Diário Oficial do Município de São Paulo 01/11/2017 | DOMSP-SP

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ela já cresce muito rapidamente. A gente pode ver nessa foto aqui - não sei se dá para perceber - que forma um tapete, um tapetinho que parece até um gramado, porém são todos bebês de seafórtia, da palmeira australiana. Aí, ela vai crescendo. Você tem alguns indivíduos jovens crescendo no sub-bosque e elas atingem alturas aí de 12 metros para cima quando adultas e começam a produzir cachos com frutos em pouquíssimo tempo e os passarinhos gostam bastante de comer essa palmeira. Então, vocês imaginam. Ela frutifica rápido, o passarinho come, voa e quando a gente vai andando pela cidade - a partir de hoje eu tenho certeza que vocês vão começar a observar essa palmeira pela cidade. Assim, eu vejo na minha rua, eu vejo na frente da academia. Ela é muito utilizada mesmo como espécie ornamental na cidade e domina o ambiente. Por quê? Porque começa a cair folha. Então, se tiver uma sementinha de nativa querendo brotar ela não vai conseguir brotar. Ela provoca um sombreamento muito intenso; então, tem espécies que são heli-ófitas, ou seja, elas precisam de luz para despertarem e elas não vão ser despertadas porque tem um sombreamento muito forte e ela começa a dominar o ambiente, como já foi comentado aqui. Então, ela provoca realmente muita competição com as espécies nativas da Mata Atlântica local ali. Acho que a gente pode passar. Bem, essa foto ela estava bacana, mas ela perdeu um pouco a definição dela, mas é para vocês terem uma noção do que a gente está falando. Isso é o lote 11, porque o Parque Trianon... Todo mundo conhece lá dentro? Ele tem os caminhos de pedra portuguesa. Então, vocês têm vários sub-bosques ali no meio dos caminhos, com várias espécies históricas maravilhosas e, no meio delas, a gente encontra esse cenário, que são as palmeiras australianas. Para quem não conhece, confunde um pouquinho com palmito-juçara. É difícil identificar mesmo. Palmito-juçara, se a gente tivesse palmito-juçara ao invés de seafórtia, os passarinhos estariam melhor alimentados, porque ela tem um poder nutricional muito mais efetivo. A Fauna está fazendo um acompanhamento disso também conosco e esse é um dado que veio da Divisão de Fauna. Então, esse é o cenário de um dos sub-bosques ali na área 1, perto da Paulista, da dominação aí da palmeira australiana. Vamos passar, por favor. Esse mapinha eu sei que é toscão, bem caseirão por quê? Esse é o mapa que gente leva para campo. Então, que que a gente tem feito? A gente está fazendo a contagem dessas palmeiras. Então, tem o Danilo, que é o meu estagiário, o Gustavo, que é outro técnico do DEPAVE 5, que também tem nos ajudado, as estagiárias do Parque Trianon. Eles vão, pelo menos uma vez por semana, desde julho, para recontar as seafórtias que estão no parque. Então, o que está em amarelo... Vamos voltar um pouquinho. O que está em verde é a proposta de plantio, a proposta inicial de enriquecimento vegetal do Trianon que a gente fez junto com DEPAVE 1, indicado pelo Herbário Municipal e pelo Viveiro Manequinho Lopes. Então, a princípio, o verdinho seria "tira uma palmeira, põe outra árvore". Só que quando a gente chegou lá - isso era um levantamento mais antigo - a gente percebeu que tinha muito mais. Falou "puxa vida, a gente vai ter que começar a contar novamente, porque já não é mais aquele número lá de três anos, quatro anos atrás. Então, tudo que está em amarelinho, bolinhas amarelas, são seafórtias que apareceram. E aí a gente vai passar para o próximo slide e a gente tem essa tabelinha, porque há dois meses atrás a gente fez a tabela, tá? Claro que a gente vai atualizá-la, né? A gente fez a contagem em quatro lotes, quatro sub-bosques ali entre os caminhos portugueses e percebeu esse incremento em quatro anos. Então onde tinha 20 árvores de seafórtia hoje tem 49. Esse 10 aqui e o 11 - olha lá - 26 em 2013. Isso daí mais que duplicou. A gente teve um incremento aí de, né? Olha, de 87 foi para 197. Isso daí dá muito mais que 100% de crescimento, é muito grande. Para mostrar a agressividade da propagação dessa palmeira. E vamos lá. Então a gente vai ter que recontar