Supremo Tribunal Federal 29/05/2024 | STF
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Processo ARE 1479019
Sigla Tribunal: STF
Data de disponibilização: 29/05/2024
Tipo de comunicação: Publicação Monocrática
ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS (POLO: Polo ativo)
RECORRENTE:ESTADO DE MINAS GERAIS (POLO: Polo ativo)
RELATOR:GILMAR MENDES (POLO: OUTRO)
RECORRIDO:RIO BRANCO ALIMENTOS S/A (POLO: Polo passivo)
WERTHER BOTELHO SPAGNOL (OAB: 224072/RJ;53275/MG;104606/PR;302330/SP;22276/ES;30230/DF)
OTTO CARVALHO PESSOA DE MENDONCA (OAB: 93835/MG;69229/BA;64051/PE;68392/GO;260681/SP;21751/ES;18971-A/MA;51448/DF;104556/PR;163682/RJ)
Decisão: Trata-se de agravo contra inadmissibilidade de recurso extraordinário em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, cujo trecho da ementa transcrevo:
“EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. AÇÃO DECLARATÓRIA. ESTADO DE MINAS GERAIS. EC N. 87/2015. ICMS. DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA (DIFAL). EMPRESA CONTRIBUINTE DO ICMS E DESTINATÁRIA FINAL EM ESTADO DIVERSO DA ORIGEM. ENTENDIMENTO PACIFICADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM REPERCUSSÃO GERAL. RE N. 1.287.019 E ADI N. 5.469 (TEMA N. 1.093). NECESSIDADE DE LEI COMPLEMENTAR PARA A COBRANÇA DO ICMSDIFAL. APLICAÇÃO AO CASO DE CONTRIBUINTE DO ICMS. CABIMENTO. EXAÇÃO ILEGÍTIMA. DECRETO ESTADUAL N. 46.930/2015. ALTERAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO ICMS-DIFAL. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ORIENTAÇÃO TRIBUTÁRIA DOLT/SUTRI N. 002/20016. COMPROVAÇÃO. VIOLAÇÃO. APELO PROVIMENTO. SENTENÇA REFORMADA (...)”. (eDOC 10, p. 3)
No recurso extraordinário, interposto com fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal, aponta-se violação ao texto constitucional. art. 155, VII e VIII, e § 2º, do
Nas razões recursais, alega-se que a discussão dos autos refere-se à viabilidade da exigência do DIFAL (diferencial de alíquotas) em operação interestadual para consumidor final contribuinte de ICMS.
Sustenta-se a inaplicabilidade do Tema 1.093 ao caso, pois esse precedente tratou da necessidade de edição de lei complementar visando à cobrança da Diferença de Alíquotas do ICMS – DIFAL nas operações interestaduais envolvendo consumidores finais não contribuintes do imposto, nos termos da Emenda Constitucional 87/2015. Aduz-se que, de outro modo, a hipótese dos autos envolve consumidores finais contribuintes do imposto.
Afirma-se que a relação jurídica estabelecida na instituição do DIFAL a consumidor final contribuinte não sofreu nenhuma alteração e, por se tratar do mesmo ICMS referido na CF/1988 e na Lei Complementar 87/1996, a hipótese de incidência, fato gerador e as mesmas regras gerais serão a ele aplicáveis.
Assevera-se que, sendo a cobrança do DIFAL nas operações e prestações interestaduais que destinem bens e serviços a consumidor final contribuinte do imposto, para seu uso, consumo ou ativo imobilizado, inalteradas pela EC 87/2015, resta incólume a sua exigibilidade.
Argumenta-se que a jurisprudência sempre foi uníssona quanto à constitucionalidade da cobrança do DIFAL nas operações e prestações interestaduais que destinem bens e serviços a consumidor final contribuinte do imposto, tanto antes quanto após a EC 87/2015.
É o relatório.
Decido.
O recurso merece prosperar.
Na hipótese, a parte sustenta a inaplicabilidade do Tema 1.093 ao caso, pois esse precedente tratou da necessidade de edição de lei complementar visando à cobrança da Diferença de Alíquotas do ICMS – DIFAL nas operações interestaduais envolvendo consumidores finais não contribuintes do imposto, nos termos da Emenda Constitucional 87/2015. Aduz-se que, de outro modo, a hipótese dos autos envolve consumidores finais contribuintes do imposto.
Inicialmente, registro que esta Corte, no julgamento do RE-RG 1.287.019 (Tema 1.093), assentou a tese segundo a qual a cobrança do diferencial de alíquota alusivo ao ICMS, conforme introduzido pela Emenda Constitucional 87/2015, pressupõe edição de lei complementar veiculando normas gerais.
Na oportunidade do julgamento de mérito do referido precedente, bem como da ADI 5.469, o relator, Min. Dias Toffoli, consignou que, antes da EC 87/15, a Constituição
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ARE 1479019Confirma a exclusão?