Ana Alves de Francesco

Doutora e mestre em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (2012 e 2020) e graduada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (2007). Realiza pesquisas em colaboração com povos tradicionais desde 2010, quando iniciou sua pesquisa de mestrado sobre modos de fazer, territorialidades e conflitos fundiários na Reserva Ecológica da Juatinga, Paraty (RJ). Entre 2011 e 2013 participou do projeto Nova Cartografia Social junto as comunidades caiçaras da Juréia, Iguape-Itatins (SP). Desde 2014 realiza pesquisas junto aos ribeirinhos deslocados do rio Xingu pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Neste contexto atuou como perita ad hoc do Ministério Público Federal, como coordenadora de campo do estudo multidisciplinar ?A Expulsão dos ribeirinhos em Belo Monte?, publicado em 2017 pela SBPC, como pesquisadora colaboradora do Instituto Socioambiental e do Centro de Direitos Humanos e Empresas da FGV. Participou como bolsista do curso de curta duração ?Forced diplacement and the manking of the modern world?, realizado pelo Watson Institute for International and Public Affairs, da Brown University (EUA, 2017) e da conferência anual do Refugge Studies Centre da Universidade de Oxford (Inglaterra, 2019). Em 2019 apresentou, pelo Instituto Socioambiental, o projeto ?Riverine peolple and right to full reparation? na conferência World Justice Forum, na qual recebeu o prêmio World Justice Challenge 2019 (Haia, Holanda, 2019). Atualmente atua como pesquisadora do Centro de Direitos Humanos e Empresas da FGV em projetos envolvendo povos tradicionais afetados por grandes obras de infraestrutura. Tem experiência com assessoria técnica junto a organizações da sociedade civil, organizações comunitárias e movimentos sociais, principalmente na Amazônia. Tem especial interesse em temas relacionados à territorialidade, conflitos ontológicos e socioambientais, deslocamento forçado, pesca artesanal e governança ambiental.

Informações coletadas do Lattes em 06/12/2023

Acadêmico

Formação acadêmica

Doutorado em Antropologia Social

2013 - 2020

Universidade Estadual de Campinas
Título: Terror e resistência no rio Xingu
Mauro William Barbosa de Almeida. Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPES, Brasil. Palavras-chave: povos tradicionais; direitos humanos; território ribeirinho; UHE Belo Monte; Amazônia.

Mestrado em Antropologia Social

2010 - 2012

Universidade Estadual de Campinas
Título: Este é o nosso lugar: uma etnografia da territorialidade caiçara na Cajaíba (Paraty, RJ)
, Ano de Obtenção: 2012.Emilia Pietrafesa de Godoi.Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPES, Brasil. Palavras-chave: caiçaras; territorialidade; povos tradicionais; cosmografia.Grande área: Ciências Humanas

Graduação em Ciências Sociais

2002 - 2007

Universidade de São Paulo

Formação complementar

2017 - 2017

Forced Population Displacement and the making of the modern world. (Carga horária: 80h). , Brown University, BROWN, Estados Unidos.

2009 - 2010

Pesquisa social e territórios vulneráveis. (Carga horária: 220h). , Centro de Estudos, Pesquisa e Docum. em Cidades e Municípios Saudáveis, CEPEDOC, Brasil.

2008 - 2008

Mercado de carbono e projetos MDL. (Carga horária: 34h). , Instituto de Pesquisas Ecológicas, IPÊ, Brasil.

2007 - 2007

Extensão universitária em Responsabilidade socioambiental. (Carga horária: 120h). , Fundação Getulio Vargas - SP, FGV-SP, Brasil.

2002 - 2002

Curso de formação em educação democrática. (Carga horária: 120h). , Escola Internacional Lumiar, LUMIAR, Brasil.

Idiomas

Bandeira representando o idioma Inglês

Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Razoavelmente.

Bandeira representando o idioma Espanhol

Compreende Bem, Fala Razoavelmente, Lê Bem, Escreve Pouco.

Bandeira representando o idioma Italiano

Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Bem.

Áreas de atuação

Grande área: Ciências Humanas / Área: Antropologia / Subárea: Antropologia Rural.

Grande área: Outros / Área: Defesa / Subárea: DIREITOS HUMANOS.

Participação em eventos

Territórios tradicionais, conservação e politicas públicas.Governança dos territórios tradicionalmente ocupados. 2023. (Seminário).

LASA 2022 - Latin American Association. Desarrollo no sustentable, género, etnicidad y pandemia: perspectivas a través de América Latina. 2022. (Congresso).

