Formulação bucal contendo extrato de punica granatum para tratamento de estomatites

  • Número do pedido da patente:
  • BR 10 2012 018037 5 A2
  • Data do depósito:
  • 20/07/2012
  • Data da publicação:
  • 14/04/2015
Inventores:
  • Classificação:
  • A61K 9/20
    Prepara??es medicinais caracterizadas por formas f?sicas especiais; / P?lulas, pastilhas ou comprimidos;
    ;
    A61P 31/10
    Antiinfecciosos, i.e. antibi?ticos, antiss?pticos, quimioterap?uticos; / Antimic?ticos;
    ;
    A61K 9/10
    Prepara??es medicinais caracterizadas por formas f?sicas especiais; / Dispers?es; Emuls?es;
    ;
    A61K 8/97
    Cosm?ticos ou prepara??es similares para higiene pessoal; / caracterizado pela composi??o; / contendo materiais, ou derivados destes, de constitui??o desconhecida; / de origem vegetal, p. ex. extratos de plantas;
    ;
    A61K 36/185
    Prepara??es medicinais contendo materiais de constitui??o indeterminadas derivados de algas, l?quens, fungos ou plantas, ou derivados dos mesmos, p. ex. medicamentos tradicionais ? base de ervas; / Magnoliophyta (angiospermas); / Magnoliopsida (dicotiled?neas);
    ;

FORMULAÇÃO BUCAL CONTENDO EXTRATO DE Punica granatum PARA TRATAMENTO DE ESTOMATITES. A presente invenção refere-se a uma formulação bucal (gel ou tablete) para o tratamento de candidíase associada à estomatite protética ou de outras naturezas, cujas bases são extratos, frações e substâncias isoladas da espécie vegetal Punica granatum. A estomatite protética é uma patologia de etiologia multifatorial que afeta um grande número de pacientes com dentadura parcial ou total. Fatores etiológicos são os traumas, inadequada higiene bucal e infecções por C. albicans. Em geral, os pacientes com estomatite queixam-se de edema, dor na área afetada e ardência na boca quando há diminuição do fluxo salivar. Há diferentes procedimentos para o tratamento da estomatite protética. Correção de próteses, remoção da dentadura à noite e uma eficiente limpeza da dentadura são importantes. As candidíases associadas à estomatite protética não são de fácil tratamento. Geralmente, recidivas ocorrem após a interrupção do mesmo, ainda que o trauma causado pela prótese tenha sido eliminado por meio de substituição por nova prótese. Esses problemas, nem sempre graves, representam um desafio na prática estomatológica, face a sua freqüência e o pequeno número de drogas antifúngicas disponíveis em nosso meio. Ainda, em geral, são drogas de custo muito elevado, tornando muitas vezes inviável a continuidade do tratamento. O objetivo da presente patente é a apresentação de formulação tópica para tratamento de micoses bucais, tendo em vista sua alta incidência, incorporando em um gel ou tablete extrato derivado da espécie vegetal.

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Documento

FORMULAÇÃO BUCAL CONTENDO EXTRATO DE Punica granatum PARA

TRATAMENTO DE ESTOMATITES

Introdução

A presente invenção refere-se a uma formulação bucal (tablete ou gel) para o tratamento de candidíase associada com estomatite protética ou de outras naturezas, cujas bases são extratos, frações e substâncias isoladas de Punica granatum.

A espécie vegetal P. granatum pertence à Família Punicaceae. É uma árvore capaz de se desenvolver em qualquer tipo de solo, podendo atingir até 5 metros de altura. As folhas são lanceoladas, onduladas e ovais, as flores são vermelhas e o fruto, conhecido no Brasil como “romã”, é comestível e apresenta uma casca dura amarelo-acastanhada, às vezes avermelhada, contendo um grande número de sementes no seu interior. Suas propriedades medicinais são conhecidas desde a Antiguidade, estando descrita no Papiro de Ebers (datado de cerca de 1500 a.C), quando era utilizada contra infestações parasitárias pelos egípcios antigos.

