Erica Marques Dias

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), especialista em Gestão de Marketing e Comunicação Integrada pela Faculdade Educacional da Lapa (Fael) e graduada no curso de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela UFPA. Atuou como bolsista de Iniciação Científica do projeto de pesquisa Mídia e Violência: As Narrativas Midiáticas na Amazônia Paraense (2012) e trabalhou na redação do jornal O Liberal, exercendo a função de repórter estagiária nos cadernos de Polícia e Cidades (2013). De janeiro a setembro de 2017, trabalhou como produtora e repórter no Portal ORM (atual OLiberal.com) nas categorias de Cidades e Polícia, executando as mesmas atividades para o jornal O Liberal. Trabalhou como Assistente de Comunicação e Cultura Jr. na OS Pará 2000 (2017-2019), onde foi responsável pela produção dos eventos culturais nos espaços Estação das Docas e Mangal da Garças. Participou de atividades acadêmicas e possui diversos interesses de estudo, mas tem se concentrado na área de estudos literários.

Informações coletadas do Lattes em 15/04/2022

Acadêmico

Formação acadêmica

Mestrado em andamento em COMUNICAÇÃO, CULTURA E AMAZÔNIA

2021 - Atual

Universidade Federal do Pará
Orientador:Alda Cristina Silva da Costa.Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPES, Brasil.

Especialização em Gestão de Marketing e Comunicação Integrada

2020 - 2020

Faculdade Educacional da Lapa
Título: Sem produção de monografia

Graduação em Comunicação Social

2012 - 2016

Universidade Federal do Pará
Título: A construção da violência no jornalismo literário: Uma análise do livro-reportagem Contido a Bala: a vida e morte de Paulo Fonteles, advogado de posseiros no sul do Pará
Orientador: Alda Cristina Silva da Costa

Ensino Médio (2º grau)

2007 - 2009

E.E.E.M. Professor Antônio Gondim Lins

Formação complementar

2019 - 2020

Jornalismo Local Sustentável. (Carga horária: 40h). , Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, ABRAJI, Brasil.

2017 - 2017

Formação de Social Media. (Carga horária: 40h). , Yesbil, YESBIL, Brasil.

2012 - 2016

Curso Livre de Inglês. (Carga horária: 420h). , Universidade Federal do Pará, UFPA, Brasil.

Idiomas

Bandeira representando o idioma Inglês

Compreende Bem, Fala Razoavelmente, Lê Razoavelmente, Escreve Bem.

Áreas de atuação

Grande área: Ciências Sociais Aplicadas / Área: Comunicação / Subárea: Jornalismo e Editoração.

Grande área: Ciências Sociais Aplicadas / Área: Comunicação / Subárea: Divulgação Científica.

Grande área: Ciências Sociais Aplicadas / Área: Comunicação.

Organização de eventos

DIAS, E. M. . II PesquisaCom: Seminário Interprogramas das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.. 2021. (Congresso).

Participação em eventos

19 Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor). Entre jornalismo e literatura: a importância do livroreportagem Contido a Bala como meio de denúncia da violência rural na Amazônia Paraense. 2021. (Congresso).

II PesquisaCom: Seminário Interprogramas das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.. 2021. (Congresso).

Roda de Conversa com o Sindicato dos Jornalistas do Pará. 2014. (Outra).

Semana do Calouro ILC 2014.Semana do Calouro ILC 2014 - Monitoria. 2014. (Encontro).

XII Congresso de Ciências da Comunicação da Região Norte. Blog Os Apocalípticos: a experiência da formação de uma Agência Jr. Jornalismo. 2014. (Congresso).

XI Semana de Comunicação 2014 - Inovações Midiáticas: Encontros e Desencantos. 2014. (Encontro).

XVI Feira do Vestibular. XIV Feira do Vestibular- Stand de Comunicação Social (Facom). 2014. (Feira).

I DCIMA Colóquio Internacional Mídia E Discurso Na Amazônia. A Violência como Instrumento de Sedução: Algumas Reflexões Sobre o Cinema Brasileiro. 2013. (Congresso).

Seminário Nacional "Rádio Comunitária Para Todos os Povos". 2013. (Seminário).

XV Feivest. XV Feira do Vestibular- Stand de Comunicação Social (Facom). 2013. (Feira).

