Victória Villa Forte Baudson
Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil.
Faz História Licenciatura na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Instituto Multidisciplinar. Atualmente é membro do grupo de pesquisa Antigo Regime nos Trópicos: Centro de Estudos sobre a dinâmica imperial no mundo português, séculos XVI-XVIII, integra como aluna de iniciação científica voluntária o projeto de pesquisa "As escrituras da cabeça política do Estado do Brasil: construção de um banco de dados dos Livros de Notas de Salvador da Bahia, 1664-1807". Domina leitura paleográfica e manuseia o software Excell.
Informações coletadas do Lattes em 23/10/2023
Acadêmico
Formação acadêmica
Formação complementar
2022 -
Módulos para projeto de pesquisa Cabeça da República. (Carga horária: 20h). , Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil.
2022 - 2022
Oficina de Paleografia. (Carga horária: 24h). , Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil.
2015 - 2022
Inglês. (Carga horária: 800h). , Wizard RJ, W, Brasil.
Idiomas
Inglês
Compreende Bem, Fala Razoavelmente, Lê Bem, Escreve Razoavelmente.
Espanhol
Compreende Bem, Fala Pouco, Lê Bem, Escreve Pouco.
Francês
Compreende Razoavelmente, Fala Pouco, Lê Razoavelmente, Escreve Pouco.
Áreas de atuação
Grande área: Ciências Humanas / Área: História / Subárea: História do Brasil.
Projetos de pesquisa
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2023 - Atual
As mil e uma desigualdades da escravidão (Rio de Janeiro, 1700-1850), Descrição: Com foco no Rio de Janeiro, o projeto analisa as várias formas de desigualdade social, jurídica, econômica, política e de status instauradas a partir do boom do comércio atlântico de cativos nos setecentos. Salienta que o tráfico de cativos e acrescente escravidão africana reinauguraram formas de exercício de poder, de concentração de riqueza e de alocação de grupos sociais. No entanto, ao mesmo tempo em que os dois fatores orientaram a estruturação desigual da sociedade também viabilizaram a incorporação de segmentos oriundos da escravidão à ordem social. Nomeadamente, escravos que compraram suas alforrias que não raro se tornaram senhores de cativos passaram a reproduzir a desigualdade também com base na escravidão. Deste cenário, um novo grupo senhorial aflorou nos setecentos, especialmente as mulheres forras e outros egressos do cativeiro. Por sua vez, tudo indica que os homens de negócio que emergiram nos setecentos igualmente suplantaram famílias da antiga nobreza da terra que alçavam o topo da hierarquia social, não tanto pela escravidão africana, mas pelo sistema de mercês e pelo monopólio de instituições que controlavam a circulação da riqueza social, como a alfândega e o cofre de órfãos. A alta governação portuguesa no conselho ultramarino sediado em Lisboa e os governadores da capitania fluminense teceram juízos variados sobre estas transformações, que, em maior ou menor grau, adentraram o século XIX. Resta saber em que medida as transformações no cenário setecentista fluminense são comparáveis a outras áreas, como a Bahia e mesmo ao atualmente chamado Norte fluminense, cujo complexo agrário açucareiro se intensificou apenas a partir da segunda metade do século XVIII. No mais, sobre que bases as desigualdades perpetradas pela escravidão e pelo comércio atlântico de cativos permaneceram, ou não, nos oitocentos. São estas as questões centrais do projeto calcado em diferentes corpora documentais (fontes paroquiais, livros de notas cartoriais, testamentos, correspondências administrativas, etc.) analisados, metodologicamente, à luz de suas especificidades, mas com vistas a moldar uma visão holística sobre a visceral desigualdade escravista.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (5) / Especialização: (1) / Mestrado acadêmico: (1) / Doutorado: (3) . , Integrantes: Victória Villa Forte Baudson - Coordenador / Roberto Guedes Ferreira - Integrante.
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2022 - Atual
As escrituras da Cabeça Política do Estado do Brasil: construção de um banco de dados dos Livros de Notas de Salvador da Bahia, 1664-1807, Descrição: Este projeto objetiva elaborar um banco de dados de todas as escrituras públicas dos tabelionatos (Ofícios de Notas) da antiga América portuguesa entre os séculos XVI e XVIII. Tais escrituras legalizavam e publicizavam, como até hoje o fazem, diferentes atos da sociedade. Nelas temos vendas, créditos, contratos de casamento, testamentos, alforrias, patrimônios para vida eclesiástica, procurações etc. Portanto, a sociedade ao rés do chão. O ponto de partida serão os tabelionatos da cidade de Salvador da Bahia, por ser a cabeça política do então Estado do Brasil, disponibilizados no site da British Library, para o período 1664 ? 1807 (76.472 imagens). Essas escrituras serão transcritas com o auxílio do aplicativo Transkribus (a transcrição manual de 15% do documento gera modelos que transcrevem o restante) e contém, ainda, ferramentas de busca. Em seguida, será elaborado um banco de dados permitindo investigações na área das Ciências Humanas. Esse banco será hospedado em universidades públicas e, via internet, franqueado ao público em geral. Aquelas escrituras servem a diversas metodologias da historiografia. Para os adeptos da história serial dos Annales, é possível estudar as mudanças e permanências da sociedade; no caso de séries temporais das vendas, dos créditos etc. Para a micro-história o tabelionato registrava, ao menos, parte das relações vividas pelos agentes da sociedade. Assim, tendo como fio de Ariane os nomes das pessoas em tais papeis ? vendas, contratos de casamentos, testamentos etc ? poder-se-á entender a lógica da sociedade. Seja qual for o método adotado para estudo e uso do banco de dados sobre as escrituras, dará solidez empírica para a ainda jovem historiografia brasileira; auxiliando para melhor compreensão da sociedade contemporânea e solução de seus problemas. O projeto será capitaneado pelo grupo de pesquisa Antigo Regime nos Trópicos da UFRJ e credenciado no CNPq, em rede com pesquisadores de diferentes Universidades públicas do Brasil.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (1) . , Integrantes: Victória Villa Forte Baudson - Integrante / João Luís Ribeiro Fragoso - Coordenador / Roberto Guedes - Integrante / Maria Lemke - Integrante.
