Diário Oficial do Município de São Paulo 03/03/2021 | DOMSP-SP

Padrão

em escala 1:50 ou menor se necessário. O registro pode ser incorporado ao Projeto Executivo de PAISAGISMO, se for conveniente.

2.5 Acesso leste (R. Xavier de Almeida): Deverão ser apresentados desenhos (plantas) diferentes das duas situações: “existente” e “proposto”, para representar essa proposta, pois falta representação de “a demolir”.

2.6 Arquibancada: Para a mudança de local da escultura “Tarde” será necessário indicar, no Memorial Descritivo, os procedimentos cuidadosos a serem realizados nesta ação, de modo a proteger e evitar danos à obra de arte. Essa proposta deverá ser aprovada pela Comissão de Gestão de Obras e Monumentos Artísticos em Espaços Públicos. Ademais, solicita-se: que a escultura seja incluída no mapeamento de danos e no Projeto Executivo de RESTAURO, indicando os serviços de conservação necessários, e que seja prevista a iluminação e a instalação de placa informativa da obra, contendo nome da obra, escultor e ano de instalação.

2.7 Depósito: a) deverá ser apresentado um levantamento métrico-arquitetônico completo (cotas horizontais e verticais) de todos os ambientes atuais, descrevendo usos atuais, materiais de acabamento e elementos construtivos, representados em plantas, cortes e elevações, em escala 1:50, juntamente com um Relatório fotográfico completo dos ambientes e elementos que serão demolidos e reformados; b) Apresentar laudo estrutural que ateste a viabilidade de demolir as alvenarias internas.

RESTAURO

3 Revisão do Anteprojeto:

3.1 Muro oeste: em compatibilidade com o projeto de ARQUITETURA, solicita-se a revisão do projeto de intervenção no muro do terraço oeste, de forma a preservar as envasaduras existentes. Prever ações de restauração para os elementos que compõem as envasaduras.

4 Diretrizes e recomendações para o Projeto Executivo:

4.1 Nomenclaturas: considerar o emprego de delfim, no lugar de peixe. Considerar mascarão, no lugar de rosto humano. Considerar fonte, no lugar de chafariz, para referir-se ao conjunto aquático principal.

4.2 Nomenclaturas: revisar e complementar nomenclaturas ausentes. Compatibilizar e uniformizar as nomenclaturas das disciplinas PAISAGISMO e RESTAURO. Eliminar tanto quanto possível nomenclaturas genéricas (elemento), para que se adote, ao longo da obra, terminologia específica e apropriada para se referir aos componentes construídos do jardim. Ex: pedestal, voluta, vaso ornamentado com folhas de acanto, alças, plinto, balaustre, granito apicoado, granito rusticado, etc. Aplicar as nomenclaturas nos desenhos do projeto (peças gráficas/pranchas, Tabelas, Legendas) e nos documentos (Memorial Descritivo, Mapeamento de Danos, Partido da Intervenção Proposta)

4.3 Pesquisa e conhecimento dos materiais e das técnicas construtivas: identificar com precisão, mediante observação visual, pesquisa bibliográfica e iconográfica e testes laboratoriais ou, se necessário, prospecção minimamente invasiva, as partes constituintes de muros, guarda-corpos, muretas, elementos escultóricos, pedestais: alvenarias maciças, alvenarias revestidas, revestimentos, pinos ou barras de ferro. Esclarecer se os muros leste e oeste são de alvenaria de pedras (granito?), ou alvenaria de tijolos revestida com granito (?) rusticado ou pedra fingida. Esclarecer se balaustres dos terraços são de argamassa armada ou concreto armado, pois nas fotografias apresentadas não aparecem agregados graúdos típicos do concreto. Identificar espessura do recobrimento/revesti-mento e demais características do fulget. Caracterizar, em laboratório, composição químicomineralógica dos agregados e aglomeran-te, granulometria e proporcionamento de traço dos revestimentos de balaustres, elementos escultóricos e outros.

