Superior Tribunal de Justiça 22/10/2024 | STJ
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AgRg nos EDcl no HABEAS CORPUS Nº 933954 - RJ (2024/0286614-5)
RELATOR : MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECA
AGRAVANTE : MARIA GABRIELA NOGUEIRA GOMES
ADVOGADOS : RAPHAEL DE ALMEIDA ARAÚJO - RN008763
RICARDO CÉSAR FERREIRA DUARTE JUNIOR - RN007834
MARIA CLARA ALVES BARROS OLIVEIRA DOS ANJOS -
RN021814
LETÍCIA DE FRANÇA RIZZO HAHN - RN021652
THAYS LETICIA BRAGA PEREIRA - RN021914
AGRAVADO : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
IMPETRADO : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2A REGIAO
EMENTA
PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NOS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS.
CORRUPÇÃO PASSIVA E ATIVA. NULIDADES NÃO
EXAMINADAS PELA CORTE DE ORIGEM. SUPRESSÃO.
ILEGALIDADE DAS INTERCEPTAÇÕES TELEFÔNICAS.
MATÉRIA DECIDIDA EM HABEAS CORPUS PELA CORTE DE
ORIGEM HÁ MAIS DE 12 ANOS. NULIDADE DE ALGIBEIRA.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. Com exceção da discussão acerca da legalidade das interceptações
telefônicas, as teses apresentadas na presente impetração não foram
apreciadas pela Corte de origem, o que impede o conhecimento das
matérias diretamente nesta Corte Superior, sob pena de indevida
supressão de instância. Precedentes.
2. Quanto à discussão acerca da legalidade das interceptações
telefônicas (autos nº 2007.001.814306-3), observa-se que o tema foi
apreciado pela Corte de origem em acórdão de habeas corpus há mais de
12 anos, tendo a defesa se insurgido contra a alegada nulidade apenas na
presente oportunidade, o que se assemelha à rechaçada nulidade de
algibeira.
3. Por fim, não pode prosperar a tese de que a defesa não teve tempo
hábil para discutir a legalidade das interceptações telefônicas, pois entre
o acórdão de habeas corpus que examinou a matéria (setembro de 2011)
e a sentença absolutória (janeiro de 2019) transcorreu tempo
significativo (mais de 7 anos).
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
Processos na página
2024/0286614-5Confirma a exclusão?