tudo, que a gente está terminando essa recontagem e atualizar o projeto, mas eu vou falar disso depois. Então, mediante esse problema, que ele não é um problema nosso. A gente tem espécies nossas de Mata Atlântica que são invasoras nos Estados Unidos, não é só o que vem de fora. A gente também tem espécies muito bacanas, para nós aqui, de Mata Atlântica, mas quando ela atravessa o oceano, ela vira um problema lá. E foi o que aconteceu com essa palmeira. Então, não é um problema desconhecido. Bom. Então, nos objetivos, que que a gente tem que fazer urgente: recuperar a biodiversidade do Parque Trianon por meio do controle da invasão biológica e reposição de perdas vegetais, porque, com os anos, não só pela invasão biológica, a gente vai perdendo mesmo. Então, se a gente faz um manejo usual - que o parque também tem o manejo dele - você tira uma árvore, você tem que por outra porque tem a Lei 10365. Isso é uma coisa, mas quando você tem um processo de invasão biológica, a coisa é mais séria. Então, a gente precisa ter um outro caminho para combater esse problema. A gente teve muita predação de orquídeas lá também, gente. O pessoal gosta muito de orquídea, né? Então, as pessoas veem bonitinha lá na árvore, vão lá e levam para casa. Então, a gente também tem essa questão. Até o meu estagiário está fazendo um trabalho nesse sentido de levantamento de epífitas, com foco em orquídeas. Tem muitas pesquisas acontecendo no Parque Trianon, inclusive também para a gente tentar resgatar essas orquídeas do parque. Então, a gente não está falando só de palmeira. Vamos lá. Então, que que a gente quer? A gente está planejando o enriquecimento; enriquecimento é você repor as espécies lá da Mata Atlântica que a gente perdeu. Tira a palmeira, põe nativa no lugar, de acordo com as características de cada local. Então, isso foi considerado já no primeiro plano. Se é uma espécie de borda, então, você está andando no caminho, é um ambiente, no centro do sub-bosque é um outro ambiente. Então, você tem todo um planejamento para dispor cada espécie no seu devido lugar para que ela consiga se desenvolver e chegar até a fase adulta e com isso a gente poder também não só enriquecer a flora como a fauna. Acho que a gente falou das espécies que gostam de sol. Então, claro, vai abrir uma clareirinha quando a gente tirar a palmeira? Vai. Então aquelas espécies que estavam esperando um pouquinho de sol para nascer, elas vão conseguir desabrochar ali e a gente vai obter com isso extratos arbóreos, arbustivos, herbáceos do domínio da Mata Atlântica. Então, essa é uma das nossas intenções. Deve ter mais coisa ali, né? A gente também pretende - já fizemos, inclusive - por palmito-ju-çara, porque ela vai ser paisagisticamente uma substituta da palmeira-seafórtia, porque elas têm a mesma característica -você olha e você mal sabe diferenciar - de uma maneira proporcional. Claro que se você tirar 1.000 seafórtias, a gente não pode plantar 1.000 palmeiras-juçaras porque senão você vai ter uma monocultura. Então, o Herbário e o Viveiro eles que vão dar as diretrizes de quanto que a gente pode plantar de maneira a gente não causar um outro impacto. Isso aconteceu, se não me engano - eu ouvi comentários - no Jardim Botânico, que o pessoal plantou muita palmeirinha-juçara e acabou ficando aquela coisa, né, aquela monocultura e isso pode também causar impacto. A gente tem que tomar muito cuidado com o que está fazendo. E o reconhecimento das epífitas, que eu já comentei também. Vamos passar, por favor? O que que a gente tem feito? Aí até foi interessante o seu comentário a respeito da reunião do Conselho Gestor do Trianon, porque realmente um dos cuidados que a gente está tendo é com a opinião pública e com a participação da comunidade nesse processo. Porque eu também já fui a defensora da árvore, de chegar e abraçar ou fazer um cinturão em volta do Trianon quando eu era adolescente, né? Então, às vezes a gente não tem um conhecimento profundo da situação e com a melhor das boas vontades a gente quer defender um verde, mas é um verde que na verdade é um verde que é um problema. A gente tem que acolher essas pessoas que têm as críticas e mostrar para elas que não é bem assim, que a gente tem um meio termo. Então, o que que a gente já tem feito para tentar trazer esse pessoal para o nosso lado e eu acho que de uma forma bem positiva? Então, a gente já envolveu o Conselho Gestor do Parque Trianon. Teve uma nova eleição, né? A gente envolveu o anterior e o atual, pelo que você colocou, também já está envolvido, já abraçou a cau-

