Superior Tribunal de Justiça 06/03/2019 | STJ

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Superior Tribunal de Justiça

DIÁRIO DA JUSTIÇA ELETRÔNICO

Edição n° 2622 - Brasília, disponibilização Sexta-feira, 1 de Março de 2019, publicação Quarta-feira, 6 de Março de 2019.

vida diária como, tomar banho, higienizar-se,escovar os dentes, alimentar-se
e locomover-se. Disse que está sendo bem cuidada, sabe que teve perda de
memória, e que está satisfeita com os cuidados que está recebendo.
Apresentou dificuldades para comunicar-se, mas consegue escutar e
enxergar. Naquele momento, não foram identificados sinais visíveis de
maus-tratos.

No diálogo com o filho da idosa presente, [R.] explicou como é a logística
para o cuidados à idosa, onde estavam as medicações, os horários que ela
deveria tomá-los. Informou que ele e a irmã [R.] moram próximos ao
apartamento e sempre estão visitando a mãe e verificando o trabalho das
cuidadoras. O apartamento da idosa foi organizado objetivando os cuidados
necessários à Elza. Acrescentou que o irmão [Ro.] além de visitar a mãe,
sempre dorme no apartamento. Além disso, existem câmeras em todos os
cômodos da casa, o que facilita o monitoramento dos cuidados prestados à
[E.]. (...) [R.] afirmou que confia no gerenciamento dos recursos financeiros
da idosa pelo irmão. No entando, avaliou que [Ro.] está cansado de ter que
lidar com as denúncias feitas à irmã, [M.R.M., genitora dos ora pacientes].
[R.] se colocou à disposição para qualquer possibilidade de acordo com
[M.R.M.] para garantir o bem estar da mãe.

As cuidadoras [E.] e [V.] informaram que são empregadas da empresa
Acvida. Falaram que gostam do trabalho e receberam treinamento específico
pela empresa para o cuidado com idosos. (...) [V.] informou que
a maior
dificuldade atualmente é o conflito familiar na família de [E.], o que disse ter
iniciado após o falecimento do marido [E.]. [V.] contou que a filha de [E.],
[M.R.M.], marido e filhos, têm ido frequentemente ao apartamento filmar o
trabalho desenvolvido pelas cuidadoras, inclusive o momento do banho, o
que considera extremamente ofensivo à idosa, a ela e as demais profissionais.
Sente-se constrangida e só não pede para sair do emprego, porque tem muito
carinho por [E.] e seus filhos. Acrescentou que
no último fim de semana,
[M.R.M.] esteve no apartamento para novas filmagens e chamou policiais
para que constatassem que a idosa estava encarcerada. Além disso, [M.R.M]
estaria indo buscar a idosa para passeios em horários não propícios para essa
atividade,
o fora dos horários de rotina da idosa. Destacou que tais visitas de
[M.R.M.] deixam [E.] ansiosa e com medo, reagindo fisicamente, nesses
momentos, por meio de enrijecimento muscular
. (os destaques não são do
original).