Aldiones de Jesus Souza

Licenciado em Filosofia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) em 16 de agosto de 2017.

Informações coletadas do Lattes em 12/07/2023

Acadêmico

Formação acadêmica

Graduação em Filosofia

2012 - 2017

Universidade Federal de Sergipe

Ensino Médio (2º grau)

2009 - 2011

Colégio Estadual Milton Dortas

Idiomas

Bandeira representando o idioma Inglês

Compreende Bem, Fala Razoavelmente, Lê Bem, Escreve Razoavelmente.

Bandeira representando o idioma Português

Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Bem.

Áreas de atuação

Grande área: Ciências Humanas / Área: Filosofia.

Projetos de pesquisa

  • 2016 - 2017

    John Locke político: ateísmo e política, Descrição: Locke põe um problema para si mesmo de caráter quase insolúvel: se o ateísmo surgiu com o avanço da racionalização do mundo, com o distanciamento das preocupações religiosas enquanto questões da vida humana, e se ele próprio propõe a separação das esferas e competências entre o Estado e a Igreja como forma de pôr fim aos conflitos religiosos, inexoravelmente a laicização seria a consequência mais evidente desse distanciamento entre as duas instituições, razão pela qual os ateus seriam a face mais proeminente deste novo cenário. Temos aqui uma tripla preocupação: o ateísmo, a política e a religião.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa.

  • 2015 - 2016

    Os sentidos de ateísmo no pensamento de John Locke, Descrição: Um dos temas mais instigantes do pensamento político de John Locke é o ateísmo. No âmbito da sua teoria do conhecimento, esse tema recebe um tratamento importante para as fundações do empirismo, contra os platônicos de Cambridge e Descartes, que afirmavam ser a ideia de Deus inata. Ora, se muitos homens vivem, como Locke defende no início do Ensaio, sem a menor noção de Deus, logo, do ponto de vista antropológico, ser ateu faz parte da natureza do homem. No que tange à sua filosofia da religião, é um tema de destaque, pois está vinculado com as preocupações éticas que refletem decisivamente no âmbito político. No que concerne à sua filosofia política, Locke forneceu um fundamentum filosófico à tolerância, escrevendo uma obra específica sobre este tema, e defende explicitamente a intolerância aos ateus. Seria possível compatibilizar secularização com a moralidade religiosa na Inglaterra do século XVII? Como suplantar essa tensão entre a defesa da tolerância em Locke e a discussão de seus limites? Num ambiente marcadamente religioso, o que fazer com o ateu do ponto de vista político, já que ele não pode ser tolerado? Ou este paradoxo no pensamento de Locke seria apenas ?uma estranha e profunda incoerência?, como defende Dunn2? O secretário de Shaftesbury, no final de A Letter concerning Toleration3, apresenta quatro situações em que a intolerância é plenamente justificada: a primeira, quando qualquer doutrina religiosa for incompatível com o bem comum ou ameaçar a sociedade civil; a segunda, quando alguma seita, contrária ao direito civil, autodenominar-se responsável pelos rumos da sociedade política, destituindo as autoridades legítimas; a terceira, quando não se permitirem as interferências de magistrados nos assuntos religiosos; a quarta e última é a sua firme oposição aos ateus. Os três primeiros argumentos são coerentes com seu conceito de tolerância, mas o quarto é polêmico: excluir o ateu da esfera política resolveria a questão da intolerância religiosa? Quais são as consequências políticas da inadmissão do ateu na vida civil? Sobre estas questões, Locke é bastante lacônico, e por isso mesmo o tema se torna desafiador.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa.

