Marciano Sanca

Doutorando em Antropologia pela Universidade Federal de Pelotas - UFPel (2024-). Mestre em Antropologia pela UFPel (2022-2024). Graduado em Antropologia pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB (2020-2023). Graduado em Ciências Humanas pela UNILAB (2018-2020). Ex estudante do curso de Francês na Escola Normal Superior Tchico Té - Guiné-Bissau (2015-2016). Professor de Francês na Escola Evangelica Educar Safim - Guiné-Bissau (2015-2016). Seminarista da Congregação Religiosa: Oblato de Maria Imaculada - Dakar, Senegal (2014-2015). Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES/Brasil (2022-até o momento). Bolsista, enquadramento Funcional: Professor do curso de Francês de NÚCLEO DE LÍNGUAS do Idioma sem fronteira - UNILAB (2021-2022). Bolsista, enquadramento funcional: Tutor do Programa de Acolhimento e Integração de Estudantes Estrangeiros - PAIE (2020). Integrando o grupo da pesquisa e Estudos Etnográficos Urbanos - GEEUR/UFPEL (2022 até o momento). Membro de grupo de pesquisa: As dinâmicas das relações raciais na UNILAB e o cotidiano dos estudantes africanos: Entre lugar da raça, gênero e sexualidade - UNILAB (2019-2021). Membro do projeto: univers de la francophonie: cultural, mobilité et internationalisation - UNILAB (2018-2020). Atuando principalmente nos seguintes temas: Identidade e Práticas culturais, Pertencimento, Coletivo, Memória, Futebol.

Informações coletadas do Lattes em 02/05/2025

Acadêmico

Formação acadêmica

Doutorado em andamento em Antropologia

2024 - Atual

Universidade Federal de Pelotas
Título: MANDJUANDADIS NA GUINÉ-BISSAU: um estudo sobre práticas culturais em coletivo de mulheres Netos de Bandim
Flávia Maria Silva Rieth. Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPES, Brasil.

Mestrado em Antropologia

2022 - 2024

Universidade Federal de Pelotas
Título: BANDA DIDÁ EM SALVADOR NA BAHIA: UM ESTUDO SOBRE PRÁTICAS CULTURAIS EM UM COLETIVO DE MULHERES AFRO-BRASILEIRAS, Ano de Obtenção: 2024
LOUISE PRADO ALFONSO.Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPES, Brasil. Grande área: Ciências Humanas

Graduação em Antropologia

2020 - 2023

Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Título: MANDJUANDADIS NA GUINÉ- BISSAU: um estudo antropológico sobre práticas culturais em coletivo de mulheres
Orientador: Vera Regina Rodrigues da Silva
Bolsista do(a): Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, UNILAB, Brasil.

Graduação em Humanidades

2018 - 2020

Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
Título: GLOBALIZAÇÃO E IDENTIDADE CULTURAL GUINEENSE: UMA ANÁLISE INTERDISCIPLINAR SOBRE TRAJETÓRIAS ESTUDANTIS
Orientador: Dra. Vera Regina Rodrigues
Bolsista do(a): Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, UNILAB, Brasil.

Graduação interrompida em 2017 em Francês

2015 - Atual

Escola Normal Superior da Educação Tchico Té
Ano de interrupção: 2017

Ensino Médio (2º grau)

2011 - 2014

Titina Sila

Formação complementar

2023 - 2023

Desafio Escrita Nota 10. , Nutror, NT, Brasil.

2021 - 2022

Curso de Formação em Metodologias, Práticas Pedagógicas e Tecnologias Edu... (Carga horária: 180h). , Universidade Federal do Ceará, UFC, Brasil.

2019 - 2019

Extensão universitária em Univers de la Francophonie: culture, mobilité et internationatisation. (Carga horária: 576h). , Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, UNILAB, Brasil.

2018 - 2018

Extensão universitária em Oficina básica de catalogação de livros. (Carga horária: 20h). , Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, UNILAB, Brasil.