XV Prêmio Expocom 2013 ? Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação. Indústria cultural: a razão instrumental nas redes sociais. 2013. (Congresso).

XXXVI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. 2013. (Congresso).

?Pós-modernidade: A comunicação e a Alteridade no mundo digital?. 2012. (Outra).

CLIC (Cultura Linguagens e Interfaces Contemporâneas) I Encontro de Produtores e Realizadores em Cultura e Mercado em Belém. 2012. (Encontro).

Encontro Regional Norte de História da Mídia. 2012. (Encontro).

I Seminário Estadual de Jornalismo Científico. 2012. (Seminário).

Muvuca na Cumbuca - Semana de Comunicação da UFPA. 2012. (Outra).

Semana do Calouro - Semana de Comunicação UFPA.Comunicação e Ciência: um primeiro contato com a produção científica. 2012. (Oficina).

Trilha em cena: bate-papo sobre audiovisual. 2012. (Outra).

XIV Feira do Vestibular. XIV Feira do Vestibular- Stand de Comunicação Social (Facom). 2012. (Feira).

Participação em bancas

DIAS, Erica Marques. Participação como avaliadora no 4 Festcom (Festival de Produção Experimental Facom/Ufpa). 2018. Universidade Federal do Pará.

Comissão julgadora das bancas

ALDA CRISTINA SILVA DA COSTA

COSTA, A. C. S.; Antonio Carlos Pimentel Junior; BRAGA, T. L. C.. A CONSTRUÇÃO DA VIOLÊNCIA NO JORNALISMO LITERÁRIO: uma análise do livro reportagem Contido à Bala: a vida e morte de Paulo Fonteles, advogado de posseiros no sul do Pará. 2016. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Comunicação Social) - Universidade Federal do Pará.

Thaís Luciana Corrêa Braga

COSTA, A. C. S.BRAGA, T. L. C.PINTO JUNIOR, A. C. P.. A construção da violência no jornalismo literário: uma análise do livro-reportagem Contido à Bala: a vida e morte de Paulo Fonteles, advogado de posseiros no sul do Pará. 2016. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Comunicação Social) - Universidade Federal do Pará.

Antonio Carlos Pimentel Pinto Júnior

PINTO JUNIOR, A. C. P.; Costa, Alda; Braga, Luciana. A construção da violência no jornalismo literário ? Uma análise do livro Contido a Bala: a vida e morte dePaulo Fonteles, advogado de posseiros no sul do Pará. 2016. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Comunicação Social) - Universidade Federal do Pará.

Foi orientado por

ALDA CRISTINA SILVA DA COSTA

A construção da violência no jornalismo literário: uma análise do livro-reportagem contido à bala: a vida e morte de Paulo Fonteles, advogado de posseiros no sul do Pará; 2016; Trabalho de Conclusão de Curso; (Graduação em Comunicação Social) - Universidade Federal do Pará; Orientador: Alda Cristina Silva da Costa;

ALDA CRISTINA SILVA DA COSTA

A CONSTRUÇÃO DA VIOLÊNCIA NO JORNALISMO LITERÁRIO: UMA ANÁLISE DOS LIVROS-REPORTAGEM ROTA 66 E CONTIDO À BALA; 2015; Trabalho de Conclusão de Curso; (Graduação em Comunicação Social) - Universidade Federal do Pará; Orientador: Alda Cristina Silva da Costa;

ALDA CRISTINA SILVA DA COSTA

O receptor e as narrativas midiáticas de violência: uma análise do Movimento pela Vida (MOVIDA; 2016; Iniciação Científica; (Graduando em Comunicação Social) - Universidade Federal do Pará; Orientador: Alda Cristina Silva da Costa;

ALDA CRISTINA SILVA DA COSTA

As vítimas de violência e as narrativas midiáticas; 2015; Iniciação Científica; (Graduando em Comunicação Social) - Universidade Federal do Pará; Orientador: Alda Cristina Silva da Costa;

ALDA CRISTINA SILVA DA COSTA

A linguagem televisiva da violência; 2013; Iniciação Científica; (Graduando em Comunicação Social) - Universidade Federal do Pará, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior; Orientador: Alda Cristina Silva da Costa;

