASSAMANI, G. R.;MELO, F. A. L.; DUQUE, T.; MIRANDA, D. E.. O ESPAÇO DO PODER NUNCA ESTÁ VAZIO: AGENTES DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA E AS RECONFIGURAÇÕES DO PODER NAS PRISÕES PAULISTAS. 2018. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Sociais) - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Tiago Duque

PASSAMANI, G. R.; MELO, F. A. L.;DUQUE, T.. O espeço de poder nunca está vazio: agentes de segurança penitenciária e as reconfigurações do poder nas prisões paulistas. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Sociais) - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Guilherme Rodrigues Passamani

PASSAMANI, G. R.; MELO, F. A. L.; Miranda, D.E.; DUQUE, T.. O espaço do poder nunca está vazio: agentes de segurança penitenciária e as reconfigurações do poder nas prisões paulistas. 2018. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Sociais) - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

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Foi orientado por

Rudney Uezu

A Influência de fatores sociais no talento esportivo no voleibol; 2009; Trabalho de Conclusão de Curso; (Graduação em Educação Física) - Universidade Presbiteriana Mackenzie; Orientador: Rudney Uezu;

Tiago Duque

Monitoria na disciplina de Teoria Sociológica I; 2016; Orientação de outra natureza; (Ciências Sociais) - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul; Orientador: Tiago Duque;

Jacqueline Sinhoretto

A gestão prisional em Mato Grosso do Sul; Início: 2019; Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal de São Carlos; (Orientador);

Antonio Hilario Aguilera Urquiza

TERRITÓRIO E CÁRCERE: O ENCARCERAMENTO KAIOWÁ E GUARANI NA REGIÃO DE DOURADOS- MS E A LUTA PELO TEKOHÁ; 2018; Iniciação Científica - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; Orientador: Antonio Hilario Aguilera Urquiza;

Antonio Hilario Aguilera Urquiza

DIREITOS HUMANOS E RACISMO: O TRATAMENTO DESIGUAL ENTRE OS GUARANI PRESOS NA REGIÃO DE DOURADOS/MS; 2017; Iniciação Científica; (Graduando em Ciências Sociais) - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; Orientador: Antonio Hilario Aguilera Urquiza;

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Produções bibliográficas

  • Silva, R. A. . Gênero e Sexualidade na Contracultura Punk. COMPOSIÇÃO: REVISTA DE CIÊNCIAS SOCIAIS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL , v. Especial, p. 126-141, 2015.

  • Silva, R. A. ; AGUILERA URQUIZA, A. H. . Território e cárcere: o encarceramento kaiowá e guarani na região de Dourados- MS e a luta pelo tekohá. In: Seminário Antropologias Contemporâneas e Fronteiras, 2018, Campo Grande - MS. Anais do I Seminário Antropologias Contemporâneas e Fronteiras, 17 a 19 de outubro de 2018. Campo Grande - MS: UFMS, 2018. p. 209-224.

  • Silva, R. A. ; AGUILERA URQUIZA, A. H. . Direitos Humanos e racismo: o tratamento desigual entre os Guarani presos na região de Dourados/MS. In: XIV Congresso Internacional de Direitos Humanos, 2017, Campo Grande-MS. Anais do XIV Congresso Internacional de Direitos Humanos, 2017.

  • Silva, R. A. ; AGUILERA URQUIZA, A. H. . Território e cárcere: o encarceramento de índios Guarani como consequência da desterritorialização. In: IV CIAEE - Congresso Iberoamericano de Arqueologia, Etnologia e Etno-História, 2017, Dourados-MS. Caderno de Resumos - IV CIAEE - Congresso Iberoamaericano de Arqueologia, Etnologia e Etno-história, 2017. p. 66-66.

  • Silva, R. A. ; PASSAMANI, G. R. . O ESPAÇO DO PODER NUNCA ESTÁ VAZIO: as reconfigurações nas prisões paulistas e os agentes de segurança penitenciária. 2019. (Apresentação de Trabalho/Congresso).

  • Silva, R. A. . Território e encarceramento: Kaiowá, Guarani e as consequências da luta pelo Tekohá. 2018. (Apresentação de Trabalho/Congresso).