IV Seminário do Projeto de Cooperação Comunidades tradicionais, conservação ambiental e políticas territoriais.Expropriação e precedentes para a criação de um Território Ribeirinho no Xingu. 2021. (Seminário).

Seminário School of Global Studies, Goteborg Univerisity.Forcibly displaced people and the right to return. 2021. (Seminário).

Casa Floresta: 5 anos de Belo Monte e a dívida do Território Ribeirinho.Os 5 anos de Belo Monte e a dívida do Território Ribeirinho. 2020. (Outra).

Democratizing Displacement: Refugee Studies Centre Conference. Self-organization and territorial rights as a response for forced displacement in Xingu River, Amazon, Brazil. 2019. (Congresso).

Fluxos, influxos e refluxos nas/das vidas à volta dos rios e territórios.. Tecnologias políticas beiradeiras contra dispositivos de captura da vida. 2019. (Congresso).

XI Reunião de antropologia do Mercosul. Toda noite clara é ruim de pescar, hoje toda a noite é clara. Os pescadores do Xingu e a usina hidrelétrica de Belo Monte. 2015. (Congresso).

X Reunião de Antropologia do Mercosul. Sobre pesqueiros e posições: o uso do georreferenciamento na pesca artesanal. 2013. (Congresso).

XV ENCONTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS DO NORTE E NORDESTE e PRÉ-ALAS BRASIL.Remendar a rede, visitar o cerco, matar o peixe: técnicas e território entre os caiçaras da Cajaíba (Paraty, RJ). 2012. (Encontro).

ANPPAS - Ass. de Pós-Graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade.Território em disputa: os caiçaras da Cajaíba. 2010. (Encontro).

Fórum Latino- Americano de Estudantes de Antropologia (FELAA).?A antropologia como ação educativa?. 2004. (Encontro).

Produções bibliográficas

  • DE FRANCESCO, A. A. ; Harari, Isabel . A luta dos ribeirinhos do rio Xingu. LE MONDE DIPLOMATIQUE (BRASIL) , v. 119, p. 8-10, 2017.

  • ANDRIOLLI, C. S. ; DE FRANCESCO, A. A. ; POSTIGO, A. A. ; CASTRO, R. R. . Ações, discursos e conflitos no território: o caso dos caiçaras da Jureia. Olam: Ciência & Tecnologia (Rio Claro. Online) , v. 13, p. 1-29, 2013.

  • DE FRANCESCO, A. A. . Terror e resistência no Xingu. 1. ed. São Paulo: Instituto Socioambiental, 2021. v. 1. 270p .

  • DE FRANCESCO, A. A. ; CARNEIRO, C. C. (Org.) . Atlas dos impactos da UHE Belo Monte sobre a pesca. 1. ed. São Paulo: Instituto Socioambiental (ISA), 2015. v. 1000. 65p .

  • DE FRANCESCO, A. A. ; BAITELLO, C. ; FREITAS, A. ; GRACA, D. . O deslocamento forçado de ribeirinhos em Belo Monte. In: Manuela Carneiro da Cunha; Sonia Magalhães. (Org.). A expulsão de ribeirinhos em Belo Monte. 1ed.São Paulo: SBPC, 2017, v. , p. 99-128.

  • Barbosa de Almeida, M. W. ; VILLAS-BOAS, A. ; DE FRANCESCO, A. A. ; POSTIGO, A. A. ; CARNEIRO, C. C. ; ROJAS, B. ; SALAZAR, M. ; DOBLAS, J. ; GRACA, D. . Recomendações para o planejamento do território ribeirinho. In: Manuela Carneiro da Cunha; Sonia Magalhães. (Org.). A expulsão de ribeirinho em Belo Monte. Relatório da SBPC. 1ed.São Paulo: SBPC, 2017, v. , p. 337-356.

  • DE FRANCESCO, A. A. ; FREITAS, A. ; BAITELLO, C. ; GRACA, D. . História de ocupação do beiradão. In: Manuela Carneiro da Cunha; Sonia Magalhães. (Org.). A expulsão de ribeirinhos em Belo Monte. Relatório da SBPC. 1ed.São Paulo: SBPC, 2017, v. , p. 41-66.

  • DE FRANCESCO, A. A. . Abordagem etnográfica para a entrada na vida. In: Fernandez, Campos, Cazzuni, Fiorilo. (Org.). Juventude e segurança: Protejo Osasco. São Paulo: CEPEDOC Cidades Saudáveis - Hucitec, 2010, v. , p. -.