No Projeto Executivo deverá estar previsto que, antes do início das obras, deverá ser apresentado, ao DPH/Conpresp, relatório de mapeamento dos diferentes tipos de ACABAMENTO dos elementos arquitetônicos e escultóricos. Por exemplo: onde se menciona GRANITO, levantar os diferentes tipos de acabamento: rusticado, polido, apicoado, ou flameado, etc., e identificar a cor da pedra. Por exemplo: FULGET, que é um dos tipos de pedra fingida: diferenciar os tipos de acabamento encontrados nos elementos do jardim: escovado, liso, etc. Tal detalhamento visual do levantamento, juntamente com os testes de laboratório para conhecer composição, granulometria e outras características da pedra fingida, é essencial para determinar o aspecto que se buscará na restauração.

4.4 Levantamento métrico-arquitetônico: cotas métricas estão indicadas em quantidade insuficiente. No Projeto Executivo todos os desenhos deverão contar com cotas métricas completas, já que se trata de levantamento métricoarquitetônico. Todos os desenhos deverão ser entregues também em extensão aberta (DWG) para permitir mensuração de todas as dimensões dos elementos construídos.

4.5 Levantamento métrico-arquitetônico: deverá representar a realidade existente: representar, nas elevações dos muros dos terraços leste e oeste (esc. 1:50) a vegetação que recobre os muros leste e oeste dos terraços. Apresentar cotas verticais e horizontais nas elevações. Apresentar desenhos de detalhe (1:20 ou mais detalhado) das envasaduras e caixilharia dos muros leste e oeste.

4.6 Levantamento métrico-arquitetônico dos elementos es-cultóricos: Os desenhos de delfins, vasos, mascarões, balaustres, deverão apresentar nível de detalhamento maior (1:50 é insuficiente, ver Fig. 15), que permita a apreensão integral das formas e dos detalhes em relevo dos objetos, adotando a escala de, pelo menos, 1:10.

4.7 Levantamento métrico-arquitetônico: incluir os dois mas-carões que ornamentam o tanque inferior trilobado.

4.8 Mapeamento de danos: Nas plantas baixas a extensão das patologias presentes nos pisos está indicada por códigos. Nas LEGENDAS a extensão dos danos está explicitada algebricamente, fornecendo a quantificação necessária para estimar custos e planejar a obra. A representação por meio de códigos, na planta baixa, não permite a visualização da extensão dos danos. No Projeto Executivo os danos deverão ter a sua extensão representada graficamente, na planta baixa, assim como está feito para representar as patologias das guias do piso, e assim como estão representadas nos desenhos das Folhas 013 e 015, e assim como manchas de DANOS estão representadas nas plantas de PAISAGISMO (esc. 1:250). No Projeto Executivo, recomenda-se detalhar o descritivo das patologias e realizar desenho gráfico dos elementos escultóri-cos da fonte, em escala mais detalhada do que 1:50, que permita a compreensão da volumetria das peças. O muro frontal (parede da Ampliação do edifício-monumento) contíguo à vasca não foi incluído no mapeamento devido às obras que ocorrem no Museu do Ipiranga; no Projeto Executivo seria importante contemplá-la. Nas fotografias, recomenda-se identificar os materiais que estão sendo abordados, por exemplo: o tipo de granito, a coloração e o acabamento/fatura. Na terceira e quarta fotografias da fonte (Mapeamento de Danos, documento 032972923, página 25) não se percebe a patologia descrita. Recomenda-se a substituição das imagens. No mapeamento de danos dos elementos escultóricos (Mapeamento de Danos, documento 032972923), indicar graficamente e em formato de manchas (áreas/superfícies), em cada uma das fotografias, as patologias identificadas. No mapeamento de danos dos postes de iluminação, recomenda-se indicar nas fotografias se há pontos de corrosão e oxidação, ou outras patologias identificadas neles, além das citadas. Na pág. 64 e 65 (Mapeamento de Danos, documento 032972923) considerando-se que se escolheu apenas um exemplo de cada tipologia, recomenda-se a inserção de um número maior de fotografias para identificar as patologias descritas. No mapeamento de danos das escadarias em granito não se vê, em algumas fotografias, a patologia descrita. Recomenda-se a substituição de algumas das imagens, para permitira visualização do dano (Mapeamento de Danos, documento 032972923). Recomenda-se a inserção da escultura “Tarde”, localizada na arquibancada no talude leste do jardim e da herma

de José Bonifácio de Andrada e Silva, localizada no Jardim Francês, no Mapeamento de Danos, documento 032972923.