sa. Então, tem uma aprovação antes de qualquer coisa do Conselho Gestor, que é fundamental nesse processo. Trabalhos de sensibilização da comunidade, isso já está acontecendo desde do meio do ano; eu vou mostrar o que a gente já fez nesse sentido. Articulação com parceiros locais e universidades, então eu vou mostrar também a rede de parceiros que a gente já tem do nosso lado, que são fundamentais. A USP... Teve um trabalho - não sei se vocês já ouviram falar - que eles fizeram um controle de seafórtia na Cidade Universitária. Foi a professora Vânia Pivello. Eles fizeram esse trabalho ali e a gente está usando como referência, porque a gente tem que ter a universidade, a gente tem que ter base científica para cada passo que a gente dá. Então, a USP também está do nosso lado e estamos atualizando o projeto de enriquecimento. Então, como eu disse, a gente está terminando a contagem das seafórtias, a semana que vem eu tenho certeza que zerou. A gente já está... na última contagem eram mais de 600, mas eu acho que vai chegar a aproximadamente 900 adultas. A gente está falando das gran-donas, da API, grandona, não estou falando de baixinha não. Então, é muito mais que isso. E vamos passar. Então que que a gente já fez no sentido de sensibilizar e articular? Como é que está o tempo aí, gente, por favor, só para.... (voz ao fundo) Quinze. Então vai dar supertempo. No dia 5 de junho, a gente fez uma ação no Trianon com vários parceiros, foi criado o Comitê de Arborização ali, marcou a criação desse Comitê, numa ação de plantio do Trianon, que a gente plantou mais de 100 mudas de espécies nativas, sendo que a maioria eram palmitos. Foi até o DEPAVE 8, que é a Unidade de Conservação, que forneceu para a gente. Então a gente já fez uma ação. Foi muita gente de comunidade. Veio gente da Zona Leste, foi muito, muito bacana mesmo. Gente importante: IPT, veio pessoas de peso ali nesse evento para lançar o Comitê de Arborização, mas já começar uma sensibilização com relação ao problema da se-afórtia e das outras espécies invasoras. Tem acontecido lá com o DEPAVE 3, que é a Divisão de Fauna, o programa Vem Passarinhar. A Comunicação aqui da SVMA tem divulgado bastante essas atividades, onde as pessoas, com os técnicos do DEPAVE 3, fazem observação de aves. Então, já está acontecendo no Trianon, já houve, que não é só essa parte da sensibilização ambiental, porque o DEPAVE também já está fazendo acompanhamento, levantamento de fauna do parque em paralelo ao Vem Passarinhar. Então, é uma forma também de sensibilização. Bom, envolvimento do Conselho Gestor a gente já comentou, articulação com os parceiros locais e USP, então a gente vai ter... Ali na Paulista, as pessoas são muito ativas. Então, tem um grupo de pessoas muito ativas ali que estão do nosso lado, que promoveram o Fórum de Sustenturbanidade da Avenida Paulista e Arredores, que foi aquele que eu comentei que a gente tratou de invasão biológica e foi muito importante para a gente, porque a gente teve a oportunidade de falar para um número grande de pessoas num auditório essa mesma apresentação que eu estou fazendo para vocês e ganhar esse apoio das pessoas. Quem for ao Parque vai ver uma exposição educativa perto da Administração. Então nós, junto com a SOS Mata Atlântica, DEPAVE 3 - acho que basicamente isso - DEPAVE 5, a gente elaborou uma sequência de banneres contando um pouquinho do que é a invasão biológica e ele está lá. Então, convido a todos a conhecerem. Então, um pouquinho do que tem aqui nessa apresentação está lá de uma forma mais estruturada, também como uma forma de informar sobre a situação. Em decorrência disso aqui, que foi o Fórum, começou um movimento também para se criar um programa de voluntariado em parques municipais urbanos, porque uma coisa sempre leva à outra, e aí as pessoas se interessam pela causa e hoje a gente tem.... o piloto

