Lucas Cabral Ferraz de Lima
Mestrando no Programa de Pós-graduação em Filosofia na Universidade Federal do Pará (UFPA). Graduado em Filosofia pela Universidade Federal do Pará (2023). Foi bolsista PIBIC no ano 2019 à 2020 com o projeto "Amor e Loucura em Marsílio Ficino" orientado pelo Prof. Dr. Jonathan Molinari. Foi bolsista PIBIC no período 2021 à 2022 com o projeto "O amor Místico em Giordano Bruno" orientado pelo Prof. Dr. Jonathan Molinari. Com pesquisa atual em torno dos termos amor e loucura ao longo do período do Renascimento, com ênfase nos autores Michel Foucault e Giordano Bruno. Participante do grupo de pesquisa: Humanismo e Utopia
Informações coletadas do Lattes em 26/07/2024
Acadêmico
Formação acadêmica
Mestrado em andamento em FILOSOFIA
2024 - Atual
Universidade Federal do Pará
Orientador: Ernani Chaves
Graduação em Filosofia
2018 - 2023
Universidade Federal do Pará
Título: O Amor Selvagem como Condicionante da Loucura em Marsilio Ficino
Orientador: Ernani Chaves
Graduação interrompida em 2021 em Ciência da Computação
2020 - Atual
Universidade Paulista
Ano de interrupção: 2021
Idiomas
Inglês
Compreende Bem, Fala Razoavelmente, Lê Bem, Escreve Pouco.
Espanhol
Compreende Bem, Fala Pouco, Lê Bem, Escreve Pouco.
Italiano
Compreende Bem, Fala Razoavelmente, Lê Bem, Escreve Razoavelmente.
Áreas de atuação
Grande área: Ciências Humanas / Área: Filosofia.
Organização de eventos
MOLINARI, J. ; LIMA, L. C. F. . Distância e Memória: devaneios entre arte e filosofia. 2021. (Congresso).
LIMA, L. C. F. . X Encontro Nacional de Pesquisa em Filosofia da UFPA, II Encontro de Pós Graduação em Filosofia da UFPA e Congresso Internacional sobre Antifascismo, Democracia e Cultura.. 2020. (Congresso).
LIMA, L. C. F. . X Encontro Nacional de Pesquisa em Filosofia da UFPA, II Encontro de Pós Graduação em Filosofia da UFPA e Congresso Internacional sobre Antifascismo, Democracia e Cultura,. 2020. (Congresso).
LIMA, L. C. F. . Liberdade e Utopia. A Beleza da Inutilidade.. 2019. (Exposição).
LIMA, L. C. F. . VIII Encontro Nacional de Pesquisa em Filosofia da UFPA. 2018. (Outro).
Participação em eventos
X Encontro Nacional de Pesquisa em Filosofia da UFPA, II Encontro de Pós Graduação em Filosofia da UFPA e Congresso Internacional sobre Antifascismo, Democracia e Cultura,. 2020. (Congresso).
SEMINÁRIO FOUCAULT: A FILOSOFIA E AS CIÊNCIAS HUMANAS. 2019. (Seminário).
I Jornada de Ensino de Filosofia. 2018. (Seminário).
Produções bibliográficas
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LIMA, L. C. F. . O Amor Selvagem como Condicionante da Loucura em Marsilio Ficino. In: Encontro Nacional de Pesquisa em Filosofia - ENPF, 2020, Ouro Preto. Caderno de resumos do XII ENPF. Ouro Preto: Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Ouro Preto, 2020. v. 12.
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LIMA, L. C. F. . Furor e Loucura: a filosofia de um amor místico em Giordano Bruno. 2022. (Apresentação de Trabalho/Comunicação).
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LIMA, L. C. F. . O Homem que se Transforma em Água:A Loucura, Mutabilidade da Memória e seu Distanciamento do Ser na Literatura Amazônica de Tristão Botelho.. 2021. (Apresentação de Trabalho/Simpósio).
