Henrique de Linica dos Santos Macedo

Doutorando em Sociologia na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), é mestre em Sociologia (2015) e Bacharel em Ciências Sociais com ênfase em Sociologia (2012) pela UFSCar . Membro do Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos (GEVAC) e pesquisador integrante do Instituto de Estudos Comparados em Administração do Conflito (INCT-INEAC). Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia da Violência, atuando principalmente nos seguintes temas: controle social estatal; modelos de policiamento; práticas policiais; polícia; administração de conflitos e marginalidades.

Informações coletadas do Lattes em 21/10/2019

Acadêmico

Seção coletada automaticamente pelo Escavador

Formação acadêmica

Doutorado em andamento em Sociologia

2017 - Atual

Universidade Federal de São Carlos
Título: A Gestão de Territórios, Ruas e Corpos: O modelo de polícia ostensiva no estado de São Paulo,
Jacqueline Sinhoretto. Bolsista do(a): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq, Brasil. Palavras-chave: Controle social estatal; Práticas policiais; Segurança Pública; Polícia Ostensiva; Seletividade.Grande área: Ciências HumanasGrande Área: Ciências Humanas / Área: Sociologia / Subárea: Sociologia Urbana. Grande Área: Ciências Humanas / Área: Sociologia / Subárea: Outras Sociologias Específicas.

Mestrado em Sociologia

2013 - 2015

Universidade Federal de São Carlos
Título: ?Confrontos? de ROTA: A intervenção policial com ?resultado morte? no estado de São Paulo,Ano de Obtenção: 2015
Jacqueline Sinhoretto.Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPES, Brasil. Palavras-chave: Controle social estatal; Práticas policiais; Polícia; ROTA.Grande área: Ciências HumanasGrande Área: Ciências Humanas / Área: Sociologia / Subárea: Outras Sociologias Específicas. Grande Área: Ciências Humanas / Área: Sociologia / Subárea: Sociologia da Violência e da Administração dos Conflitos.

Graduação em Ciências Sociais

2009 - 2012

Universidade Federal de São Carlos
Título: Conhecendo as missões da Rota: "Foi por você"
Orientador: Jacqueline Sinhoretto

Curso técnico/profissionalizante

2007 - 2008

Etec Parque da Juventude

Seção coletada automaticamente pelo Escavador

Formação complementar

2011 - 2011

Antropologia das Relações de Poder. (Carga horária: 12h). , Universidade Federal de São Carlos, UFSCAR, Brasil.

2010 - 2010

Sociologia da Religião. (Carga horária: 12h). , Universidade Federal de São Carlos, UFSCAR, Brasil.

Seção coletada automaticamente pelo Escavador

Idiomas

Inglês

Compreende Razoavelmente, Fala Razoavelmente, Lê Bem, Escreve Razoavelmente.

Espanhol

Compreende Bem, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Razoavelmente.

Seção coletada automaticamente pelo Escavador

Áreas de atuação

    Grande área: Ciências Humanas / Área: Sociologia.

    Grande área: Ciências Humanas / Área: Sociologia / Subárea: Sociologia da Violência e da Administração dos Conflitos.

Seção coletada automaticamente pelo Escavador

Organização de eventos

PADILHA, F. A. ; ARBAROTTI, A. E. ; SOUZA, L. C. ; MACEDO, H. L. S. . Lançamento da Revista Áskesis (V.3, n.1) Dossiê: "De vãos à vitrines: olhares sobre as cidades". 2014. (Outro).

MACEDO, H. L. S. . Colóquio Internacional Política, Justiça e Sociedade. 2014. (Outro).

MACEDO, H. L. S. . IV Seminário internacional do Programa de Pós Graduação em Sociologia da UFSCar. 2013. (Outro).

Seção coletada automaticamente pelo Escavador

Participação em eventos

42° Encontro ANPOCS. "Doutrina de ROTA": Moralidades e Saberes do "Policial de ROTA". 2018. (Congresso).

VI Seminário Internacional INCT-INEAC.Produzindo Flagrantes: A ROTA e o "combate militarizado" no estado de São Paulo. 2018. (Seminário).

