Diário Oficial do Município de São Paulo 01/11/2017 | DOMSP-SP
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Premissas do Estudo:
• Ingresso após a EC 41/2003;
• Aposentadoria: média aritmética dos 120 maiores salários recebidos;
• Professora: Remuneração Ingresso (piso); Remuneração Aposentadoria (padrão + 5 quinquênios + sexta-parte);
• Guarda Civil (considerou-se um GCM que evolui até o nível III da carreira): Remuneração Ingresso (piso); Remuneração Aposentadoria (padrão + 6 quinquênios + sexta-parte + Gratificação pelo Regime Especial de Trabalho Policial - RETP);
• AGPP: Remuneração Ingresso (piso); Remuneração Aposentadoria (padrão + 7 quinquênios + sexta-parte + gratificação de atividade);
• Médico: Remuneração Ingresso (subsídio da referência ANSM1, do Quadro da Saúde); Remuneração Aposentadoria (subsídio da referência ANSM17, do Quadro da Saúde).
Ainda assim, pensamos que a previdência deve ser suportada de maneira a garantir o futuro dos servidores e permitir que a prefeitura faça seu papel de desenvolvimento e implementação de políticas públicas. Portanto, a contribuição dos servidores requer ajustes para dar sustentabilidade aos seus ganhos no futuro. Tornar a previdência sustentável é garantir tranquilidade na aposentadoria.
6) Nos estudos da Vesting a nós apresentados, fomos informados de que levaram em conta uma projeção de um incremento de cinco mil novos concursados a cada ano, o que não tem sido a prática dos últimos anos, até pelo que apontamos no item 4, sendo que o próprio Governo, questionado, respondeu não haver qualquer intenção de promover concursos e nomeações desse contingente de pessoal.
Projeções realizadas em 2014 levaram em conta, dentro do planejamento de pessoal, concursos autorizados e a criação de carreiras que resultavam no incremento de pessoal. Nos estudos atuariais, por imposição da Portaria MPS n.° 403/08, é utilizada hipótese de reposição
Outro ponto que agrava o problema da sustentabilidade previdenciária é o número de novas aposentadorias. Conforme demonstra o gráfico abaixo, de 2009 a 2016, o número de aposentadorias concedidas aumentou mais de 134%.
Para tornar a situação ainda mais preocupante, o perfil demográfico do nosso quadro de ativos, abaixo, demonstra que o número de aposentadorias irá crescer expressivamente nos próximos anos. Mais de 41% do nosso quadro está acima de 51 anos, sendo que mais de 13 mil servidores já estão recebendo abono de permanência.
+ de 41% acima de 51 anos
+ de 70% acima de 41 anos
de 1 por 1, como parâmetro mínimo para a realização de estudos atuariais. Esses foram os insumos utilizados nos estudos de cada ano pela Vesting.
A despeito dos insumos utilizados, vale ressaltar que, apenas em 2017, até 30 de outubro, ingressaram na Prefeitura 4.786 novos servidores. De 2009 a 2016 foram mais de 51.5005 servidores, uma média de 5.728 servidores novos por ano. Portanto, as premissas do estudo estão corretas.
Média de 5.728 ingressos/ano
*Dados até 30/10/2017.
**Mais 5 mil previstos até dezembro.
Fonte: CuboFolha.
Tempo de Contribuição
Homem: 35/30 anos (Edu) Mulher: 30/25 anos (Edu)
É preciso destacar, ainda, que, segundo os estudos atuariais realizados, para que o modelo previdenciário atual fosse sustentável, seriam necessários 4 servidores ativos para cada 1 servidor inativo. Esse cenário, portanto, mostra que a solução da previdência não passa meramente pelo ingresso massivo de novos servidores. Atualmente, são aproximadamente 97 mil servidores inativos e pensionistas, o que demandaria quase 400 mil servidores ativos. Não haveria recursos para sustentar os gastos de pessoal nesses patamares.
10,9% (13.409) servidores com abono de permanência
5 Fonte: Coordenadoria de Gestão de Pessoas - CQGEP/SMG.
Ao mesmo tempo, o Governo entende como necessária a renovação do quadro de ativos, mas dentro de um novo cenário de sustentabilidade previdenciária, que não coloque em risco o pagamento da folha e, principalmente, dos nossos aposentados.
7) Quando se apresentam os cálculos de despesas de pessoal, os repasses ao IPREM para complementação do pagamento de aposentadorias e pensões são incluídos e, portanto, fazem parte dos alegados 38% de gasto com pessoal, índice muito abaixo do permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Aliás, entre as principais capitais do Brasil, com a arrecadação muito menor que a de São Paulo, gastam em torno de 48% e estão em situação de adimplência com seus servidores.
Antes de tudo, é preciso destacar que São Paulo está em situação de adimplência com seus servidores e pretende continuar assim. Além disso, o fato de estar com a razão entre as Despesas de Pessoal (DP) e a Receita Corrente Líquida (RCL) em 38,77% (Relatório de
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quarta-feira, 1 de novembro de 2017 às 02:59:53.
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