  • DE FRANCESCO, A. A. ; POSTIGO, A. A. . Altamira: relato del fin del mundo. La Jornada del Campo, p. 19 - 19, 19 dez. 2015.

  • DE FRANCESCO, A. A. . Remendar a rede, visitar o cerco, matar o peixe: técnicas e território entre os caiçaras da Cajaíba (Paraty, RJ). In: XV ENCONTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS DO NORTE E NORDESTE e PRÉ-ALAS BRASIL., 2012. Anais do XV Encontro de Ciências Sociais do Norte e Nordeste.

  • DE FRANCESCO, A. A. . Território em disputa: o caso dos caiçaras da Cajaíba. In: Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade, 2010, Florianopolis. V ENCONTRO ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS GRADUAÇÃO E PESQUISA EM AMBIENTE E SOCIEDADE, 2010. v. V.

  • DE FRANCESCO, A. A. . Sobre pesqueiros e posições: o uso do georreferenciamento na pesca artesanal. In: X Reunião de Antropolodia do Mercosul, 2013, Córdoba. Situar, actuar e imaginar antropologias desde el Cono Sur, 2013.

  • DE FRANCESCO, A. A. . Deslocamento forçado e suas dimensões geográficas, econômicas e ontológicas. 2021. (Apresentação de Trabalho/Seminário).

  • DE FRANCESCO, A. A. . Forcibly displaced people and the right to return. 2021. (Apresentação de Trabalho/Conferência ou palestra).

  • DE FRANCESCO, A. A. . A UHE Belo Monte e o empobrecimento das comunidades locais. 2021. (Apresentação de Trabalho/Seminário).

  • DE FRANCESCO, A. A. . Direitos políticos e territoriais de povos tradicionais. 2021. (Apresentação de Trabalho/Seminário).

  • DE FRANCESCO, A. A. . Self-organization and territorial rights as a response for forced displacement in Xingu River, Amazon, Brazil. 2019. (Apresentação de Trabalho/Congresso).

  • DE FRANCESCO, A. A. . Tecnologias políticas beiradeiras contra dispositivos de captura da vida. 2019. (Apresentação de Trabalho/Seminário).

  • DE FRANCESCO, A. A. ; CARNEIRO, C. C. . Impactos de Belo Monte nos Recursos Pesqueiros e a Invisibilização dos Pescadores no Processo de Licenciamento. São Paulo: Instituto Socioambiental, 2015 (Vozes do Xingu: Coletânea de artigos para o Dossiê Belo Monte).

  • Barbosa de Almeida, M. W. ; POSTIGO, A. A. ; DE FRANCESCO, A. A. ; ANDRIOLLI, C. S. ; LIMA, A. S. ; PRADO, D. M. ; RAMOS, J. O. ; NOBREGA, R. S. ; REZENDE, R. S. ; CASTRO, R. R. . Comunidades tradicionais caiçaras da Jureia, Iguape- Peruibe. Manaus: Nova Cartografia Social, 2013 (Nova Cartografia Social dos Povos e Comunidade Tradicionais do Brasil - São Paulo, vol. 1).

  • Barbosa de Almeida, M. W. ; LIMA, A. S. ; DE FRANCESCO, A. A. ; POSTIGO, A. A. ; ANDRIOLLI, C. S. ; PRADO, D. M. ; RAMOS, J. O. ; NOBREGA, R. S. ; REZENDE, R. S. ; CASTRO, R. R. . Conhecimentos tradicionais e mobilizações políticas: a luta das comunidades tradicionais da Juréia pelo direito à permanência em seu território e manutenção da sua cultura, litoral sul de São Paulo. Manaus: Editora da Universidade do Estado do Amazonas, 2013 (Boletim informativo Nova Cartografia Social dos Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil).

Outras produções

DE FRANCESCO, A. A. ; Henriques, Giuliana . Diagnóstico e plano de ação em gênero no âmbito do projeto ?Fortalecendo os Processos de Gestão Participativa dos Recursos Naturais para o Desenvolvimento Econômico Sustentável, Conservação da Biodiversidade e Manutenção dos Estoques de Carbono na Amazônia?. 2021.

DE FRANCESCO, A. A. . Consolidação do Território Ribeirinho _ Fundo Brasil de Direitos Humanos. 2021.

