Jaci Guilherme Vieira

Professor titular da Universidade Federal de Roraima e ao longo desses últimos anos tem trabalhado com História do Brasil República, atuando principalmente nos seguintes temas: Povos indigenas e ditadura militar na Amazônia. Em Roraima tem se dedicado a estudar a resistência dos povos indígenas desde o período colonial a homologação da terra indígena Raposa Serra do Sol, como também a influencia da Igreja Católica em todo esse processo .Possui graduação e mestrado pela Universidade Federal de Santa Catarina em História. Doutorado em História pela Universidade Federal de Pernambuco. Pós Doutorado pela Universidade Federal do Pará. . jacivieira@uol.com.br ( Particular) jaci.vieira@ufrr.br( Institucional) Tel 95 981220607 (Whatsap)

Informações coletadas do Lattes em 24/03/2024

Acadêmico

Formação acadêmica

Doutorado em História

1999 - 2003

Universidade Federal de Pernambuco
Título: Missionarios fazendeiros e indios a disputa pela terra em Roraima
Ana Maria Barros. Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPES, Brasil.

Mestrado em História

1991 - 1994

Universidade Federal de Santa Catarina
Título: O PARTIDO COMUNISTA EM SANTA CATARINA: da sua genese a sua decaencia, Ano de Obtenção: 1994
Orientador: CARLOS HUMBERTO PEDERNEIRAS CORREIA
Bolsista do(a): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq, Brasil.

Pós-doutorado

2014 - 2015

Pós-Doutorado. , Universidade Federal do Pará, UFPA, Brasil. , Grande área: Ciências Humanas

Formação complementar

2005 - 2005

Guerra e paz no campo. (Carga horária: 8h). , Universidade Estadual de Londrina, UEL, Brasil.

2001 - 2002

Basic Two. (Carga horária: 48h). , FISK English Courses, FISK, Brasil.

2001 - 2001

Basic One. (Carga horária: 45h). , FISK English Courses, FISK, Brasil.

Idiomas

Bandeira representando o idioma Espanhol

Compreende Razoavelmente, Fala Razoavelmente, Lê Razoavelmente, Escreve Razoavelmente.

Áreas de atuação

Grande área: Ciências Humanas / Área: História / Subárea: História do Brasil República.

Grande área: Ciências Humanas / Área: História / Subárea: Historia da Amazonia.

Grande área: Ciências Humanas / Área: História / Subárea: Historia indigena.

Projetos de pesquisa

  • 2016 - Atual

    Missionários da Consolata e a luta pela organização dos povos indígenas de Roraima 1975 a 1990. D. Aldo Mogiano Liderança desse novo projeto., Descrição: Buscamos aqui conhecer uma realidade mais próxima, ou seja, a história da Igreja católica em Roraima, num período mais recente, e sua constante luta pela demarcação das terras indígenas no Brasil, especialmente, a terra indígena Raposa Serra do Sol, localizada no atual estado de Roraima. Percebemos, inicialmente que quase nada foi estudado por historiadores da região ou fora dela sobre essa instituição em especial sobre uma das lideranças D. Aldo Mogiano. Em uma pesquisa denominada: Fazendeiros Missionários e Índios em Roraima a Disputa pela Terra: 1777 a 1980, já publicada, verificamos que a Igreja Católica teve papel importante, especialmente, a partir da década de 1970; quando ao mudar o tipo de catequese, a desobriga, desenvolvida desde o século XVIII, junto aos aldeamentos no Rio Branco, nome antigo do Estado, rompeu com o pacto do silêncio e dominação predominante, sobre a alarmante invasão das terras indígenas por fazendeiros que se dedicavam à pecuária, como também de outros setores produtivos da região como a mineração realizada de forma desordenada, retirando das populações indígenas o que de mais ?sagrado? possuíam, a terra, principalmente a partir das primeiras décadas do século XX.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (1) . , Integrantes: Jaci Guilherme Vieira - Coordenador / Igor Carvalho Lopes - Integrante.