ALDA CRISTINA SILVA DA COSTA

OS JORNALISTAS E AS NARRATIVAS SOBRE VIOLÊNCIA: o olhar por detrás das letras e lentes; 2013; Iniciação Científica; (Graduando em Comunicação Social) - Universidade Federal do Pará, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; Orientador: Alda Cristina Silva da Costa;

ALDA CRISTINA SILVA DA COSTA

Mídia e Violência: as narrativas midiáticas na Amazônia Paraense; 2012; Iniciação Científica; (Graduando em Comunicação Social) - Universidade Federal do Pará; Orientador: Alda Cristina Silva da Costa;

Antonio Carlos Pimentel Pinto Júnior

A construção da violência no jornalismo literário: uma análise do livro-reportagem Contido à Bala: a vida e morte de Paulo Fonteles, advogado de posseiros no sul do Pará; 2016; Trabalho de Conclusão de Curso; (Graduação em Comunicação Social - Jornalismo) - Universidade da Amazônia; Orientador: Antonio Carlos Pimentel Pinto Junior;

Produções bibliográficas

  • DIAS, E. M. . Entre jornalismo e literatura: a importância do livro-reportagem Contido a Bala como meio de denúncia da violência rural na Amazônia Paraense. In: 19 Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), 2021. Anais do 19 Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, 2021. v. 19.

  • DIAS, E. M. ; MORAIS, A. M. ; SILVA, J. C. T. ; SILVA, L. D. ; MELO, M. C. ; FERREIRA JUNIOR, S. E. S. ; MIRANDA, D. ; MARTINS, E. . Quede? Comunicação multimídia na construção de um repositório de memória e informação sobre Belém-PA. In: Intercom ? Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 2015, Manaus. Anais do XIV Congresso de Ciência da Comunicação da Região Norte, 28 a 30 de maio de 2015, E [recurso eletrônico]: Comunicação e Cidade Espetáculo. São Paulo: Intercom, 2015.

  • SILVA, G. L. M. ; MORAIS, A. M. ; MARACAHIPE, A. L. C. R. ; OLIVEIRA, A. M. ; PASTANA, B. S. ; OLIVEIRA, D. V. ; CORREA, D. C. S. ; FERREIRA, E. C. ; DIAS, E. M. ; BRABO, F. M. S. ; NOBRE, F. M. S. F. ; MARINHO, J. M. B. ; SILVA, J. T. ; LIMA, M. J. R. ; FERNANDES, M. S. ; SANTO JUNIOR, S. F. E. ; MACEDO, T. P. ; AMORIM, C. R. T. C. . Programa Circuito: Uma proposta de convergência midiática em jornalismo cultural no centro histórico de Belém do Pará. In: Intercom ? Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 2015, Manaus. Anais do XIV Congresso de Ciência da Comunicação da Região Norte, 28 a 30 de maio de 2015, E [recurso eletrônico]: Comunicação e Cidade Espetáculo. São Paulo: Intercom, 2015.

  • MORAIS, A. M. ; BRABO, F. M. S. ; PASTANA, B. S. ; OLIVEIRA, D. V. ; FERREIRA, E. C. ; DIAS, E. M. ; SILVA, G. L. M. ; MARINHO, J. M. B. ; SILVA, J. C. T. ; LIMA, M. J. R. ; FERREIRA, S. F. ; FERREIRA JUNIOR, S. E. S. ; MACEDO, T. P. ; STEINBRENNER, R. A. . Circulando: uma experiência de redescoberta e orientação do rádio para jovens. In: Intercom ? Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 2014, Belém. Anais do XIII Congresso de Comunicação da Região Norte, 1 a 3 de maio de 2014,E [Recurso Eletrônico]: Comunicação Guerra & Paz. São Paulo: Intercom, 2014.

  • DIAS, E. M. ; BRABO, F. M. S. ; FERREIRA, E. C. ; SILVA, J. C. T. ; AMORIM, C. R. T. C. . Indústria cultural: a razão instrumental nas redes sociais. In: XXXVI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2013, Manaus. Anais do XII Congresso de Comunicação da Região Norte, 2013.

