Leonardo Bezerra Pereira da Costa

Estudante do curso de graduação em História na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente é bolsista PIBIC/UERJ e desenvolve pesquisa sobre rebeliões indígenas no altiplano boliviano, século XVIII, sob orientação do prof. Alexandre Belmonte. Além do projeto PIBIC, participa dos projetos de pesquisa "Cronistas da Conquista colonial: a cosmovisão andina vista na longa duração", "O altiplano andino na longa duração: arqueologia e história" e "Práticas culturais do altiplano andino: yatiris, curandeiros e xamanismo". Estagiou na Escola Municipal George Pfisterer, atuando em reforço escolar e educação inclusiva, entre 2014 e 2015. É pesquisador dos GrPesq CNPq "Núcleo de Estudos das Américas" (UERJ), "História, Memória e narrativas latino-americanas" (UFT) e Archivo y Biblioteca Nacionales de Bolivia. É membro da Asociación de Estudios Bolivianos.

Informações coletadas do Lattes em 12/05/2024

Acadêmico

Formação acadêmica

Graduação em andamento em História

2013 - Atual

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Ensino Médio (2º grau)

2003 - 2005

Colégio Estadual Infante Dom Henrique

Idiomas

Bandeira representando o idioma Inglês

Compreende Razoavelmente, Fala Pouco, Lê Razoavelmente, Escreve Pouco.

Bandeira representando o idioma Espanhol

Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Razoavelmente.

Bandeira representando o idioma Português

Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Bem.

Bandeira representando o idioma Francês

Compreende Pouco, Fala Pouco, Lê Razoavelmente, Escreve Pouco.

Áreas de atuação

Grande área: Ciências Humanas / Área: História / Subárea: História da América/Especialidade: História Latino-Americana.

Participação em eventos

27ª Semana de Iniciação Científica da UERJ..Messianismo, milenarismo e. 2018. (Outra).

VI Congresso Internacional do Núcleo de de Estudos das Américas. América Latina e o Mundo Globalizado: Crise, Perspectivas, Alternativas.. A construção historiográfica de Túpac Amaru II como ?precursor da emancipação?: as obras de De Angelis, Lewin e Valcárcel (congresso). 2018. (Congresso).

26ª Semana de Iniciação Científica da UERJ.A historiografia sobre as rebeliões andinas do século XVIII. 2017. (Outra).

IX Congreso Internacional de la Asociación de Estudios Bolivianos. La historiografía sobre las rebeliones kataristas y tupamaristas en los siglos XX y XXI: balances y perspectivas. 2017. (Congresso).

V Congresso Internacional do Núcleo de Estudos das Américas. Rebeliões Andinas no século XVIII: Aspectos messiânicos e milenaristas. 2016. (Congresso).

Visão do Novo Mundo por Inca Garcilaso de la Vega.O Inca Garcilaso de la Vega: um mestiço letrado no século XVI.. 2016. (Oficina).

VIII Congreso Internacional de la Asociación de Estudios Bolivianos. Material simbólico e identidad boliviana en Rio de Janeiro. 2015. (Congresso).

VIII Fórum de Debates Povos e Culturas da América. 2015. (Outra).

Produções bibliográficas

  • BELMONTE, A. ; COSTA, L. B. P. . Material simbólico e identidade boliviana no Rio de Janeiro. Transmigração , v. 1, p. 31-36, 2016.

  • BELMONTE, A. ; COSTA, L. B. P. . Bolivianos longe da pacha: imigrantes no Rio de Janeiro. In: BELMONTE, Alexandre e LEMOS, Maria Teresa Toribio Brittes. (Org.). Bolivia-Brasil: trânsitos migratórios e culturais (edição bilíngue). 1ed.Rio de Janeiro: Estudos Americanos / Metanoia, 2018, v. , p. 22-42.

  • BELMONTE, A. ; COSTA, L. B. P. . Bolivianos lejos de la pacha: inmigrantes en Río de Janeiro. In: BELMONTE, Alexandre e LEMOS, Maria Teresa Toribio Brittes. (Org.). Bolivia-Brasil: tránsitos migratorios y culturales (edición bilingüe). 1ed.Rio de Janeiro: Estudos Americanos / Metanoia, 2018, v. , p. 20-40.

  • COSTA, L. B. P. . Rebeliões Andinas no século XVIII: Aspectos messiânicos e milenaristas. In: V Congresso Internacional do Núcleo de Estudos das Américas, 2016, Rio de Janeiro. Américas: processos civilizatórios e crises do capitalismo contemporâneo. Rio de Janeiro: Nucleas, 2016. v. 5. p. 108-108.

  • COSTA, L. B. P. . A historiografia sobre as rebeliões andinas do século XVIII. 2017. (Apresentação de Trabalho/Outra).

  • COSTA, L. B. P. . La historiografía sobre las rebeliones kataristas y tupamaristas en los siglos XX y XXI: balances y perspectivas. 2017. (Apresentação de Trabalho/Congresso).