2018 - 2018

Extensão universitária em Qualificando O Acolhimento e o Atendimento de Estudantes Estrangeiros nos E. (Carga horária: 70h). , Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, UNILAB, Brasil.

2018 - 2018

Extensão universitária em Psicologia social do preconceito. (Carga horária: 16h). , Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, UNILAB, Brasil.

2018 - 2018

Uma breve reflexão sobre a história da senegambia e a escravidão na costa d. (Carga horária: 20h). , Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, UNILAB, Brasil.

2015 - 2015

Français Langu Étrangère. (Carga horária: 45h). , Institut Français Senegal, IFS, Senegal.

Idiomas

Bandeira representando o idioma Espanhol

Compreende Razoavelmente, Fala Razoavelmente, Lê Razoavelmente, Escreve Razoavelmente.

Bandeira representando o idioma Português

Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Bem.

Bandeira representando o idioma Francês

Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Bem.

Crioulo

Compreende Bem, Fala Bem, Lê Razoavelmente, Escreve Razoavelmente.

Organização de eventos

SANCA, M. . VII SEMANA UNIVERSITÁRIA. 2021. (Outro).

Participação em eventos

"Mundo acadêmico e realidade negra entre políticas afirmativas e antropologia e/da educação". 2023. (Encontro).

Debate Academico.Epistemologias Africanas e a questão identitária: que horizontes. 2023. (Encontro).

I Conferência Nacional Desafios da BNCC e do Novo Ensino Médio,. 2023. (Outra).

III Seminário Discente PPGS - Debates sociológicos frente à democracia: antropoceno, gênero e neoliberalismo?. 2023. (Seminário).

IXV Reunião de Antropologia do Mercosul.Protagonismo das/os Catadoras/es na ressignificação dos resíduos sólidos recicláveis. 2023. (Oficina).

IXV Reunião de Antropologia do Mercosul. 2023. (Outra).

Mostra Pierre Verger de Filmes Etnográficos. 2023. (Outra).

Serviços e Recursos do SIBIUNI. 2023. (Exposição).

Simpósio Interligas de Trauma. 2023. (Simpósio).

"Arqueologias do Sul: Diálogos Científicos em Tempos de Crise" - XII Encontro do SAB Sul e IV Jornadas de Atualização em Arqueologia Guarani (JAAG).. 2022. (Outra).

4ª Mostra ObservaCampos. 2022. (Outra).

I Collóquium Internacional da Década da Ciência Oceânica para Desenvolvimento Sustentável Políticas Públicas Integradas para Gestão Sustentável do Ecossistema Marinho nos países da CEDEAO, com carga horaria de 30h. 2022. (Outra).

II Encontro de Jovens Investigadores da CPLP sobre África. 2022. (Encontro).

XI VISUALIDADES. 2022. (Outra).

Aula Inaugural do PPGAS/UFG - "Antropologia, Colonização e Colonialismo", com carga horaria de 2h. 2021. (Outra).

II SEMANA UNIVERSITÁRIA. 2021. (Outra).

I Seminário Direito, Comunicação e Cidadania: Intersecções Étnico-Raciais. 2021. (Seminário).

I Seminário Direito, Comunicação e Cidadania: Intersecções Étnico -Raciais, contabilizando 30hs.. 2021. (Seminário).

11ª Bienal de Cultura e Arte da União Nacional dos Estudantes, com carga horaria de 40h. 2019. (Outra).

VIII ENCONTRO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA.resumo simples. 2019. (Outra).

VI Semana Universitária da Unilab. 2019. (Outra).

As políticas externas brasileira e chinesa para a Guiné-Bissau em abordagem comparada (1974-2014): Cooperação Sul-Sul para o desenvolvimento. 2018. (Outra).

Cine debate - "um ano sem wevereton" 1º Ciclo de Debates em Segurança Publica, Justiça e Direitos Humanos, com carga horaria de 4h. 2018. (Outra).