DE FRANCESCO, A. A. . Fortalecimento do Conselho Ribeirinho _ Fundo Brasil de Direitos Humanos. 2017.

DE FRANCESCO, A. A. ; CARNEIRO, C. C. . Relatório técnico sobre os 'Diálogos Ribeirinhos'. 2016.

DE FRANCESCO, A. A. ; CARNEIRO, C. C. . Relatório de atividades: Grupo de Trabalho dos pescadores e ribeirinhos removidos das ilhas e beiras da área destinada à formação do reservatório principal da UHE Belo Monte. 2015.

DE FRANCESCO, A. A. ; ADAMS, C. ; CUNHA, M. C. ; Barbosa de Almeida, M. W. ; RIBEIRO, R. R. ; BALEE, W. ; MAGALHAES, S. ; SALM, R. ; HONORATO, V. ; LUCAS, F. ; SILVA, G. . Uso e recuperação da APP do reservatório Xingu da UHE Belo Monte. 2019.

Barbosa de Almeida, M. W. ; GUERRERO, N. R. ; DE FRANCESCO, A. A. ; POSTIGO, A. A. ; ROCHA, B. ; NEPOMUCENO, I. ; DOBLAS, J. ; CUNHA, M. C. ; SALAZAR, M. ; AMARAL, M. ; TORRES, M. ; SANTOS, R. R. ; SCOLES, R. ; HONORATO, V. ; BALEE, W. . Laudo pericial sobre a situação das famílias residentes no interior da Estação Ecológica da Terra do Meio.. 2018.

DE FRANCESCO, A. A. . Em articulação inédita, ribeirinhos atingidos pela usina Belo Monte determinam os caminhos para retornarem ao seu território. 2019; Tema: Deslocamento forçado de ribeirinhos pela usina de Belo Monte. (Site).

DE FRANCESCO, A. A. ; BRITO, L. L. ; CORREA, M. G. ; LOPES, R. B. ; Scabin, FF. . Direito à moradia adequada e a UHE Belo Monte: o caso dos ribeirinhos no beiradão. 2021. (Relatório de pesquisa).

DOBLAS, J. ; DE FRANCESCO, A. A. . Zoneamento do Território Ribeirinho. 2018. (Cartas, mapas ou similares/Mapa).

Projetos de pesquisa

  • 2020 - Atual

    Comunidades tradicionais, conservação ambiental e políticas territoriais, Descrição: Este projeto de pesquisa tem como objetivo estabelecer um polo de reflexão para o desenvolvimento de políticas agrárias e ambientais, a partir de uma análise multidisciplinar e colaborativa de conflitos envolvendo unidades de conservação e territórios tradicionalmente ocupados. O material empírico é oriundo, principalmente, das bacias dos rios Xingu e Trombetas, no Pará, e da região da Jureia, no estado de São Paulo. Em cada uma das situações sob análise, à repressão de comunidades tradicionais por órgãos ambientais se articulam os efeitos de outras políticas agrárias e ambientais relativamente recentes, como a de concessões florestais, regularização fundiária e projetos de privatização da gestão de áreas protegidas. Por outro lado, o desmonte da gestão ambiental dessas áreas, ao invés de reduzir a pressão sobre as comunidades, produz novos vetores de conflito, à exemplo da grilagem, exploração de madeira e garimpos. Propomo-nos, assim, entender de que forma vetores potencialmente confluentes tornam-se conflitantes. Pesquisas recentes embasam a hipótese de que políticas agrárias e ambientais devam se assentar sobre novas bases, que não apenas equacionem os direitos de povos e comunidades tradicionais e parâmetros de conservação ambiental, como dados a priori, mas que efetivamente se constituam a partir de elaborações das próprias comunidades sobre o tema.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Ana Alves De Francesco - Integrante / Mauro William Barbosa de Almeida - Coordenador / Augusto de Arruda Postigo - Integrante / Adriana Souza Lima - Integrante / Natalia Ribas Guerrero - Integrante / Bruna Rocha - Integrante / Manuela Carneiro da Cunha - Integrante / Vinicius Honorato - Integrante / Cristina Adams - Integrante / Sônia Magalhães - Integrante.

  • 2017 - Atual

    Sistema de monitoramento e alerta de riscos de impactos da instalação e operação de grandes empreendimentos nos direitos das comunidades locais, Descrição: Por meio do projeto, pretende-se a construção de sistema de monitoramento (plataforma web e aplicativo) de grandes empreendimentos capaz de identificar e avaliar riscos causados aos direitos das comunidades locais e assim possibilitar a adoção de respostas mais rápidas e eficazes, além de orientar a conduta preventiva das empresas envolvidas e as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do território. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Ana Alves De Francesco - Integrante / Flavia Scabin - Coordenador.