41º Encontro Anual da Anpocs. PRODUZINDO MORTOS E FLAGRANTES: O PROTAGONISMO DAS RONDAS OSTENSIVAS TOBIAS DE AGUIAR NO "COMBATE MILITARIZADO" NO ESTADO DE SÃO PAULO. 2017. (Congresso).

Seminário Internacional de Segurança Pública e Gestão da Atividade Policial?. 2017. (Seminário).

V Seminário Internacional do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia ? Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos (INCT-InEAC). 2017. (Seminário).

XV Semana das Ciências Sociais da UFSCAR.Minicurso 1: Violência e Democracia. 2017. (Seminário).

XV Semana das Ciências Sociais da UFSCAR.GT4: Violência e Democracia. 2017. (Seminário).

I Seminário Internacional Inteligência em Segurança Pública. 2015. (Seminário).

?Território, violência, juventude: estratégias de enfrentamento a estes conflitos? ". 2014. (Outra).

Colóquio Internacional Justiça, Política e Sociedade.POLÍCIA CONTRA "LADRÃO": NOTAS SOBRE A CONSTRUÇÃO E DESUMANIZAÇÃO DO OUTRO EM PÁGINAS SOBRE POLÍCIA E CRIME NO FACEBOOK. 2014. (Outra).

III Seminário Internacional do INCT-InEAC.O controle social estatal em face da nova organização do mundo do crime em São Paulo. 2013. (Seminário).

IV Seminário internacional do Programa de Pós Graduação em Sociologia da UFSCar.Fazendo Ronda: missões, práticas e ética policial da ROTA. 2013. (Outra).

VIII Semana de Ciências Sociais. 2010. (Outra).

VIII Semana de Ciências Sociais. 2010. (Outra).

Seção coletada automaticamente pelo Escavador

Participação em bancas

Aluno: Marina Raimundo Pires

SINHORETTO, J.; CEDRO, A. S. S.;MACEDO, H. L. S.. O Vigilantismo Virtual: Os impactos das mídias digitais nas práticas de justiçamento no caso do Rio de Janeiro. 2018. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Sociais) - Universidade Federal de São Carlos.

Seção coletada automaticamente pelo Escavador

Comissão julgadora das bancas

Luis Antonio Francisco de Souza

SOUZA, Luís Antônio F.; SINHORETTO, J.; SANCHEZ, F. J. B.. "Confrontos" de Rota: a intervenção policial com 'resultado morte' em São Paulo. 2015. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal de São Carlos.

Luis Antonio Francisco de Souza

SOUZA, Luís Antônio F.; SINHORETTO, J.; MARTINS, R. C.. Front de Rota: estudo sobre a gestão do crime organizado mediante combate militarizado. 2015. Exame de qualificação (Mestrando em Sociologia) - Universidade Federal de São Carlos.

Fabio José Bechara Sanchez

SANCHEZ, Fabio. J. B.; SINHORETTO, J.; SOUZA, L. A. F.. Confrontos de ROTA: a intervenção policial com resultado morte em São Paulo.. 2015. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal de São Carlos.

Jacqueline Sinhoretto

SINHORETTO, J.; SANCHEZ, F. J. B.; SOUZA, L. A. F.. "Confrontos" de ROTA: a intervenção policial com "resultado morte" no estado de São Paulo. 2015. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal de São Carlos.

Rodrigo Constante Martins

SINHORETTO, Jaqueline;MARTINS, Rodrigo Constante; SOUZA, uis Antônio Francisco de. Front de Rota: estudo sobre a gestão do crime organizado mediante combate militarizado. 2015. Exame de qualificação (Mestrando em Sociologia) - Universidade Federal de São Carlos.