  • 2016 - Atual

    Os Índios Wamiri-Atroari, a BR-174, as mineradoras e a ditadura militar na Amazonia (1968 a 1985), Descrição: Sobre o período que compreende a ditadura militar (1964 - 1985) ainda existem muitas questões a serem explicadas tanto do ponto de vista politico, social como econômico. No atual estado de Roraima, a época da ditadura, um ex Território Federal, dirigido e governado por Brigadeiros, portanto ente da federação que ficou no regime militar sob a responsabilidade da Aeronáutica, não se tem noticias de torturadores e torturados. Mas temos noticias da morte de mais de 2.000 índios Waimiri-Atroari em função da construção da BR-174 que faria a ligação terrestre entre Manaus a Boa Vista, além da perseguição a um clero progressista em função de suas atividades junto aos índios de Roraima. O primeiro fato e o segundo já eram de conhecimento público há muitos anos (VIEIRA: 2007), porém em função de uma nova documentação que começa a aparecer depois da Comissão Nacional da Verdade, criada pela presidente Dilma em maio de 2012, essas questões ressurgem com mais forças e evidências. Como tantas outras coisas que ainda não conseguimos explicar, durante o período da ditadura, e que ainda demandam pesquisas, temos na região amazônica diversos massacres de populações indígenas. Dentre eles, a nossa preocupação recaíra sobre o assassinato de aproximadamente 2.000 índios da etnia Waimiri-Atroari, a qual vive ainda hoje entre os estados do Amazonas e Roraima numa área demarcada e homologada na década de 1980 (Comitê da Verdade Estadual:2014). Não custa lembrar, já que esse é um dos ofícios do historiador como nos ensina Hobsbaw em a Era dos Extremos, (Hobsbaw: 1995) os índios Waimiri Atroari viviam sob ameaça desde o século XIX, quando várias expedições militares foram enviadas para a área a fim de exterminar o que eles chamavam de ameaça à civilização branca (HEMMING:2009). Nossa indagação principal será investigar a atuação do Exército e por sua vez do Estado militarizado na consolidação do projeto da construção e abertura da BR-174, dando ênfase ao impacto social causado pela abertura desta rodovia federal juntos aos Waimiri-Atroari, como também os conflitos causados em decorrência desta com a exploração energética, quando da construção da hidrelétrica de Balbina, para suprir o polo industrial de Manaus e a exploração mineral nesta mesma área, no caso, das minas de Pitinga em especial, localizado no distrito de Presidente Figueiredo onde seria instalada a atual mineradora Taboca. Foram estes projetos que acabaram por desencadear o massacre de uma das maiores etnias que ainda hoje vivem na fronteira de dois estados Roraima e o Amazonas. Enfatizamos que os governantes militares conceberam, desde 1966 a chamada ?Operação Amazônia?. Constituindo um conjunto de projetos, esta operação visava, entre outras, à implantação de uma malha de grandes eixos de comunicação e de transporte, entre os quais destacamos: a Transamazônica que corta a floresta tropical em direção leste-oeste e o traçado da BR-174, cortando ao meio o território dos índios Waimiris-Atroaris objeto de nosso interesse. Essa estrada era um sonho antigo de moradores da região do alto Rio Branco, desde o século XIX, depois vieram os monges beneditinos que iniciaram em conjunto com os pecuaristas de Boa Vista, pois a única ligação com Manaus era o então Rio Branco navegável apenas três meses ao ano no período das chuvas. Em 1968 o projeto tem inicio, passando um ano depois para a responsabilidade do Exército e inaugurada em 1974. Ali os índios foram diretamente atingidos na fronteira sul com Manaus. Com pouco contato com não-índios, os Waimiri-Atroari sofreram uma forte baixa demográfica, além de diminuírem a sua área em aproximadamente 75%. Recenseados pela FUNAI em 1972, perfaziam 3.000 índios, em 1987 eram somente 420, tendo chegado a 350 indígenas em 1983. Aqui não poderíamos deixar de mencionar que houve um assassinato em massa dessa população com o apoio. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (1) . , Integrantes: Jaci Guilherme Vieira - Coordenador / Bárbara Harianna Brito de Cabral - Integrante.