  • COSTA, L. B. P. . Rebeliões Andinas no século XVIII: Aspectos messiânicos e milenaristas. 2016. (Apresentação de Trabalho/Congresso).

  • COSTA, L. B. P. ; BELMONTE, A. . Material simbólico e identidad boliviana en Rio de Janeiro. 2015. (Apresentação de Trabalho/Congresso).

  • BELMONTE, A. ; COSTA, L. B. P. ; Revilla Orías, P. . Padre, já não toleramos seus abusos: gestões afro-indígenas para libertar um escravo (Charcas, século XVIII). Rio de Janeiro: Estudos Americanos / Metanoia, 2018. (Tradução/Artigo).

  • BIGELOW, A. M. ; BELMONTE, A. ; COSTA, L. B. P. . 'Baço', 'Brown' e 'un milieu': a tradução das cores e as categorias das castas de metais. Rio de Janeiro: Estudos Americanos / Metanoia, 2016. (Tradução/Artigo).

Projetos de pesquisa

  • 2016 - Atual

    Rebeliões americanas no século XVIII: estudos de história comparada, Descrição: As rebeliões indígenas, escravas e populares ocorridas na segunda metade do século XVIII na América espanhola e portuguesa encontram-se na essência dos acontecimentos econômicos, políticos e sociais que deram, no início do século XIX, a tônica dos movimentos de independência. As rebeliões de Túpac Amaru II no Peru (1781), Túpac Katari na Bolívia (1781), a Inconfidência Baiana no Brasil (1796-1799), a luta independentista no Haiti ? Revolta de São Domingos (1791-1804) ? em que pese o fato de a historiografia lhes ter consagrado nomenclaturas diversas (rebelião, revolta, inconfidência, sublevação), permitem um olhar transversal pelo historiador, que as retiram de seus aparentes isolamentos para constituir um movimento mais amplo e revelador das contradições coloniais e metropolitanas. Essas rebeliões constituem-se em intensos movimentos políticos e de milícias em que grupos de indivíduos (indígenas, sobretudo, mas também negros e criollos) decidiram não acatar a autoridade espanhola, portuguesa e francesa. Até mesmo em Goa, na Índia, a chamada Conjuração dos Pintos buscou tomar o poder da mão da coroa portuguesa, em 1787. Em relação à América hispânica, as reformas fiscais levadas a cabo após a ascensão dos Bourbon à coroa espanhola produziram reflexos e consequências que extrapolaram os limites das Audiências. É nesse contexto de acirramento de dívidas, e de cobrança de impostos e reorganização da máquina administrativa colonial que várias rebeliões espalharam-se por todo o altiplano, desafiando o poder instituído e propondo uma subversão da ordem administrativa, política, econômica e cultural vigente. Antes das grandes rebeliões indígenas da década de 1780, no Paraguai chegou-se a cogitar a independência e a criação de um poder ?republicano? em 1721. Em Cochabamba, mestiços e indígenas lutam em 1730 por maior participação política. No vice-reino de Nova Granada, há revoltas em 1749 contra a atuação da Companhia de Caracas. Em Quito, em 1765, são os próprios criollos que se revoltam contra a alcabala, um imposto utilizado desde o século XI na Espanha muçulmana, incrementado pelos Bourbons ao longo do século XVIII. As taxas de alcabala já produziam inúmeros descontentamentos, dentre os quais, no final do século XVI, entre 1592-93, a Rebelião das Alcabalas na Audiência de Quito. As contradições coloniais também afetaram a negros (escravos e libertos) e criollos, gerando insatisfações e revoltas por toda a extensão da colônia. Rebeliões negras se espalham desde o Caribe, lideradas por Toussaint, fazendo sentir a influência de seus ideais até mesmo, segundo Manoel Bomfim, na Inconfidência Baiana, também chamada de Revolta dos Alfaiates. Na colônia portuguesa surgiam líderes negros, como os alfaiates Manuel Faustino e João de Deus Nascimento. No final do século XVIII, dotadas de lideranças, as rebeliões ? indígenas, negras, criollas ou mistas ? expressam essas contradições e desafiam o poder do espanhol. É neste contexto que surgem tanto o pensamento independentista das elites, de profissionais liberais, artífices, jornalistas, religiosos, quanto as insatisfações populares representadas nas rebeliões. Com um toque de messianismo, da cíclica espera pelo Inca, as insatisfações expressam-se em lutas que varrem os ayllus andinos entre 1780 e 1782. O entrelaçamento de fontes históricas dessas áreas coloniais e mesmo depois das independências, observadas na longa duração e submetidas a uma comparação em seus aspectos peculiares, produz uma narrativa desses acontecimentos sob uma nova ótica. Este projeto encontra sentido na identificação de pontos de aproximação dessas experiências que a historiografia tradicional tem visto como fragmentadas e isoladas, e tem como foco as rebeliões ocorridas no altiplano andino, observando as suas aproximações com casos semelhantes ocorridos nas províncias portuguesa e francesa.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (6) . , Integrantes: Leonardo Bezerra Pereira da Costa - Integrante / Alexandre Belmonte - Coordenador.

