Superior Tribunal de Justiça 22/10/2024 | STJ
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HABEAS CORPUS Nº 953933 - ES (2024/0393512-3)
RELATOR : MINISTRO ANTONIO SALDANHA PALHEIRO
IMPETRANTE : GUSTAVO CHAGAS DOS SANTOS
ADVOGADOS : GUSTAVO CHAGAS DOS SANTOS - ES039270
ANTÔNIO CARLOS FERRO SARAIVA - ES027174
ANNA LUISA DE SOUSA NASCIMENTO - ES040395
IMPETRADO : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PACIENTE : J N L (PRESO)
INTERES. : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em benefício de J N L apontando
como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (HC n.
500XXXX-68.2024.8.08.0000).
Foi o paciente preso cautelarmente, pela suposta prática dos crimes de
estupro e ameaça (arts. 213 e 147, ambos do Código Penal).
Em suas razões, sustenta a defesa que, "sendo o acusado primário, portador
de bons antecedentes, possuidor de trabalho lícito e não havendo nos autos qualquer
elemento que indique a presença do PERICULUM IN LIBERTATIS, impõe-se a
concessão da ordem de habeas corpus a fim de reformar o ato coator e de conceder ao
acusado a liberdade provisória com ou sem a fixação de medidas cautelares menos
gravosas" (e-STJ fl. 8).
É o relatório.
Decido.
Há sempre de conter efetiva e concreta fundamentação o ato judicial que
decreta a prisão, tais as disposições do nosso ordenamento jurídico.
Com efeito, antes do trânsito em julgado da condenação, a prisão somente é
cabível quando demonstrado o periculum libertatis, sendo impossível o recolhimento de
alguém ao cárcere caso se mostrem inexistentes os pressupostos autorizadores da
medida extrema, previstos na legislação processual penal.
Ora, considerando-se que ninguém será preso senão por ordem escrita e
Processos na página
2024/0393512-3 • 500XXXX-68.2024.8.08.0000Confirma a exclusão?