Seção coletada automaticamente pelo Escavador

Foi orientado por

Jacqueline Sinhoretto

A gestão de territórios, ruas e corpos: o modelo de polícia ostensiva no estado de São Paulo; Início: 2017; Tese (Doutorado em Sociologia) - Universidade Federal de São Carlos, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; (Orientador);

Jacqueline Sinhoretto

"Confrontos" de ROATA: a intervenção policial com "resultado morte" no estado de São Paulo; 2015; Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal de São Carlos, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior; Orientador: Jacqueline Sinhoretto;

Seção coletada automaticamente pelo Escavador

Produções bibliográficas

  • MACEDO, H. L. S. ; SINHORETTO, J. . DISCURSOS POLÍTICOS, MÍDIAS E VIOLÊNCIA: PERCURSOS TEÓRICOS E NOTAS DE PESQUISA. In: MATOS, H. H. G.; GIL, Patricia Guimarães. (Org.). Comunicação, políticas públicas e discursos em conflito. 1ed.São Paulo: ECA-USP, 2019, v. , p. 323-361.

  • MACEDO, H. L. S. . 'Doutrina de ROTA': Moralidades e Saberes do 'Policial de ROTA'. In: 42° Encontro da ANPOCS, 2018, Caxambu-MG. 42° Encontro ANPOCS ANAIS. CAXAMBU: ANPOCS, 2018.

  • MACEDO, H. L. S. . Produzindo Mortos e Flagrantes: O Protagonismo das Rondas Ostensivos Tobias de Aguiar no ?combate militarizado? no estado de São Paulo. In: 41° Encontro da ANPOCS, 2017, Caxambu-MG. Anais 41° Encontro da ANPOCS. Caxambu-SP: ANPOCS, 2017.

  • MACEDO, H. L. S. . Polícia contra 'Ladrão': Notas sobre a construção e desumanização do ?Outro? em páginas sobre polícia e crime no Facebook. In: Colóquio Internacional Justiça, Polícia e Sociedade, 2014, São Carlos. Anais Colóquio Internacional Justiça, Polícia e Sociedade - GT4, 2014.

  • MACEDO, H. L. S. . FAZENDO RONDA: missões, práticas e ética policial da ROTA. In: IV Seminário Internacional do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFSCar: Olhares e diálogos sociológicos sobre as mudanças no Brasil e na América Latina, 2013, São Carlos. Anais IV Seminário Internacional do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFSCar: Olhares e diálogos sociológicos sobre as mudanças no Brasil e na América Latina. São Carlos, 2013. v. GT-5. p. 1962-1976.

  • MACEDO, H. L. S. . A Doutrina da ROTA ? As Moralidades do ?Policial de ROTA?. ÁSKESIS , 2019.

  • MACEDO, H. L. S. . Produzindo Flagrantes: A ROTA e o ?combate militarizado? no estado de São Paulo. 2018. (Apresentação de Trabalho/Seminário).

  • MACEDO, H. L. S. . A 'Doutrina de ROTA': Moralidade e Saberes do 'Policial de ROTA'. 2018. (Apresentação de Trabalho/Congresso).

  • MACEDO, H. L. S. . Produzindo Mortos e Flagrantes: O Protagonismo das Rondas Ostensivas Tobias no 'combate militarizado' no estado de São Paulo. 2017. (Apresentação de Trabalho/Congresso).

  • MACEDO, H. L. S. . Polícia contra 'Ladrão': Notas sobre a construção e desumanização do ?Outro? em páginas sobre polícia e crime no Facebook. 2014. (Apresentação de Trabalho/Outra).

  • MACEDO, H. L. S. . FAZENDO RONDA: missões, práticas e ética policial da ROTA. 2013. (Apresentação de Trabalho/Seminário).

Seção coletada automaticamente pelo Escavador

Outras produções

MACEDO, H. L. S. ; PADILHA, F. A. ; SOUZA, L. C. ; ARBAROTTI, A. E. . Revista Áskesis - De vãos à vitrines: olhares sobre as cidades. 2014. (Editoração/Periódico).

MACEDO, H. L. S. . Conhecendo as missões da Rota: 'Foi por você.'. 2013. (Relatório de pesquisa).