4.9 Tipos de patologias: Nas TABELAS de quantificação de Patologias, entendemos que intervenção posterior deve ser substituído por intervenção espúria ou inadequada, pois o fato de ser posterior não qualifica negativamente a intervenção realizada.

4.10 Tipos de patologias, identificados nos componentes arquitetônicos: Nas FLS. 013 e 015, a Tabela: “QUANTIFICAÇÃO de patologias e limpeza” é de difícil compreensão. Recomenda-se que, no Projeto Executivo, a) todas as linhas, desenhos e textos da Tabela sejam apresentados em cor preta; b) que os elementos específicos que se deseja destacar sejam apresentados com cor de destaque, sem desfigurar o desenho de representação dos componentes; c) os elementos sejam apresentados com suas nomenclaturas específicas.

4.11 Partido de intervenção: o documento “Partido da Intervenção Proposta” (032972913) explicita, reite-radamente: que os vários elementos construídos e decorativos do jardim serão restaurados e conservados conforme desenho e materiais originais; que as partes faltantes serão reintegradas; que os elementos escultóricos decorativos serão recuperados em sua composição plástica e em seu funcionamento.

O partido explicitado sugere estar de acordo com a Carta de Florença, especialmente com seu Artigo 10°, que expressa a importância de considerar simultaneamente todos os elementos do jardim histórico:

Art. 10° Qualquer operação de manutenção, de conservação, restauração ou reconstituição de um jardim histórico ou de uma de suas partes deve considerar simultaneamente todos os seus elementos. Separar-lhes os tratamentos alteraria os laços que os unem. (Carta de Florença, 1981)

E, também, sugere estar de acordo com o conceito e recomendações para intervenções em jardins históricos, contidos na Carta de Juiz de Fora, no que se refere à proposta de recuperação plástica de cada elemento, tendo por base a intenção original do conjunto - que forma, reunindo todos os seus elementos, uma unidade básica:

“Considerando-se os jardins históricos como sistemas harmoniosos, a integridade depende do grau de equilíbrio que os elementos que o compõem mantêm entre si. O conjunto de elementos que configuram um sítio histórico forma uma unidade básica. A partir dessa compreensão, pode-se descrever cada elemento, cada parte, tendo por base a intenção original. A integridade se refere ao quanto o bem é completo e ao quanto preserva do equilíbrio entre os diversos elementos componentes. Suas qualidades intrínsecas estão relacionadas à qualidade dos materiais, a sua construção, desenho e localização.” (Carta de Juiz de Fora, 2010)

Portanto, entendemos que o partido adotado no Anteprojeto de RESTAURO prevê que todas as partes faltantes de todos os elementos componentes do jardim serão recuperadas em sua composição plástica e em seu funcionamento. A questão de partido é da maior importância, porque norteia as especificações de serviços contidas no Memorial Descritivo.

O partido de intervenção na unidade (o jardim histórico) deve estar refletido no tratamento proposto para cada elemento de que o jardim é composto, sem diferenciação, com base no conhecimento histórico, no entendimento do caráter do jardim, na compreensão do papel que cada elemento desempenha na composição da unidade “jardim”. O partido deve refletir-se nas soluções concretas - intervenções - cujas especificações devem ser fundamentadas no conhecimento profundo das técnicas construtivas, das características e do comportamento dos materiais.

4.12 Memorial descritivo dos serviços de RESTAURO: o documento “Memorial Descritivo de Restauro” (032972910), na versão Anteprojeto, especifica a execução dos serviços de restauração, para cada tipo de elemento do jardim, conforme exposto no item 4.3.6 do parecer técnico do DPH (040194694).