  • Silva, R. A. ; AGUILERA URQUIZA, A. H. . Direitos Humanos e Racismo: o tratamento desigual entre os Guarani presos na região de Dourados/MS. 2017. (Apresentação de Trabalho/Congresso).

  • Silva, R. A. ; SOUZA, M. B. ; AGUILERA URQUIZA, A. H. . Racismo e Encarceramento: Rafael Braga Vieira, do Pinho-Sol ao cárcere. 2017. (Apresentação de Trabalho/Congresso).

  • Silva, R. A. ; AGUILERA URQUIZA, A. H. . Território e Cárcere: Encarceramento de índios guarani como consequência da desterritorialização. 2017. (Apresentação de Trabalho/Congresso).

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Outras produções

Silva, R. A. . As jornadas de junho (2013) e o novo ciclo de lutas que se abre: insurgências e resistências. 2016. (Curso de curta duração ministrado/Outra).

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Projetos de pesquisa

  • 2019 - Atual

    A gestão prisional em Mato Grosso do Sul, Descrição: A gestão prisional em Mato Grosso do Sul. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Raphael de Almeida Silva - Integrante / Guilherme Rodrigues Passamani - Integrante / Jacqueline Sinhoretto - Coordenador.

  • 2017 - 2018

    Território e cárcere: o encarceramento Kaiowá e Guarani na região de Dourados-MS e a luta pelo Tekohá, Descrição: Bolsista no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica PIBIC/CNPq/UFMS. A pesquisa está inserida no projeto maior "Direitos Humanos, território e políticas pública". Tratou-se de uma pesquisa de Iniciação Científica (PIBIC/CNPq), onde foi realizada uma investigação acerca do fenômeno de encarceramento de indígenas Kaiowá e Guarani na região de Dourados, MS. Observamos que o tekohá (território tradicional) e todas as dinâmicas que o envolvem afetam a organização social dos Kaiowá e Guarani, o que por sua vez, desestrutura as relações sociais dando margem para outros padrões de socialização - tal como o crime -, além da criminalização das lideranças que organizam a luta pela terra. Assim, o encarceramento surge como resultado da desestruturação política, social e econômica desse povo realizada pelo processo de aldeamento, territorialização, confinamento e da retirada de seus territórios tradicionais.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Raphael de Almeida Silva - Integrante / Antonio Hilário Aguilera Urquiza - Integrante / JOSÉ PAULO GUTIERREZ - Coordenador.