Grupo de Discussão Sobre a Universidade Publica Brasileira, com carga horaria de 03h. 2018. (Outra).

GT ANTROPOLOGIA DAS POPULAÇÕES AFRO-BRASILEIRAS. 2018. (Oficina).

III conferencia Internacional dos Estudantes de Ciencias Humanos da UNILAB. 2018. (Outra).

III Novembro Afro-Brasileiro. 2018. (Outra).

I Semana De Antropologia- Antropologia das Populações Afro-Brasileira, com carga horaria de 04h. 2018. (Simpósio).

I Semana de Bacharelado em Humanidades.participei na organização. 2018. (Outra).

IVº torneio masculino entre curso, realizado alusivo a comemoração ao mês da independência da Guiné-Bissau - 24 de setembro com carga horaria de 30h. 2018. (Outra).

Oficina Básica de catalogação de Livros, Programa Integração UNILAB Ceafricanas escolas quilombolas e redio com carga horaria de 20h. 2018. (Oficina).

V semana universitária da unilab. 2018. (Simpósio).

Orientou

Marciano Sanca

MANDJUANDADI NA GUINÉ-BISSAU: um estudo sobre práticas culturais em coletivo Netas/os de Bandim; Início: 2024; Tese (Doutorado em Antropologia) - Universidade Federal de Pelotas, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior; (Orientador);

Marciano Sanca

BANDA DIDÁ EM SALVADOR NA BAHIA: UM ESTUDO SOBRE PRÁTICAS CULTURAIS EM UM COLETIVO DE MULHERES AFRO-BRASILEIRAS; 2024; Dissertação (Mestrado em Antropologia) - Universidade Federal de Pelotas, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior; Orientador: Marciano Sanca;

Marciano Sanca

GLOBALIZAÇÃO E IDENTIDADE CULTURAL GUINEENSE: UMA ANÁLISE INTERDISCIPLINAR SOBRE AS TRAJETÓRIAS ESTUDANTIS; 2020; Trabalho de Conclusão de Curso; (Graduação em Humanidades) - Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, instituto de humanidades; Orientador: Marciano Sanca;

Produções bibliográficas

  • SANCA, M. . Coletivo Afro Didá e Samba-reggae: instrumentos da contracultura. TESSITURAS: REVISTA DE ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA , v. v. 12, p. 28-51, 2024.

  • SANCA, M. ; CORREIA, S. P. S. ; NANQUE, Y. ; SADJO, B. C. ; ARTUR, D. D. ; SILVA, O. B. ; XIMBUNDE, F. J. Z. ; MONTEIRO, A. O. C. . O CONTINENTE AFRICANO NO IMAGINÁRIO SOCIAL BRASILEIRO: RELAÇÕES DOS ESTUDANTES AFRICANOS DA UNILAB COM A COMUNIDADE DE ACARAPE E REDENÇÃO. In: Artemisa Odila Candé Monteiro; Ivan Costa Lima. (Org.). UNILAB 10 ANOS: Experiências, Desafios e Perspectivas de uma Universidade Internacional com a África e Timor Leste no Interior da Bahia e do Ceará. 1ed.Fortaleza/CE: Imprece, 2021, v. 2, p. 103-118.

  • SANCA, M. ; Anós Té, P. ; Cardoso, Vitoria de Lima . ENSINO DE LÍNGUA FRANCESA: IMPLICAÇÕES PEDAGÓGICAS DAS REDES SOCIAIS NA SALA DE AULA NO PERÍODO PANDÊMICO. In: X Seminário Discente do Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da UFRGS, 2022, Porto Alegre. Sociedade, Ciência e Educação, 2022.

  • SANCA, M. ; RIETH, F. . PONTAL DA BARRA DO LARANJAL E OS GUARDIÕES DA MEMÓRIA AMBIEN-TAL: CONFLITO SOCIOAMBIENTAL E A NOÇÃO DE PERTENCIMENTO. In: 8ª Semana Integrada de Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, 2022, Pelotas-RS. VIII CONGRESSO DE ENSINO DE GRADUAÇÃO, 2022.

