Marina Harter Pamplona

Psicóloga e mestra em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense, doutoranda na linha de pesquisa subjetividade, política e exclusão social pela Universidade Federal Fluminense. Atua como psicóloga clínica e psicóloga do Laboratório de pesquisas clínicas em HIV e outras ISTs do Instituto de Infectologia Evandro Chagas, e tem experiência como docente substituta em Psicologia da Educação. Integra o grupo de extensão da Cátedra Sérgio Vieira de Melo (ACNUR/PUC-Rio) voltado para estratégias de acolhimento e integração de crianças e adolescentes refugiados e solicitantes de refúgio, fomentando uma cultura institucional de solidariedade, inclusão, valorização da diversidade e proteção dos direitos humanos.

Informações coletadas do Lattes em 28/07/2024

Acadêmico

Formação acadêmica

Doutorado em andamento em Programa de pós-graduação em Psicologia

2021 - Atual

Universidade Federal Fluminense
Marcelo Santana Ferreira.

Mestrado em Psicologia

2017 - 2019

Universidade Federal Fluminense
Título: Luminosidades da infância: A memória como jogo, Ano de Obtenção: 2019
Marcelo Santana Ferreira.Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPES, Brasil.

Graduação em Psicologia

2011 - 2017

Universidade Federal Fluminense
Título: Experiência-desvio: travessias entre cidade e formação
Orientador: Adriana Rosa Cruz Santos

Ensino Médio (2º grau)

2009 - 2010

Colégio Santo Antônio Maria Zaccaria

Formação complementar

2023 - 2023

Pensando sobre crianças: O manejo winnicottiano na clínica com crianças. (Carga horária: 14h). , Instituto Brasileiro de Psicanálise Winnicottiana, IPBW, Brasil.

2020 - 2020

A criança, os cinco sentidos e a educação. (Carga horária: 30h). , Vincular - Consultoria em Educação e Saúde da Infãncia, VINCULAR, Brasil.

2018 - 2018

Estudos da vida simbólica com Gandhy Piorski. (Carga horária: 12h). , Ponto de Cultura Ecoar, ECOAR, Brasil.

2018 - 2018

O processo criativo na arte de contar histórias, Módulo II. (Carga horária: 22h). , Escola Granada, ESCOLA GRANADA, Brasil.

2018 - 2018

Contação de Histórias inclusivas ? Criação de material interativo. (Carga horária: 20h). , eLABorando, ELABORANDO, Brasil.

2017 - 2017

O processo criativo na arte de contar histórias, Módulo I. (Carga horária: 22h). , Escola Granada, ESCOLA GRANADA, Brasil.

2016 - 2016

Extensão universitária em As cidades e a produção de subjetividades. (Carga horária: 36h). , Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil.

2016 - 2016

O Modo Operativo AND em conversa com as práticas clínicas. (Carga horária: 8h). , Universidade Federal Fluminense, UFF, Brasil.

2013 - 2013

Foucault: A História da Sexualidade e a analítica. (Carga horária: 6h). , Universidade Federal Fluminense, UFF, Brasil.

2012 - 2013

Programa de treinamento de entrevistadores para pesquisa de campo. , Fundação Oswaldo Cruz, FIOCRUZ, Brasil.

2011 - 2011

English. (Carga horária: 40h). , Skills & Enterprise Development Academy, SEDA, Irlanda.

Idiomas

Bandeira representando o idioma Inglês

Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Bem.

Bandeira representando o idioma Espanhol

Compreende Bem, Fala Razoavelmente, Lê Bem, Escreve Razoavelmente.

Áreas de atuação

Grande área: Ciências Humanas / Área: Psicologia.

Grande área: Ciências Humanas / Área: Psicologia / Subárea: Psicologia Social.

Grande área: Ciências Humanas / Área: Psicologia / Subárea: Tratamento e Prevenção Psicológica/Especialidade: Intervenção Terapêutica.

Grande área: Ciências Humanas / Área: Educação / Subárea: Fundamentos da Educação/Especialidade: Psicologia Educacional.

Organização de eventos

FERREIRA, M. S. ; PAMPLONA, M. H. . Sobrevivência da Arte de Contar Histórias: Experiência e Política. 2019. (Outro).

FERREIRA, M. S. ; PAMPLONA, M. H. . Poéticas e políticas da transmissibilidade em pesquisas em Psicologia Social. 2018. (Outro).

