Superior Tribunal de Justiça 14/02/2022 | STJ

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interior da residência. Asseverou que telefonou para Felipe para que ele o buscasse, pois
havia sofrido um acidente. Asseverou que, logo depois, os policiais invadiram a residência.
Esclareceu que praticou o assalto com Batoré, Francisco e N egão e que todos estavam
armados (gravação digital).

Jefferson, por sua vez, negou participação no ilícito.

Asseverou que na data dos fatos marcou de encontrar um amigo para olhar um terreno.
Disse que caminhava pela via pública em direção à residência de seu colega, quando foi
abordado pelos policiais. Contou que os militares disseram que ele seria levado para
averiguação e o colocaram na viatura, onde permaneceu por um bom tempo. Esclareceu
que, em determinado momento, foi levado ao quintal da residência onde permaneceu
deitado, de cabeça virado para o chão (gravação digital).

Fernando, de sua parte, negou participação na prática delitiva. Disse que, na data dos fatos,
estava no ponto de ônibus, quando os policiais chegaram e o abordaram. Contou que, após
revelar que tinha antecedentes criminais, foi levado à viatura e, em seguida, conduzido ao
interior de uma casa. Informou que não conhecia os corréus (gravação digital).

Na fase judicial, Felipe negou a prática delitiva. Contou que na data dos fatos foi à tapeçaria
do corréu Marcos para trocar o estofado do carro de sua namorada. No local, recebeu um
telefonema de José pedindo ajuda, pois teria sofrido um acidente. Informou que chamou
Marcos para acompanhá-lo e, chegando ao local, foram recebidos por Thiago que pediu que
estacionassem o carro na garagem. No interior do imóvel, encontrou José, que disse ter sido
baleado. Contou que, logo depois, os policiais chegaram e ordenaram que todos se
deitassem ao chão (gravação digital).

A corré Ana Lúcia negou participação no ilícito. Contou que, na data do evento, retornou à
sua residência por volta de 15 horas e se deparou com seu irmão Thiago, o qual pediu que
ela ficasse calma e permanecesse na cozinha.

Afirmou que, em determinado momento, Thiago atendeu a campainha e um carro adentrou
o imóvel. Logo depois, os militares invadiram o imóvel. Disse que não viu as armas e o
dinheiro (gravação digital).

Roberto Dias contou que chegou à sua residência e se deparou com policiais em sua porta.
Contou que foi levado ao DEIC para averiguação.

Acrescentou que não conhecia os corréus, apenas seu cunhado Thiago, o qual traiu sua
confiança ao levar roubadores para o interior de sua casa (gravação digital).

A vítima Alexandre Paulo Rainha disse que foi ao supermercado a fim de realizar um saque
no caixa eletrônico. Informou que os funcionários da empresa-vítima estavam abastecendo a
máquina e sabendo que o procedimento iria demorar, optou por retornar ao carro. Contou
que, nesse momento, percebeu dois criminosos se aproximando, anunciando o assalto e,
logo em seguida, o início da troca de tiros. Informou que se deitou ao chão e um dos
assaltantes o ergueu, fazendo seu corpo de escudo. Ressaltou que havia uma refém com o
outro roubador e que ficaram em meio ao fogo cruzado. Narrou que os assaltantes pegaram
os malotes e, em seguida, o soltaram ao chão. Contou que os policiais militares chegaram ao
local e novamente foi feito de escudo humano por um dos criminosos.