Diário Oficial do Estado de Alagoas 03/07/2018 | DOEAL

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Maceió, terça-feira, 03 de julho de 2018

11A SUPLEMENTO 3

NOTÍCIAS DA AGÊNCIA ALAGOAS « D

PATRIMÔNIOS CONSERVADOS

Reforma de escolas históricas perpetua tradição educacional no Estado

Obras dão nova vida às instituições que são parte da história de suas cidades

Texto de Manuella Nobre e Ana Paula Lins

Elas são belas, são imponentes e são patrimônios educacionais e culturais. As escolas históricas da rede estadual são mais do que prédios antigos e elegantes, são instituições que ajudam a contar a história de seus municípios e que têm um lugar reservado no coração de cada habitante.

Por entender a importância destas unidades de ensino na formação cultural, educacional e histórica de Alagoas, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) incluiu na lista mais de 160 escolas recuperadas desde 2015.

A lista inclui, dentre outras unidades, as escolas estaduais Rui Barbosa, em Anadia; Cons-tança de Góes Monteiro, em Major Izidoro; Adriano Jorge, em Arapiraca; Messias de Gusmão, em São Luís do Quitunde; Gabino Besouro, em Penedo; Oliveira e Silva, no Pilar; e Aristheu de Andrade, em Colônia Leopoldina.

O prédio da 1a Gerência Regional de Educação (Gere), no bairro da Pajuçara, foi outro espaço revitalizado. Ali funcionou, até o ano de 2005, o Grupo Escolar Diegues Junior, um dos primeiros grupos escolares do Estado. A Escola Estadual Cônego Jasson Souto, em Jacaré dos Homens, é outra unidade antiga que passa por recuperação.

Para a recuperação dos prédios, a Seduc busca preservar as características originais da fachada e, no âmbito interno, investe na modernidade e conforto, sem tirar a harmonia e jeito de prédio histórico. As obras dão uma nova vida às quase centenárias instituições de ensino.

É o caso da Escola Estadual Oliveira e Silva, no Pilar. Com 93 anos de existência, a instituição

Valdir Rocha

Escola Estadual Messias de Gusmão, em São Luís do Quitunde, foi reconstruída com características originais

é responsável pela formação de centenas de pilarenses e passou por uma reforma completa, incluindo pintura, construção de pátio, melhorias na quadra e laboratórios de informática. A fachada original foi mantida.

Novos ares

Inaugurada em 28 de janeiro de 1932, uma década após Colônia Leopoldina passar à condição de cidade, a Escola Estadual

Aristheu de Andrade já formou escritores, músicos, advogados, bombeiros, médico e continua sendo a única do município a ofertar ensino médio regular e a modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) - Nível Médio para mais de 750 estudantes da região.

Além da recuperação da fachada original, reforma e ampliação da cozinha, corredor coberto para acesso dos

alunos, sala para professores, almoxarifado, sala de leitura ampliada em 30% com prateleiras de alvenaria, a unidade ganhou espaço para videomoni-toramento e está melhorando a acessibilidade, pois atende ca-deirantes, e também adaptando anfiteatro, com a previsão de construção de palco para eventos ao ar livre. A escola também tem espaço para futura construção de auditório.