SANTOS, A. R. C. ; PAMPLONA, M. H. . Caminhos do cuidado na reforma psiquiátrica brasileira: arte, clínica e política. 2016. (Outro).

Participação em eventos

Fazendo Gênero 12 ? ?Lugares de fala: direitos, diversidades, afetos.Luminosidades da infância: a memória como jogo. 2021. (Seminário).

II Colóquio Internacional Walter Benjamin.Entre ruínas, aparições da infância. 2020. (Seminário).

II Workshop qualidade do lugar e cultura contemporânea Modos de ser e habitar as cidades. 2016. (Seminário).

Interlocuções sobre a ética da escrita e da imagem na pesquisa. 2016. (Seminário).

IX Semana de Psicologia da UFF.Corpo unificado, corpo multiplicado: reverberações de uma pesquisa relacional. 2016. (Oficina).

Seminário Internacional Biblioteca Walter Benjamin. 2016. (Seminário).

V Seminário Antonio Gramsci: Gramsci e a questão agrária no brasil. 2016. (Seminário).

9ª Mostra Regional de Práticas em Psicologia.Narrativas de si na cidade: invenções metodológicas em pesquisas sobre diversidade sexual. 2015. (Seminário).

Jornada Fernand Deligny: A arte da tentativa. 2015. (Seminário).

Psicologia, Diversidade Sexual e de Gênero: caminhos e composições. 2015. (Seminário).

VIII Semana de psicologia da UFF.Conversando sobre sexo e gênero como tecnologias. 2015. (Seminário).

VI Simpósio de Saúde Coletiva e Saúde Mental e I Encontro Internacional de Grupos de Pesquisa e Intervenção.ENGENHOS DO FORA: OBJETOS RELACIONAIS, ARTE E LOUCURA ? INQUIETAÇÕES DE UMA PESQUISA RELACIONAL. 2015. (Simpósio).

XXVIII Encontro Nacional de Estudantes de Psicologia. 2015. (Encontro).

I Seminário Olhares Femininos: Gênero e Pós-pornografia. 2014. (Seminário).

VII Semana de psicologia da UFF.Queerizando a psicologia: oficina de diversidade sexual e de gênero. 2014. (Seminário).

I TRANSemana da UFRJ. 2013. (Outra).

Nuances da violência: Restrição de Liberdade e Violação de Direitos. 2013. (Outra).

VI Semana de Psicologia da UFF.Psicologia e diversidade sexual: O que você tem feito com o seu preconceito?. 2013. (Oficina).

III Encontro Regional de Estudantes de Psicologia do Rio de Janeiro. 2012. (Encontro).

V Semana de Psicologia da Universidade Federal Fluminense. 2012. (Outra).

VII Seminário de Direitos Humanos: segurança pública e direitos humanos. 2011. (Seminário).

Produções bibliográficas

  • PAMPLONA, MARINA HARTER ; FERREIRA, MARCELO SANTANA . Diante do fim do mundo, recomeçar pela infância. DESIDADES - REVISTA ELETRÔNICA DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE , v. 31, p. 107-119, 2022.

  • FERREIRA, MARCELO SANTANA ; PAMPLONA, MARINA HARTER . Sobre a eficácia de anjos evanescentes: teologia e política em Walter Benjamin. Momento - Diálogos em Educação , v. 28, p. 161-178, 2019.

  • FERREIRA, M. S. ; CASSAL, L. C. ; PAMPLONA, M. H. . Pinóquio e a jornada para tornar-se humano: contos que persistem. REVISTA PERIÓDICUS , v. 1, p. 288-302, 2018.

  • PAMPLONA, M. H. . Luminosidades da infância: A memória como jogo. In: Seminário Internacional Fazendo Gênero, 2021, Florianópolis. Lugares de fala [recurso eletrônico] : direitos, diversidades, afetos: anais eletrônicos, 2021. v. 12.

  • PAMPLONA, M. H. . Memória como desvio: trajetos de narrativas na cidade. In: Corpocidade 5: Gestos Urbanos, 2016, Salvador - BA. Caderno Agenciamentos, 2016. v. 5. p. 1-476.