4.12.1 Recomenda-se que o texto do Memorial descritivo seja apresentado, na etapa de Projeto Executivo, com as alterações e complementações sugeridas nos seguintes itens do parecer técnico do DPH (040194694): 4.3.7.1,4.3.7.2 e 4.3.7.10 (referentes ao emprego de nomenclaturas específicas para os elementos construtivos e decorativos); 4.3.7.3 referente ao necessário aprofundamento do conhecimento e indicação, no projeto, de técnicas construtivas e de execução, e dos materiais que compõem os objetos de intervenção); 4.3.7.9 que sugere o emprego da expressão intervenção espúria ou intervenção inadequada, em substituição a intervenção posterior, quando de tratar de intervenção que prejudica a integridade artística, material ou visual do objeto, pois uma intervenção posterior não é, necessariamente, uma intervenção negativa.

4.12.2 É desejável que seja apresentada justificativa para a proposta de limpeza de todos os elementos construtivos e decorativos do jardim por hidrojateamento, especialmente os elementos decorativos da fonte central (delfins, vasos, mascarões) nos quais o hidrojateamento, por si só, pode não ser capaz de remover todas as manchas de colonização biológica, devido ao grau de incrustação presente, mostrado nas fotografias.

4.12.3 Recomenda-se que a limpeza dos elementos escultóri-cos (vasos, delfins, mascarões) seja feita por meio de compressas com detergente neutro, a fim de evitar danos ao substrato, que se encontra lixiviado. Em casos em que a colônia biológica estiver muito impregnada, indicar a utilização de biocida, associado, excepcionalmente, a microjateamento pontual, caso a caso.

4.12.4 No Projeto Executivo, deverá haver compatibilização das especificações do projeto de HIDRÁULICA com o projeto de RESTAURO, referente à intervenção nos bicos do sistema hidráulico dos elementos escultóricos que serão substituídos.

4.12.5 Recomenda-se, para o Projeto Executivo, a especificação da impermeabilização da fonte. Além de, pontualmente, avaliar a necessidade de aplicar herbicida nas áreas com vegetação.

4.12.6 Recomenda-se, nas áreas em que o mosaico português cria uma composição de desenhos, que a recomposição dos pisos nos casos de abaulamento, seja feita com extremo cuidado, de modo a não modificar o desenho e o seu posicionamento original.

4.12.7 Nas tijoleiras, recomenda-se refazer o rejuntamento danificado ou em pontos onde haverá a substituição de tijolos, com argamassa de composição semelhante. Pontualmente, avaliar a necessidade de aplicar herbicida nas áreas com vegetação.

4.12.8 Nos muros, especificar os procedimentos e materiais a serem utilizados para o tratamento das trincas. Recomenda-se a remoção manual da vegetação, previamente à higienização. Avaliar a necessidade da aplicação de herbicida pontualmente. Recomenda-se a remoção das pichações com o uso de decapantes menos agressivos ao substrato, em substituição ao produto Striptizi Gel. Referente à reposição dos balaústres danificados, deverão ser confeccionados e instalados idênticos aos encontrados, seguindo a mesma coloração, granulometria e textura. Pontualmente, avaliar a necessidade de aplicar herbicida nas áreas com vegetação.

4.12.9 O Anteprojeto propõe a reintegração de partes faltantes (lacunas) de extensão inferior a 5cm2 com resina ou argamassas (cimento/areia, cimento branco). O emprego de resinas não é recomendável. A composição das argamassas a empregar na reintegração não deverá ser pré-definida. As argamassas de reintegração deverão ter a sua composição definida a partir da caracterização de amostras, previamente, em laboratório; elas deverão ser, preferencialmente, à base de cal (o cimento entrará na composição se a caracterização prévia, em laboratório, confirmar a sua presença nas amostras), com agregados com granulometria e composição mineralógica semelhante ao existente, e com pigmentos minerais que se integrem mecânica e esteticamente ao material existente. Os relatórios de caracterização poderão ser apresentados na etapa de Projeto Executivo ou, mediante justificativa, no início das obras e antecedendo o início da intervenção nos objetos. As amostras devem abranger todo tipo de revestimento presente no jardim,

principalmente os vários tipos de pedra fingida, entre eles o fulget, mostrados nas fotografias do Anteprojeto de RESTAURO.

