Informações do processo 2012/0226094-5

  • Numeração alternativa
  • AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 1.431.392
  • Movimentações
  • 1
  • Data
  • 05/05/2014
  • Estado
  • Brasil

Movimentações Ano de 2014

05/05/2014

Esconder envolvidos Mais envolvidos
Seção: Coordenadoria da Quarta Turma - Quarta Turma
Tipo: AGRAVO DE INSTRUMENTO

Os processos abaixo relacionados encontram-se com Vista ao Embargado para Impugnação dos
EDcl:


DECISÃO

Trata-se de agravo (artigo 544 do CPC), interposto por AYMORÉ CRÉDITO
FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S/A, contra decisão que deixou de admitir recurso
especial (fls. 43/47, e-STJ), sob o fundamento de incidência da Súmula 216/STJ.

Nas razões de agravo (fls. 2/7, e-STJ), a insurgente reitera as teses já lançadas na via
excepcional.

Contraminuta às fls. 55/61 (e-STJ).

É o relatório.

Decido.

1 . O recurso não é admissível, por violação ao princípio da dialeticidade.

Com efeito, a parte agravante limitou-se a renegar, genericamente, o juízo de
admissibilidade realizado na origem, sem, contudo, efetivamente demonstrar a inadequação dos
óbices invocados.

Como é cediço, a falta de ataque específico aos fundamentos da decisão agravada
encontra óbice no art. 544, § 4º, I, do CPC, e atrai, por analogia, a aplicação do Enunciado n. 182, da
Súmula do STJ,
verbis : " É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar
especificamente os fundamentos da decisão agravada
".

Conforme já decidiu o STJ, "à luz do princípio da dialeticidade, que norteia os recursos,
deve a parte recorrente impugnar todos os fundamentos suficientes para manter o acórdão recorrido,
de maneira a
demonstrar que o julgamento proferido pelo Tribunal de origem merece ser
modificado, ou seja,
não basta que faça alegações genéricas em sentido contrário às afirmações do
julgado contra o qual se insurge" (AgRg no Ag 1.056.913/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda
Turma, DJe 26/11/2008 - grifos nossos).

2. Do exposto, não conheço do agravo, com fulcro no artigo 544, § 4º, I, do CPC.
Publique-se.

Intimem-se.

Brasília (DF), 30 de abril de 2014.

MINISTRO MARCO BUZZI
Relator


Retirado do Superior Tribunal de Justiça (Brasil) - Padrão