Supremo Tribunal Federal 10/05/2018 | STF
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FEDERAL DA 4ª REGIÃO
PROCED. :RIO GRANDE DO SUL
RELATOR :MIN. CELSO DE MELLO
RECTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RECTE.(S) : LEONIR ARINO GARCIA DO CANTO
ADV.(A/S) : DEISIANE ANZOLIN (57983/RS)
ADV.(A/S) : ELAINE TERESINHA VIEIRA (15109/RS)
RECDO.(A/S) :OS MESMOS
DECISÃO: O Superior Tribunal de Justiça conheceu e deu
provimento ao recurso especial interposto pelo Instituto Nacional do Seguro
Social – INSS.
Com o trânsito em julgado dessa decisão, que foi favorável à
pretensão jurídica deduzida pela autarquia previdenciária, resultaram sem
objeto os recursos extraordinários deduzidos nestes autos.
Sendo assim, e em face das razões expostas, não conheço dos
recursos extraordinários, por acharem-se prejudicados (CPC, art. 932, III).
Publique-se.
Brasília, 02 de maio de 2018.
Ministro CELSO DE MELLO
Relator
RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.126.440 (1035)
ORIGEM :REsp - 08044873320144058400 - TRIBUNAL REGIONAL
FEDERAL DA 5ª REGIAO
PROCED. :RIO GRANDE DO NORTE
RELATOR :MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S) : BENEDITO LEITE BORGES
ADV.(A/S) : EVANDRO JOSE LAGO (32307/BA, 23560-A/CE, 39930/
DF, 20468/ES, 127418/MG, 01253/PE, 66926/PR,
136516/RJ, 529A/RN, 12679/SC, 700A/SE, 214055/SP)
DECISÃO:
Vistos.
Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão da
Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, assim ementado:
“Previdenciário. Apelação de sentença que julgou procedente revisão
de benefício de aposentadoria para fins de ajuste ao novo teto estabelecido
nas Emendas Constitucionais 20/1998 e 41/2003.
- Demanda objetivando a revisão de aposentadoria deferida em
dezembro de 1990. - Não há de se aplicar o instituto da decadência, tendo em
vista que não se pleiteia revisão do ato concessório, mas, apenas, a aplicação
dos tetos instituídos pelas Emendas Constitucionais 20 e 41. Portanto, a
hipótese é de reconhecimento da prescrição das parcelas anteriores ao
quinquênio que antecedeu a propositura da demanda.
- O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 564.354/RE, entendeu
que a aplicação dos tetos acima referidos aos benefícios previdenciários,
concedidos antes da vigência das citadas emendas constitucionais, não se
refere a aumento ou reajuste do benefício, mas, sim, de readequação de
valores. Tal entendimento passou a ser reconhecido, recentemente, como de
repercussão geral, inclusive não ocorrendo ressalva sobre qualquer limitação
temporal à aplicação dos novos tetos.
- A aposentadoria que, na época da concessão, teve seu valor
reduzido para respeitar o limite do teto então vigente, pode beneficiar-se dos
novos tetos limites trazidos pelas Emendas Constitucionais 20/1998 e
41/2003.
- Sobre as diferenças devidas, a correção monetária incidirá desde o
débito, consoante Manual de Cálculo da Justiça Federal.
- Os juros de mora, devidos desde a citação, devem observar o
percentual de meio por cento ao mês, afastando-se a incidência da Lei
11.960/2009.
- Verba honorária fixada em dez por cento sobre o valor devido,
conforma-se com o art. 20, § 4º, do Código de Processo Civil, e com
jurisprudência pacificada pela eg. 2ª Turma desta Corte, devendo observar o
limite previsto na Súmula 111, do Superior Tribunal de Justiça.
- Remessa oficial provida, em parte, para determinar que os juros de
mora, devidos desde a citação, atentem para o percentual de meio por cento
ao mês.
- Apelação da autarquia improvida.”.
Opostos embargos de declaração, não foram providos.
No recurso extraordinário alega-se violação dos artigos 5º, inciso
XXXVI, 102, caput e alínea “l”, e 195, § 5º, da Constituição Federal.
Decido.
O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o RE nº
564.354/SE, reconheceu a existência da repercussão geral da matéria
constitucional versada neste feito. O assunto corresponde ao Tema nº 76 da
Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do STF na internet e
cuida de “recurso extraordinário em que se discute, à luz dos artigos 5º,
XXXVI; 7º, IV; e 195, § 5º, da Constituição Federal, bem como do art. 14 da
Emenda Constitucional nº 20/98 e do art. 5º da Emenda Constitucional nº
41/2003, a aplicação, ou não, do novo limite dos valores dos benefícios
fixados pelas referidas emendas como teto da renda mensal dos benefícios
concedidos anteriormente a sua vigência”.