  • 2014 - Atual

    Terror e resistência no Xingu, Descrição: Trata- se de uma pesquisa etnográfica de longa duração junto aos ribeirinhos que perderam seu território com a instalação da usina hidrelétrica de Belo Monte. O deslocamento forçado provocou dispersão social, ruptura econômica e violação de direitos que, associados às transformações ecológicas e espaciais, resultaram na desfiguração do mundo, o que implica em pensar o deslocamento em sua dimensão ontológica. Nesse contexto, respostas à catástrofe e mecanismos de resistência foram estruturados a partir de dois caminhos distintos e complementares: a busca cotidiana por apoio institucional e a reestruturação da vida social a partir das redes preexistentes. A pesquisa trata do esforço cotidiano dos ribeirinhos, ao longo dos últimos seis anos, para reconstruírem sentidos, redes sociais e possibilidades de futuro. São descritos os dispositivos de deslocamento usados pelo Estado e setor privado, e o modo como foram incorporados e subvertidos em tecnologias políticas de resistência por meio das quais ? reuniões, listas e mapas ? se tornaram estratégias de cuidado, construção coletiva e organização política que levaram à criação do Conselho Ribeirinho e à inclusão do Território Ribeirinho como mecanismo de reparação e condição legal para o funcionamento da usina de Belo Monte.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Doutorado: (1) . , Integrantes: Ana Alves De Francesco - Integrante / Mauro William Barbosa de Almeida - Coordenador., Financiador(es): CAPES - Centro Anhanguera de Promoção e Educação Social - Bolsa.

  • 2013 - 2014

    Práticas populares de cuidado à saúde em comunidades de Terreiros, Descrição: Considerando que características ou fatores étnico-raciais podem estar relacionados à produção das desigualdades em saúde expondo segmentos da população a uma condição de maior vulnerabilidade, este projeto pretende sistematizar informações, conhecimentos e modelos de intervenção necessários ao enfrentamento das iniquidades em saúde, em âmbito nacional, que atingem comunidades de terreiros, tendo como foco as práticas populares de cuidado e suas interfaces com o sistema de saúde.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Ana Alves De Francesco - Coordenador / Juan Calos Aneiros Fernandez - Integrante / Elizabete Agrela de Andrade - Integrante / Daniele Sacardo Nigri - Integrante., Financiador(es): Organizacão Pan-Americana da Saude/Organizacão Mundial da Saude - Cooperação.

  • 2010 - 2012

    Etnografia da territorialidade caiçara na Cajaíba (Paraty, RJ), Descrição: O foco principal desta pesquisa é a descrição das formas de interação entre as pessoas e o ambiente na enseada da Cajaíba, zona costeira do município de Paraty (RJ), e o modo como esta interação configura uma territorialidade particular, que se dá tanto na terra como no mar. Buscando dialogar com diferentes definições de territórios e territorialidades, por meio da etnografia. O estudo versou sobre a memória da ocupação da terra, a percepção do ambiente e o saber técnico envolvido nos modos de fazer do cotidiano, por considerá-las dimensões intrínsecas e constituintes da territorialidade de um grupo.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Ana Alves De Francesco - Integrante / Emilia Pietrafesa de Godoi - Coordenador.

Prêmios

2020

Tese de doutorado indicada para o prêmio CAPES e ANPOCS, .

2019

"Riverine people and the right to full repartion", World Justice Project.

2019

Travel bursary, Refugee Studies Centre Conference, University of Oxford.

2013

Dissertação de mestrado indicada pelo PPGAS/ UNICAMP para o Premio de Obras e Teses da ANPOCS, ANPOCS.

Histórico profissional

Endereço profissional

  • Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Departamento de Antropologia. , Rua Cora Coralina, Cidade Universitária, 13083896 - Campinas, SP - Brasil

Experiência profissional

2020 - Atual

Fundação Getúlio Vargas - Matriz

Vínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: pesquisadora colaboradora, Carga horária: 30

Outras informações:
Pesquisadora colaboradora do Centro de Direitos Humano e Empresas (CeDHE) da Faculdade de Direito da FGV. Atuo em projetos realizados junto ao Conselho Ribeirinho, organização dos ribeirinhos deslocados pela usina hidrelétrica de Belo Monte e em projeto sobre os impactos da pavimentação da BR-319 para povos indígenas e tradicionais. Ambos os projetos tem como pano de fundo a construção de sistemas de monitoramento participativo em direitos humanos.

