Supremo Tribunal Federal 23/09/2019 | STF

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a princípio, indica a presença do periculum libertatis e, consequentemente,
a necessidade da manutenção da prisão preventiva para a salvaguarda da
ordem pública e instrução criminal
”.

8.Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego
seguimento ao
habeas corpus.

Publique-se.

Brasília, 19 de setembro de 2019.

Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO

Relator

MEDIDA CAUTELAR NO HABEAS CORPUS 175.872 (638)

ORIGEM : 175872 - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

PROCED. :SÃO PAULO

RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO

PACTE.(S) : FELICIO EDUARDO ALMEIDA

IMPTE.(S) : CICERO SALUM DO AMARAL LINCOLN (319219/SP) E

OUTRO(A/S)

COATOR(A/S)(ES):RELATOR DO HC Nº 532.068 DO SUPERIOR

TRIBUNAL DE JUSTIÇA

DECISÃO: Trata-se de “habeas corpus”, com pedido de medida
liminar,
impetrado contra decisão monocrática que, emanada de eminente
Ministro do E. Superior Tribunal de Justiça
em sede de outra ação de
habeas corpus” (HC 532.068/SP), indeferiu, liminarmente, o “writ” lá
ajuizado.

Sendo esse o quadro, passo a apreciar a admissibilidade do
presente “
writ”. E, ao fazê-lo, devo considerar que ambas as Turmas do
Supremo Tribunal Federal
firmaram orientação no sentido da
incognoscibilidade
desse remédio constitucional, quando ajuizado, como no
caso em análise
, em face de decisão monocrática proferida por Ministro de
Tribunal Superior da União (
HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC
117.346/SP
, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO
LEWANDOWSKI –
HC 118.189/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI –
HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 121.684-AgR/SP, Rel.
Min. TEORI ZAVASCKI –
HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC
122.718/SP
, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN
LÚCIA –
RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.):

“'HABEAS CORPUS'. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO
MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECURSO ESPECIAL
.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA.

I – (…) verifica-se que a decisão impugnada foi proferida
monocraticamente
. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob
pena
de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de
competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal,
o qual
pressupõe
seja a coação praticada por Tribunal Superior.

III – ‘Writ' não conhecido.

(HC 118.212/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei)

Esta Suprema Corte, como se vê dos precedentes acima referidos,
compreende que a cognoscibilidade da ação de “habeas corpussupõe, em
contexto idêntico ao de que ora se cuida
, a existência de decisão colegiada
da Corte Superior apontada como coatora, situação inocorrente na
espécie
.

Embora respeitosamente dissentindo dessa diretriz jurisprudencial,
por entender possível a impetração de “habeas corpuscontra decisão
monocrática
de Ministro de Tribunal Superior da União, devo aplicar,
observado o princípio da colegialidade, essa orientação restritiva que se
consolidou em torno da utilização do remédio constitucional em questão,
motivo pelo qual, em atenção à posição dominante na jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal,
não conheço da presente ação de “habeas
corpus
”, restando prejudicado, em consequência, o exame do pedido de
medida liminar.

Arquivem-se estes autos.

Publique-se.

Brasília, 19 de setembro de 2019.

Ministro CELSO DE MELLO

Relator

MEDIDA CAUTELAR NO HABEAS CORPUS 175.881 (639)

ORIGEM : 175881 - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

PROCED. : MATO GROSSO DO SUL

RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
PACTE.(S) : WILLIAM CESAR GARCIA DE MORAES
IMPTE.(S) : CLEITON MONTEIRO URBIETA (18380/MS)

COATOR(A/S)(ES):RELATOR DO HC Nº 533.635 DO SUPERIOR

TRIBUNAL DE JUSTIÇA

DECISÃO: Trata-se de “habeas corpus”, com pedido de medida
liminar,
impetrado contra decisão monocrática que, emanada de eminente
Ministro do E. Superior Tribunal de Justiça
em sede de outra ação de
habeas corpus” (HC 533.635/MS), indeferiu, liminarmente, o “writ” lá
ajuizado.