vai ser no Trianon e no Mário Covas, mas a gente está junto com uma ONG que tem muita experiência com voluntariado em hospitais começando uma sementinha de voluntariado mesmo, da forma como ele tem que ser, dentro da lei; e está nascendo dentro do Trianon também. Então, vai começar aí, não sei se no final do ano ou no começo que vem. A gente até está tentando criar um grupo de trabalho para fazer isso de uma forma muito estruturada, que as pessoas têm muita vontade de ajudar o Trianon e a gente tem que organizar essas pessoas que têm vontade de trabalhar pelos parques. Já temos a anuência do CONPRESP e CONDEPHAAT. A gente fez uma rápida apresentação no CONPRESP e o CONDEPHAAT eu perdi o timing porque eu pedi uma reunião, mas os caras foram muito rápidos e já aprovaram o projeto. Eu vi ontem no site deles. Então a gente não pode fazer nada sem a anuência deles, principalmente o CONDEPHAAT. O CONPRESP, a gente tem uma Portaria que diz que não precisa de anuência, mas a gente achou muito importante que os órgãos tombadores também nos apoiassem numa situação que é delicada. Então, essa etapa, graças a Deus, a gente já ultrapassou. E já estamos, na verdade, no fim do censo das seafórtias. Vamos lá. Bem, que mais que a gente tem que fazer na prática, independente se tem financiamento ou não, porque esse é um próximo passo que a gente tem que conversar. Estamos finalizando os laudos técnicos, porque toda supressão ela precisa de um laudo, ela precisa de um despacho e isso é publicado em Diário Oficial. Isso daí tem todo um protocolo que a gente segue, então a gente está nesse processo, fazendo aos poucos, porque fazer aos poucos também é um cuidado que a gente também tem de não chocar também demais, não fazer tudo de uma vez, porque a seafórtia é uma doença, a gente tem que tratar ela com delicadeza. Estamos atualizando o plano - a parte do censo - e precisamos de fato começar o início do controle da invasão, porque isso a gente não conseguiu fazer. O problema é identificado desde 2011, foi sinalizado, mas a gente não conseguiu dar conta e aí vocês viram o resultado. E temos também que fazer o plantio. Então, até aqui está tudo bem. Aqui é que a gente vai precisar de ajuda, tá, gente, muita ajuda. E vamos lá. Bom, tem um cronograma que a gente fez e a gente está no mês zero há meses e não tem problema porque a gente está fazendo muita coisa, tem muito trabalho a ser feito ainda. Então, desde a contagem, elaboração de laudos, fazer relatório para órgão tombador, sensibilização ambiental - tudo aqui é mês zero - monitoramento de fauna. As coisas estão acontecendo. Então, é um projeto que ele já se iniciou. A gente está com alguns voluntários que querem fazer o manejo das espécies pequenininhas, que não precisam de laudo. A gente vai estar com eles também para a gente começar o manejo de plântulas ou de espécies pequenininhas que não precisa de instrumento de corte, para não colocar ninguém em risco. Isso a gente consegue fazer, mas o resto, que começa a partir do mês um, a gente já vai precisar de um apoio maior, porque exige, sim, equipe especializada. A gente quer fazer um trabalho de capacitação também de técnicos para a questão de controle biológico. A gente estava conversando essa semana, porque a gente começa a pensar em projeto. Ok, é uma experiência interessante, mas só a parte de controle de invasão biológica é pouco. A gente precisa capacitar os técnicos da Prefeitura com relação ao problema porque tem vários parques que tem outras espécies. Buenos Aires, por exemplo, já está entrando no processo com a seafórtia também. A gente vai tentar manejar os cachos, mas não é o suficiente. Então, a gente vai começar a também pensar em capacitação de técnicos. Então, a gente gostaria de introduzir isso nesse processo aqui. Bem, então esse é um cronograma que a gente pretende seguir. O que é importante aqui - e aí foi a experiência com a USP, sugestão do Instituto de Biociências -sempre fazer supressões intercaladas com a reposição das espécies. Então, a gente faz um mês, tira um pouquinho, aí no mês seguinte, durante o mês seguinte, repõe. Espera mais um mês, no próximo e vai intercalando. Por quê? Porque assim a gente atende a Lei 10365, que a gente tem que repor em 30 dias, na verdade, e faz um processo mais delicado para não impactar nem o ambiente e nem a sociedade. E, em paralelo, a gente vai ter isso daqui tudo, não pode deixar de ter. Isso para nós é o mais importante, porque a USP fez isso. Foi assim: no Fórum, a Prefeitura de Campinas colocou isso e a USP também. Eles fizeram um manejo de espécie invasora sem uma educação ambiental, uma sensibilização ambiental anterior, assim, efetiva. Só informe. Informe não é educação ambiental, não é sensibili-

