Superior Tribunal de Justiça 01/12/2020 | STJ
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origem tenha se manifestado sobre a tese jurídica apontada pelo recorrente. Esse é o
entendimento pretoriano consagrado na edição da Súmula 282 do STF, in verbis: “É
inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a
questão federal suscitada.”
Frise-se que, mesmo em se tratando de matérias de ordem pública, é
necessário que haja o respectivo enfrentamento pela instância de origem, sob pena de
persistir a incidência do óbice sumular mencionado.
Nesse sentido: AgInt no AREsp 716580/DF, Relator Ministro
SÉRGIO KUKINA, Órgão Julgador T1 - PRIMEIRA TURMA, DJe 19/10/2017; AgInt
no REsp 1601671/PR, Relator Ministro HERMAN BENJAMIN, Órgão Julgador T2 -
SEGUNDA TURMA, DJe 06/03/2017 e AgInt no AREsp 1023073/RJ, Relator Ministro
ANTONIO CARLOS FERREIRA, Órgão Julgador T4 - QUARTA TURMA, DJe
05/09/2017).
No tocante ao apelo do particular, verifico que o Tribunal de
origem assim se manifestou (e-STJ fl. 499):
Honorários Advocatícios
De acordo com o disposto no art. 85, § 2°, do CPC, a sentença condenará o
vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor, os quais serão fixados
entre o mínimo de dez e o máximo de vinte por cento sobre o valor da
condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo,
sobre o valor atualizado da causa.
No que concerne ao proveito econômico obtido, o art. 291 do CPC, por seu
turno, estabelece que a toda causa será atribuído valor certo, ainda que não
tenha conteúdo econômico imediatamente aferível. A fixação do valor da
causa compete precipuamente ao autor, ainda que possa em algumas situações
o juiz, até mesmo de ofício, corrigir-lhe o valor quando verificar que não
corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão. Ademais, pode o valor ser
impugnado pela parte contrária.
No caso dos autos, não houve supressão da rubrica discutida, pelo que inexiste
condenação, de sorte que a verba honorária deve recair sobre o proveito
econômico. Esse valor, por sua vez, é traduzido pelo valor da causa, pois a
parte autora teve plenas condições de fixá-lo, com base no valor da rubrica, e
observados os critérios estabelecidos pelo Código de Processo Civil.
Nessas condições, quanto aos honorários, sucumbente integralmente a
UFRGS, deverá arcar com a verba, conforme fixado em sentença, totalizando
11% sobre o valor da causa, já considerada a atuação recursal, a teor do art.
85, § 3°, I, e § 11, do CPC.
Embora a recorrente alegue que há um evidente proveito econômico
envolvendo a presente demanda, que evitou que a ré levasse a efeito a referida supressão,
e que a verba só continuou sendo paga em razão do deferimento da antecipação de
tutela, o Tribunal de origem afirmou que não haveria proveito econômico porque não
Confirma a exclusão?