  • 2008 - 2010

    A Igreja Católica de Roraima no Processo da Homologação da Raposa Serra do Sol e a Violência Gerada a Partir da Organização Indígena: 1960 a 1990., Descrição: Pesquisas como um todo, são realizadas por vários motivos. Uma experiência pessoal que se tenha vivido pode vir a ser uma delas; mas isso só não basta. Para concretizar um trabalho de pesquisa, também é necessário que o pesquisador se envolva se encante com o tema em estudo. O envolvimento com o tema se deu em minha graduação, no início da década 1980, quando então fazia o curso de história, na Universidade Federal de Santa Catarina. Naquela ocasião, pertencia a ABU, Aliança Bíblica Universitária, um grupo de jovens que se reunia para interpretar alguns evangelhos a luz do materialismo histórico, especialmente o de João. Sem saber direito o que fazia, estava plenamente inserido na própria teologia da libertação que caminhava a passos largos na América Latina, em especial no Brasil, que nos últimos anos do Estado militarizado desenvolvia projetos importantes voltados aos oprimidos em diversas regiões, em especial ligados à questão da terra, no nosso caso especifico, a questão das terras indígenas, tema de relevância que pretendo desenvolver nesse projeto. Por outro lado é importante salientar que a recente historiografia no Brasil tem privilegiado temas e grupos sociais até então excluídos do seu interesse, como mulher, a construção da masculinidade, a família, o cotidiano e tantos outros, que hora tem também entrado em crise na historiografia. Por outro lado, temas que antigamente eram consagrados como grandes áreas de estudo, como a escravidão ou a história da Igreja católica, têm perdido espaço ao longo deste mesmo período, ou tem sido pouco estudado. A ideia aqui é estudar a atuação e uma ordem específica, Ordem da Consolata, que veio para Roraima em 1943, em especial a figura de D. Aldo Mogiano Bispo emérito Diocese de Roraima. Buscamos aqui conhecer uma realidade mais próxima, ou seja, a história da Igreja católica em Roraima, num período mais recente, e sua constante luta pela demarcação das terras indígenas no Brasil, especialmente, a terra indígena Raposa Serra do Sol, localizada no atual estado de Roraima. Percebemos, inicialmente que quase nada foi estudado por historiadores da região ou fora dela sobre essa instituição em especial sobre uma das lideranças D. Aldo Mogiano. Em uma pesquisa denominada: Fazendeiros Missionários e Índios em Roraima a Disputa pela Terra: 1777 a 1980 , já publicada, verificamos que a Igreja Católica teve papel importante, especialmente, a partir da década de 1970; quando ao mudar o tipo de catequese, a desobriga, desenvolvida desde o século XVIII, junto aos aldeamentos no Rio Branco, nome antigo do Estado, rompeu com o pacto do silêncio e dominação predominante, sobre a alarmante invasão das terras indígenas por fazendeiros que se dedicavam à pecuária, como também de outros setores produtivos da região como a mineração realizada de forma desordenada, retirando das populações indígenas o que de mais ?sagrado? possuíam, a terra, principalmente a partir das primeiras décadas do século XX. A bem da verdade, a problemática da ocupação das terras indígenas sempre existiu nessa região, desde o século XVIII, XIX e praticamente todo o século XX, questão que pode ser facilmente detectada nas inúmeras crônicas dos viajantes que por aqui passaram, porém essas ocupações tomaram cada vez mais impulso, à medida que houve então um forte predomínio do ciclo econômico da pecuária, atividade essa considerada marginal, até o final do século XIX, que nas primeiras décadas XX, passa a ser, junto com a exploração de diamantes e ouro a base de sustentação econômica da região, até a criação do Território Federal do Rio Branco. , passando em seguida a se dominar Território Federal de Roraima em 1943 com a poítica de criação dos territórios no final do Estado novo (1937 a 1945) Por outro lado é necessário esclarecer que existe continuadamente um processo de violência contra os povos indígenas que. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Jaci Guilherme Vieira - Coordenador.