Em 8/9/10, o Pleno desta Corte, ao julgar o mérito desse recurso,
reconheceu a aplicabilidade do artigo 14 da Emenda Constitucional nº 20/98 e
do artigo 5º da Emenda Constitucional nº 41/03 aos benefícios previdenciários
limitados a teto do regime geral de previdência estabelecido antes da vigência
dessas normas, de modo a que passem a observar o novo teto constitucional.
O referido julgado está assim ementado:
“DIREITOS CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE
BENEFÍCIO. ALTERAÇÃO NO TETO DOS BENEFÍCIOS DO REGIME
GERAL DE PREVIDÊNCIA. REFLEXOS NOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS
ANTES DA ALTERAÇÃO. EMENDAS CONSTITUCIONAIS N. 20/1998 E
41/2003. DIREITO INTERTEMPORAL: ATO JURÍDICO PERFEITO.
NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DA LEI INFRACONSTITUCIONAL.
AUSÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE DAS LEIS.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. Há pelo menos duas situações jurídicas em que a atuação do
Supremo Tribunal Federal como guardião da Constituição da República
demanda interpretação da legislação infraconstitucional: a primeira respeita ao
exercício do controle de constitucionalidade das normas, pois não se declara
a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de uma lei sem antes entendê-
la; a segunda, que se dá na espécie, decorre da garantia constitucional da
proteção ao ato jurídico perfeito contra lei superveniente, pois a solução de
controvérsia sob essa perspectiva pressupõe sejam interpretadas as leis
postas em conflito e determinados os seus alcances para se dizer da
existência ou ausência da retroatividade constitucionalmente vedada.
2. Não ofende o ato jurídico perfeito a aplicação imediata do art. 14
da Emenda Constitucional n. 20/1998 e do art. 5º da Emenda Constitucional n.
41/2003 aos benefícios previdenciários limitados a teto do regime geral de
previdência estabelecido antes da vigência dessas normas, de modo a que
passem a observar o novo teto constitucional.
3. Negado provimento ao recurso extraordinário”.
Portanto, como se depreende do próprio acórdão recorrido, vê-se que
a Corte de origem acompanhou o posicionamento desta Corte.
Anote-se que a referida decisão desta Suprema Corte não impôs
limites temporais à data de início do benefício, portanto, aplica-se essa
orientação a todos os benefícios que que hajam sofrido limitação na data da
concessão. Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: RE nº
946.694/SP, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 19/7/16, e ARE
953.153/RJ, Relator o Ministro Teori Zavaski, DJe de 23/5/16, eRE
937.578/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe De 5/5/16.
Por derradeiro, no que tange à pretensão formulada pela autarquia
previdenciária no sentido da aplicabilidade do art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com
a redação conferida pela Lei nº 11.960/2009, tem-se que se encontra
prejudicada a questão. Com efeito, diante da petição protocolada aos autos
pelo recorrido, Benedito Leite Borges, por meio da qual “concorda com a
aplicação dos juros e correção monetária nos temos requeridos pelo INSS”, e
a anuência do INSS com essa proposta formulada pelo autor, a Corte local
homologou esse acordo, declarando, nessa parte, prejudicado o recurso
extraordinário da autarquia.
Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno
do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Determino que, a
título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do
valor equivalente a 10% (dez por cento) do seu total, nos termos do art. 85, §
11, do novo Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2º e 3º do
citado artigo, observada, ainda, a eventual concessão de justiça gratuita.
Publique-se.
Brasília, 2 de maio de 2018.
Ministro DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente
RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.126.640 (1036)
ORIGEM :REsp - 1269976 - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
PROCED. : PARANÁ
RELATOR :MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S) :JOSE ELOY DE CARVALHO
ADV.(A/S) :JOAO OSVALDO BADARI ZINSLY RODRIGUES (52023/
PR, 158063/RJ, 279999/SP)
Decisão:
Vistos.
Trata-se, na origem, de acórdão proferido pela Quinta Turma do
Tribunal regional Federal da 4ª Região, assim ementado:
“PREVIDENCIÁRIO. REAPOSENTAÇÃO APÓS O JUBILAMENTO
EM RAZÃO DO DESEMPENHO DE ATIVIDADE VINCULADA AO RGPS.
INVIABILIDADE CASO NÃO HAJA RESTITUIÇÃO DOS VALORES
RECEBIDOS. ART. 18, § 2º, DA LEI Nº 8.213/91. INCONSTITUCIONALIDADE
AFASTADA. PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE. CORREÇÃO MONETÁRIA.
JUROS DE MORA. FATOR PREVIDENCIÁRIO.
1. Conquanto seja possível, consoante o entendimento jurisprudencial
corrente, a renúncia à aposentadoria deferida pelo INSS (por se tratar de
Processos na página
RE 1125841 • RE 1126440 • RE 1126640Confirma a exclusão?