  • SANTOS, A. R. C. ; PAMPLONA, M. H. ; RAMOS, A. C. D. ; CRUZ, A. C. S. ; CIVILETTI, M. L. . ARTE, CORPO E SUBJETIVAÇÃO: A TESSITURA DE UMA PESQUISA RELACIONAL. In: I Simpósio da Rede de pesquisas em Narrativas, Gênero e Política. Narrativas com mulheres: Experiências, acadêmicas, profissionais e militantes., 2016, Belo Horizonte. I Simpósio da Rede de Pesquisas em Narrativas, Gênero e Política: narrativas com mulheres - experiências acadêmicas, profissionais e militantes. Colatina - ES: Clock-t Edições e Artes, 2016. v. I. p. 01-313.

  • SANTOS, A. R. C. ; PAMPLONA, M. H. ; VIEIRA, A. C. C. ; RAMOS, A. C. D. ; CRUZ, A. C. S. ; RODRIGUES, I. A. ; MESQUITA, J. A. ; CIVILETTI, M. L. . ENGENHOS DO FORA: OBJETOS RELACIONAIS, ARTE E LOUCURA ? INQUIETAÇÕES DE UMA PESQUISA RELACIONAL. In: VI SIMPOSIO DE SAÚDE COLETIVA E SAÚDE MENTAL e I ENCONTRO INTERNACIONAL DE GRUPOS DE PESQUISA E INTERVENÇÃO: A formação, a pesquisa e a intervenção no agir em Saúde Coletiva e Saúde Mental, 2015, Belo Horizonte. Anais de Pesquisa em Saúde e Questões Ético-Políticas, 2015.

  • PAMPLONA, M. H. . Luminosidades da infância: a memória como jogo. 2021. (Apresentação de Trabalho/Seminário).

  • PAMPLONA, M. H. . Entre ruínas, aparições da infância. 2020. (Apresentação de Trabalho/Comunicação).

  • PAMPLONA, M. H. ; FERREIRA, M. S. . LUMINOSIDADES DA INFÂNCIA E DESMONTAGEM DA HISTÓRIA: A MEMÓRIA COMO JOGO. 2018. (Apresentação de Trabalho/Congresso).

  • PAMPLONA, M. H. ; CASSAL, L. C. . Infância: Memórias e Histórias. 2018. (Apresentação de Trabalho/Outra).

  • PAMPLONA, M. H. ; VIEIRA, A. C. C. . Narrativas de si na cidade: invenções metodológicas em pesquisas sobre diversidade sexual. 2015. (Apresentação de Trabalho/Seminário).

  • PAMPLONA, M. H. . Produção de narrativas sobre a experiencia homossexual masculina em três cidades do Rio de Janeiro. 2015. (Apresentação de Trabalho/Seminário).

  • PAMPLONA, MARINA HARTER ; FERREIRA, M. S. . Entre ruínas, apariçes da infância. Lisboa: Revista Dobra, 2023 (Ensaio).

  • PAMPLONA, M. H. ; CORTAT, R. C. . ENXERGAR O CÉU DA HISTÓRIA: Um olhar através da infância. Brasília: PÓLEMOS ? Revista De Estudantes De Filosofia Da Universidade De Brasília, 2022 (Ensaio).

