Superior Tribunal de Justiça 29/05/2024 | STJ

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ARE no RE nos EDcl no AgInt no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº
2400659 - PR (2023/0223124-1)

RELATOR : MINISTRO OG FERNANDES

AGRAVANTE : FABIO ELIEZER FAVERSANI JUNIOR

ADVOGADOS : DANILO DOS SANTOS DIAS - PR083358

DANILO HENRIQUE VICENTINI DA CRUZ - PR081881

BÁRBARA DENIPOTTI BONIFÁCIO - PR080313

BRENDA CAROLINA MUGNOL - PR102431

MOHAMAD HASSAN CAYRES ZEBIAN - PR106329

AGRAVADO : DAVID LEVISIO

ADVOGADO : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS - SE000000M

EMENTA

AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
IMPUGNAÇÃO DA DECISÃO QUE NEGOU
SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
(ART. 1.030, I, DO CPC). MANIFESTO
DESCABIMENTO.
INAPLICABILIDADE DO
PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL
. ERRO
GROSSEIRO. NÃO CONHECIMENTO.

DECISÃO

Trata-se de agravo em recurso extraordinário apresentado, com base
no art. 1.042 do Código de Processo Civil, contra a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário.

É o que basta relatar.

Nos termos do § 2º do art. 1.030 do CPC, contra a decisão que nega
seguimento
ao recurso extraordinário, com fundamento no art. 1.030, I, do
CPC, admite-se a interposição de agravo interno ou regimental, não sendo
cabível o agravo em recurso extraordinário, dirigido ao Supremo Tribunal
Federal.

Nessa linha, é pacífico, tanto no STF quanto no STJ, o entendimento
de que a
interposição do recurso incorreto contra a decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário configura erro grosseiro, inviabilizando o
conhecimento da irresignação, conforme exemplificado pelos precedentes a
seguir: STJ, ARE no RE nos EDcl no AgRg no RHC n. 159.548/PR, relator
Ministro Humberto Martins, Corte Especial, DJe de 30/6/2022; STF, AgR no HC
n. 217.182, relator Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, julgado em 3/10/2022,

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2023/0223124-1