4.12.10 Para o tratamento de trincas e fissuras também é recomendável que se providenciem, preliminarmente à definição dos materiais e técnicas de tratamento, testes de caracterização de amostras, em laboratório. As especificações de argamassas ou grouts não deverá ser prédeterminada, sem os testes. A partir dos testes de caracterização poderá ser confirmado, ou não, o uso do cimento branco especificado no Memorial Descritivo para o tratamento das 30 esculturas decorativas da fonte.

4.12.11 É importante que seja explicitado, mais claramente, no Memorial Descritivo do Projeto Executivo, se a extensão da recomposição plástica dos delfins, vasos e mascarões será integral, como a que está proposta para os demais elementos do jardim (balaus-tres, escadas, topos de guarda-corpo, piso de mosaico português, arremates de tijoleiras, postes de iluminação, gradis).

4.12.12 Para os elementos escultóricos, especificar que a argamassa deverá ser igual ao existente, obtida após a análise da sua composição e mediante testes de resistência realizados em laboratório. Ademais, os testes deverão ser apresentadas aos órgãos de preservação para aprovação prévia. Recomenda-se, como proteção final dos elementos escultóricos restaurados, a aplicação de hidrofugante.

4.12.13 O DPH considera que os 30 elementos escultóricos da fonte são, conforme consta no Memorial Descritivo de PAISAGISMO, objetos decorativos da fonte. Foram manufaturados em série - são 14 unidades idênticas de delfins, 14 idênticas de vasos, 2 mascarões - e, portanto, são reprodutíveis e substituíveis, se necessário. Individualmente, não têm valor artístico excepcional, embora não sejam desprovidos de interesse artístico. Entendemos que o seu valor é decorativo e reside no conjunto. Ao longo do tempo, devido às intempéries às quais estão sujeitas as obras a céu aberto, a volumetria de cada um dos elementos escultóricos foi afetada pela perda de substância/matéria, prejudicando a qualidade plástica e a definição dos ângulos vivos, cavidades e saliências. No ano de 2004 as peças foram restauradas, mediante (segundo relatório de execução das obras entregues ao DPH pelo então autor do projeto de restauração): recomposição das partes faltantes e quebradas, obturações, e aplicação de revestimento com o mesmo traço de argamassa da peça original, que foi obtida em testes laboratoriais. Portanto, estamos tratando, neste momento, de peças cuja substância é formada parcialmente por matéria original e parcialmente por matéria adicionada em 2004. É razoável pensar, ainda, que outras restaurações ou intervenções tenham ocorrido entre 1923 e 2001, especialmente na década de 1970 precedendo as comemorações dos 150 anos da Independência, que promoveram alterações significativas na feição do Jardim Francês. O DPH acredita que é desejável, e coerente com o partido geral adotado para todos os outros elementos do jardim, a reintegração integral das partes faltantes de todas as 30 peças do conjunto escultórico. O objetivo é permitir a percepção das formas íntegras das peças. No entanto, para que se confirme e se valide tal partido de intervenção, será necessário aprofundar a base de conhecimento sobre o objeto, dissipar dúvidas, recolher informações objetivas e construir um diagnóstico claro da condição das peças. Portanto: a) Recomenda-se aprofundar a pesquisa histórica e iconográfica das esculturas ornamentais da fonte, nos Arquivos públicos e privados, a fim de encontrar registros sobre a aquisição, confecção, origem, composição, materiais, contratação de serviços de manutenção, restauração das peças, e imagens das peças em boas condições formais. O relatório de 2004 mencionado está arquivado no DPH; b) Reco-mendase apresentar relatório de cronologia das intervenções