As diversas partes da planta, há tempos, são utilizadas popularmente no tratamento de doenças como úlcera gástrica, diabetes, problemas hepáticos, doenças cardíacas, infecções de garganta, conjuntivite, diarréias, febre e como antihelmíntico. A literatura relata efeitos antioxidantes, propriedades antibacteriana e antiviral e contra doença cardiovascular, diabetes e câncer. Substâncias de classes diversas como flavonóides, esteróis, triterpenos, fenóis, taninos e ácidos orgânicos estão presentes na espécie.

Candidíase é a infecção fúngica mais comum na boca e a Candida albicans é a espécie mais comumente encontrada. A prótese total pode induzir alterações inflamatórias na mucosa que a suporta, e tais alterações são denominadas estomatite protética, uma vez que a presença da prótese é o fator contribuinte preponderante. Fatores associados à estomatite são os traumas, inadequada higiene bucal e infecções por C. albicans. Em geral, os pacientes queixam-se de edema, dor na área afetada e ardência na boca quando há diminuição do fluxo salivar. Há diferentes procedimentos para o tratamento da estomatite protética. O tratamento consiste em associar um antifúngico tópico com orientações ao paciente quanto à necessidade de correção de prótese, remoção da prótese à noite e uma higienização adequada. Tais candidíases associadas à estomatite protética não são de fácil tratamento e podem ocorrer recidivas e, assim, representam um desafio à prática estomatológica, face a sua frequência e o pequeno número de drogas antifúngicas disponíveis.

Medicamentos, cujas formas farmacêuticas variam entre pomadas, cremes, géis, suspensões, soluções e comprimidos, são utilizados no tratamento de infecções causadas por fungos. Os de aplicação tópica devem apresentar agentes antifúngicos efetivos em veículos que permitam uma rápida permeação, boa adesão, ótimo sistema de liberação de droga e aplicação fácil e conveniente.

Antifúngico na forma de gel tem apresentado melhor resposta que em suspensão, uma vez que pode ser aplicado na prótese devidamente higienizada, permanecendo durante mais tempo em contato com a lesão, resultando em regressão mais rápida do quadro quando comparado ao tratamento com suspensão.

Quando não há melhora no quadro, é possível utilizar os antifúngicos sistêmicos como, por exemplo, derivados azólicos como cetoconazol e fluconazol ou a anfotericina B. Entretanto, pode ocorrer elevada toxicidade e, em geral, são de custo elevado, tornando muitas vezes inviável a continuidade do tratamento.

Devido à toxicidade e custo elevado de antifúngicos sintéticos, faz-se necessária a pesquisa por novos agentes antifúngicos e as plantas são uma fonte de substâncias bioativas que vem ganhando interesse científico. A busca de novas substâncias oriundas de plantas visa moléculas com alta seletividade, baixa toxicidade e alto potencial farmacológico.

Assim, o objetivo da presente patente é a apresentação de formulação tópica para o tratamento de micoses bucais, tendo em vista sua alta incidência, incorporando na forma de gel ou tablete o extrato derivado da espécie vegetal P. granatum ou nanopartículas e/ou micropartículas contendo o extrato.

Buscas de anterioridade realizadas revelaram a existência de patentes semelhantes, contudo, existem divergências. A KR20020066042 refere-se à composição para melhorar a higiene bucal oral, contendo extrato de P. granatum capaz de inibir a formação de oxigênio ativo e óxido nitrogênio para a remoção de placa bacteriana. Contudo, os extratos de frutos contendo taninos de qualquer natureza podem exercer tal efeito, não tendo assim nenhum objetivo de tratar de patologia específica, como é o caso da presente invenção.

A WO 2008068533 (A2) estabelece combinações antimicrobianas compreendendo uma eficiente concentração de sais de metais com extratos de plantas como P. granatum, Vibumum placatum, Camellia sigensis e Acer spp. A invenção estende o uso de tais composições como medicamentos para o tratamento de infecções microbianas. Os extratos de frutos contendo taninos de qualquer natureza podem exercer efeitos antimicrobianos, pois são conhecidos os seus efeitos sobre bactérias não positivas, não sendo em geral ativos com bactérias gram-negativas ou outros microorganismos, como fungos e leveduras, como é o caso do que propõe a presente invenção.