Sendo esse o quadro, passo a apreciar a admissibilidade do
presente “
writ”. E, ao fazê-lo, devo considerar que ambas as Turmas do

Supremo Tribunal Federal firmaram orientação no sentido da
incognoscibilidade
desse remédio constitucional, quando ajuizado, como no
caso em análise
, em face de decisão monocrática proferida por Ministro de
Tribunal Superior da União (
HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC
117.346/SP
, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO
LEWANDOWSKI –
HC 118.189/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI –
HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 121.684-AgR/SP, Rel.
Min. TEORI ZAVASCKI –
HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC
122.718/SP
, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN
LÚCIA –
RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.):

“'HABEAS CORPUS'. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO
MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECURSO ESPECIAL
.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA.

I – (…) verifica-se que a decisão impugnada foi proferida
monocraticamente
. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob
pena
de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de
competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal,
o qual
pressupõe
seja a coação praticada por Tribunal Superior.

III – ‘Writ' não conhecido.

(HC 118.212/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei)

Esta Suprema Corte, como se vê dos precedentes acima referidos,
compreende que a cognoscibilidade da ação de “habeas corpussupõe, em
contexto idêntico ao de que ora se cuida
, a existência de decisão colegiada
da Corte Superior apontada como coatora, situação inocorrente na
espécie
.

Embora respeitosamente dissentindo dessa diretriz jurisprudencial,
por entender possível a impetração de “habeas corpuscontra decisão
monocrática
de Ministro de Tribunal Superior da União, devo aplicar,
observado o princípio da colegialidade, essa orientação restritiva que se
consolidou em torno da utilização do remédio constitucional em questão,
motivo pelo qual, em atenção à posição dominante na jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal,
não conheço da presente ação de “habeas
corpus
”, restando prejudicado, em consequência, o exame do pedido de
medida liminar.

Arquivem-se estes autos.

Publique-se.

Brasília, 19 de setembro de 2019.

Ministro CELSO DE MELLO

Relator

MANDADO DE SEGURANÇA 28.247 (640)

ORIGEM :MS - 115539 - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

PROCED. : CEARÁ

RELATOR :MIN. MARCO AURÉLIO

IMPTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ

PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO

CEARÁ

IMPDO.(A/S) : RELATOR DOS PROCEDIMENTOS DE CONTROLE

ADMINISTRATIVO NºS 0.00.000.000770/2009-07 E
0.00.000.000752/2009-17 DO CONSELHO NACIONAL
DO MINISTÉRIO PÚBLICO

ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO

INTDO.(A/S) : FÁBIO SOUZA CARVALHO MELO

INTDO.(A/S) : RAYMUNDO NAPOLEÃO XIMENES NETO

INTDO.(A/S) : MÁRCIA CRISTINA LEITÃO PIMENTEL

INTDO.(A/S) : LÍVIA SOUZA BITTENCOURT MOREIRA

INTDO.(A/S) : GUSTAVO CARDOSO JUNG BATISTA

INTDO.(A/S) : FRANCISCO ALEXANDRE AMORIM MARCIANO

INTDO.(A/S) : FLÁVIO CÔRTE PINHEIRO DE SOUSA

INTDO.(A/S) : FERNANDO ANTONIO NOGUEIRA DE ARRUDA

INTDO.(A/S) : EMMANUELA BRAGA MARQUES CURADO

INTDO.(A/S) : DÉBORA LIRA DUARTE

INTDO.(A/S) : DANIEL GONÇALVES GONDIM

INTDO.(A/S) : ALANA PINHEIRO PORTELA

ADV.(A/S) : DJACI FALCÃO NETO (23523/DF) E OUTRO(A/S)

DESPACHO

PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA.

1. Colham o parecer da Procuradoria-Geral da República, conforme
determinado no item 4 da decisão proferida em 21 de setembro 2009.

2. Publiquem.

Brasília, 17 de setembro de 2019.

Ministro MARCO AURÉLIO

Relator

MANDADO DE SEGURANÇA 34.623 (641)

ORIGEM : 332016 - MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

PROCED. : DISTRITO FEDERAL

RELATOR :MIN. EDSON FACHIN

IMPTE.(S) : RAFAEL LUIS INNOCENTE E OUTRO(A/S)

ADV.(A/S) : SHIGUERU SUMIDA (28475/BA, 14870/DF, 99888/PR)

IMPDO.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA

Processos na página

HC 175872 HC 175881 MS 28247