Seção coletada automaticamente pelo Escavador

Projetos de pesquisa

  • 2017 - Atual

    Estratégias de controle do crime e administração de conflitos, Descrição: Este subprojeto enfoca a administração institucional de conflitos a partir do estudo de diferentes estratégias contemporâneas de controle do crime. Procura interpretar, no mesmo quadro de compreensão, formas diferentes de administrar os conflitos relacionados à emergência de novos modos de organização do crime no Sudeste ? em especial em São Paulo, mas não apenas ? e os controles desenvolvidos e acionados por agentes estatais. Os estudos prévios realizados sobre a temática, incluindo o subprojeto ?A nova organização do mundo do crime e as instituições estatais de controle social e prevenção? desenvolvido no âmbito do InEAC (2012-2015), apontaram para a definição de ao menos quatro estratégias de controle do crime, que orientam as pesquisas empíricas do presente grupo. Em torno destas estratégias são mobilizados recursos, saberes, práticas e redes profissionais que articulam e tencionam grupos de agentes estatais nas corporações policiais, da justiça e nos programas de prevenção. Para o período atual, pretende-se refinar o conhecimento de como são constituídas e operadas as estratégias, buscando reconhecer os grupos de agentes que as mobilizam, as disputas e composições entre atores, a construção e mobilização de saberes específicos que orientam a ação no campo do controle do crime. Entre quatro as estratégias previamente reconhecidas, delineia-se o chamado combate militarizado, protagonizado por agentes da Polícia Militar. Nesta estratégia de controle do crime, os acusados são associados a ?inimigos? a serem combatidos, produzindo altas taxas de letalidade na ação policial, vitimando um perfil definido, constituídos por jovens do sexo masculino e predominantemente de cor negra. Ao lado desta estratégia, identificam-se os contornos contemporâneos das formas clássicas de controle do crime por meio da utilização do aparato penal, que tem produzido taxas muito elevados de encarceramento, também concentradas sobre jovens que cometem crimes patrimoniais e tráfico de drogas que envolvem pequenos valores. A administração penal dos conflitos do crime produz também larga impunidade para os crimes contra a vida e para a violência policial. Estas estratégias sofrem uma aparente concorrência de novas formas de administração de conflitos, introduzidas no Brasil a partir da importação de saberes e de mudanças legislativas que instituíram procedimentos alternativos de administração de conflitos no interior do sistema de justiça e programas de prevenção de delitos no campo da segurança. Até o momento, a pesquisa avançou no sentido da proposição da hipótese de que as justiças alternativas e os programas de prevenção inserem-se num quadro de seletividade de conflitos a serem tratados por formas mais duras de intervenção (como letalidade e prisão) e formas mais doces de justiça, destinadas a tipos de conflitos e tipos de acusados considerados menos ofensivos ou perigosos. Nestas estratégias, outros saberes profissionais disputam espaço com os saberes policiais e judiciais, em busca de tratamento e profilaxia de possíveis desvios, especialmente destinados a adolescentes, usuários de drogas e moradores de rua. Buscam instituir formas de administração de conflitos que sejam alternativas ao modelo penal. Contudo, a hipótese construída a partir da experiência prévia de pesquisa indica que possíveis colonizações do tratamento penal dos conflitos ocorrem nestas formas de administração de conflitos. É do interesse desta pesquisa reconhecer as formas concretas de funcionamento de programas de justiça e policiamento alternativos e sua capacidade de disputar a hegemonia do tratamento criminal dos conflitos e a definição dos desviantes como inimigos a serem neutralizados.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (4) / Mestrado acadêmico: (4) / Doutorado: (9) . , Integrantes: Henrique de Linica dos Santos Macedo - Integrante / Jacqueline Sinhoretto - Coordenador / Juliana Tonche - Integrante / Giane Silvestre - Integrante / David Esmael Marques da Silva - Integrante / Jade Cavalli - Integrante / Liana de Paula - Integrante., Financiador(es): Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional Conflitos - Auxílio financeiro.