A JP 2005089304 (A) refere-se à produção de inibidor de citocinas antiínflamatórias utilizando suco ou extratos de Punica granatum devido a atividade inibitória da enzima MMP (matrix metaloproteinase) para melhorar várias doenças como artrite reumatóide, osteodistrofia, tuberculose, traumativos, metástase do cancro, doenças peridental, diabete, úlcera gástrica, envelhecimento e queimadura. Como pode ser observado, a proposta trata de direito reservado para o tratamento de doenças inflamatórias e algumas de natureza crônica e degenerativas, não tendo assim relação com a presente proposta de tratar doença infecto-contagiosa pelo uso da planta como anti-Candida.

A WO 2010/1131178 A3 relata a eficiência da propagação de Punica granatum em procoloco in vitro para multiplicação de massa contendo sais nutrientes, fatores de crescimento e condições de cultura, e a WO 2011/0688812 Al descreve a composição contendo a combinação de extratos de Punica granatum, Myristica fragans, Zingeber officinale e Zizyphus joazeiro, e um carreador oral aceitável, meios de preparação e uso do mesmo. Observa-se que ambas as invenções não tem qualquer relação com a presente proposta, de tratar doença infecto-contagiosa pelo uso da planta como anti-Candida.

A RS P20080619 (A) relata um procedimento para obter produtos dietéticos com efeito sobre o processo metabólico, compostos por misturas de plantas. Nota-se também que esta invenção não tem qualquer relação com a presente proposta, ou seja, de tratar doença infecto-contagiosa pelo uso da planta como anti-Candida.

Desta forma, é objetivo da presente invenção a formulação bucal contendo extrato obtido da espécie vegetal P. granatum destinada ao tratamento de candidíase associada à estomatite protética. É relevante considerar que a utilização das cascas do fruto não gera danos ao vegetal, uma vez que as cascas geralmente são descartadas.

A substância final isolada identificada como Punicalagina é um tanino hidrolizável que pode decompor-se em ácido elágico. Doing e colaboradores (Doig AJ, Williams DH, Oelrichs PB, Baczynsky JL. Isolation and structure elucidation of punicalagin, a toxic hydrolysable tannin, from Terminalia oblonga. J Chem. Soc. Perkin Trans 1990. 673: 2317-2321) reportaram o isolamento dos anômeros a - e (3 - punicalagina de folhas de Terminalia oblongata e os dados comparativos das ressonâncias magnéticas nucleares estão descritos nas Tabelas 1 e 2.

A Tabela 1 demonstra a similaridade entre RMN C13 de punicalagina reportada na literatura e a substância isolada no presente trabalho. Outros dados muito importantes correlacionam os resultados de RMN C13 com RMN H1, - HMQC (Tabela 2). Observa-se grande similaridade dos valores obtidos na correlação C-H da literatura com os encontrados através dos espectros da substância isolada. Na Tabela 2 observa-se que o carbono 6 está correlacionado com 2 hídrogênios com multiplicidade m e d.

Tabela 1. RMN C13 de Punicalagina comparada com dados da literatura (5 ç *).