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LIMA, L. C. F. . O Amor Selvagem como Condicionante da Loucura em Marsilio Ficino. 2020. (Apresentação de Trabalho/Comunicação).
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LIMA, L. C. F. . A Renovação dos 'Studia Humanitatis' e a Reflexão Sobre a Loucura no Contexto do Renascimento.. 2019. (Apresentação de Trabalho/Comunicação).
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LIMA, L. C. F. . A concepção de loucura em Marsilio Ficino. 2019. (Apresentação de Trabalho/Comunicação).
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LIMA, L. C. F. . A Beleza da Insania: O amor selvagem como uma espécie de loucura.. 2019. (Apresentação de Trabalho/Comunicação).
Projetos de pesquisa
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2021 - 2022
O Amor Mistico em Giordano Brunno, Descrição: Giordano Bruno, rebelando-se contra o dogma religioso e contra todo tipo de ensino oficial, defendeu suas ideias diante dos sábios e dos poderosos, para, enfim, ser condenado à morte na fogueira, por se negar a retratar suas ideias, consideradas heréticas pelo Tribunal da Inquisição. Mais de quatrocentos anos depois de seu desaparecimento, grandes questões arraigadas ao seu pensamento ainda são intrigantes e enigmáticas. Pensamos, portanto, nos seus quatro pilares que o guiava: Amor, Arte, Mathesis e Magia. Recorrendo ao que queremos tratar. O Amor, reúne a alma ao poder divino. Amor mágico, portanto, tem a ver com a teoria de Ficino das duas Vênus, tratada em sua obra sobre o comentário do Banquete de Platão -ainda que Bruno não mencione Ficino pelo nome-, o que transforma o mago religioso num poeta neoplatônico do amor, como acontece na sua obra ?De Gl? Eroici Furori?. Temos, portanto, nesta obra em que Bruno reuniu sua poesia amorosa e mística, uma experiência que torna a alma "divina e heróica", e pode ser comparada ao transe do "furor" do amor passional. Com efeito, detemos os quatro graus de furor, pelos quais a alma torna a ascender ao Um. Estes quatro, aos quais foram estabelecidos por Ficino a partir de fontes platônicas, no seu comentário ao Banquete de Platão, e em outros trechos da sua obra. Em primeiro lugar, há o furor da inspiração poética, sob as Musas; em segundo, o furor religioso, sob Dionísio; em terceiro, o furor profético, sob Apolo; e em quarto, o furor amoroso, sob Vênus. Nesse último grau da inspiração, que é o mais elevado, a Alma torna-se Uma e se recobra no Um. Em suma, dispomos que as experiências do ?Eroici Furori?, visam realmente a gnose hermética, tratando da poesia mística e amorosa do mago que foi criado divino, com poderes divinos, e está em vias de voltar a ser divino. O âmago hermético, todavia, permanece velado sob o aparato do neoplatonismo. Onde poderá o hermetismo ser encontrado em associação com os furores neoplatônicos? Se uma tal associação, feita de modo explícito, pudesse ser encontrada, explicaria os ?Eroici furori? de Bruno como frenesís de amor neoplatônico, que apontam para a gnose hermética. Essa passagem, aliás, pode ser encontrada onde seria de se esperar, em Cornélio Agripa, autoridade que sabemos ter sido constantemente consultada por nosso mágico. Dito isto, é justo neste ponto que temos a investigação de qual seria o limiar -ou se é que ele existe- entre a loucura e suas espécies de furor, ou furor e suas espécies de loucura. Tentando, com efeito, vislumbrar qual a profundidade desse âmago perante a nós.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Lucas Cabral Ferraz de Lima - Integrante / Jonathan Molinari - Coordenador.
