Diário Oficial do Município de São Paulo 19/08/2017 | DOMSP-SP
Padrão
SPTrans e tabulados pela SFC-CV). No primeiro semestre de 2017 a VIP continua na liderança das piores, figurando ainda no 1° lugar no ranking da SPTrans em reclamações, e a consorciada
ções, dentre as 29 (vinte e nove) empresas avaliadas (Informação CV 011/2017, de 03.04.2017 e 13.07.2017 - dados fornecidos pela SPTrans e tabulados pela SFC-CV). Em procedimentos fiscalizatórios, este Tribunal de Contas realizou inspeções e constatou a veracidade das reclamações e denúncias amplamente divulgadas pela mídia e pelas redes sociais, que culminaram, em junho de 2013, com grandes manifestações populares,
com o serviço prestado pelas empresas de ônibus. O Concessionário deve ser responsabilizado pela má qualidade do serviço
perda de passageiros para outros modais, especialmente para o metropolitano, sobrecarregando-o ainda mais, e também para o transporte particular. Com efeito, o subsistema estrutural do transporte público municipal, operado pelos Concessionários, vem transportando, a cada ano, menos usuários, conforme os dados divulgados pelo Portal da SPTrans, transcritos na tabela a seguir: Passageiros transportados/viagens) Fonte: Portal SP-TRans - Indicadores, em 17/07/2017)
Período Subsistema Estrutural Subsistema Local Total de Passageiros
2017(Jan a Jun/2017) 809.231.393 610.024.647 1.419.256.040
2016 1.671.287.306 1.244.056.705 2.915.344.011
2015 1.666.159.010 1.229.549.448 2.895.708.458
2014 1.650.406.987 1.264.785.973 2.915.192.960
2013 1.635.183.317 1.289.029.149 2.924.212.466
2012 1.647.064.166 1.269.890.794 2.916.954.960
2011 1.710.098.842 1.230.795.975 2.940.894.817
2010 1.712.978.513 1.203.012.248 2.915.990.761
2008 1.734.267.048 1.101.589.092 2.835.856.140
2007 1.590.463.119 1.141.505.134 2.731.968.253
2006 1.569.497.687 1.091.612.507 2.661.110.194
2005 1.542.661.313 964.513.586 2.507.174.899
2004 1.134.904.376 542.615.711 1.677.520.087
2003 974.561.941 226.983.092 1.201.545.033
Nota-se que segundo esses dados, desde 2009, está ocorrendo, progressivamente, a redução do número de passageiros, pois em 2008 foram transportadas 1.734.267.048 (um bilhão,
sete mil e quarenta e oito) pessoas e, em 2016, esse sistema registrou 1.671.287.306 (um bilhão, seiscentos e setenta e um milhões, duzentos e oitenta e sete mil trezentos e seis) usuários, ou seja, uma perda de quase 63 (sessenta e três) milhões (62.979.742 - sessenta e dois milhões, novecentos e setenta e
mos 09 (nove) anos, equivalente a quase 4% , sem se considerar o crescimento populacional. No ano de 2016, o valor bruto da remuneração do Subsistema Estrutural (Áreas 1 a 8) foi de R$ 5.086.836.040,41, e no Subsistema Local (ex-permissão/pe-rueiros) a remuneração bruta relativa aos contratos de emergência, atingiu o montante de R$ 2.369.875.559,06, totalizando a vultosa cifra de R$ 7.456.711.599,47, auferida pelos operadores do sistema de transporte coletivo público de passageiros da
rifárias, integralmente liquidado e pago, [foi] de R$ 2.549.207.682,00, o maior da série histórica. Esse valor, em termos reais, é 24,08% maior que o total liquidado e pago em 2015”). Afora o desrespeito aos usuários, os prejuízos ao trans-
dano causado ao Erário, que se vê obrigado a investir recursos orçamentários na infraestrutura do sistema de transporte, sem ser compensado pela conta sistema, ou seja, sem qualquer contribuição dos operadores, o Consórcio obtém vantagem finan-
ais, decorrentes dos seguintes fatores: I- utilização de cartas de fiança falsas (no período de 24.07.03 a 24.07.04) e inexistência de garantia (no período de 25.07.04 a 30.11.04 - quando pela segunda vez, apresentou carta de fiança fraudulenta [usando
zação do contrato, mediante a apresentação de carta de fiança inidônea, com timbre do Banco de La Nación Argentina, que expressamente informou este Tribunal de Contas, não ter emiti-
cial, resultando na instauração do Inquérito Policial 827/04, além de esta Corte haver encaminhado toda a documentação relativa às garantias financeiras falsas ao Ministério Público do
çada. II- falta de renovação da garantia no período auditado, no valor de R$ 15.000.000,00 - que atualizados representariam hoje a R$ 33.252.144,33, pelo IPCA-15 ref. abril/2017 - reajuste a mais de 121,68% - entre jul./2003 e maio/2017]), que representam 1% do valor do contrato de R$ 1.500.000.000,00 - correspondentes hoje ao valor atualizado pelo IPCA-15 ref.
- entre jul./2003 e maio/2017). III- falta de apólice de seguro de responsabilidade civil ou em valor inferior ao exigido para cobertura de danos material, corporal e moral causados a passageiros e terceiros, na prestação de serviço, além de acidentes pessoais aos condutores, cobradores, funcionários, com valor mínimo de R$ 100.000,00 - equivalentes hoje a R$ 221.680,96
- atualizados pelo IPCA-15 ref. Abril/17 - reajuste a mais de 121,68% - entre jul./2003 e maio/2017]) para cobertura de cada uma dessas três espécies de sinistro, totalizando R$ 300.000,00 - equivalentes hoje a R$ 665.042,88 -, atualizados
A IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO SA garante a autenticidade deste documento
quando visualizado diretamente no portal www.imprensaoficial.com.br
sábado, 19 de agosto de 2017 às 02:27:40.
Confirma a exclusão?