  • COSTA, A. C. S. ; DIAS, E. M. ; SAMUEL, K. J. P. . O Jornalismo e a Violência: Algumas Reflexões sobre as construções nos jornais impressos paraenses. In: XXXVI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2013, Manaus. GP Teoria do Jornalismo ? do XXXVI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2013.

  • DIAS, E. M. ; BRABO, F. M. S. . A Violência como Instrumento de Sedução: Algumas Reflexões Sobre o Cinema Brasileiro. 2013. (Apresentação de Trabalho/Congresso).

  • DIAS, E. M. ; BRABO, F. M. S. ; FERREIRA, E. C. ; SILVA, J. C. T. ; AMORIM, C. R. T. C. . Indústria cultural: a razão instrumental nas redes sociais. 2013. (Apresentação de Trabalho/Congresso).

  • COSTA, A. C. S. ; DIAS, E. M. ; SAMUEL, K. J. P. . O Jornalismo e a Violência: Algumas Reflexões sobre as construções nos jornais impressos paraenses. 2013. (Apresentação de Trabalho/Congresso).

Projetos de pesquisa

  • 2021 - Atual

    Mídia e violência: sentidos e significados na Amazônia, Descrição: O presente projeto de pesquisa ?MÍDIA E VIOLÊNCIA: sentidos e significados na Amazônia? - versão 3 ? compõe um conjunto de pesquisas que tem como finalidade compreender e interpretar como são constituídas as sociabilidades entre os indivíduos, a mídia, os objetos, os lugares e as instituições, considerando as experiências vividas com e sobre a violência, tanto numa perspectiva urbana ou de metropolização das cidades, como num espectro mais rural dos estados amazônicos. Violência entendida como fenômeno social que altera a partir do medo e da possível segurança, as relações, levando-se em conta os seus múltiplos significados e facetas, que vão da agressão física à simbólica, incluindo repressão política, familiar ou de gênero, os conflitos sociais de ordem diversas (indígenas, de terras, ambientais, de populações tradicionais e originárias, entre outros) da censura da fala e do pensamento, das condições de trabalho (trabalho escravo e infantil) e condições econômicas, ou toda e qualquer relação de força ou imposição arbitrária. Buscamos assim, entender e até quem sabe, construir uma nova representação da vida social e escapar assim à impressão angustiante da perda total de sentido, contra um mundo que nos aprisiona em todos os sentidos. Nosso objetivo é compreender como os conflitos de violência têm afetado as sociabilidades comunicativas dos indivíduos, dos lugares e das instituições na Amazônia. Para tanto, na atual versão, buscamos situar os contextos e identificar os atores e os conflitos de violência existentes, as representações do eu e do outro e das coletividades diante de um mundo, ao mesmo tempo em constante mudanças e em permanência de conflitos, a partir principalmente das violências difusas e com a implicação direta nas sociabilidades dos indivíduos. Assim, trabalhamos nas seguintes perspectivas: um levantamento cartográfico dos conflitos de violência na Amazônia, pensando com Martín-Barbero e sua concepção de inserção de abordagens que reflitam o papel das periferias num novo mapa global, entre diversidade e resistência. Também recorremos a outros autores como Rolnik e sua compreensão de como ?emerge do movimento invisível dos afetos e que tem por função dar língua a esses mesmos afetos, não pode ser transmitida a não ser através do exercício do próprio pensar assim concebido? (ROLNIK, 2006, p.73); à análise das narrativas sobre esses conflitos, a partir das construções ou representações feitas pelos indivíduos e pela mídia que, ao mesmo tempo em que conformam e reelaboram narrativas sobre e para a sociedade, podem interferir diretamente, na compreensão das pessoas sobre o cotidiano e a vida dos amazônidas; realização de entrevistas narrativas das pessoas que vivem no território. A entrevista narrativa tem como finalidade a compreensão da relação entre indivíduo e sociedade e o relato destes e de suas experiências e trajetórias (WELLER; ZARDO, 2013). Partimos de uma visada teórica de compreensão de sentidos da Amazônia e dos indivíduos que nela vivem, tendo foco no olhar endógeno, evidente sem desconsiderar o conhecimento já produzido sobre esse fenômeno, levando em conta, conforme reflete Paul Ricoeur, que os indivíduos se orientam no mundo pela interpretação.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (2) / Mestrado acadêmico: (3) / Doutorado: (2) . , Integrantes: Erica Marques Dias - Integrante / Nathan Nguangu - Integrante / Alda Cristina Costa - Coordenador / Denise Cristina Salomão Correa - Integrante / Ivana Cláudia Guimarães de Oliveira - Integrante / Giovane Silva da Silva - Integrante / Eva Louise de França Pires - Integrante / Gabriel Abdon Pereira Mansur - Integrante.