nas 30 peças desde 1923 até a atualidade, incluindo nele descrição da intervenção do ano 2004, mostrando quais partes de cada peça foram reintegradas, com que material, e, inclusive, se alguma peça/ escultura foi integralmente reposta. Diagnosticar individualmente cada uma das 30 peças, e não por tipologia de peça. Considerar o pedestal sobre o qual cada peça se apóia, pois a intervenção neles é tão importante quanto a intervenção nas peças escultóricas que suportam; c) Recomenda-se aprofundar a pesquisa sobre a matéria original ainda existente, no sentido de identificar em laboratório, a partir de amostras retiradas das peças, a técnica que foi empregada para a confecção das peças, suas partes e materiais: pedestal, pinos e argamassas de fixação, estrutura da peça, argamassas de revestimento, composição químico-mineralógica dos agregados e dos aglomerantes, granulometria e proporcionamento de traço. d) apresentar cópia do laudo (essa documentação não consta no DPH) correspondente à investigação de materiais feita para a obra de 2004 ou indicar o laboratório onde a investigação foi realizada. Também, confirmar, a partir de pesquisa iconográfica, documental e laboratorial, se o recobrimento é em fulget ou outro tipo de pedra fingida; e) o Projeto Executivo deverá prever que, preliminarmente ao início das obras de restauro das esculturas, deverá ser providenciada a digitalização tridimensional (3D Laser Scanning) de um exemplar de cada tipo de peça (a mais íntegra existente de cada tipo: delfim, vaso, mascarão), no estado em que se encontram atualmente. Na seqüência, deverá ser impresso (3D printing) um protótipo de cada tipo (tipo vaso, tipo delfim, tipo mascarão), que será estucado/esculpido para se tentar a recomposição plástica mencionada no Memorial Descritivo (032972910), com base em pesquisa iconográfica. Os 3 protótipos obtidos terão a finalidade de orientar a decisão de reintegração das partes faltantes das peças existentes, decisão essa que envolve materiais e técnicas de reintegração, extensão da reintegração, aspecto plástico resultante da reintegração. Não está descartada a hipótese de se produzirem réplicas, se for comprovada a sua necessidade. Além disso, a nuvem de pontos da digitalização será preservada como registro tridimensional das peças, para ações futuras. A nuvem de pontos e os registros da digitalização deverão ser disponibilizados para as instituições envolvidas no projeto e na obra (entre elas USP, MUSEU PAULISTA, IPHAN, UPPH/CONDEPHAAT, DPH/Conpresp, SVMA). Quanto aos recursos técnicos para executar a recomposição plástica mencionada no Memorial Descritivo (032972910), caberá ao Projeto Executivo de RESTAURO especificar os materiais, técnicas e procedimentos adequados à intervenção, com base no conhecimento técnico e histórico das peças. A aplicação de velatura pode ser considerada, desde que preserve a textura típica do fulget. Depois de restauradas, as peças deverão receber camada protetiva hidrofugante, de baixa resistência ao vapor d’água, que não altere a aparência das peças; e) considerando que o Anteprojeto de PAISAGISMO prevê o plantio de Buxus sempervirens? Nos 14 vasos, especificar o tratamento proposto para as paredes internas dos vasos e o sistema de drenagem proposto para os 14 vasos. O detalhamento poderá ser representado por cortes e elevações de apenas um vaso, em escala de detalhes que mostrem as camadas internas de impermeabilização e proteção mecânica, se for o caso. A especificação do tratamento interno dos vasos deverá estar compatibilizada com o Projeto Executivo de PAISAGISMO.

4.12.14 Recomenda-se considerar a necessidade da execução de camada de velatura sobre os elementos de pedra e fulget que passarão por reintegração de lacunas ou enxertos.