  • 2017 - Atual

    Estratégias de controle do crime e administração de conflitos: o caso de São Paulo, Descrição: Este subprojeto enfoca a administração institucional de conflitos a partir do estudo de diferentes estratégias contemporâneas de controle do crime. Procura interpretar, no mesmo quadro de compreensão, formas diferentes de administrar os conflitos relacionados à emergência de novos modos de organização do crime no Sudeste ? em especial em São Paulo, mas não apenas ? e os controles desenvolvidos e acionados por agentes estatais. Os estudos prévios realizados sobre a temática, incluindo o subprojeto ?A nova organização do mundo do crime e as instituições estatais de controle social e prevenção? desenvolvido no âmbito do InEAC (2012-2015), apontaram para a definição de ao menos quatro estratégias de controle do crime, que orientam as pesquisas empíricas do presente grupo. Em torno destas estratégias são mobilizados recursos, saberes, práticas e redes profissionais que articulam e tencionam grupos de agentes estatais nas corporações policiais, da justiça e nos programas de prevenção. Para o período atual, pretende-se refinar o conhecimento de como são constituídas e operadas as estratégias, buscando reconhecer os grupos de agentes que as mobilizam, as disputas e composições entre atores, a construção e mobilização de saberes específicos que orientam a ação no campo do controle do crime. Entre quatro as estratégias previamente reconhecidas, delineia-se o chamado combate militarizado, protagonizado por agentes da Polícia Militar. Nesta estratégia de controle do crime, os acusados são associados a ?inimigos? a serem combatidos, produzindo altas taxas de letalidade na ação policial, vitimando um perfil definido, constituídos por jovens do sexo masculino e predominantemente de cor negra. Ao lado desta estratégia, identificam-se os contornos contemporâneos das formas clássicas de controle do crime por meio da utilização do aparato penal, que tem produzido taxas muito elevados de encarceramento, também concentradas sobre jovens que cometem crimes patrimoniais e tráfico de drogas que envolvem pequenos valores. A administração penal dos conflitos do crime produz também larga impunidade para os crimes contra a vida e para a violência policial. Estas estratégias sofrem uma aparente concorrência de novas formas de administração de conflitos, introduzidas no Brasil a partir da importação de saberes e de mudanças legislativas que instituíram procedimentos alternativos de administração de conflitos no interior do sistema de justiça e programas de prevenção de delitos no campo da segurança. Até o momento, a pesquisa avançou no sentido da proposição da hipótese de que as justiças alternativas e os programas de prevenção inserem-se num quadro de seletividade de conflitos a serem tratados por formas mais duras de intervenção (como letalidade e prisão) e formas mais doces de justiça, destinadas a tipos de conflitos e tipos de acusados considerados menos ofensivos ou perigosos. Nestas estratégias, outros saberes profissionais disputam espaço com os saberes policiais e judiciais, em busca de tratamento e profilaxia de possíveis desvios, especialmente destinados a adolescentes, usuários de drogas e moradores de rua. Buscam instituir formas de administração de conflitos que sejam alternativas ao modelo penal. Contudo, a hipótese construída a partir da experiência prévia de pesquisa indica que possíveis colonizações do tratamento penal dos conflitos ocorrem nestas formas de administração de conflitos. É do interesse desta pesquisa reconhecer as formas concretas de funcionamento de programas de justiça e policiamento alternativos e sua capacidade de disputar a hegemonia do tratamento criminal dos conflitos e a definição dos desviantes como inimigos a serem neutralizados.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Mestrado acadêmico: (4) Doutorado: (3) . , Integrantes: Henrique de Linica dos Santos Macedo - Integrante / Jacqueline Sinhoretto - Coordenador / Juliana Tonche - Integrante / Giane Silvestre - Integrante / Felipe Athayde Lins de Melo - Integrante / David Esmael Marques da Silva - Integrante / Liana de Paula - Integrante / Paula Paschoal Rodrigues Garcia - Integrante / Eduardo Henrique Rossler Junior - Integrante / André Sales dos Santos Cedro - Integrante.