  • 2017 - Atual

    Mídia e violência: percepções e representações na Amazônia, Descrição: O projeto "Mídia e Violência: percepções e representações na Amazônia" integra um conjunto de pesquisas que tem como finalidade compreender como as pessoas percebem ou "consomem" as narrativas de violência produzidas pelos jornais impressos, programas televisivos de caráter popular ou policial e pelas mídias sociais na Internet na Amazônia. Constata-se que nas narrativas midiáticas construídas há uma exposição demasiada de um discurso imagético negativo, com apelo ao sangue e à morte, esgarçamento da ética, cristalização de uma cultura do medo ou da violência, rótulos, estigmatizações e uma relação de tensão entre sujeitos e instituições. Nesse processo, as narrativas da mídia impressa misturam o factual com o ficcional e através do medo, constroem a ideia compartilhada segundo a qual "o bandido bom é o bandido morto" e que é necessária a intervenção policialesca do Estado, sem permitir a discussão ou reflexão sobre a violência que ocorre na sociedade amazônica. Do mesmo modo, nos programas televisivos é comum ouvir o enunciado "cidade de bem" ou "sociedade de bem", repetido várias vezes pelos apresentadores dos programas de caráter popular, assim como por policiais. Esse enunciado prefigura uma construção ideal, em que tal construção enunciativa se fundamenta sobre o desejo social de proteção fossilizada no cotidiano paraense dos indivíduos que buscam a segurança por suas propriedades: bens materiais em si e a vida. Os programas utilizam com frequência a categorização idealizante de uma sociedade considerada "sociedade de bem", em oposição a uma outra, implicitamente construída por enunciados narrativos como sociedade do mal. Assim, essa representação pode intervir de forma conflitual, ou seja, "é indício de um conflito de apreensões, impossível de ser decidido a não ser pela imposição de um ponto de vista único", conforme escreve Michaud (1978, p.89), ao discutir a noção de violência. O referido projeto de pesquisa objetiva ouvir os sujeitos que "consomem" diariamente as narrativas de violência. Para isso, pretende-se trabalhar com os seguintes atores sociais: os que sofreram diretamente atos violentos, representados pelos integrantes do Movimento pela Vida (Movida); e os receptores dessas narrativas midiáticas de violência, tanto impressas quanto televisivas em Belém (PA), Manaus (AM) e Amapá (AP). O objetivo do projeto é compreender as percepções, representações, usos e apropriações feitos pelos receptores do conteúdo das mídias, considerando que não estão no processo de produção e difusão das narrativas de violência, mas representam, no caso do receptor, a dimensão de repercussão social e simbólica dessas narrativas. Já no caso das vítimas, são consideradas fonte periférica de informação para as narrativas e representam indivíduos afetados pelo fenômeno da violência urbana, que podem dizer mais sobre a realidade do que cabe nas aspas e entrevistas da mídia na Amazônia. As percepções da violência do ponto de vista do fenômeno e da representação guiam nosso olhar para as questões que compõem tanto o cenário midiático da Amazônia quanto a ocorrência da violência na região. Analisamos cenários que se interceptam majoritariamente nos espaços urbanos, em que pesem ligações arquetípicas sobre a região Norte e a Amazônia, cujas construções conduzam a pensar a violência somente a partir dos conflitos agrários, ignorando as mazelas sofridas pela expansão urbana. Trabalhamos assim, com uma Amazônia que requer olhares diferenciados porque, mesmo do ponto de vista do local, apresenta heterogeneidades que se manifestam em contextos, nos quais se devem considerar as especificidades dos fenômenos socioculturais em intersecção com os fenômenos midiáticos. Portanto, nosso olhar tem o foco na região amazônica.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (2) / Mestrado acadêmico: (5) / Doutorado: (2) . , Integrantes: Erica Marques Dias - Integrante / Alda Cristina Silva da Costa - Coordenador / Nathan Nguangu - Integrante / Denise Cristina Salomão Correa - Integrante / Marília Severo de Souza Argollo Ferrão - Integrante / Giovane da Silva Mota - Integrante / Sávia Moura da Silva - Integrante / Carla Georgia Travassos Teixeira - Integrante / Eva Pires - Integrante / Gabriel Mansur - Integrante.

