Diário Oficial do Estado de São Paulo 24/06/2015 | DOESP
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Pesquisa da USP é premiada em congresso de cardiologia
exercício é feito pela manhã por causa da maior redução do débito cardíaco, um dos mecanismos hemodinâmicos que determina a pressão arterial sistêmica.
Brito informa que seu doutorado contempla estudo mais abrangente, com análise de grupos em treinamento de manhã e à noite. Para tanto, convida 64 homens hipertensos, com idade entre 30 e 60 anos, que controlam a hipertensão com remédios, para participar do projeto de pesquisa (ver serviço). Quem tem doenças cardíacas prévias - sofreu acidente vascular cerebral (AVC) ou infarto, trata de problemas coronarianos ou insuficiência cardíaca - não pode participar.
O voluntário deve ter disponibilidade para realizar atividade aeróbica durante dez semanas, sendo três sessões semanais (uma hora por dia), oferecidas na EEFE--USP - Avenida Professor Mello Moraes, 65 - Cidade Universitária, Butantã. O candidato passará por avaliação cardiológica completa para confirmar aptidão ao estudo.
Entre as vantagens da participação, o doutorando ressalta a gratuidade e os benefícios do exercício físico, que controla a pressão arterial. Ele esclarece que mulheres não são recrutadas por causa de fatores hormonais que diferenciam as respostas da pressão arterial em relação ao resultado masculino.
Viviane Gomes
Imprensa Oficial - Conteúdo Editorial
SERVIÇO
Os interessados em participar do projeto de pesquisa devem agendar triagem pelo telefone (11) 3091-8792 ou e-mail leandrobrito@usp.br
Pesquisa de mestrado da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, câmpus São Paulo, recebeu premiação num simpósio do 36o Congresso da Sociedade de Car-diologia do Estado de São Paulo (Socesp), um dos mais importantes da área, promovido nos dias 4, 5 e 6 de junho.
Resultado de estudo sugere maior eficácia da realização de exercício aeróbico pela manhã para melhorar a pressão arterial; para dar sequência ao trabalho, pesquisador precisa de voluntários entre 30 e 60 anos
O doutorando Leandro Campos de Brito, da EEFE-USP, é o autor do trabalho reconhecido com o primeiro lugar em Melhor Pesquisa Aplicada no 16° Simpósio de Educação Física e Esporte de um evento--satélite da Socesp. Com o título Respostas hemodinâmicas e hormonais pós-exercício aeróbico, realizado pela manhã e ao final do dia, a tese foi defendida em 2013, com orientação da professora doutora Cláudia Lúcia de Moraes Forjaz.
O estudo foi feito com 13 homens pré-hipertensos, de 20 a 45 anos. Eles foram submetidos a uma sessão de exercício aeró-
bico na bicicleta, em intensidade leve a moderada, durante 45 minutos. “O foco era verificar se a resposta da pressão arterial, após a atividade física desses voluntários, era diferente no período da manhã, em relação ao período da noite”, explica o pesquisador.
Benefício - O doutorando informa que a pressão arterial do organismo é regulada pela quantidade de sangue ejetada na circulação durante um minuto (débito cardíaco) e pela resistência vascular periférica (dificuldade do sangue em passar pelos vasos através da circulação sistêmica).
Após a aferição da pressão arterial antes e após uma sessão de exercício nos dois períodos, ele concluiu que, de manhã, houve diminuição do débito cardíaco, sem alteração do hormônio chamado vasopres-
sina - responsável pelo controle do volume do sangue no organismo.
“Esse resultado sugere que o exercício aeróbico matutino é mais benéfico para melhorar a pressão arterial. No meu doutorado, que está em andamento, vamos ter certeza dessa constatação”, frisa.
Com supervisão da professora doutora Cláudia Lúcia, Brito avaliou alguns hormônios que regulam a pressão arterial no Laboratório de Hemodinâmica da Atividade Motora da EEFE-USP. O trabalho teve a parceria do Laboratório de Rim e Hormônios da Escola Paulista de Medicina, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Voluntários - Em estudo anterior, o grupo de pesquisa da professora Cláudia Lúcia também observou que essa resposta benéfica ao organismo é melhor quando o
Incor realizou dez transplantes infantis em 2015
Torcedor do Palmeiras, Murilo Freitas Gonçales, 7 anos, não podia brincar de jogar futebol, um dos seus esportes prediletos. “Ele se cansava muito”, conta a mãe Adriana Freitas Gonçales, 42 anos, bancária. Portador de cardiomiopatia grave, uma doença rara, o pequeno Murilo tinha limitações capazes de impedi-lo de levar uma vida normal. A única solução para o seu problema seria o transplante de coração.
Essa história mudou no mês passado, quando Murilo ganhou um novo coração no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
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Murilo, 7 anos, ganhou novo coração
(HC-FMUSP). Para chegar ao instituto, ele teve a ajuda do helicóptero Águia, da Polícia Militar de São Paulo. “A Rodovia Castelo Branco estava parada e eu liguei para o 190. O pessoal do Águia foi demais, de uma delicadeza incrível com meu filho”, lembra Adriana.
“O auxílio da PM foi imprescindível para o paciente chegar a tempo de fazer a cirurgia”, ressalta a médica cardiopediatra do Incor, Estela Azeka. “Não vejo a hora de ver meu filho jogar bola novamente”, espera a mãe. A história de Murilo ilustra a relevância do instituto, recordista em transplantes infantis do mundo. Ao todo, foram realizados 177 proce-
dimentos em crianças. Em 2014, foram 24. Neste ano, há registro de dez cirurgias.
“Nos últimos dois anos, investimos bastante e criamos uma central de transplante. Trouxemos uma série de especialistas, como equipe de enfermagem, médicos, e cirurgiões específicos para fazer essa cirurgia. A intenção é aumentar a eficácia e diminuir a fila dos transplantes”, explica o presidente do Conselho Diretor do Incor, Roberto Kalil Filho.
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