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2019 - 2020
Eros e Loucura em Marsilio Ficino, Descrição: A disputa entre Marsílio Ficino e Giovanni Pico della Mirandola, a respeito da interpretação do "Simpósio" platônico, representa um dos momentos mais interessantes do debate filosófico renascentista sobre o Amor. Em Marsílio Ficino a dimensão temporal do Amor é a eternidade, o voltar-se da matéria sem forma pela beleza. O Amor está na circularidade perpétua do divino que atravessa o mundo e transforma a natureza caótica da realidade em um cosmos ordenado. Bem diversa é a perspectiva do jovem filósofo de Mirandola. Para ele o Amor pertence somente ao homem, até mesmo deus é excluído do desejo que vive e ilumina a temporalida-de humana. Entretanto, a superação da busca da perfeição completa-se apenas na dimensão temporal do instante, é a ?morte di bacio? dos cabalistas, é o salto de Alceste que more por amor, a recompor, finalmente, a fratura entre finito e infinito que marca a visão de Pico do homem e da história. O presente projeto de pesquisa ten como objetivo a análise da interpretação ficiniana do "Banquete" platonico. O Simpósio ficiniano apresenta sete discursos. O primeiro é um Comentário ao discurso de Fedro, que se abre com a definição da ideia de prisca teologia. É aqui que Ficino coloca as questões da interpretação do Banquete e do significado de Eros na filosofia de Platão em um contexto mais amplo, um contexto que tem as suas raízes nas revelações dos teólogos antigos: "Orfeu ? escreve Ficino ? nas "Argonáuticas", tendo cantado os princípios do mundo diante de Cirão e dos Heróis, de acordo com a teologia de Mercúrio Trimegisto, colocou o caos antes do mundo e dispôs o Amor antes mesmo de Saturno, de Júpiter e dos restantes deuses [...] Hesíodo, na sua Teogonia, o pitagórico Parmênides no livro Sobre a Natureza e o poeta Acusilau concordaram com Orfeu e Mercúrio. Platão, no Timeu, descreve o caos de forma semelhante e nele dá lugar ao amor. O mesmo confirmou Fedro no Banquete?. A referência a Orpheu serve a Ficino para colocar toda a discussão em uma dimensão meta-histórica, enraizada no princípio dos tempos. De acordo com Ficino, Orpheu é a primeira e mais antiga referência para tratar a questão de Eros. Como veremos o significado da descida de Orfeu ao inferno em busca de Eurídice e o seu gesto de olhá-la uma última vez ? olhar que tem como consequência transformar a amada em um fantasma, em uma ilusão ? são pontos chave tanto da argumentação de Ficino, como das críticas de Giovanni Pico. Mas esta tradição antiga e influente que de Orpheu chega a Platão, revela aos olhos de Ficino um significado bem mais profundo: o tempo, o cosmos, a natureza e o homem nascem quando deus cria uma matéria sem forma que deseja (Eros) a beleza divina. É este desejo que transforma a natureza desordenada (caos) em um cosmos ordenado, um cosmos que vive em tensão para a beleza divina: è neste contexto que precisa ser estudada a relação entre amor e loucura no Renascimento. Como na extraordinária pintura de Michelangelo, intitulada Venere e Amore (1533). na filosofia de Ficino, Eros se volta em busca da beleza para superar o tempo e dar forma ao ordem eterno do cosmo. Eros precede o tempo na medida em que é entendido como ?um certo apetite inato? que existe antes do ato da criação divina: este nível de desejo não pertence a nenhuma dimensão temporal, é eterno. Mas a dimensão meta-histórica de Eros, estranha e superiora a temporalidade da realidade criada, opera também a um nível mais profundo: em frente à questão do porquê existe o ser e não o nada, Ficino responde indicando que o Eros divino deveria ser entendido como o ?desejo ? de deus ? de propagar a sua própria perfeição?: esta seria, de acordo com Ficino, a única forma de amor atribuível ao Ser perfeito. Afinal, o que mais poderia justificar o desejo de deus em criar o mundo? Ao Ser ao qual nada falta, compete somente esta forma de desejo.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Lucas Cabral Ferraz de Lima - Integrante / Jonathan Molinari - Coordenador., Financiador(es): Universidade Federal do Pará - Bolsa., Número de produções C, T & A: 3
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