Carbono

õc*

Õ C obtído

Carbono

õc*

Õ C obtido

1

89

88,78

25

137

137,76

2

70

69,73

26

144

144,39

3

75,6

75,33

27

117,7

117,70

4

73,3

73,13

28

109

109,51

5

65,6

65,38

29

147

147,35

6

63,3

63,23

30

137/139

136,86

7

168

168,26

31

135

135,5

8

124

124,59

32

112/113

112,56/113,3

7

9

105/108

105,61/108,7

1

33

121/122

121,75/121,8

7

10

144

144,72

34

157

157,81

11

135

135,67

35

112/113

112,56/113,3

7

12

144

144,72

36

135

135,18

13

114

114,42

37 ,

137/139

136,86/139,2

14

114

113,87

38

147

147,35

15

144

144,62

39

109

109,51

16

135

135,50

40

121/122

121,75/121,8

7

17

144

144,44

41

157

157,30

18

104/108

105,02/108,7

1

42

114

113,87

19

124

124,24

43

144

144,36

20

168

168,45/148,5 : 7

44

135

134,88

21

167,6

167,6

45

144

144,11

22

123,8

123,57

46

105/108

105,02/108,7

1

23

109,2

109,51

47

124

124,59

24

144

144,39

48

168

168,20

(*) Dados obtidos da literatura (Doig e colaboradores, 1990).

Tabela 2. Correlação C-H (HMQC) de punicalagina

Carbono

õc*

ÕH*

5 c obtido

Õ H obtido /

multiplicidade

1

89

5,11

88,78

5,06/5,13

m

2

70

4,8

69,73

4,65/4,71

m

3

75,6

5,21

75,33

5,06/5,13

m

4

73,3

4,76

73,13

4,65/4,71

m

5

65,6

3,27

65,38

3,09/3,17

m

6

63,3

4,22

63,23

4,03

m

6

63,3

4,22

63,23

1,83

d

9

105/108

6,52/6,58

105,61/105,6

1

6,39/6,41

s

18

105/108

6,52/6,58

105,02/108,7

1

6,28/6,41

s

23

109,2

7,02

109,51

6,7

s

46

105/108

6,52/6,58

105,02/108,7

1

6,28/6,41

s

(*) Dados ob

tidos da litera

tura (Doig e colaboradores, 1£

>90).

Descrição das Figuras

5    Para melhor compreensão do objeto da presente patente, far-se-ão

referências aos desenhos anexos, em que:

A Figura 1 mostra o espectro de massa obtido a partir da punicalagina isolada. Sucessivas quebras iônicas observáveis em 1083, 781,601 e 301.

A Figura 2 ilustra as estruturas químicas de punicalagina, punicalina, 10 ácido galágico e ácido elágico obtidos pela quebra iônica em espectrometria de massa reportada na literatura.

A Figura 3 mostra a a- e (3 - punicalagina (m/z 1083).

Descrição Detalhada do Invento

A partir das cascas do fruto da espécie vegetal P. granatum foi obtido o 15 extrato através do processo de maceração em solução hidroetanólica a 50%. O extrato foi filtrado, concentrado e liofilizado. Em seguida, foi solubilizado em água e submetido à partição com acetato de etila seguido por n-butanol. A fração acetato de etila foi fracionada em coluna Sephadex LH-20 usando metanol como sistema eluente. De três frações obtidas, a fração ativa foi

purificada em coluna Lobar usando metanohágua (1:1) como eluente. O processo foi biomonitorado frente à C. albicans.

O princípio ativo encontrado foi a punicalagina, cuja estrutura está representada nas Figuras 1, 2 e 3, porém a atividade se manteve na mesma 5 concentração do extrato. A atividade contra C. albicans foi obtida através do método de microdiluição em caldo, resultando na concentração capaz de inibir o crescimento fúngico, que foi de 3,9 pg/ml. Além desta, outras espécies de microrganismos também foram testados, C. parapsilosis, C. tropicalis e as bactérias Staphylococcus aureus, Bacillus subtilis, Pseudomonas aeruginosa e 10 Escherichia coli, obtendo-se valores de concentração mínima inibitória de, respectivamente, 1,9 pg/ml, 3,9 pg/ml e 62,5 pg/ml, sendo inativo contra B. subtilis, P. aeruginosa e E. coli.

Além de atividade direta, tanto o extrato quanto a punicalagina apresentaram efeito sinérgico contra C. albicans quando associado com o 15 antifúngico fluconazol, como FICI = 0,25. No ensaio de citotoxicidade, realizado contra macrófagos J774G8 e células Vero, 50% das células permaneciam viáveis nas concentrações de 60 pg/ml e 400 pg/ml, que representam 15 e 100 vezes a concentração capaz de inibir o crescimento de C. albicans, sendo assim seletivo contra as células fúngicas.