Projetos de pesquisa

  • 2017 - Atual

    Políticas e poéticas da transmissibilidade em Psicologia Social, Descrição: A partir da caracterização paradigmática do silêncio de sobreviventes dos campos de batalha da I Guerra Mundial ao retornarem para suas casas, Walter Benjamin diagnosticou o fim da arte de narrar e a crise da experiência, relacionados com a dissolução do poder político da palavra falada e da sabedoria. O fim da arte de narrar, no entanto, não se institui como a impossibilidade de instauração de esforços subjetivos e coletivos para transmitir vivências consideradas traumáticas ou de difícil representação. O presente projeto de pesquisa, articulado a partir das reflexões de Walter Benjamin sobre esforços estéticos e políticos de produção de novas formas de transmissibilidade na metade inicial do século passado na Europa, aponta para o reconhecimento de exercícios estéticos e proposições metodológicas em ciências humanas - especificamente, a Psicologia - em que se instauram,a partir da exaustão de modelos vigentes de produção de narrativas, poéticas contemporâneas de transmissibilidade, assentadas em políticas de produção de textualidades e de conhecimento. Movido pela tarefa filosófica e ética vislumbrada por Benjamin para o pensamento contemporâneo, o projeto de pesquisa se volta à interpretação de exercícios literários e proposições metodológicas em ciências humanas em que a transmissibilidade assume posição privilegiada. Há experimentações literárias, como se pode reconhecer em diferentes momentos da obra do escritor brasileiro Michel Laub e no escrito autobiográfico do escritor chileno Alejandro Zambra sobre a ditadura militar no Chile, em que a dificuldade de simbolização de passados autoritários e de sua recorrência no presente do Brasil e de outros países da América Latina não interrompe o fluxo da recordação e a elaboração de um projeto de memória. Esteticamente e politicamente, deparamo-nos com o problema da transmissibilidade, também colocada em análise por intermédio de interpelações metodológicas no campo da Psicologia Social, em que somos convocados a ouvir e convidamos a falar indivíduos e coletivos que se confrontam com distintas dificuldades de articulação de narrativas a partir de vivências traumáticas ou de difícil significação. O propósito do projeto é viabilizar a instauração de campo de pesquisa em que o tema da transmissibilidade assuma importância central, consolidando linhas investigativas sobre experimentações estéticas e metodológicas que evocam processos de subjetivação relacionados diretamente com a interpelação de contar uma história sobre si e sobre o mundo a partir de um conjunto de marcadores institucionais e históricos, como foi o caso paradigmático das Guerras, das perseguições políticas a minorias; como são os esforços contemporâneos de recomposição de si a partir de diásporas e do estabelecimento de regimes de exceção em diferentes contextos. Walter Benjamin reconheceu em vanguardas estéticas do século XX importantes encaminhamentos para a crise da sabedoria e da experiência, será que podemos reconhecer atualmente esforços estéticos e teóricos que nos ajudem a defender a existência de políticas e poéticas contemporâneas de transmissibilidade? Voltando-se ao estudo sistemático de autores e autoras como Walter Benjamin, Georges Didi-Huberman, Judith Butler e Michel Foucault, além de, a exercícios literários como os citados previamente, o projeto tem caráter interpretativo e propositivo, uma vez que se considera que a tarefa política e teórica defendida por Benjamin em relação à filosofia pode instrumentalizar parte de nossos esforços em Psicologia Social em nos colocarmos próximos e interessados no que outros têm a dizer e exprimir sobre suas existências e as diferentes interpelações que configuram seus possíveis campos de expressão. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Mestrado acadêmico: (5) Doutorado: (4) . , Integrantes: Marina Harter Pamplona - Integrante / Marcelo Santana Ferreira - Coordenador.

  • 2015 - 2017

    Fronteiras e Limiares da Diferença na Cidade : a ética da imagem nos documentários brasileiros., Descrição: Descrição: Descrição: O tema da inclusão social e do combate às práticas de intolerância ao diverso são questões marcantes em projetos no âmbito da saúde e da educação na atualidade. A cidade nestes projetos ganha destaque como espaço de consolidação de direitos civis, porém a polissemia política dos sentidos do que seja a urbe, a diferença ou o direito civil nem sempre estão presentes. A cidade corre o risco de tornar-se um cenário neutro despojado da força desacomodadora dos paradoxos criados pelas tramas humanas. Esta pesquisa tem como escopo investigar a produção da diferença na experiência urbana, assim como as questões éticas inerentes a essa produção. Objetiva manter uma estreita interlocução entre a estética cinematográfica, especificamente a dos documentários, e os estudos da subjetividade. Deseja analisar conexões da imagem, da alteridade e do poder na tessitura da diferença no contemporâneo. Pretende, no uso das categorias de fronteira e limiar de Walter Benjamin, assim como das de imagem e poder de Jean-Louis Comolli e das contribuições de Eduardo Coutinho, entre outros autores, problematizar as políticas de combate à intolerância enunciadas nas narrativas imagéticas dos documentários brasileiros. De que modo os chamados ?infames" são narrados? Quais os limites das suas fronteiras? Que formulação ética é proposta através das imagens? Resumidamente a metodologia pretende analisar documentários premiados, ou selecionados, em festivais e mostras de cinema no período de 2000 a 2012 cuja temática verse sobre Direitos Humanos e políticas de tolerância à diversidade. Documentários sobre moradores de rua, usuários da saúde mental, travestis, entre outros, farão parte do material a ser pesquisado.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (2) / Mestrado acadêmico: (3) / Doutorado: (7) . , Integrantes: Marina Harter Pamplona - Integrante / Luis Antonio dos Santos Baptista - Coordenador.