4.12.15 Recomenda-se a aplicação de camada protetiva hidrofugante, de baixa resistência ao vapor d’água, sobre superfícies de pedra, pedra fingida ou fulget, que poderá contribuir para proteger as superfícies após a restauração e promover a longevidade das peças, contra agressões do tempo e pichações. Especificar o produto protetivo, descrevendo as suas características (silanos siloxanos ou similares, ou outros). Estes não deverão alterar a cor e o brilho ou opacidade ou a textura dos materiais que receberão a aplicação.

4.12.16 A aplicação de argamassas de reintegração de lacunas, de materiais de tratamento de trincas e fissuras, de camadas de velatura, de produtos protetivos hidrofugantes e outros, deverá ocorrer na obra somente após a aprovação de testes, no local, pelo DPH.

4.12.17 Recomenda-se justificar, ou reavaliar, a especificação de remoção de todas as camadas de pinturas dos postes de ilu-

minação do jardim. Se serão pintados novamente, o partido não poderia ser a repintura? Entendemos que a remoção completa só se justifica para o caso de se desejar manter o ferro fundido sem pintura, ou para o caso de as várias camadas existentes estarem perturbando a percepção dos detalhes em relevo dos postes. Se for especificada pintura, é desejável que ela empregue esmalte sintético fosco ou acetinado. Em qualquer caso, a prospecção das camadas é desejável como procedimento de produção de conhecimento.

4.12.18 Estão sendo previstas prospecções das pinturas aplicadas aos gradis (padrão DEPAVE) de fechamento do jardim. Recomenda-se esclarecer em que etapa serão realizadas as pros-pecções, e em que extensão, e o seu objetivo. O DPH entende que os gradis padrão DEPAVE podem receber pintura com tinta esmalte sintético em cor não necessariamente revelada pelo resultado das prospecções. A tinta deverá ter acabamento fosco ou acetinado, sem brilho. A prospecção das camadas é desejável como procedimento de produção de conhecimento.

4.12.19 Para as escadarias, recomenda-se a remoção manual da vegetação, previamente à higienização. Recomenda-se a remoção das pichações com o uso de decapantes menos agressivos à superfície, em substituição ao produto Striptizi Gel.

4.12.20 Incluir no Projeto Executivo de RESTAURO, ou no de ARQUITETURA, ou no de FONTES, as especificações de serviços de revisão do Sistema elétrico: da fonte principal e do jardim em geral.

4.12.21 Recomenda-se incluir, no Memorial Descritivo, os serviços de restauro da escultura “Tarde”, localizada na arquibancada do talude leste do jardim, e da herma de José Bonifácio de Andrada e Silva, localizada no Jardim Francês. Além das especificações de serviços de conservação, recomenda-se propor iluminação específica e a instalação de placas informativas para essas obras de arte.

PAISAGISMO

5 Diretrizes e recomendações para o Projeto Executivo:

5.1 Comedoria: Detalhar o sistema de plantio (com Buxus sempervirens?) e de drenagem proposto para os 14 vasos. O detalhamento poderá ser representado por cortes e elevações de apenas um vaso, em escala mínima de 1:10 ou outra necessária a mostrar as camadas internas (manta bidim, insumos, vegetação) e o sistema de drenagem. A especificação do tratamento interno dos vasos (impermeabilização?) deverá estar compatibilizada com o Projeto Executivo de RESTAURO.

FONTES

6 Diretrizes e recomendações para o Projeto Executivo:

6.1 Na Fl.03 (032973040), esclarecer que os desenhos representam os novos reservatórios que estão sendo construídos na obra de Restauro, Ampliação e Modernização do prédio do Museu. Distinguir, em todos os desenhos do projeto das FONTES, o que é existente e o que está sendo introduzido nas obras de 2019- 2022, compatibilizando-se com ARQUITETURA na representação da situação existente e da situação proposta.

6.2 Nas Fls.02 (032973041) e 04 (032973043) cujo número está equivocadamente assinalado como 02, as Legendas deverão ser revistas para se tornar compreensíveis.