  • 2017 - Atual

    Policiamento e relações raciais: estudo comparado sobre formas contemporâneas de controle do crime, Descrição: Este projeto destina-se a investigar o modelo de policiamento ostensivo em cinco Unidades da Federação (São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal) a partir dos efeitos de sua atuação sobre os grupos raciais. Pretende-se coletar informações quantitativas sobre o perfil dos presos em flagrante (raça/cor, idade, tipo de delito) para compreender o foco da atuação policial no controle do crime, com base em registros oficiais (boletins de ocorrência) em cada estado. Dados quantitativos sobre o perfil dos mortos em ação policial complementam a análise. Observação direta de práticas de policiamento em locais de grande circulação também será utilizada como técnica para levantamento de dados sobre as abordagens a públicos com diferentes perfis, bem como observação em locais de maior ocorrência de prisões em flagrante. Entrevistas com policiais militares (oficiais e praças) nas cinco UF serão realizadas com o objetivo de compreender como interpretam os dados obtidos, o que pensam das relações raciais e o policiamento, como se posicionam diante das acusações públicas de racismo institucional nas organizações policiais. Desta forma, a pesquisa procura investigar tanto os modelos de policiamento ostensivo, as concepções a ele subjacentes, o desenho das formas mais usuais de policiamento, assim como as práticas dos policiais no cotidiano das operações. A hipótese é a de haver viés racial na produção da segurança pública no Brasil, não necessariamente nas opiniões pessoais dos policiais, mas no próprio desenho das práticas de policiamento que enfocam certos tipos sociais racializados, certas práticas delitivas e certas espacialidades, cujos efeitos são a produção da desigualdade racial nos resultados do policiamento, em especial prisões em flagrante e mortes. A interpretação dos dados se orientará por perceber semelhanças e diferenças nos resultados obtidos nas cinco realidades pesquisadas, procurando ressaltar elementos que permitam reconhecer características organizacionais e contextos políticos que contribuem para a configuração da desigualdade racial ou para sua possível superação.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (1) / Mestrado acadêmico: (1) / Doutorado: (1) . , Integrantes: Henrique de Linica dos Santos Macedo - Integrante / Jacqueline Sinhoretto - Coordenador / David Esmael Marques da Silva - Integrante / Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo - Integrante / Eduardo Cerqueira Batitucci - Integrante / José Luiz de Amorim Ratton Júnior - Integrante / Haydée Caruso - Integrante / Luís Felipe Zilli - Integrante., Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - Auxílio financeiro.

  • 2017 - Atual

    A Gestão de Territórios, Ruas e Corpos: O modelo de polícia ostensiva no estado de São Paulo, Descrição: Esta pesquisa tem como objetivo conhecer e analisar os saberes e as tensões presentes na gestão do modelo do policiamento ostensivo realizado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) no estado de São Paulo. Nesta unidade da federação, o policiamento ostensivo é costumeiramente tratado como a principal ação da política pública na área de segurança, mas mais do que um método de ?fazer polícia?, o policiamento ostensivo parece ser, para muitos gestores da segurança pública no estado, o próprio modo de ?fazer a segurança pública?. Nesse sentido, é importante entendermos sob a perspectiva dos agentes da segurança pública o que é a polícia ostensiva, inclusive mapeando as tensões, aproximações e disputas pela categorização desta, do que é essa modalidade de policiamento. Jogar luz aos conhecimentos e perspectivas que orientam a gestão da ?Polícia Ostensiva? é colocar em destaque os saberes e as disputas que hierarquizam, classificam, selecionam e operam no controle de territórios, populações e corpos. O intuito é realizar uma genealogia epistemológica da gestão da ?ordem pública? para compreender quais foram e são os discursos que concorrem dentro da PMESP para orientar o uso da força física e o controle social por ela realizado, principalmente na seleção dos objetivos e objetos do que deve estar ou não sob sua responsabilidade. Como objeto de pesquisa, utilizaremos as teses e dissertações produzidas pelo alto escalão da PMESP que versão sobre o tema de Polícia Ostensivo, assim como realizaremos entrevistas semi-estruturadas e informais com oficiais e praças de diferentes unidades da PM no interior e na capital paulista, a escolha do recorte visa abarcar regiões e contextos contrastantes.. , Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Henrique de Linica dos Santos Macedo - Coordenador.