zação ambiental, mas era o que eles tinham para fazer no momento, não é verdade? Então, com esse sinal que eles nos deram nesse Fórum, a gente está com muito cuidado. Então, a gente não vai começar nada sem antes ter certeza que a comunidade está do nosso lado. Então, a gente está ganhando um tempinho, né? Bem, vamos passar mais um pouquinho. Bem, então esses são os nossos parceiros hoje: SOS Mata Atlântica, a Associação Paulista Viva, que eles são muito atuantes na Avenida Paulista - então eles estão apoiando muito o trabalho -, o Instituto de Biociências da USP e a Associação Viva e Deixe Viver na questão do voluntariado em parques. A gente pode passar. E as equipes que estão envolvidas dentro da SVMA são essas: o DEPAVE G, DEPAVE 5, que somos nós, DEPAVE 3 - fauna -, DEPAVE 8, que é o Herbário Municipal, DEPAVE 2 - Viveiro Ma-nequinho Lopes - e, claro, sempre tem outras pessoas envolvidas, mas, de uma forma geral, são essas divisões aqui que estão no trabalho. Ah, a Comunicação, que também é fundamental aqui, a gente não pode deixar de falar deles e podemos terminar. É isso, gente. Então, qualquer dúvida, estou à disposição de vocês e eu agradeço muito a oportunidade. A ideia é: que que a gente precisa. Tem coisa que a gente não faz com o manejo usual do parque, então a gente agora está começando com uma equipe de manejo nos parques da Centro-Oeste, que eles vão ter que fazer as podas preventivas. Eu tenho mais ou menos uns 12 parques, mas a Centro-Oeste tem quantos parques? A Camila ela é a Coordenadora da Centro-Oeste. A gente tem mais de 20 parques com poucas equipes para fazer o manejo arbóreo de prevenção, atender a uma emergência. Não vamos esquecer que a gente ficou alguns meses sem contrato. Então, a gente vai ter bastante trabalho para fazer. Então eu não consigo dispor uma equipe para tratar desse problema, porque é como se fosse... é uma doença mesmo, que ela tem que ser acompanhada, porque se a gente começa a fazer uma supressão e para, elas voltam. A USP passou por isso, gente. Eles ficaram sem contrato, as seafórtias voltaram todas, por isso que o nosso projeto tem dois anos. A gente tem que ter uma equipe e um trabalho de educação ambiental e sensibilização e capacitação no decorrer de dois anos. Controlou o problema, aí é conservação. Aí a equipe usual do parque consegue fazer. Apareceu uma mudinha, vai lá e tira, mas esse início a gente realmente precisa, a gente está em busca mesmo de parceiros, de um financiamento, para poder conduzir e contornar esse problema. Então, por isso que eu estou aqui hoje, para a gente poder conversar. Obrigada.

José Manuguerra (Coordenador Geral) - Obrigado, Andreia. Excelente apresentação. Naturalmente os projetos aqui apresentados serão desenvolvidos segundo os parâmetros do FEMA e, posteriormente, levados aos Conselheiros para possível deliberação. Então, eu abro a palavra aos Conselheiros. Se tiverem qualquer questionamento, dúvida, a equipe da Secretaria está à disposição para esclarecer qualquer ponto. Alguma dúvida, alguma consideração? Ok, vamos passar ao próximo item da ordem do dia: apresentação sobre o projeto de implantação da escola de agroecologia na região de Parelheiros. Passo a palavra à Senhora Leda Aschermann, do Comitê de Mudanças Climáticas da Secretaria do Verde e Meio Ambiente para a sua apresentação. Esse projeto da escola de agroecologia envolve também um prêmio que a Prefeitura de São Paulo recebeu no ano passado da Fundação Bloomberg, com recursos destinados exclusivamente para educação ambiental. Então, bom, eu passo a palavra à Leda para a apresentação. Então ela trará maiores detalhes.