  • SANCA, M. ; ALFONSO, L. P. . ESTUDANTES AFRICANOS EM SALVADOR-BA E REDENÇÃO- CE/BRASIL: FU-TEBOL COMO ELO DA INTEGRAÇÃO E DE FORTALECIMENTO DE REDE DE RELAÇÕES DE AMIZADE. In: 8ª Semana Integrada de Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, 2022, Pelotas-RS. XXXI CONGRESSE DE INICIAÇÃO CIENTIFICA, 2022.

  • SANCA, M. ; ALFONSO, L. P. . BANDA DIDÁ EM BAHIA BRASIL: UM ESTUDO SOBRE PRÁTICAS CULTURAIS EM COLETIVO DE MULHERES AFRO BRASILEIRAS. In: 8ª Semana Integrada de Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, 2022, Pelotas-RS. Encontro de Pós-Graduação, 2022.

  • SANCA, M. . COLETIVO MANDJUANDADI NA GUINÉ-BISSAU: espaço da (re)conscientização e da resistência. In: Reunião de Antropologia do Mercosul, 2023, Nitoroi RJ. GT 11: Antropologia das autonomias e resistências de povos indígenas, originários e tradicionais, 2023.

  • Cardoso, Vitoria de Lima ; SANCA, M. . Conflito socioambiental, acesso e mobilidade: caso da construção da estrada no Pontal da Barra - Pelotas-RS-Brasil. In: Reunião de Antropologia do Mercosul, 2023, Nitoroi RJ. GT 12: Antropologia das mobilidades no sul global, 2023.

  • SANCA, M. . COLETIVO MANDJUANDADI NA GUINÉ-BISSAU: espaço da (re)conscientização e da resistência. 2023. (Apresentação de Trabalho/Outra).

  • Cardoso, Vitoria de Lima ; SANCA, M. . Conflito socioambiental, acesso e mobilidade: caso da construção da estrada no Pontal da Barra - Pelotas-RS-Brasil. 2023. (Apresentação de Trabalho/Outra).

  • SANCA, M. ; RIETH, F. . ?PONTAL DA BARRA DO LARANJAL E OS GUARDIÕES DA MEMÓRIA AMBIENTAL: CONFLITO SOCIOAMBIENTAL E A NOÇÃO DE PERTENCIMENTO?. 2022. (Apresentação de Trabalho/Comunicação).

  • SANCA, M. ; ALFONSO, L. P. . ?ESTUDANTES AFRICANOS EM SALVADOR-BA E REDENÇÃO- CE/BRASIL: FUTEBOL COMO ELO DA INTEGRAÇÃO E DE FORTALECIMENTO DE REDE DE RELAÇÕES DE AMIZADE?. 2022. (Apresentação de Trabalho/Comunicação).

  • SANCA, M. ; ALFONSO, L. P. . ?BANDA DIDÁ EM BAHIA BRASIL: UM ESTUDO SOBRE PRÁTICAS CULTURAIS EM COLETIVO DE MULHERES AFRO BRASILEIRAS?. 2022. (Apresentação de Trabalho/Comunicação).

  • SANCA, M. . ENSINO DE LÍNGUA FRANCESA: IMPLICAÇÕES PEDAGÓGICAS DAS REDES SOCIAIS NA SALA DE AULA NO PERÍODO PANDÊMICO.. 2022. (Apresentação de Trabalho/Comunicação).

  • SANCA, M. . PONTAL DA BARRA, COMUNIDADE PESQUEIRA: ACESSO À MOBILIDADE E CONFLITO SOCIOAMBIENTAL. 2022. (Apresentação de Trabalho/Comunicação).

  • SANCA, M. . Morte nas sociedades africanas: um estudo a sobre noção de morrer na etnia mancanha-Guiné-Bissau. 2022. (Apresentação de Trabalho/Outra).