  • 2017 - Atual

    Estratégias de controle do crime e administração de conflitos: o caso de São Paulo, Descrição: Este subprojeto enfoca a administração institucional de conflitos a partir do estudo de diferentes estratégias contemporâneas de controle do crime. Procura interpretar, no mesmo quadro de compreensão, formas diferentes de administrar os conflitos relacionados à emergência de novos modos de organização do crime no Sudeste ? em especial em São Paulo, mas não apenas ? e os controles desenvolvidos e acionados por agentes estatais. Os estudos prévios realizados sobre a temática, incluindo o subprojeto ?A nova organização do mundo do crime e as instituições estatais de controle social e prevenção? desenvolvido no âmbito do InEAC (2012-2015), apontaram para a definição de ao menos quatro estratégias de controle do crime, que orientam as pesquisas empíricas do presente grupo. Em torno destas estratégias são mobilizados recursos, saberes, práticas e redes profissionais que articulam e tencionam grupos de agentes estatais nas corporações policiais, da justiça e nos programas de prevenção. Para o período atual, pretende-se refinar o conhecimento de como são constituídas e operadas as estratégias, buscando reconhecer os grupos de agentes que as mobilizam, as disputas e composições entre atores, a construção e mobilização de saberes específicos que orientam a ação no campo do controle do crime. Entre quatro as estratégias previamente reconhecidas, delineia-se o chamado combate militarizado, protagonizado por agentes da Polícia Militar. Nesta estratégia de controle do crime, os acusados são associados a ?inimigos? a serem combatidos, produzindo altas taxas de letalidade na ação policial, vitimando um perfil definido, constituídos por jovens do sexo masculino e predominantemente de cor negra. Ao lado desta estratégia, identificam-se os contornos contemporâneos das formas clássicas de controle do crime por meio da utilização do aparato penal, que tem produzido taxas muito elevados de encarceramento, também concentradas sobre jovens que cometem crimes patrimoniais e tráfico de drogas que envolvem pequenos valores. A administração penal dos conflitos do crime produz também larga impunidade para os crimes contra a vida e para a violência policial. Estas estratégias sofrem uma aparente concorrência de novas formas de administração de conflitos, introduzidas no Brasil a partir da importação de saberes e de mudanças legislativas que instituíram procedimentos alternativos de administração de conflitos no interior do sistema de justiça e programas de prevenção de delitos no campo da segurança. Até o momento, a pesquisa avançou no sentido da proposição da hipótese de que as justiças alternativas e os programas de prevenção inserem-se num quadro de seletividade de conflitos a serem tratados por formas mais duras de intervenção (como letalidade e prisão) e formas mais doces de justiça, destinadas a tipos de conflitos e tipos de acusados considerados menos ofensivos ou perigosos. Nestas estratégias, outros saberes profissionais disputam espaço com os saberes policiais e judiciais, em busca de tratamento e profilaxia de possíveis desvios, especialmente destinados a adolescentes, usuários de drogas e moradores de rua. Buscam instituir formas de administração de conflitos que sejam alternativas ao modelo penal. Contudo, a hipótese construída a partir da experiência prévia de pesquisa indica que possíveis colonizações do tratamento penal dos conflitos ocorrem nestas formas de administração de conflitos. É do interesse desta pesquisa reconhecer as formas concretas de funcionamento de programas de justiça e policiamento alternativos e sua capacidade de disputar a hegemonia do tratamento criminal dos conflitos e a definição dos desviantes como inimigos a serem neutralizados.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Raphael de Almeida Silva - Integrante / Jacqueline Sinhoretto - Coordenador.

  • 2017 - Atual

    Estratégias de controle do crime e administração de conflitos, Descrição: Este subprojeto enfoca a administração institucional de conflitos a partir do estudo de diferentes estratégias contemporâneas de controle do crime. Procura interpretar, no mesmo quadro de compreensão, formas diferentes de administrar os conflitos relacionados à emergência de novos modos de organização do crime no Sudeste, em especial em São Paulo, mas não apenas, e os controles desenvolvidos e acionados por agentes estatais. Os estudos prévios realizados sobre a temática, incluindo o subprojeto "A nova organização do mundo do crime e as instituições estatais de controle social e prevenção" desenvolvido no âmbito do InEAC (2012-2015), apontaram para a definição de ao menos quatro estratégias de controle do crime, que orientam as pesquisas empíricas do presente grupo. Em torno destas estratégias são mobilizados recursos, saberes, práticas e redes profissionais que articulam e tencionam grupos de agentes estatais nas corporações policiais, da justiça e nos programas de prevenção. Para o período atual, pretende-se refinar o conhecimento de como são constituídas e operadas as estratégias, buscando reconhecer os grupos de agentes que as mobilizam, as disputas e composições entre atores, a construção e mobilização de saberes específicos que orientam a ação no campo do controle do crime. Entre quatro as estratégias previamente reconhecidas, delineia-se o chamado combate militarizado, protagonizado por agentes da Polícia Militar. Nesta estratégia de controle do crime, os acusados são associados a ?inimigos? a serem combatidos, produzindo altas taxas de letalidade na ação policial, vitimando um perfil definido, constituídos por jovens do sexo masculino e predominantemente de cor negra. Ao lado desta estratégia, identificam-se os contornos contemporâneos das formas clássicas de controle do crime por meio da utilização do aparato penal, que tem produzido taxas muito elevados de encarceramento, também concentradas sobre jovens que cometem crimes patrimoniais e tráfico de drogas que envolvem pequenos valores. A administração penal dos conflitos do crime produz também larga impunidade para os crimes contra a vida e para a violência policial. Estas estratégias sofrem uma aparente concorrência de novas formas de administração de conflitos, introduzidas no Brasil a partir da importação de saberes e de mudanças legislativas que instituíram procedimentos alternativos de administração de conflitos no interior do sistema de justiça e programas de prevenção de delitos no campo da segurança. Até o momento, a pesquisa avançou no sentido da proposição da hipótese de que as justiças alternativas e os programas de prevenção inserem-se num quadro de seletividade de conflitos a serem tratados por formas mais duras de intervenção (como letalidade e prisão) e formas mais doces de justiça, destinadas a tipos de conflitos e tipos de acusados considerados menos ofensivos ou perigosos. Nestas estratégias, outros saberes profissionais disputam espaço com os saberes policiais e judiciais, em busca de tratamento e profilaxia de possíveis desvios, especialmente destinados a adolescentes, usuários de drogas e moradores de rua. Buscam instituir formas de administração de conflitos que sejam alternativas ao modelo penal. Contudo, a hipótese construída a partir da experiência prévia de pesquisa indica que possíveis colonizações do tratamento penal dos conflitos ocorrem nestas formas de administração de conflitos. É do interesse desta pesquisa reconhecer as formas concretas de funcionamento de programas de justiça e policiamento alternativos e sua capacidade de disputar a hegemonia do tratamento criminal dos conflitos e a definição dos desviantes como inimigos a serem neutralizados.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Raphael de Almeida Silva - Integrante / Jacqueline Sinhoretto - Coordenador.

