Márcio Santos Matos

Possui graduação em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia desde 2014, onde em 2006 foi educador no Movimento Universitário de Educação (MUDA), projeto coordenado pela Pró-Reitoria de Extensão da UFBA. Ainda entre 2006 e 2007, sob a coordenação do antropólogo Jocélio Teles dos Santos, junto com demais colegas, aplicou questionários, a fim de colaborar com a coleta de dados para o projeto de mapeamento dos terreiros de candomblé e umbamba na cidade de Salvador. A partir de 2007, na condição de pesquisador de Iniciação Científica (IC) junto ao grupo de pesquisa ETNICIDADES: ENTRE BAHIA E ANGOLA, sob a orientação da professora Eneida Leal Cunha, colaborou também com a coleta e construção de dados acerca da exposição Salvador NegroAmor, ao aplicar questionários no mês de fevereiro, inquerindo aos entrevistados acerca da recepção dos painéis distribuídos pela cidade de Salvador. Atualmente, cursa Doutorado no Programa Multidisciplinar em Estudos Étnicos e Africanos sob orientação do Professor Jéferson Bacelar e cursa também graduação em Ciências Sociais na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), onde foi colaborador do cursinho Pré-Vestibular Universidade Para Todos (UPT) entre 2009 e 2018. Foi estudante-bolsista da Universidade Federal da Bahia no Programa de Pós-Graduação em Antropologia, onde em 2021 defendeu uma dissertação de mestrado em diálogo com o Povo Kariri da Panelada (Alto Sertão de Rio de Contas, Sul da Chapada Diamantina, Bahia), em que buscou compreender quando e de que forma o debate étnico indígena começou a ser desenhado em tal município, tendo a Rua da Panelada observada como cenário dessa questão. Hoje, filiado à Associação Brasileira de Antropologia (ABA), atua também como assessor técnico na área de Antropologia da Superintendência de Políticas para os Povos Indígenas (SPPI) da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (SEPROMI) do Estado da Bahia.

Informações coletadas do Lattes em 20/07/2025

Acadêmico

Formação acadêmica

Mestrado em Antropologia

2019 - 2021

Universidade Federal da Bahia
Título: ?Meio índios, meio negros e pobres em Rio das Contas?: o desenho social das categorias etnia e raça no sul da Chapada Diamantina, Bahia, Ano de Obtenção: 2021
Carlos Alberto Caroso Soares.Bolsista do(a): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, FAPESB, Brasil. Palavras-chave: Rio de Contas; Povos Originários.Grande área: Ciências Humanas

Graduação em andamento em Ciências Sociais

2015 - Atual

Universidade do Estado da Bahia

Graduação em Letras Vernáculas

2004 - 2014

Universidade Federal da Bahia
Título: Relatório de Fim de Curso
Orientador: Eneida Leal Cunha
Bolsista do(a): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq, Brasil.

Formação complementar

2019 - 2019

Introdução à Paleografia. (Carga horária: 20h). , Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, IGHB, Brasil.

2018 - 2018

Extensão universitária em URBANISMO AFRICANO: 6000 ANOS CONSTRUINDO CIDADES. (Carga horária: 20h). , Universidade Federal da Bahia, UFBA, Brasil.

2018 - 2018

Salvador, evolução urbana, eventos históricos e condicionantes naturais. (Carga horária: 20h). , Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, IGHB, Brasil.

2017 - 2017

Outros. (Carga horária: 40h). , Universidade Federal da Bahia, UFBA, Brasil.

2016 - 2016

Extensão universitária em Caribe: Perspectivas Transdisciplinares. (Carga horária: 20h). , PPGA/Pós-Afro, UFBA, Brasil.

2006 - 2007

Extensão universitária em Mapeamento dos Terreiros de Candomblé em Salvador. (Carga horária: 480h). , Centro de Estudos Afro-Orientais, CEAO, Brasil.

2006 - 2006

Extensão universitária em Monitoria no Programa MUDA. (Carga horária: 640h). , Pró-Reitoria de Extensão da UFBA, PROEX, Brasil.

2006 - 2006

Salvador: 457 anos de diversidade sultural. (Carga horária: 8h). , Universidade Federal da Bahia, UFBA, Brasil.

Idiomas

Bandeira representando o idioma Inglês

Compreende Pouco, Fala Pouco, Lê Pouco, Escreve Pouco.