  • 2014 - 2017

    Engenhos do fora: objetos relacionais, arte e loucura, Descrição: O objetivo desta pesquisa é conhecer e registrar o trabalho de Estruturação do Self desenvolvido no Espaço Aberto ao Tempo (EAT)/Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira, tendo como transversais a loucura, a arte e a subjetivação. Partindo de sua importante contribuição na construção de um dispositivo de cuidado entre a arte e a loucura, desejamos investigar como o trabalho de Estruturação do Self produziu deslocamentos nos modos de experimentar a loucura, e, nesse movimento, mapear os processos de subjetivação que lhe são imanentes e destacar contribuições para o cuidado no campo da saúde mental.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Marina Harter Pamplona - Integrante / Adriana Rosa Cruz Santos - Coordenador / Ana Carolina Cotta Vieira - Integrante / Ana Carolina Dias Ramos - Integrante / Ana Carolina dos Santos Cruz - Integrante / Juliana Araújo Mesquita - Integrante / Maria Luiza Civiletti - Integrante.

  • 2013 - 2015

    Produção de narrativas sobre a experiência homossexual masculina em três cidades do Rio de Janeiro, Descrição: O presente projeto de pesquisa de iniciação científica se sustenta na proposição metodológica de produção de narrativas em torno da experiência de elaboração de si mesmo como gay em tramas de cidades contemporâneas como Niterói, Rio de Janeiro e São Gonçalo. Partindo de premissas teóricas e metodológicas das obras de Michel Foucault e Walter Benjamin, o projeto se efetivará por intermédio do uso de narrativas, como se pensa a partir das reflexões de Walter Benjamin sobre a arte de narrar e a defesa de uma história materialista, herdeira do parentesco entre o lugar do historiador e o do cronista. Devido ao seu caráter coletivo e essencialmente remetida à partilha de experiências, a narrativa é uma saída ética para o problema da verdade em investigações em ciências humanas, uma vez que se compraz em indicar a proveniência de versões sobre os acontecimentos históricos, não ocultando as controvérsias e as lutas em torno do fluxo histórico. Além disso, Michel Foucault fornece importantes instrumentos teóricos para a compreensão da relação entre subjetividade e verdade, remetidas à função histórica e social que a sexualidade desempenhou e desempenha em sociedades ocidentais, desde o século XIX. Como instrumento de nomeação das sexualidades periféricas, o dispositivo de sexualidade ? que é um conjunto de elementos institucionais, materiais e não materiais que incidem sobre a relação do indivíduo com seu desejo, seu corpo e os prazeres ? garantiu a presença insidiosa do saber médico sobre a experiência social, oferecendo uma grade de inteligibilidade sobre as formas pelas quais os indivíduos se definem como sujeitos. A pesquisa é a convergência de estudos baseados nos dois autores e visa à compreensão de processos de elaboração de si mesmo em confronto com a operação do dispositivo de sexualidade, que se rearranja na contemporaneidade.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Marina Harter Pamplona - Integrante / Marcelo Santana Ferreira - Coordenador.

  • 2012 - 2013

    Narrativas de Si na Cidade: Por uma nova metodologia de investigação da experiência homossexual masculina, Descrição: Terceiro momento da pesquisa de iniciação científica, agora assentada na problematização de metodologias de investigação sobre a experiência homossexual masculina, por intermédio de incursão etnográfica e elaboraçao de narrativas, a partir das reflexões empreendidas por Walter Benjamin, Michel Foucault e Alessandro Portelli. A pesquisa se voltará ao estudo da elaboração de narrativas de si mesmo por jovens entrevistados pelo grupo de investigação, buscando compreender a natureza do "si mesmo" que se forja em situações de pesquisa e nas trajetórias na cidade.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Marina Harter Pamplona - Coordenador / Marcelo Santana Ferreira - Integrante / renata de carvalho nardelli - Integrante / gustavo patury sangreman - Integrante / michelle lage de oliveira - Integrante / rodrigo lontra lopes de oliveira - Integrante.

Prêmios

2015

Indicação ao prêmio Vasconcellos Torres de Ciência e Tecnologia do XXV Seminário de Iniciação Científica, Universidade Federal Fluminense.