  • ANÓS TÉ, Paulo ; SANCA, M. ; BIAGUÊ, Nivaldo Plantão . AMÍLCAR CABRAL: a resistência política face aos desafios da colonização na Guiné-Bissau.. 2022. (Apresentação de Trabalho/Seminário).

  • SANCA, M. ; SILVA, V. R. R. . MANDJUANDADI NA GUINÉ-BISSAU: UM ESTUDO ANTROPOLÓGICO SOBRE PRÁTICAS CULTURAIS EM COLETIVOS DE MULHERES. 2021. (Apresentação de Trabalho/Outra).

  • SANCA, M. ; SILVA, V. R. R. . Banda Didá na Bahia (Brasil): um Estudo Antropológico Sobre Identidade Cultural em Coletivos de Mulheres Afro-Brasileiras. 2021. (Apresentação de Trabalho/Simpósio).

  • SANCA, M. . GLOBALIZAÇÃO E IDENTIDADE CULTURAL GUINEENSE:UMA ANALISE INTER DICIPLINAR SOBRE TRANZITORIAS ESTUDANTIS. 2019. (Apresentação de Trabalho/Outra).

Outras produções

SANCA, M. . VAMOS À BABA? UM VÍDEO-CARTA ENTRE ESTUDANTES AFRICANOS NO BRASIL, no XI VISUALIDADES. 2022. Vídeo.

Projetos de pesquisa

  • 2024 - Atual

    Trabalho, paisagem, patrimônio e tempo: o acervo do Inventário da Lida Campeira sob o olhar antropológico., Descrição: Busco dar continuidade à reflexão sobre o acervo do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC): lida campeira nas regiões de Bagé e Alto Camaquã/RS (Cód. UFPEL 2823), considerando as relações entre a imaginação criadora (ROCHA, 1995) e a disciplina dos atos cognitivos de ver, ouvir e escrever (CARDOSO DE OLIVEIRA, 2006). Este texto remete ao Tempo Imperfeito: Uma etnografia do arquivo (CUNHA, 2004), que problematiza as tensões entre a pesquisa em arquivos e os procedimentos antropológicos considerados distintos. Segundo a autora, o uso do arquivo, ligado à pesquisa de gabinete, caracteriza-se por práticas intransponíveis e contaminadas pela perspectiva etnocêntrica em relação ao outro, demarcando a centralidade do trabalho de campo na Antropologia. Cunha problematiza o lugar secundário dos arquivos no fazer antropológico, evidenciando a singularidade dessa prática. O "tempo imperfeito" do arquivo contribui para a reflexão sobre o processo de pesquisa, atento à tensão epistemológica entre subjetivação e objetivação do conhecimento, ao revisitar experiências de campo registradas em diários, notas de campo, registros sonoros, fotografias, desenhos, etc. A autora remete à virada histórica da Antropologia nos EUA, nos anos 80, em que o arquivo etnográfico se integra ao trabalho de campo, refletindo as histórias da pesquisa e da disciplina.Aqui, opera-se uma experiência da pesquisadora ao habitar o trabalho de campo e o repositório digital, evidenciando a pesquisa como processo, relativizando a noção de campo mediado pelos documentos, e oportunizando experimentações metodológicas em relação à organização, revisitação e comunicação dos dados etnográficos. Atenta-se para a singularidade da prática arquivística na Antropologia, especialmente para o olhar do desenho sobre o acervo, remetendo à dimensão sensível das formas sociais. Essa proposição dialoga com as políticas públicas de patrimônio imaterial, reforçando os aspectos éticos e estéticos dessa experiência antropológica. Este projeto estabelece parcerias institucionais com a UFSM e UNIPAMPA, ligadas ao INRC da Lida Campeira. Destaca-se a parceria com o Banco de Imagens e Efeitos Visuais (Biev/Navisual/PPGAS/UFRGS), coordenado por Ana Luiza Carvalho da Rocha e Cornelia Eckert, onde se inseriu, em 2023, minha proposta de pós-doutorado de desenhar o acervo da lida campeira, refletindo o uso da imagem na narrativa antropológica, conferindo-lhe um caráter híbrido e processual (ROCHA e CERVO, 2019), visando à valorização das referências culturais e às políticas públicas de patrimonialização, cidadania e respeito à diferença (Rocha e Eckert). Por meio do desenho, amplia-se o acervo iconográfico da pesquisa, que se rearranja conforme a metodologia do INRC, para discutir patrimônio nas dimensões do trabalho, paisagem e tempo, na perspectiva da Etnografia da Duração.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Mestrado acadêmico: (2) Doutorado: (4) . , Integrantes: Marciano Sanca - Integrante / FLÁVIA RIETH - Coordenador / MÔNICA RENATA SCHMIDT PEGORARO - Integrante / JOÃO MANSUR NETO - Integrante / Gabriela Pecantet Siqueira - Integrante / PATRÍCIA SANTOS DA ROSA - Integrante.