  • 2013 - 2015

    "Confrontos" de ROTA: A Intervenção policial de "resultado morte" no estado de São Paulo, Descrição: Esta pesquisa teve como objetivo entender os discursos sobre Ronda Ostensiva Tobias de Aguiar (ROTA), com enfoque na fala de policiais e políticos sobre o controle do ?crime organizado?. Para tanto, foram analisados dois episódios recentes de ?confronto? entre policiais e sujeitos incriminados (Itatiba - SP em maio de 2011 e Várzea Paulista ? SP, em Setembro de 2012) que terminaram com grande número de ?suspeitos? mortos. Os dois casos emblemáticos foram tomados como forma de recortar temporalmente dois períodos distintos, um anterior a chamada ?crise na segurança pública?, de aparente normalidade, e o outro período no qual a dita ?crise? ocorreu, produzindo elevação na taxa de homicídios no estado de São Paulo. Foram analisados documentos sobre os casos estudados, trabalhos de mestrado e teses profissionais produzidos por oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), notícias de jornais, imprensa oficial da Secretária de Segurança Pública e falas públicas de gestores da Segurança Pública. Como resultado expressivo, constatamos que desde 2009, no estado de São Paulo, houve um direcionamento das atividades da PMESP no ?combate ao crime organizado? que contou com apoio de outros setores do sistema de justiça e da administração estatal, como o Ministério Público e a Secretária de Administração penitenciária que subsidiaram, com informações, as ações da ROTA de repressão ao ?PCC?. A integração entre os órgãos foi mantida em relativo sigilo, ao passo que os procedimentos adotados no ?combate ao crime organizado? se mantiveram opacos por todo o processo o que incentivou a adoção de uma estratégia de enfrentamento militarizado que privilegiou a letalidade e o uso da força como formas de controle do crime, e ao invés de controlar a ?violência? acabou por produzi-la, em especial no ano de 2012.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Integrantes: Henrique de Linica dos Santos Macedo - Coordenador / Jacqueline Sinhoretto - Integrante., Financiador(es): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Bolsa.

  • 2013 - 2014

    Desigualdade racial e segurança pública em São Paulo: letalidade policial e prisões em flagrante, Descrição: Desenvolvida pelo Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos da Universidade Federal de São Carlos (GEVAC/UFSCar), coordenado pela Profa. Dra. Jacqueline Sinhoretto, no âmbito do programa de pesquisa Segurança pública e relações raciais . O objetivo foi investigar a existência de mecanismos de produção da desigualdade racial na atividade policial em São Paulo. Diante da inexistência de dados disponíveis sobre a atividade policial de abordagem, foram utilizados outros indicadores de monitoramento do tratamento policial nos diferentes grupos da população paulista. Para tanto, foram coletados e analisados dados quantitativos sobre a letalidade e prisões em flagrante. Os dados sobre a letalidade policial publicados não permitem a análise pela variável cor/raça dos indivíduos mortos pela ação da polícia. Em busca de reconstruir essas informações a equipe de pesquisa firmou uma parceria com a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo para a produção de uma base de dados sobre a letalidade policial com informações sobre o perfil das vítimas e dos policiais envolvidos, incluindo a variável cor/raça das vítimas. Em relação às prisões em flagrante, os dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo também não possibilitam a observação da variável cor/raça. Porém, a Coordenadoria de Análise e Planejamento forneceu uma consulta específica à base de registro de ocorrência, o que permitiu conhecer a distribuição das prisões em flagrante efetuadas segundo a cor/raça dos presos. A pesquisa descobriu que em São Paulo, nos anos de 2010 e 2011, entre as vítimas de mortes cometidas por policiais, 58% são negras, ao passo que na população residente do estado o percentual de negros é de 34%. Para cada grupo de 100 mil habitantes negros, foi morto 1,4, ao passo que, para cada grupo de 100 mil habitantes brancos, foi morto 0,5. Além da produção da desigualdade racial na letalidade policial, a pesquisa constatou ainda que a vigilância policial é operada de modo racializado. Em São Paulo, a taxa de flagrantes de negros é mais que o dobro da verificada para brancos. Os dados expressam que a vigilância policial privilegia as pessoas negras e as reconhece como suspeitos criminais, flagrando em maior intensidade as suas condutas ilegais, ao passo que os brancos gozam de menor vigilância da polícia para suas atividades criminais.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (1) / Mestrado acadêmico: (5) / Doutorado: (2) . , Integrantes: Henrique de Linica dos Santos Macedo - Integrante / Jacqueline Sinhoretto - Coordenador / Giane Silvestre - Integrante / Maria Carolina de Camargo Schlittler - Integrante / David Esmael Marques da Silva - Integrante / Letícia Canonico de Souza - Integrante / Yasmin Lucita Rodrigues Miranda - Integrante / Giulianna Bueno Denari - Integrante / Kathleen Ferreira Angulo - Integrante.

