Superior Tribunal de Justiça 22/10/2024 | STJ
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RECURSO ESPECIAL Nº 1684870 - PR (2017/0164284-4)
RELATOR : MINISTRO FRANCISCO FALCÃO
RECORRENTE : MUNICÍPIO DE FAZENDA RIO GRANDE
PROCURADORES : ALEXANDRE JANKOVSKI BOTTO DE BARROS - PR047878
THAIS TITZE SCORSIN GRIPPO E OUTRO(S) - PR041574
RECORRIDO : CIDELEI ELISA MORO MENDES
RECORRIDO : ANTONIO MENDES
RECORRIDO : TANIA MARA BERTOLUCCI
RECORRIDO : MARCELO CASSIO HUCULAK
RECORRIDO : JURACI VIEIRA FERREIRA
RECORRIDO : MARIO JOSE TKATCHUK
RECORRIDO : KHALIFA ABDALLA GHANNAI
RECORRIDO : ANA RITA CARVALHO DA COSTA PEGADO
RECORRIDO : HABITACAO CONSTRUCOES E EMPREENDIMENTOS LTDA
ADVOGADO : ROBERTO DE OLIVEIRA GUIMARÃES - PR007407
DECISÃO
Município de Fazenda Rio Grande-PR ajuizou ação declaratória de nulidade,
precedida por cautelar preparatória, contra Cidelei Elisa Moro Mendes e outros,
objetivando a declaração de nulidade de alienações de imóveis de propriedade da
municipalidade, realizadas em duplicidade e em desacordo com a legislação.
O município narrou que firmou contratos de compromisso de compra e venda
com cláusulas restritivas e, diante do descumprimento contratual, os rescindiu e alienou
os imóveis a outros compradores. Alegou, entretanto, que as segundas alienações foram
realizadas de forma "tendenciosa e irregular", uma vez que foram concretizadas nos
últimos meses de gestão municipal e teriam ocorrido em desacordo com a lei, pela
ausência de licitação.
Na primeira instância, a ação foi declarada extinta, sem resolução de mérito,
diante da ilegitimidade ativa do Município de Fazenda Rio Grande, condenando-se o
município ao pagamento de honorários, fixados no valor de R$ 800,00 (oitocentos reais)
para cada requerido, nos termos do art. 20, § 4º do CPC/1973 (fls. 612-613).
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