Histórico profissional

Endereço profissional

  • Universidade Federal de Roraima - UFRR, Departamento de Historia. , Br. 174, Campos do Paricarana, Aeroporto, 69310270 - Boa Vista, RR - Brasil, Telefone: (095) 6213161

Experiência profissional

2008 - 2009

Seção Sindical dos Docentes da UFRR

Vínculo: Servidor Público, Enquadramento Funcional: Professor Adjunto IV, Carga horária: 40

1994 - Atual

Universidade Federal de Roraima - UFRR

Vínculo: Servidor Público, Enquadramento Funcional: Professor, Carga horária: 40, Regime: Dedicação exclusiva.

Outras informações:
Disciplinas ministradas Historia e Historiografia do Brasil III Historia e Historiografia do Brasil IV Historia e Historiografia de Roraima I Historia e Historiografia de Roraima II Povos tradicionais e Igreja na Amazônia Tópicos Especiais II: Povos Indígenas, Ditadura Militar e Igreja na Amazônia

Atividades

  • 03/2013

    Ensino, Sociedade e Fonteira, Nível: Pós-Graduação,Disciplinas ministradas, Povos tradicionais e Igreja na Amazônia

  • 01/1994

    Ensino, Historia, Nível: Graduação,Disciplinas ministradas, Historia e Historiografia do Brasil III, Historia e Historiografia do Brasil IV

  • 01/2015 - 06/2015

    Ensino, História Regional, Nível: Especialização,Disciplinas ministradas, História de Roraima

  • 09/2011 - 09/2012

    Direção e administração, Departamento de Historia.,Cargo ou função, Coordenador de Curso.

  • 08/2010 - 12/2010

    Ensino, Historia, Nível: Graduação,Disciplinas ministradas, Orientador no Programa de monitoria da disciplina História e Historiografia do Brasil IV

  • 01/2006 - 01/2006

    Ensino, Gestão para o Etnodesenvolvimento, Nível: Especialização,Disciplinas ministradas, Historiografia local, cultura e fronteira

2014 - 2015

Universidade Federal do Pará

Vínculo: Pós Doutoramento, Enquadramento Funcional: Professor Adjunto IV, Carga horária: 40, Regime: Dedicação exclusiva.

Atividades

  • 07/2014 - 07/2014

    Ensino, História, Nível: Graduação,Disciplinas ministradas, Historia do Brasil IV

2010 - Atual

Universidade Federal de Roraima

Vínculo: Servidor Público, Enquadramento Funcional: Professor Adjunto IV, Carga horária: 40

2011 - 2013

Universidade Federal de Roraima

Vínculo: Servidor Público, Enquadramento Funcional: Professor Adjunto IV, Carga horária: 40, Regime: Dedicação exclusiva.

Outras informações:
Disciplinas ministradas: Historia e Historiografia do Brasil III Historia e Historiografia do Brasil IV Historia e Historiografia de Roraima II

2010 - 2010

Universidade Federal de Roraima

Vínculo: Servidor Público, Enquadramento Funcional: Professor Adjunto IV, Carga horária: 40, Regime: Dedicação exclusiva.

Outras informações:
Disciplinas ministradas: Historia e Historiografia do Brasil III Historia e Historiografia do Brasil IV Historia e Historiografia de Roraima I Historia e Historiografia de Roraima II

2004 - 2007

Universidade Federal de Roraima

Vínculo: Servidor Público, Enquadramento Funcional: Professor Adjunto IV, Carga horária: 40

1996 - 1999

Universidade Federal de Roraima

Vínculo: Servidor Público, Enquadramento Funcional: Professor Adjunto IV, Carga horária: 40, Regime: Dedicação exclusiva.