  • 2014 - 2015

    Direito à liberdade, direito à tolerância:o republicanismo moderno, Descrição: A ?Carta sobre a tolerância?, base do pensamento de Locke, com desdobramentos em suas obras posteriores, começa com uma crítica: aquele que luta pelo poder, mas que não tem caridade, brandura e boa vontade para com o outro, não pode ser considerado cristão. Recorrendo às Escrituras, Locke procura sensibilizar não só quem é perseguido, mas, sobretudo, quem persegue, fazendo-o ver que a máxima cristã é não fazer ao outro o que não deve fazer consigo próprio, porque a marca da intolerância é, exatamente, admitir no outro a maneira de pensar e de agir diferente da que adota para si mesmo: "Apelo à consciência dos que perseguem, atormentam, destroem e matam outros homens em nome da religião, se o fazem por amizade e bondade. E, então, certamente, e unicamente então, acreditarei que o fazem quando vir tais fanáticos castigarem de modo semelhante seus amigos e familiares, que claramente pecaram contra preceitos do Evangelho". A parte inicial da obra tem como cerne um argumento bíblico, de forte teor emocional: quem deseja salvar-se precisa preocupar-se mais em extirpar os vícios da ganância e do poder do que destruir seitas. O ponto de partida é que não adianta forçar os homens a acreditar em algo, se o coração toma um sentido contrário: o importante aqui é demonstrar que o domínio da força não forma opinião, muito menos crença religiosa. O segundo argumento da ?Carta? é o de que a tolerância está de acordo com o Evangelho e com a razão e que, por isso, ninguém tem o direito de perseguir aqueles que pensam diferente, em matéria de religião, com o pretexto de proteger a comunidade política. Em suma, é necessária a separação entre o poder religioso e o governo civil, demarcando-se com nitidez suas fronteiras: "Se isso não for feito, não se pode pôr fim às controvérsias entre os que realmente têm, ou pretendem ter, um profundo interesse pela salvação das almas de um lado, e, por outro, pela segurança da comunidade" . Como se vê, salvar o indivíduo e a comunidade é a tarefa maior, mas os meios são distintos. Deus não delegou poderes a ninguém para obrigar sua religião, mesmo porque o poder dos homens está na coerção e o da religião, na persuasão do espírito. A distinção é claríssima: a coerção denota o ato de constranger alguém a fazer alguma coisa com base em algo; a persuasão é o ato de induzir alguém a fazer, a aceitar, a crer em algo ou alguém, é levar alguém à convicção, à crença, à admissão de algo como verdadeiro. Os vocábulos ?coerção? e ?persuasão? demonstram, pois, a diferença essencial entre os argumentos do domínio puramente humano e político e os do domínio religioso: a coerção exige bases racionais, argumentativas, externas ao coagido, que ele é forçado a aceitar; a persuasão, ao contrário, conduz o sujeito a aceitar ou admitir algo, ficando na esfera da crença ou da mera opinião. A adesão a qualquer manifestação religiosa deve ser espontânea, o que afasta, portanto, qualquer noção de inatismo, de herança ou de subordinação a outrem determinada pela questão religiosa. A religião, ainda segundo o autor da ?Carta?, é entendida como uma persuasão íntima da mente, uma convicção interna que não pode sofrer qualquer tipo de coerção vinda de instituição religiosa, por divergir dela. Provoca Locke: ?Não me recordo de ter lido isso em nenhuma parte do Novo Testamento? . Isso significa que a salvação que todos esperam vem da relação de confiabilidade entre o crente e a vertente religiosa escolhida. Se esse pacto for rompido, livremente a pessoa se afasta, buscando outra, mais conveniente para seus propósitos ou entendimentos, com a qual mais se identifique.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa.

  • 2013 - 2014

    Tolerância em Locke, Descrição: Se o fundamento filosófico da tolerância nasceu a partir da tentativa de resolver conflitos religiosos, hoje ela se insere por um lado no interior dos Estados nacionais (diferenças sociais, raciais, culturais, étnicas, etc.) e por outro nas relações internacionais (civilizações, grupos étnicos, identidades, fronteiras, etc.). Contudo, seja na época do seu nascimento seja no mundo atual a pergunta essencial da tolerância continua sendo a mesma: como conviver com a diferença? Definir a coexistência de pessoas, grupos diferentes entre si, nações inteiras ou culturas marcadas por conflitos é ainda um dos grandes desafios do mundo contemporâneo. É verdade que uma das características da tolerância é a sua relação com o conflito, com a diferença e por vezes com tensão, mas é justamente este seu caráter conflitivo que faz com que ela seja um tema atual e por isso Locke ainda permanece uma referência por ter sido o primeiro a escrever um livro sobre o tema ainda no século XVII.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (1) / Doutorado: (1) . , Integrantes: Aldiones De Jesus Souza - Integrante / Antônio Carlos dos Santos - Coordenador.

Histórico profissional

Experiência profissional

2013 - 2014

Universidade Federal de Sergipe

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