Prazo: 30 dias

COMUNIQUE-SE - DEPARTAMENTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO

PA SEI n° 6056.2020/0003455-0

Interessado: UVA CAJU SUCO E LANCHES LTDA - ME CNPJ: 08.266.746/0001-53

Local: Av SãoJoão, 693

COMUNIQUE-SE:

1. Apresentar projeto contendo as medidas do anúncio, tipo, materiais e forma de fixação na fachada;

2. Apresentar fotomontagem do anúncio na fachada, demonstrando a posição do anúncio e a altura em que será fixado, em relação à calçada;

3. Atender as regras estabelecidas no Artigo 5° da Resolução n° 01/CONPRESP/2007, em especial:

3.1. Área máxima do anúncio = 1,50 m2;

3.2. Altura em relação à calçada: Mínima = 2,20 metros e Máxima = 5,00 metros;

3.3. Espessura máxima do anúncio = 15 centímetros.

Prazo: 30 dias

COMUNIQUE-SE - DEPARTAMENTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO

PA SEI n° 6025.2021/0001367-0

Interessado: Tania Regina Bertolla Rocha

Local: Av. Morumbi, 4500

COMUNIQUE-SE:

1. Apresentar a documentação mínima relacionada no Artigo 3° da Resolução 54/CONPRESP/2018, em especial itens I.c., I.d., I.e. e II.2. Conservação;

2. Apresentar mapeamento, laudo, ensaio à percussão das fachadas, inspeção e relatório técnico e fotográfico, conforme descrito nos ítens 1 e 2 do Memorial Descritivo;

3. Considerando o contraste visual que ocorre entre as pastilhas novas e as originais em função do desgaste do material ao longo do tempo, e em decorrência da fabricação das mesmas, solicitamos apresentar relatório com imagens de cada modelo de pastilhas existentes, e das pastilhas que serão utilizadas para com-plementação dos respectivos revestimentos, indicando o material de composição, as dimensões, e a situação da atual fabricação das mesmas. No caso de modelo com composição mesclada, indicar também a porcentagem de cada cor.

Prazo: 30 dias

COMUNIQUE-SE - DEPARTAMENTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO

PA SEI n° 6025.2020/0027608-3

Interessado: BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A

Local: Rua Ribeiro de Lima, 583

COMUNIQUE-SE:

1. Apresentar procuração outorgada pelos proprietários do imóvel conferindo poderes ao requerente Banco Santander;

2. Apresentar RRT ou ART do responsável técnico pelo projeto;

3. Rever o memorial descritivo, que deve ser compatível com o pedido de regularização.

Prazo: 30 dias

COMUNIQUE-SE - DEPARTAMENTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO

6025.2019/0019966-4 - (Reforma em Bem Tombado e Área Envoltória)

Interessado: FUNDAÇÃO ARON BIRMANN

Local: Av. Dona Helena Pereira de Moraes, 200

COMUNIQUE-SE:

1- Apresentar nova proposta de intervenção preservando o desnível do piso existente na área do pergolado;

2- Manter no mínimo 50% da área dos canteiros entre os dois níveis de piso do pergolado.

Prazo: 30 dias

COMUNIQUE-SE - DEPARTAMENTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO

PA SEI n° 6025.2021/0002653-4

Interessado: JOCKEY CLUB DE SÃO PAULO

Local: Avenida LINEU DE PAULA MACHADO 1263 C/ MARGINAL PINHEIROS S/N, AVENIDA C/ BENTO FRIAS S/N, RUA C/ HENRIQUE DA CUNHA S/N

COMUNIQUE-SE:

1. Apresentar relatório fotográfico dos locais de implantação, contemplando a montagem e a desmontagem do evento;

2. Apresentar procuração outorgada pelo Jockey Club de São Paulo conferindo poderes à requerente H-Volts Serviços de Comunicação & Entretenimento LTDA;

3. Apresentar ART ou RRT do responsável técnico;

4. Apresentar a documentação mínima relacionada no item II.7. - Eventos / Instalações Temporárias, do Artigo 3°, da Resolução n° 54/CONPRESP/2018.

Prazo: 30 dias

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quarta-feira, 3 de março de 2021 às 01:22:29