Leda Aschermann - Obrigada, Manu. Nós estamos aqui com as nossas colegas da SMUL, que vão apresentar o projeto. Ah, para me apresentar. Eu sou Leda Aschermann, hoje eu estou na Secretaria Executiva do Comitê de Mudanças Climáticas, já estive na Secretaria no período de 2005 a 2012. Acho que está muito alto, não está? E eu falo isso porque daí vem essa contribuição que a Secretaria está dando para esse projeto que é tão importante. Desde que nós recebemos todos os parques naquela região de Parelheiros como compensação ambiental da implantação do Rodoanel, que foi uma intervenção muito violenta; necessária, mas, do ponto de vista ambiental, a gente não pode negar a violência que passou inclusive pela minha cidade, rasgando a cidade e causou um grande dano ambiental, mas enfim... Nós recebemos várias áreas, dentre elas - foi praticamente uma doação de um parque, que se chama Ribeirão Colônia, que era o antigo clube de campo dos funcionários das indústrias Metal Leve, que depois virou as indústrias Mahle, foi incorporado. Desde aquela época, nós já pensávamos na área, que era uma instituição que se chamava Artemísia, nós pensá-vamos em criar uma escola de agroecologia na região. Eu vou, eu já falei o porquê que eu estou interferindo um pouco nesse projeto. Na verdade, tem a ver com a frase muito interessante do Leonardo Boff, que colocou, que fala da relação entre as coisas e obviamente que esse projeto da Bloomberg tem a ver com a preservação daquela região, que é uma região produtora de água. Algumas pessoas também conhecem aquela área, esse parque, como Parque das Nascentes. Então, eu acho que é melhor, para a gente depois contextualizar, porque é que a gente está reunido solicitando um recurso para a instalação e início - é um projeto que chama Ponto a Ponto e eu diria que talvez seja o primeiro ponto, um pontinho, mas que já dá pra gente dizer que o projeto está efetivamente nascendo numa região importantíssima. Eu vou passar a palavra... Quem que vai fazer a apresentação? Taís? E depois, então, depois de conhecer o projeto a gente volta a conversar sobre a demanda com recursos do FEMA.

Taís - Bom dia a todos. Meu nome é Taís Sukumo, sou arquiteta, urbanista da Secretaria de Urbanismo e Licenciamento. Está aqui também a Ana Kaiser. Você não quer apresentar? Não? Também arquiteta lá da Secretaria de Urbanismo e Licenciamento. Como foi comentado, o prêmio foi ganhado pela Prefeitura no ano passado. É um projeto que foi desenvolvido a partir do retorno da área rural no Plano Diretor da cidade, então um projeto que nasceu na Secretaria de Desenvolvimento Urbano, antiga SMDU, que agora se juntou aí no Licenciamento e chama Ligue os Pontos, o projeto, e a ideia é, de fato, articular as várias políticas que estão incidindo aí no território de Parelheiros e Capela, com foco na zona rural e muito no entendimento de que o fortalecimento da agricultura nessa região é uma das maneiras da gente trabalhar pela preservação ambiental ali. Então, enfim, e como a Leda comentou, acho que a escola é um primeiro passo aí no sentido da gente começar a estruturar uma série de ações que tanto o projeto que ganhou esse prêmio da Bloomberg prevê quanto outras ações aí da Prefeitura e da Secretaria. Quem está coordenando esse projeto pela SMUL é o Secretário Adjunto Marcos Campagnone. Também desde o começo do ano se formou uma comissão de acompanhamento Inter secretarial, do qual a Secretaria do Verde faz parte, a Secretaria do Trabalho, Secretaria de Inovação e Tecnologia, Assistência, Relações Internacionais e a Secretaria de Educação. E, aos poucos, vão se somando aí também outros parceiros. Então, eu ia sugerir a gente passar um vídeo, que apresenta aí um pouco o contexto da região e as principais propostas do projeto e aí, acho que depois a Leda também apresenta a escola. (período sem áudio). Só, enfim, contextuali-zar um pouco. O projeto, então, prevê esses três grandes eixos de ação, que um é o fortalecimento dos agricultores, o outro é atuação na cadeia de valor aí da agricultura e uma terceira linha, frente de ação, em relação a dados e evidências. Essa ideia da escola, esse projeto da escola de agroecologia, eu acho que ele seria um ponto de apoio e convergência para todos esses aspectos. O prêmio da Bloomberg não prevê investimento em obras, equipamentos. Ele é um prêmio que vem de uma área lá da Bloomberg, que é de inovação em governos. Então, estão eles muito preocupados com a construção de metodologias, com a replicabilidade dos impactos e do que o projeto for estruturando. Então, nesse sentido, a gente acredita que seria uma convergência boa, né, juntar a ideia aí da construção da escola com a oportunidade que o projeto traz da gente começar a iniciar cursos, iniciar a estruturação de um projeto pedagógico

para essa escola, enfim, que eu acho que também é um projeto um pouco mais longo aí no tempo.