  • 2016 - Atual

    Cronistas da Conquista colonial: a cosmovisão andina vista na longa duração, Descrição: O presente projeto se inscreve num projeto mais amplo, intitulado Rebeliões americanas no século XVIII: estudos de história comparada, recentemente contemplado com fomento de APQ1 da FAPERJ, em sua última edição. Alguns cronistas coloniais da conquista espanhola - em especial Garcilaso de la Vega e Guamán Poma de Ayala - nos dão muitas indicações a respeito da mentalidade mítica dos povos andinos, além de informações valiosas acerca das rivalidades e dos ressentimentos nutridos por vários povos, como os aymara, em relação aos incas - que haviam adotado o idioma e a cultura quêchua. Uma vez que os incas não deixaram uma linguagem escrita, como fizeram os maias quichés, os primeiros cronistas são fundamentais na tentativa de recuperar informações e pistas sobre as culturas andinas, seus modos de representar a realidade, sua cosmovisão e sua vivência pautada em valores tão diferentes dos valores europeus. Entretanto, foi justamente essa diferença que fez com que os cronistas acabassem por disseminar inúmeros estereótipos acerca dos nativos, o que torna a leitura de suas obras uma tarefa complexa e que requer método. Em relação ao universo mental andino, o cronista peruano Garcilaso de la Vega é peça fundamental para se compreender o nativo e sua cosmovisão, e é o principal objeto desta pesquisa. É também o primeiro cronista a mencionar o mito do Incarrí textualmente, indicando uma percepção bastante peculiar da cosmovisão nativa. É a partir de sua principal obra, Comentarios Reales, que propomos um estudo do universo mental andino, tendo como pano de fundo a colonização, mas sem perder de vista a longa duração, no intuito de estudar os mitos andinos, sobretudo os que apontam para as ideias de tempo cíclico e as ideias milenaristas e messiânicas. A leitura de Garcilaso deverá ser cotejada à leitura de outros cronistas do período, em especial Guamán Poma de Ayala, Juan de Betanzos e Pedro Cieza de León.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (3) . , Integrantes: Leonardo Bezerra Pereira da Costa - Integrante / Alexandre Belmonte - Coordenador.

  • 2015 - Atual

    O altiplano andino na longa duração: arqueologia e história, Descrição: No intuito de compreender alguns aspectos das culturas do altiplano, o projeto articula arqueologia, história, crônicas e narrativas orais, observando as origens pré-incaicas e a cosmovisão andina na longa duração. Com a invasão espanhola, o antigo panteão de deuses nativos não foi de todo soterrado. Em alguns momentos, o sincretismo com o cristianismo produziu manifestações que desafiam o tempo e mostram a continuidade do culto aos antigos deuses, travestidos ou com ares de cristianismo. Um dos mais emblemáticos casos continua sendo o culto a El Tío de la mina, figura diabólica, com chifres e um enorme falo à mostra, a quem os mineiros recorrem para pedir minerais, saúde, para contar casos, falar das dificuldades da vida. Uma das etapas do projeto está centrada na sobrevivência do culto ao Tio no Cerro Rico de Potosí, onde são incontáveis as imagens do tio nos socavões das minas.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (7) . , Integrantes: Leonardo Bezerra Pereira da Costa - Integrante / Alexandre Belmonte - Coordenador.

  • 2015 - Atual

    Práticas culturais do altiplano andino: yatiris, curandeiros e xamanismo, Descrição: A pesquisa busca investigar aspectos históricos da cultura do altiplano aymara, identificando nos mitos nativos seu substrato, e levando em conta as diversas apropriações dos mitos e o impacto das práticas xamânicas na sociedade colonial em Charcas e Alto Peru. O projeto discute, também, a utilização política da cosmovisão andina na atualidade (práticas xamânicas e mitos).. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (2) . , Integrantes: Leonardo Bezerra Pereira da Costa - Integrante / Alexandre Belmonte - Coordenador.

Prêmios

2017

Menção Honrosa - Iniciação Científica, Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Histórico profissional

Endereço profissional

  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Centro de Ciências Sociais. , Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, Maracanã, 20550900 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil, Telefone: (21) 23340157

Experiência profissional

2016 - Atual

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Vínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: Bolsista PIBIC, Carga horária: 20

Atividades

  • 07/2016

    Pesquisa e desenvolvimento , Centro de Ciências Sociais, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas.,Linhas de pesquisa

2014 - 2015

Escola Municipal George Pfisterer

Vínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: Estagiário, Carga horária: 20

Outras informações:
Atuação em reforço escolar e educação inclusiva