REIVINDICAÇÕES

1.    FORMULAÇÃO BUCAL CONTENDO EXTRATO DE Punica granatum PARA TRATAMENTO DE ESTOMATITES, caracterizada pela utilização do extrato, frações e substâncias isoladas da espécie vegetal Punica granatum como antifúngico para utilização terapêutica no tratamento de candidíase associada à estomatite protética.

2.    FORMULAÇÃO BUCAL CONTENDO EXTRATO DE Punica granatum PARA TRATAMENTO DE ESTOMATITES, caracterizada por ser obtida a partir das cascas do fruto da espécie vegetal P. granatum através do processo de maceração em solução hidroetanólica a 50%. O extrato foi filtrado, concentrado e liofilizado. Em seguida, foi solubilizado em água e submetido à partição com acetato de etila seguido por n-butanol. A fração acetato de etila foi fracionada em coluna Sephadex LH-20 usando metanol como sistema eluente. De três frações obtidas, a fração ativa foi purificada em coluna Lobar usando metanol:água (1:1) como eluente.

3.    FORMULAÇÃO BUCAL CONTENDO EXTRATO DE Punica granatum PARA TRATAMENTO DE ESTOMATITES, caracterizada por apresentar atividade contra C. albicans testada através do método de microdiluição em caldo, resultando na concentração capaz de inibir o crescimento fúngico, que foi de 3,9 pg/ml. Além de atividade direta, tanto o extrato quanto a punicalagina apresentaram efeito sinérgico contra C. albicans quando associado com o antifúngico fluconazol, como FICI = 0,25.

4.    FORMULAÇÃO BUCAL CONTENDO EXTRATO DE Punica granatum PARA TRATAMENTO DE ESTOMATITES, caracterizada pela incorporação em gel ou tabletes para tratamento de candidíase associada a estomatite protética.

DESENHOS


Figura 1


Amostra do Boy 11

Boy11_06 14(1,734) Cm (14:19-(4:8+10:12)}


100

176 8 205.0

0

100

200

275.0 301,1


1: Daughtersof 1083ES-1083.4 3.47e4


1082.71083.6

1085.1


Figura 2



Kllígic iifld í-í) (m z .MH)



(.all.1»k' ,ICI'1 (í) (m,‘Z 601)


Figura 3


m


RESUMO

FORMULAÇÃO BUCAL CONTENDO EXTRATO DE Punica granatum PARA

TRATAMENTO DE ESTOMATITES

A presente invenção refere-se a uma formulação bucal (gel ou tablete) 5 para o tratamento de candidíase associada à estomatite protética ou de outras naturezas, cujas bases são extratos, frações e substâncias isoladas da espécie vegetal Punica granatum. A estomatite protética é uma patologia de etiologia multifatorial que afeta um grande número de pacientes com dentadura parcial ou total. Fatores etiológicos são os traumas, inadequada higiene bucal e 10 infecções por C. albicans. Em geral, os pacientes com estomatite queixam-se de edema, dor na área afetada e ardência na boca quando há diminuição do fluxo salivar. Há diferentes procedimentos para o tratamento da estomatite protética. Correção de próteses, remoção da dentadura à noite e uma eficiente limpeza da dentadura são importantes. As candidíases associadas à 15 estomatite protética não são de fácil tratamento. Geralmente, recidivas ocorrem após a interrupção do mesmo, ainda que o trauma causado pela prótese tenha sido eliminado por meio de substituição por nova prótese. Esses problemas, nem sempre graves, representam um desafio na prática estomatológica, face a sua freqüência e o pequeno número de drogas 20 : antifúngicas disponíveis em nosso meio. Ainda, em geral, são drogas de custo muito elevado, tornando muitas vezes inviável a continuidade do tratamento. O objetivo da presente patente é a apresentação de formulação tópica para tratamento de micoses bucais, tendo em vista sua alta incidência, incorporando em um gel ou tablete extrato derivado da espécie vegetal.