Leda - Obrigada, Taís. É isso mesmo, né? De novo tem que falar o nome? Cada vez que falar? Leda Aschermann. Tem uma outra frase do Leonardo Boff que eu gosto muito, que é "a cabeça pensa onde os pés pisam" e eu acho que isso é verdade. Por isso, que eu acho que a primeira coisa que a gente tem que colocar em pé é um espaço que possa receber essas pessoas que vão pensar no local, onde a gente possa começar - o pessoal da SMUL - a chamar esses agricultores, a envolver o Prefeito Regional, que antigamente chamava Subprefeito, as lideranças da região, enfim. Assim, nós já estivemos lá, o pessoal da SMUL várias vezes, no nosso Parque Ribeirão Colônia. Ontem nós estivemos de novo com o Subprefeito e a equipe de obras e nós chegamos depois de uma reunião longa com a equipe que está coordenando esse projeto, que é lá da SMUL, de que, assim, a gente precisaria de algum recurso para deixar a casa... Os arquitetos têm um termo - como é que é, Taís, que eu sempre esqueço? Que é de tornar a casa em condições de uso. Então, eu queria passar a apresentação porque vou mostrar algumas fotografias dessa região e o que a gente precisa fazer para tornar a casa em condições de uso. É lógico que os engenheiros "não, mas tem que derrubar, mas tem que fazer". Num primeiro.. A casa é muito bem construída e eu vou mostrar. Pode passar. Então, a gente está falando dessa região; acho que vou lá para a frente para poder mostrar para vocês. A gente está falando dessa área central, que é uma área que tem 100.000 metros quadrados. O entorno é todo uma mata, tem quase 700.000 metros quadrados. Portanto, mais da metade do Parque Ibirapuera de mata, várias nascentes. Quando a gente entra um pouco, a gente consegue - a Taís já entrou, né Tais? Quem que entrou nessa mata? - a gente consegue ouvir barulho de água, quer dizer, tem muitas nascentes e a gente está falando da reforma desta casa. Uma reforma que é para a parte hidráulica, elétrica. Ontem, nós examinamos com o olhar mais clínico. O Manuguerra é engenheiro, a gente estava com mais três engenheiros da Subprefeitura. Parece que o piso é recuperável, apesar de ter chovido esses dias, estava molhado porque quebraram, tiraram algumas telhas. Pode passar para outra, onde a gente tem uma planta. Pode passar. Olha, isso. Então, tem uma recepção, não, essa é a sala grande. Aqui é a recepção, que acolheria, num primeiro momento, a recepção tanto da escola como de alguém do parque, da zeladoria do parque. Aqui tem uma cozinha grande, aqui tem mais uma sala grande, que não tem porta; a gente não entendeu direito, mas a gente pode abrir uma porta para uma sala de reuniões. Aqui uma sala de professores, aqui tem dois banheiros e aqui é uma areazinha coberta. É uma casa que foi construída provavelmente há uns 40/50 anos atrás. Ela é sólida; foi depredada, invadiram a casa, o Subprefeito retirou as pessoas de lá, mas ela é bastante sólida, quer dizer, ela não precisaria, nesse momento, para acolher esse primeiro ponto e falar "olha, estamos aqui", junto com a população local, junto com o público com quem a gente quer trabalhar. Acho que tem mais uma foto. Essa é a casa por fora. A gente está prevendo também fazer a questão da acessibilidade, garantir.. E é uma casa muito adequada, é uma construção tipo colonial, ela está bem no início, então as pessoas... passa ônibus na porta, as pessoas têm acesso fácil e a casa está bem perto da entrada do parque. A gente tem um TCA para fazer o cercamento do parque, o que é muito importante para garantir a segurança de equipamentos que a gente vai ter lá, que já está investido nesse cercamento padrão DEPAVE, né, Caio? Como sempre o padrão DEPAVE perseguindo a gente no seu valor altíssimo, mas a gente já garantiu o cercamento. Tem mais alguma foto? A parte do lado e aqui a gente ainda não descobri direito o que é isso. É um grande galpão e ele tem uma parte alta, que o Árpade, que era um dos agricultores que apareceu aqui, ele falou "olha, Leda, pode ser o primeiro teatro da região. Eu acho que era um lugar para o caminhão encostar e descarregar material. A gente também pensou em recuperar essa área porque é uma área interessante. Tem duas casas anexas e acho que tem uma foto dessa área por dentro. Vamos ver. Não. Então aqui é o que são algumas fotos da casa-sede, onde vai funcionar a escola, por dentro. O madeiramento do telhado parece que está em ordem, Taís. Ou só as telhas e como tem vários quiosques espalhados pelo parque, é a mesma telha, a gente vai aproveitar as telhas para não precisar comprar e são telhas bem antigas. Talvez a gente nem encontrasse, mas eles têm lá. Ontem, tinha algumas portas que já tinham sido retiradas, estavam prontas para serem levadas. Eu já pedi para o Subprefeito guardar. Pode passar. Aqui tem os dois banheiros, aqui é troca de vidros, que mais que tem.... Aqui foi onde foi... Como tiraram