  • 2016 - Atual

    Direito à Rebelião? Reflexões críticas críticas a partir do legado da história da filosofia política, Descrição: Seguindo uma investigação que tem sido feita acerca do futuro da democracia, pretendemos com este projeto responder à questão ?Quando é legítimo contestar a autoridade pública, ou por outras palavras, como determinar que um governo é injusto e que meios tem o povo à sua disposição para o contestar??. A questão pode parecer supor uma resposta predeterminada de que é, de facto, legítimo contestar a autoridade. Esta pesquisa tem dois momentos. No primeiro momento queremos, por um lado, retraçar historicamente a evolução do conceito de rebelião, e com isso, a distinção analítica entre os conceitos de rebelião, revolução, resistência, desobediência civil, violência e poder. Por outro lado, queremos caracterizar a forma como o direito à resistência, enquanto direito específico garantido constitucionalmente, tem sido tratado na história da filosofia política. Neste momento pretendemos refletir criticamente sobre obras canônicas de autores como Thomas Hobbes, John Locke, Rousseau, John Stuart Mill, Kant, Hegel, Marx e também autores contemporâneos como Arendt, Rosanvallon, Rancière, Bordieu, entre outros. No segundo momento queremos perceber de que forma a história da teoria política nos pode ajudar a compreender as dinâmicas das democracias contemporâneas, marcadas por um contexto generalizado de uma crise da representatividade, déficit de participação e difusão de atores políticos numa ordem transnacional que muitas vezes nos força a questionar os limites e condições de possibilidade do próprio projeto democrático.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (3) . , Integrantes: Raphael de Almeida Silva - Integrante / Marta Rios Alves Nunes da Costa - Coordenador / Ricardo Pereira de Melo - Integrante / Stefan Vasilev Krastanov - Integrante / Jodascil Gonçalves Lopes - Integrante / Menssios Leoni Araujo Eloy - Integrante / Alessandro Pinzani - Integrante.

Histórico profissional

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Experiência profissional

  • 2019 - Atual

    Universidade Federal de São Carlos

    Vínculo: , Enquadramento Funcional:

  • 2017 - Atual

    Universidade Federal Fluminense

    Vínculo: , Enquadramento Funcional:

  • 2017 - 2018

    Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

    Vínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: Pesquisador, Carga horária: 20

    Outras informações:
    Bolsista no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica PIBIC/CNPq/UFMS, com a pesquisa "Território e cárcere: o encarceramento Kaiowá e Guarani na região de Dourados/MS e a luta pelo tekohá", sob a orientação do professor Dr. Antonio Hilário Aguilera Urquiza.

  • 2016 - 2016

    Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

    Vínculo: Monitor voluntário, Enquadramento Funcional: Monitoria de disciplina, Carga horária: 12

    Outras informações:
    Monitoria voluntária de 204 horas na disciplina Teoria Sociológica I, sob coordenação do professor Dr. Tiago Duque.