Histórico profissional

Experiência profissional

2021 - 2023

Universidade Federal Fluminense

Vínculo: Servidor Público, Enquadramento Funcional: Professor substituto, Carga horária: 40

Outras informações:
Professora substituta de Psicologia da Educação, vinculada ao Departamento de Fundamentos Pedagógicos

2018 - 2018

Universidade Federal Fluminense

Vínculo: Estágio Docência, Enquadramento Funcional: Estágio Docência, Carga horária: 4

Outras informações:
Estágio Docência na disciplina Psicologia Social, Corpo e Subjetividade, sob orientação da professora Silvana Mendes Lima

2015 - 2017

Universidade Federal Fluminense

Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: Voluntário, Carga horária: 12

Outras informações:
Participação como voluntária em projeto de pesquisa de iniciação científica intitulado Engenhos do fora: objetos relacionais, arte e loucura. Vinculado ao Departamento de Psicologia e sob orientação da professora Adriana Rosa Cruz Santos

2015 - 2017

Universidade Federal Fluminense

Vínculo: Estagiário Curricular, Enquadramento Funcional: Estagiário

Outras informações:
Estágio interno curricular obrigatório vinculado ao SPA (Serviço de Psicologia Aplicada) orientado e supervisionado pelo professor Eduardo Passos. Abordagem Transdisciplinar da Clínica

2014 - 2015

Universidade Federal Fluminense

Vínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: Pesquisadora, Carga horária: 20

Outras informações:
Participante como bolsista PIBIC do projeto de iniciação científica intitulado Produção de narrativas sobre a experiêcia homossexual masculina em três cidades do Rio de Janeiro, vinculado ao Departamento de Psicologia da UFF, sob orientação do professor Marcelo Santana Ferreira.

2014 - 2015

Universidade Federal Fluminense

Vínculo: Estagiário, Enquadramento Funcional: Estagiário Curricular, Carga horária: 16

Outras informações:
Estágio interno curricular vinculado ao Serviço de Psicologia Aplicada, orientado e supervisionado pela professora Katia Faria Aguiar, na área de Psicologia Escolar e Psicologia Educacional, a partir de uma perspecitiva institucionalista. Atuação na Escola Municipal Helena Antipoff.

2012 - 2013

Universidade Federal Fluminense

Vínculo: Colaborador, Enquadramento Funcional: Voluntário, Carga horária: 14

Outras informações:
Participação como voluntária em projeto de pesquisa intitulado: "Por uma nova metodologia de investigação da experiência homossexual masculina", vinculada ao Departamento de Psicologia e sob orientação do professor Marcelo Santana Ferreira.

2020 - Atual

Fundação Oswaldo Cruz

Vínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: Psicóloga, Carga horária: 30

Outras informações:
Psicóloga do laboratório de Pesquisas Clínicas em HIV/AIDS e outras ISTs do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas

2020 - 2020

Fundação Oswaldo Cruz

Vínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: Auxiliar de pesquisa, Carga horária: 20

Outras informações:
Auxiliar do projeto de pesquisa ?Saúde mental em profissionais de saúde frente à pandemia de Covid-19: Informação para ações em saúde do trabalhador?, realizada no âmbito do Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde do Instituto Oswaldo Cruz, Fiocruz. Discussão de material científico, a contribuição na elaboração do roteiro de entrevista e a realização de entrevistas remotas com profissionais de saúde.

2019 - 2019

Fundação Oswaldo Cruz

Vínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: Colaboradora de pesquisa, Carga horária: 20

Outras informações:
Assistente de pesquisa do estudo "Validação do questionário de ruminação em relação ao trabalho", um estudo das demandas do trabalho e sua relação com a saúde em geral.

2012 - 2013

Fundação Oswaldo Cruz

Vínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: Auxiliar de Pesquisa, Carga horária: 20

Outras informações:
Assistente de pesquisa do estudo "Saúde e o trabalho de enfermagem", entrevistando e aferindo medidas antropométricas de toda a equipe da assistência de enfermagem do Hospital Federal dos Servidores do Estado.

2016 - 2016

Vila-Escola Projeto de Gente

Vínculo: Voluntário, Enquadramento Funcional: Educadora, Carga horária: 20

Outras informações:
Educadora voluntária, acompanhando os projetos de saber construídos pelos alunos e educadores do projeto.

2019 - 2020

Caritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro

Vínculo: Voluntário, Enquadramento Funcional: Recreação infantil, Carga horária: 4

Outras informações:
Voluntária no âmbito do projeto de recreação infantil voltado para crianças refugiadas e solicitantes de refúgio, viabilizando a integração destes e mediando o contato com a cultura brasileira. Dentre as atribuições de voluntariado da Recreação estão o planejamento, acompanhamento e execução de atividades lúdicas e interativas com crianças entre dois e doze anos de idade.