Bandeira representando o idioma Espanhol

Compreende Razoavelmente, Fala Pouco, Lê Razoavelmente, Escreve Pouco.

Bandeira representando o idioma Francês

Compreende Pouco, Fala Pouco, Lê Pouco, Escreve Pouco.

Participação em eventos

32 RBA.?Meio índios, meio negros e pobres em Rio das Contas?: o desenho social das categorias etnia e raça no sul da Chapada Diamantina, Bahia. 2020. (Encontro).

VI REA.Antropologia e História e os desafios da análise dos processos criminais. 2019. (Encontro).

SEPESQ.O processo de reificação nos casamentos inter-raciais em A Gloriosa Família. 2014. (Seminário).

III Seminário de Leituras de Produção Artísticas. 2013. (Seminário).

Seminário de Promoção do Respeito às Religiões e combate ao Racismo. 2009. (Seminário).

I Congresso Baiano de Pesquisadores Negros. ?RECEPÇÃO DAS IMAGENS DA AFRICANIDADE VEICULADAS NA EXPOSIÇÃO SALVADOR NEGROAMOR?. 2007. (Congresso).

IV Sepesq - Seminário de Pesquisa Estudantil do Instituto de Letras.?RECEPÇÃO DAS IMAGENS DA AFRICANIDADE VEICULADAS NA EXPOSIÇÃO SALVADOR NEGROAMOR?. 2007. (Seminário).

VIII SEMPPG - Seminário de Pesquisa e Pós-graduação.?RECEPÇÃO DAS IMAGENS DA AFRICANIDADE VEICULADAS NA EXPOSIÇÃO SALVADOR NEGROAMOR?. 2007. (Seminário).

2º Conferência dos Intelectuais da África e da Diáspora. 2006. (Outra).

Produções bibliográficas

  • MATOS, M. S. . Revisitando um velho debate: Breves notas da velha dicotomia natureza e cultura em uma perspectiva do racismo. In: Paride Bollettin Charbel N. El-Hani. (Org.). Revisitando um velho debate Breves notas da velha dicotomia natureza e cultura em uma perspectiva do racismo. 01ed.Padova: Cooperativa Libraria Editrice, 2020, v. 01, p. 214-214.

  • MATOS, M. S. . 'Salve o Povo Kariri da Panelada, Salve os Encantados': um estudo sobre a mobilização étnica em Rio de Contas, Bahia. In: 33ª Reunião Brasileira de antropologia, 2022, Paraná. 33ª Reunião Brasileira de Antropologia, 2022.

  • MATOS, M. S. . Antropologia e História e os desafios da análise dos processos criminais. In: VI REA, 2020, Salvador. Reunião Equatorial de Antropologia, 2019. v. 3.

  • MATOS, M. S. ; CUNHA, E. L. . ?RECEPÇÃO DAS IMAGENS DA AFRICANIDADE VEICULADAS NA EXPOSIÇÃO SALVADOR NEGROAMOR?. In: VIII SEMPPG - Seminário de Pesquisa e Pós-graduação, 2007, Salvador. VIII SEMPPG - Seminário de Pesquisa e Pós-graduação, 2007.

  • MATOS, M. S. ; CUNHA, E. L. . ?RECEPÇÃO DAS IMAGENS DA AFRICANIDADE VEICULADAS NA EXPOSIÇÃO SALVADOR NEGROAMOR?. In: IV Sepesq - Seminário de Pesquisa Estudantil do Instituto de Letras, 2007, Salvador. IV Sepesq - Seminário de Pesquisa Estudantil, 2007.

  • MATOS, M. S. ; BOLLETIN, P. ; EL-HANI, C. N. . Revisitando um velho debate: Breves notas da velha dicotomia natureza e cultura em uma perspetiva do racismo. Padova: Da Universidade de Padova, 2020 (Capítulo do livro Teorias da Natureza).

Projetos de pesquisa

  • 2022 - Atual

    'Salve o Povo Kariri da Panelada, Salve os Encantados": um estudo sobre a mobilização étnica em Rio de Contas, Bahia, Descrição: O presente projeto visa investigar como o Povo Kariri da Panelada vai reunir elementos para (re)organizar sua coletividade como vista a construir uma etnogênese BATOLOMÈ, 2006).. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Doutorado: (1) . , Integrantes: Márcio Santos Matos - Coordenador / Jéferson Bacelar - Integrante.