  • 2019 - 2021

    AS DINÂMICAS DAS RELAÇÕES RACIAIS NA UNILAB E O COTIDIANO DOS ESTUDANTE AFRICANOS: ENTRE LUGAR DA RAÇA, GÊNERO E SEXUALIDADE., Descrição: AS DINÂMICAS DAS RELAÇÕES RACIAIS NA UNILAB E O COTIDIANO DOS ESTUDANTE AFRICANOS: ENTRE LUGAR DA RAÇA, GÊNERO E SEXUALIDADE, Descrição: Esta proposta de trabalho faz parte do projeto de pesquisa denominado ?as dinâmicas das relações raciais na UNILAB e o cotidiano dos estudantes africanos: entre lugar da raça, gênero e Sexualidade?. O interesse de pesquisar o tema surgiu com o intuito de se discutir, ao nível dos trabalhos já existentes sobre as temáticas ligadas às questões das relações raciais que pairam a UNILAB no cotodiano dos estudantes internacionais. A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) é uma instituição da educação superior situada no Maciço de Baturité na cidade de Redenção 3 - Ceará. As atividades estão distribuídas em dois campus: Campus da Liberdade, em Redenção (CE); e Campus São Francisco do Conde, em São Francisco do Conde (BA) e uma unidade acadêmica dos Palmares, em Acarape (CE). A Universidade tem como o pendor a idealização de relações com a realidade do Maciço e no Brasil e com as realidades da Comunidade dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) a partir de um viés de cooperação ?solidária?. Assim, as questões propostas neste contributo buscam compreender as relações raciais, identitárias, de gênero, dos desafios e do racismo no contexto da UNILAB. Mesmo com a proposta da internacionalização da universidade, as relações entre os discentes internacionais e nacionais está demarcada por algumas relações de conflitos raciais e culturais. Nesse âmbito, a proposta de trabalho pode contribuir através de uma leitura interdisciplinar nas reflexões sobre o problema em averiguação... , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (14) / Mestrado acadêmico: (4) / Doutorado: (4) . , Integrantes: Marciano Sanca - Coordenador / Artemisa Odila Cande Monteiro - Coordenador - Integrante.

Histórico profissional

Endereço profissional

  • Universidade Federal de Pelotas, Conselho Universitário. , Rua Três de Maio, Centro, 96010620 - Pelotas, RS - Brasil, Telefone: (53) 32845525

Experiência profissional

2020 - 2020

UNIVERSIDADE DE INTEGRAÇÃO INTERNACIONAL AFRO-BRASIL

Vínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: Tutor do Programa de Acolhimento e Integração, Carga horária: 12

2021 - 2022

Universidade de Integração Internacional Afro-Brasileira

Vínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: Atuando como Professor Pré-serviço em cursos, Carga horária: 576

2015 - 2016

Escola Evangélica Educar Safim

Vínculo: Servidor Público, Enquadramento Funcional: Professor de Francês, Regime: Dedicação exclusiva.