2020 - 2020

Instituto de Estudos Socioeconômicos

Vínculo: colaboradora, Enquadramento Funcional: pesquisadora, Carga horária: 20

Outras informações:
Assessora técnica do projeto ?CFURH de Belo Monte: gestão popular e aplicação emergencial na Pandemia Covid-19?, responsável por orientar organizações sociais de Altamira (PA), especialmente o Movimento Xingu Vivo Para Sempre, na elaboração de um projeto de lei de regulamentação, transparência e controle social dos recursos oriundos da Compensação Financeira pelo Uso dos Recursos Hídricos da usina hidrelétrica de Belo Monte.

2017 - 2019

INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL

Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: consultora, Carga horária: 40

2014 - 2017

INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL

Vínculo: pesquisadora associada, Enquadramento Funcional: pesquisadora associada, Carga horária: 8

2016 - Atual

Ministério Público Federal

Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: perita ad hoc

2016 - 2017

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - São Paulo

Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: colaboradora, Carga horária: 30

Outras informações:
Contribuição ao relatório da SBPC sobre o impacto socioambiental da construção da UHE Belo Monte e coordenação da equipe de levantamento socioeconômico.

2013 - 2020

Universidade Estadual de Campinas

Vínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: estudante de pós-graduação / pesquisadora, Regime: Dedicação exclusiva.

2010 - 2012

Universidade Estadual de Campinas

Vínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: estudante de pós-graduação/pesquisadora, Regime: Dedicação exclusiva.

2013 - 2014

Centro de Estudos, Pesquisa e Docum. em Cidades e Municípios Saudáveis

Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: pesquisadora colaboradora, Carga horária: 20

Outras informações:
Aporte antropológico para o projeto Práticas de cuidado em comunidades tradicionais de matriz africana: parceria com Ministério da Saúde e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O projeto procura sistematizar informações, conhecimentos e modelos de intervenção necessários ao enfrentamento das iniquidades em saúde, em âmbito nacional, que atingem comunidades de terreiro, tendo como foco as práticas tradicionais de cuidado e suas interfaces com o sistema de saúde.

2009 - 2010

Centro de Estudos, Pesquisa e Docum. em Cidades e Municípios Saudáveis

Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: Educadora, Carga horária: 20

Outras informações:
Educadora do projeto PROTEJO OSASCO, parceria entre Ministério da Justiça (PRONASCI), Secretária de Desenvolvimento e Inclusão Social do município de Osasco e CEPEDOC - SP. Formação de pesquisadores sociais comunitários em territórios vulneráveis, destinado à jovens de 15 a 24 anos, totalizando 476 horas de formação.

2008 - 2008

Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá

Vínculo: Celetista formal, Enquadramento Funcional: Fundraising, Carga horária: 44, Regime: Dedicação exclusiva.

Outras informações:
O IDSM é uma organização social ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, co-gestora de duas Unidades de Conservação no Médio Solimões. Os projetos desenvolvidos pela instituição são voltados à pesquisa científica para a conservação e programas de manejo de base comunitária. As responsabilidades do cargo eram o diagnóstico e elaboração de planejamento estratégico para a sustentabilidade financeira da instituição, captação de recursos, elaboração de projetos para fundos e editais e prospecção de parcerias privadas.

2004 - 2004

Centro de Documentação e Memória da UNESP

Vínculo: estagiaria, Enquadramento Funcional: pesquisadora, Carga horária: 20

Outras informações:
Catalogação e sistematização de arquivo

2004 - 2005

Escola Internacional Lumiar

Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: mestre de antropologia, Carga horária: 10

Outras informações:
Principais projetos desenvolvidos: Vida de índio (elementos de etnologia indígena para alunos do Ensino Fundamental I e II) e Histórias de vida (conversas lúdicas sobre a história do Brasil a partir da memória e genealogia das famílias dos alunos do ensino infantil).

2004 - 2004

Escola Internacional Lumiar

Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: Coordenadora de ciencias humanas, Carga horária: 5

Outras informações:
Orientação, Avaliação e Planejamento junto a equipe de mestres de ciencias humanas.

2002 - 2003

Escola Internacional Lumiar

Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: Educadora assistente, Carga horária: 20