  • 2012 - 2016

    A nova organização do mundo do crime e as instituições estatais de controle social e prevenção, Descrição: Descrição: O objeto de investigação é a forma como as instituições e os agentes estatais, especialmente aqueles ligados à prevenção, ao controle e à administração judicial do crime, estão sendo afetados pela emergência do que nomeamos como nova organização do mundo do crime, à qual corresponde o fortalecimento de uma nova moralidade, novas formas de administração de conflitos e de relacionamento com agentes estatais. Pergunta-se como os agentes estatais se vêem afetados por esta novidade; qual o impacto disto sobre o seu trabalho, sobre os modos de exercer a prevenção, o controle e a administração do crime; quais representações eles elaboram sobre as mudanças nos contextos em que atuam; como eles percebem o contexto em que desenvolvem suas atividades profissionais. Para atingir este objetivo estão propostas 8 estratégias de pesquisa articuladas, que permitirão abordar, em contextos etnográficos diversos, diferentes situações e agentes ocupando posições variadas no campo da prevenção e do controle do crime, em espaços geográficos diversos, que compreendem a cidade de São Paulo e cidades médias da região central deste estado. Além disto, como contraponto e elemento de comparação, o estudo também incluirá cidades médias do Triângulo Mineiro, onde se supõe que a influência do PCC seja mais rarefeita embora não ausente.. , Situação: Concluído; Natureza: Pesquisa. , Alunos envolvidos: Graduação: (1) / Mestrado acadêmico: (2) / Doutorado: (5) . , Integrantes: Henrique de Linica dos Santos Macedo - Integrante / Jacqueline Sinhoretto - Coordenador / Juliana Tonche - Integrante / Giane Silvestre - Integrante / Maria Carolina de Camargo Schlittler - Integrante / Márcio Bonesso - Integrante / Natália Máximo e Melo - Integrante / Felipe Athayde Lins de Melo - Integrante / David Esmael Marques da Silva - Integrante.

Histórico profissional

Seção coletada automaticamente pelo Escavador

Endereço profissional

  • Universidade Federal de São Carlos, Centro de Educação e Ciências Humanas, Departamento de Sociologia. , Universidade Federal de São Carlos, Jardim Guanabara, 13565905 - São Carlos, SP - Brasil

Seção coletada automaticamente pelo Escavador

Experiência profissional

  • 2017 - Atual

    Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq

    Vínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: Pesquisador, Carga horária: 40, Regime: Dedicação exclusiva.

  • 2014 - 2015

    Universidade Federal de São Carlos

    Vínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: Mestrando, Carga horária: 40, Regime: Dedicação exclusiva.

  • 2013 - 2015

    Universidade Federal de São Carlos

    Vínculo: Outro, Enquadramento Funcional: Pesquisador, Carga horária: 40, Regime: Dedicação exclusiva.

    Atividades

    • 04/2012

      Extensão universitária , Centro de Educação e Ciências Humanas, .,Atividade de extensão realizada, Membro do Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos - GEVAC.

    • 03/2013 - 12/2013

      Outras atividades técnico-científicas , Centro de Educação e Ciências Humanas, Centro de Educação e Ciências Humanas.,Atividade realizada, Coleta de dados da pesquisa "A filtragem racial na seleção policial de suspeitos: segurança pública e relações raciais no Brasil" - SENASP / Ministério da Justiça.

  • 2014 - 2015

    Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

    Vínculo: Bolsista, Enquadramento Funcional: Pesquisador, Regime: Dedicação exclusiva.

  • 2013 - Atual

    INCT - Instituto de Estudos em Administração Institucional de Conflitos

    Vínculo: Pesquisador, Enquadramento Funcional: Pesquisador, Carga horária: 0