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2022 - Atual
Cativos, alforriados e senhores: construtores da escravidão e da liberdade (Rio de Janeiro, século XVIII), Descrição: Referente ao século XVIII, a pesquisa analisa escravidão, alforria, alforriados e egressos no Rio de Janeiro. A partir de registros paroquiais de batismo, casamento e óbitos (com testamentos), livros de notas cartoriais e documentos administrativos, a investigação perscrutará caminhos possíveis de mobilidade social (via alforria e reinserção social de forros e seus descendentes) em uma sociedade escravista marcada pela desigualdade oriunda da própria escravidão e de distinções de antigo regime remodeladas nos trópicos. Confrontar, portanto, mobilidade social com fatores instituidores da desigualdade leva a considerar que tal sociedade viabilizou, ao mesmo tempo e não raro para as mesmas pessoas e/ou famílias, experiências e lugares sociais de escravos e de libertos que se tornaram senhores. A pesquisa visa analisar quem e quantos eram os alforriados da cidade carioca setecentista, como alcançaram a alforria: por doação senhorial ou autocompra, uma combinação entre estas modalidades. Perscrutará se em liberdade ? e que tipo de liberdade ? alforriados se converteram em senhores por compra de cativos e/ou por heranças e legados. Relativa a outros grupos sem experiência no cativeiro, tal como os portugueses, por exemplo, a pesquisa comparará a posse de escravos por alforriados e seus descedentes e se os modos de lidar com cativos foram similares ou diferentes aos dos lusitanos. As experiências pretéritas na escravidão interferiram nos comportamentos senhoriais dos libertos? Como eles e seus descendentes nomearam, isto é, classificaram, os seus cativos? Para isso, usaram que termos de qualidades orientadas pela escravidão (preto, pardo, mulato etc)? Empregaram aos cativos as mesmas classificações imputadas por senhores portugueses? Por outro lado, como os libertos eram referidos, logo caracterizados, por terceiros na vida cotidiana na cidade, e como referiam si mesmos e a outros grupos sociais? Uma vez que cativos geralmente não tinham sobrenomes, como os alforriados, quase sempre providos de sobrenomes, construíam os seus? Pardo, preto, preto forro, pardo forro, crioulo, de nação Angola, Congo etc., entre outros termos de época que atinanm às qualidades da escravidão, portavam idênticos significados quando os forros os arrogavam a seus escravos, a si mesmos e a seus descendentes, se cotejadas às que lhes eram atribuídas por outros grupos sociais? Por exemplo, os padres redatores de registros de batismos influenciaram o vocabulário hierárquico escravista que assinalava qualidades (pretos, pardos etc.) de alforriados e egressos da escravidão; e/ou eram meros filtros de informações das assimetrias manifestas nas qualidades que também incidiam sobre os libertos e seus parentes? Como os libertos, mesmo os que se tornaram donos de cativos, se relacionavam com seus ex-senhores? Em que trabalhavam, ou uma vez senhores pararam de labutar? De que irmandades participavam? Houve distintas apropriações sociais e religiosas, por exemplo, do batismo e do compadrio por parte dos diferentes alforriados, quer fossem senhores, escravos ou forros? Houve mudanças em tudo isso ao longo do século XVIII, por quê? O que as trajetórias de vida de forros, seus familiares e seus descendentes dizem sobre a reinserção social? Enfim, em diálogo com a historiografia nacional e internacional , que aspectos da escravidão e da alocação social de forros e de seus descendentes são passíveis de análise a partir de assentos de batismo, testamentos, livros de notas cartoriais e documentos administrativos da cidade do Rio de Janeiro setecentista? São questões que o projeto se propõe a analisar.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Victória Villa Forte Baudson - Integrante / Roberto Guedes - Coordenador.
Histórico profissional
Experiência profissional
2021 - 2022
Escola AmplaVínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: Estagiária, Regime: Dedicação exclusiva.
Criando um monitoramento
Nossos robôs irão buscar nos nossos bancos de dados todos os processos de Victória Villa Forte Baudson e sempre que o nome aparecer em publicações dos Diários Oficiais, avisaremos por e-mail e pelo painel do usuário
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