Superior Tribunal de Justiça 14/02/2022 | STJ

Padrão

Disse que foi levado ao carro do bando, momento em que percebeu que havia cinco
roubadores. Contou que, durante a fuga, os meliantes avistaram policiais militares na via e
houve novo tiroteio. Em seguida, os criminosos derrubaram a moto da ROCAM e seguiram
sentido Cipó. Informou que, em determinado momento, os criminosos diminuíram a
velocidade e liberaram ele e a outra refém, que estava baleada na perna (fls. 9/10 e
gravação digital).

A vítima Camila Cortês de Melo Ferreira esclareceu que, na data dos fatos, trabalhava no
caixa do supermercado quando ouviu os disparos e se abaixou. Em seguida, um dos
criminosos foi em sua direção e, fazendo-a de escudo, dirigiu-se ao caixa eletrônico e chutou
as gavetas e o malote para o lado externo do supermercado para que seus comparsas as
recolhessem. Posteriormente, adentrou o carro com os criminosos, que saíram em fuga.
Disse que os roubadores avistaram dois policiais e atiraram contra eles de dentro do carro,
momento em que foi alvejada na perna. Depois, ao notar que não eram seguidos, os
meliantes diminuíram a velocidade e a lançaram para fora com o carro em movimento.
Contou que o outro refém conseguiu parar um veículo e foi socorrida ao pronto-socorro.
Reconheceu Marcos Paulo como a pessoa que viu no interior do automóvel sem capuz e
Felipe como a pessoa que a fez refém (fls. 850, 859/861 e gravação digital).

Os policiais militares Ademir Justi e Jefferson Palma relataram que foram informados, via
COPOM, sobre a ocorrência de roubo a Carro Forte, em que os criminosos armados com
fuzis teriam atirado na direção de policiais militares, vigilantes e transeuntes. Após
aproximadamente uma hora do evento criminoso, receberam a informação de que os
roubadores teriam adentrado uma residência. Diligenciaram no endereço indicado e
cercaram o imóvel. Informaram que bateram no portão, momento em que Ana Lúcia se
aproximou e, em seguida, retornou ao interior da residência. Narraram que, diante de tal
atitude, resolveram erguer o portão, ocasião em que ouviram pessoas correndo. Disseram
que uma pessoa portando um fuzil gritou para que não atirassem porquanto se renderiam.
Afirmaram que Felipe tentou se evadir pelo telhado, mas ao perceber que estava cercado,
optou por se render. Acrescentaram que Ana Lúcia durante abordagem também tentou sair
sorrateiramente do imóvel. Indagada, a acusada, informalmente, disse que era proprietária
da casa e que Thiago era seu irmão. Disseram que o dinheiro subtraído já estava dividido.
Ressaltaram que os acusados usavam coletes balísticos e que os fuzis apreendidos estavam
com carregadores e repletos de munições. Informaram que um dos veículos utilizados no
crime estava na garagem da residência e, em seu interior, apreenderam munições,
carregadores e coletes balísticos (fls. 5/6, 7/8 e gravação digital).

A vítima André Oliveira Gasparini, policial militar, relatou que estava em patrulhamento,
quando foi informado por populares sobre troca de tiros no Supermercado Dia. Contou que,
próximo ao estabelecimento, avistou um homem encapuzado segurando um fuzil e fazendo
uma mulher refém. Esclareceu que, em seguida, avistou outro criminoso, também
encapuzado e portando um fuzil. Afirmou que desembarcou da moto e procurou abrigo,
oportunidade em que os réus, a menos de 30 metros de distância, passaram a atirar em sua
direção. Informou que ele e seu parceiro permaneceram abrigados por poucos minutos até
que os vigilantes informaram que os roubadores haviam se evadido. Contou que os
meliantes deram a volta no quarteirão e novamente efetuaram disparos de fuzil contra a
equipe, a uma distância de menos de 50 metros. Disse não ter efetuado disparos (fl. 20 e
gravação digital).