algumas telhas, começou a chover e daí esse forro caiu. E aí tem alguns detalhes que acho que a gente pode conversar. Eles queriam por um forro de plástico, eu falei aí "olha, aí a gente combina". Um fogão a lenha bonito, que está de pé. Essa é uma das salas. É um taco muito bonito, meio rosado, eu raspei, eu espero muito que a gente consiga recuperar. Pode passar. Tem uma lareira simpática nessa recepção, que já queriam quebrar e tirar, mas eu falei "mas que mania de arrebentar tudo", né? Preservar eu acho que não é só a mata, é preservar no sentido amplo da palavra. Bate sol, a casa é ensolarada. Pode passar. Aqui tem outra sala, que seria a sala de aula, é grande, cabem de 80 a 100 pessoas. Pode passar. Aqui é a cozinha, enfim. Levaram tudo, mas nada que a gente não possa recuperar. Essa é a área que eu falei para vocês da garagem, que vai ser o segundo passo de recuperação. Primeiro, a gente vai trabalhar com o valor de R$ 150.000,00, que esse é o nosso pleito para o FEMA, porque nós conseguiríamos fazer um convite. Cadê o Agnaldo? E, rapidamente, ele falou que em cinco dias ele faz o convite. Eu já pedi para ele me mandar uma planilha, o Subprefeito. Eles têm muita agilidade em fazer esse tipo de reforma, porque eles fazem isso para as UBS, para as escolas, para os equipamentos públicos, e ele ficou um pouco assustado com o valor, mas depois do conceito que ele foi concordando, de que a gente queria trabalhar mais com recuperação e menos em quebrar e fazer coisas novas, ele começou a achar que poderia ser. Depois de 30 dias, a gente pode fazer um segundo convite de mais 150.000. Eu já queria deixar isso registrado, porque esse seria o valor necessário para recuperar esse galpão. É um galpão importante para a gente ter, por exemplo, amanhã ou depois, um pequeno trator, para ter ferramentas maiores. Eles colocaram como depósito, mas não são. São dois conjuntos de apartamento. Eram casas: tem cozinha, banheiro, dois quartos. Amanhã ou depois a gente pode ter alguém morando lá para tomar conta, a gente pode... ser um lugar para o segurança da região que consiga nos ajudar a manter a escola e o parque também. Tem mais alguma foto? Essa é a porta, é uma porta bonita, de madeira maciça, deve ter custado algumas árvores aí da região e essa é a parte de dentro, que o Árpade... A gente pode ter um espaço polivalente, que vire um teatro, que vire um lugar para guardar ferramentas, um carro que a gente pretende ter. Eu fiquei em dúvida, Taís, se a gente pode usar o recurso do projeto para ter um segurança lá. Você acha? Não. Então, o DEPAVE 5, quero aproveitar que vocês estão aqui - eu sei que a gente acabou de contratar segurança para a região Sul. Se a gente pode aditar por mais um homem para essa região, porque a gente vai começar a colocar as coisas para reforma lá e se a gente não tiver alguém, a gente vai comprar várias vezes a mesma coisa. (voz ao fundo). Isso, lógico, lógico. (voz ao fundo)

José Manuguerra (Coordenador Geral) - Por favor, microfone, se identifica.

Taís - Não sei se ontem foi mencionado na visita, mas parece que a Guarda Ambiental precisa de um espaço também ali na região. De repente, a gente consegue também, enfim, convergir aí os vários usos e...

Leda - Eu acho o nome Ligando os Pontos muito adequado, porque não é uma cultura da coisa pública trabalhar de forma sinérgica, compartilhada. A gente acaba, por tanta demanda, os Departamentos, as Secretarias são ciosas dos seus espaços. E a gente tem que romper isso, porque nós não vamos conseguir dar conta do desafio que está pela frente se a gente não juntar

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quarta-feira, 1 de novembro de 2017 às 02:59:52.