  • 2012 - 2014

    Midia e violência: as narrativas midiáticas na Amazônia Paraense, Descrição: A relação entre mídia e violência se constitui há muito num recorte de pesquisa de sociólogos, antropólogos, filósofos, psicólogos, comunicólogos entre outros, que veem com preocupação as inúmeras narrativas visuais, textuais ou orais construídas nos meios de comunicação, que quase sempre apelam ao uso excessivo de imagens ou expressões negativas, assim como uma superficialização, generalização e banalização desse problema social. A violência passa a ser explicada como um desfecho possível para as mais distintas situações e tensões, as quais vão desde formas mais simples e diretas e eventualmente irracionais ou menos conscientes de manifestação de desejos até os grandes conflitos como compreensão da contemporaneidade. O problema ganha nos espaços impressos, televisivos ou nas mídias sociais tratamento de espetáculo midiático. Ou seja, passa a gravitar o mundo do espetáculo , ou a espetacularização do mundo , atenuando ou até eliminando as fronteiras entre os gêneros jornalismo , entretenimento e publicidade na construção das narrativas midiáticas. Se, por um lado, há uma pluralidade de sentidos de violência, quando se objetiva determinar a origem ou o debate sobre o problema, por outro, ou, ao mesmo tempo, há uma homogeneização no uso do termo na contemporaneidade, com a mídia recorrendo a expressões que se valem de estigmas, estereótipos ou sensacionalismos para explicar a questão, negando uma relação ética no tratamento da questão. O projeto integra um conjunto de ações que tem por finalidade combater a violência pela violência nas matérias e imagens sobre esse problema social.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (4) . , Integrantes: Erica Marques Dias - Integrante / Alda Cristina Silva da Costa - Coordenador / Kristopher Jon Peter Samuel - Integrante / Nathan Nguangu - Integrante / Fábia Maria Sepêda Brabo - Integrante / Sergio do Espirito Santo Ferreira Junior - Integrante.

Prêmios

2015

Vencedor Regional Norte da XXII Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (EXPOCOM) na categoria Produção Transdisciplinar, modalidade Produção Multimídia (Avulso), Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação - Intercom.

2015

Vencedor Regional Norte da XXII Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (EXPOCOM) na categoria Rádio, TV e Internet, modalidade Programa laboratorial de TV (Avulso ou seriado), Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação - Intercom.

2014

Vencedor Regional Norte da XXI Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (EXPOCOM) na categoria Jornalismo, modalidade Agência Jr. de Jornalismo (conjunto/série), Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação - INTERCOM.

2013

Vencedor Regional Norte da XV Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (EXPOCOM) na categoria Cinema e Audiovisual, modalidade Filme de animação (avulso), Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação - INTERCOM..

2013

Vencedor Nacional da XX Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (EXPOCOM) na categoria Cinema e Audiovisual, modalidade Filme de animação (avulso), Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação - INTERCOM.

Histórico profissional

Endereço profissional

  • Universidade Federal do Pará, Faculdade de Comunicação. , Rua Augusto Corrêa - até 937 - lado ímpar, Guamá, 66075110 - Belém, PA - Brasil, Telefone: (91) 32017390, URL da Homepage:

Experiência profissional

2017 - 2019

OS Pará 2000

Vínculo: Celetista, Enquadramento Funcional: Assistente de Comunicação e Cultura Junior, Carga horária: 36

2017 - 2017

Portal ORM

Vínculo: Celetista, Enquadramento Funcional: Repórter, Carga horária: 36

2013 - 2015

Jornal O LIBERAL

Vínculo: Estagiário, Enquadramento Funcional: Estagiário, Carga horária: 25

2012 - 2014

Universidade Federal do Pará

Vínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: Bolsista de Iniciação Científica CNPq, Carga horária: 20