Superior Tribunal de Justiça 14/02/2022 | STJ
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AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.961.469 - PE (2021/0302266-5)
RELATOR : MINISTRO RIBEIRO DANTAS
AGRAVANTE : OAS S.A. - EM RECUPERACAO JUDICIAL
ADVOGADOS : ADEMAR RIGUEIRA NETO - PE011308
MARIA CAROLINA DE MELO AMORIM - PE021120
CARIEL BEZERRA PATRIOTA - PE037947
FILIPE OLIVEIRA DE MELO - PE039245
AGRAVADO : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
EMENTA
PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO
RECURSO ESPECIAL. BUSCA E APREENSÃO. IDENTIFICAÇÃO
DO SUJEITO PASSIVO DA INVESTIGAÇÃO POLICIAL. SÚMULA
7/STJ. FUNDAMENTAÇÃO PER RELATIONEM. VALIDADE.
PRÉVIA DESCRIÇÃO DOS OBJETOS A SEREM APREENDIDOS.
DESNECESSIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. Constatado pelo TRF que a parte agravante era efetivamente
investigada pela Polícia Federal, a desconstituição dessa conclusão esbarra
na Súmula 7/STJ.
2. É válida a fundamentação per relationem quando acrescidos novos
argumentos pelo julgador ou quando exauriente a manifestação anterior
por ele encampada. Precedentes.
3. "Não há no ordenamento jurídico pátrio qualquer exigência de que a
manifestação judicial que defere a cautelar de busca e apreensão esmiúce
quais documentos ou objetos devam ser coletados, até mesmo porque tal
pormenorização só é possível de ser implementada após a verificação do
que foi encontrado no local em que cumprida a medida, ou do que
localizado em poder do indivíduo que sofreu a busca pessoal" (AgRg no
HC 524.581/RJ, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA,
julgado em 4/2/2020, DJe 13/2/2020).
4. Agravo regimental desprovido.
Processos na página
2021/0302266-5Confirma a exclusão?