  • 2019 - 2021

    ?MEIO? ÍNDIO, ?MEIO? NEGRO: ETNICIDADE E POBREZA EM RIO DE CONTAS, Descrição: Minha dissertação de mestrado em Antropologia se encontra em fase de finalização. Saber quando e de que forma a questão étnica afroindígena emerge no município de Rio das Contas (Sul da Chapada Diamantina, Bahia), a partir da Rua da Panelada, é minha questão de pesquisa. Assim, primeiro, compartilho com o leitor minha estratégia metodológica de condensar uma extensa revisão bibliográfica com um trabalho de campo não finalizado em razão da pandemia da Covid-19; depois esboço como a relação entre Antropologia e História foi fundamental para a pesquisa, pois o investimento na diacronia abriu caminho para pensar outras relações, como a de causa e efeito entre memória, território e aldeamento e, fechando essa parte inicial, abordo a história da ocupação dessa região conhecida como Alto Sertão da Bahia, a fim de colaborar com uma possível genealogia das famílias nativas daquela rua. O segundo capítulo apresenta a necessidade de se pensar como ?os usos e abusos? da categoria raça articularam a invisibilização da etnia, através da organização de um projeto político fundante de uma nação moderna. Continuando este momento, busco compreender de que forma as análises do antropólogo norte-americano Marvin Harris (1927-2001) ? anos 1950 e 1990 ?, bem como as dos Estudos de Comunidade, focando as relações raciais, exemplificaram, por fim, o projeto moderno de silenciamento do debate étnico afroindígena em Rio das Contas. No terceiro capítulo, finalmente, a leitura dos poucos dados que foram construídos permite ao leitor visibilizar a Rua da Panelada como esse campo étnico afroindígena ainda em aberto e cheio de incógnitas para os estudos etnológicos realizados na Bahia. Aqui me empenho também para falar sobre as expectativas acerca do próximo censo demográfico que muito poderá comunicar algo sobre a construção de uma etnicidade em vias de construção nesse lugar.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Márcio Santos Matos - Coordenador., Financiador(es): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia - Bolsa.

  • 2007 - 2008

    Entinicades: Entre Bahia e Angola, Descrição: O Plano de trabalho intitulado ?Recepção das imagens da africanidade veiculadas na Exposição SALVADOR NEGROAMOR? procurou, buscando ser coerente com os objetivos do Projeto ETNICIDADES: entre Bahia e Angola, coletar, por meio de entrevistas, pontos de vista de uma amostra da população sobre as representações da racialidade e da afro-baianidade vinculadas à Exposição Salvador Negroamor - expostas nas ruas da cidade do Salvador entre 08 de janeiro e 16 de fevereiro de 2007 - e, a partir daí, analisar e compreender posicionamentos que, por exemplo, levaram majoritariamente os entrevistados a identificarem-se sobretudo com as duas mais relevantes perguntas da exposição - ?Gosta de ver a exposição pelas ruas da cidade?? e ?acha que a exposição mostra um retrato da cidade??. Refletindo que a temática das identidades no mundo contemporâneo faz-se cada vez mais presente no elenco das preocupações humanas, um estudo como este presente torna-se mais que necessário.. , Situação: Desativado; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (10) . , Integrantes: Márcio Santos Matos - Integrante / Eneida Leal Cunha - Coordenador.

Prêmios

1999

Prêmio Petrobrás de Comunicação 99, FAZ CULTURA/ MUSEU DAS COMUNICAÇÕES E PETROBRÁS.

Histórico profissional

Endereço profissional

  • Programa de Pós-Graduação em Antropologia, Universidade Federal da Bahia. , Rua Professor Aristides Novis, nº 197, Federação, 40210630 - Salvador, BA - Brasil, Telefone: (71) 32038800

Experiência profissional

2019 - Atual

Programa de Pós-graduação em Antropologia

Vínculo: , Enquadramento Funcional:

2014 - Atual

Universidade do Estado da Bahia

Vínculo: , Enquadramento Funcional:

2007 - Atual

Universidade Federal da Bahia

Vínculo: Estudante, Enquadramento Funcional: Estudante-bolsista, Carga horária: 20, Regime: Dedicação exclusiva.