Diário Oficial do Município de São Paulo 20/12/2017 | DOMSP-SP

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voce fazer o controle. Passou desse período, dificilmente voce vai conseguir controlar, porque ele toma uma proporção maior, né? Então, foi uma ferramenta extremamente importante aí para diminuir o tempo de atendimento dessas ocorrências. Bom, aqui é a participação da Defesa Civil. A Defesa Civil disponibilizou para a Operação Fogo Zero 80 pessoas, que ficam alocadas nas Prefeituras Regionais para atender essas ocorrências de incêndios florestais. Disponibilizou cinco equipes de resposta. Então, no Município, tem cinco equipes especializadas, com equipamento, já para atendimento a essas ocorrências. Então, da Defesa Civil vai lá atender essas ocorrências de incêndio. Aqui a Guarda, que abraçou o plano aí. Foi bem legal para nós também, que a princípio a gente queria que eles trabalhassem na questão do monitoramento e da fiscalização também, para trabalhar na prevenção dos incêndios e acabar atuando também em quem provoca eles, mas a Guarda aí abraçou e também está no combate com a gente. Então, disponibilizou para a Operação Fogo Zero as inspetorias regionais, que a gente tem espalhada pelo Município, e as bases de defesa ambiental também. Então, na hora que liga no 199, o agente da Defesa Civil ele vai acionar a Guarda Ambiental também para ir para a ocorrência. Então, vai chegar a GCM, vai chegar a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, mas alguém vai atender a ocorrência antes desses 10 minutos. O Bombeiro, que também tem Convênio com o Município, está com a gente lá na questão do planejamento, está na questão operacional também e no atendimento às ocorrências. Deixa eu voltar um pouquinho. A função da Defesa Civil também é trabalhar na prevenção. Tem a Defesa Civil na Escola, trabalha com a questão de educação ambiental nas comunidades, está com a gente sempre no planejamento também. A gente tem reuniões periódicas aí para tentar melhorar o plano e ver o que a gente pode fazer para institucionalizar ele mesmo, mas o COMDEC... As primeiras reuniões foram com o COMDEC, a equipe do Ronaldo Malheiros, que a gente juntos desenvolveu esse plano. Então, a Defesa Civil tem uma participação bem grande no plano. A Guarda trabalha no combate aos incêndios, trabalha principalmente na prevenção, no monitoramento ali nas áreas florestadas, fazendo policiamento ambien-guir prevenir os incêndios ambientais vai diminuir drasticamente os danos que são causados às áreas florestadas, né? Trabalha no planejamento também. A Guarda está junto com a gente lá nas reuniões, estão conversando, estão ajudando a gente a se planejar para melhorar a operação. O Bombeiro também está no planejamento. A gente tem no grupo do WhatsApp a Central do Corpo de Bombeiros; então, a gente registra a ocorrência, a gente já consegue avisar a Central do Corpo de Bombeiros e está com a gente no planejamento, a questão de Treinamento... estão sempre juntos, né? Essa aqui é uma ocorrência que teve esse ano lá no Parque do Carmo, que o Bombeiro, a gente conseguiu acionar até o Águia para ajudar no combate aos incêndios. Isso aqui é um incêndio na Zona Leste também. A Secretaria do Verde, que somos nós... O plano ele é coordenado pelo DEPAVE; então, o que a gente disponibiliza para o plano. A gente disponibilizou os servidores da Secretaria lá, o administrador do parque, o gestor da Unidade de Conservação para atuar também no combate aos incêndios. Tem os vigilantes bri-gadistas, que são os nossos contratos de vigilância também, que atuam aí firmemente na questão do combate aos incêndios. Tem o acompanhamento técnico e desenvolvimento de novas tecnologias, que o Jânio vai explicar um pouco, mas a gente construiu esse plano junto com a Defesa Civil, nós, técnicos do DEPAVE. A gente trabalha também na questão de prevenção. A gente tem um trabalho nas comunidades, que a gente fala sobre educação ambiental para tentar diminuir esse risco de incêndio, porque os incêndios - 99% - eles são causados por pessoas. Dificilmente eles são causados de uma forma natural. Esse trabalho de prevenção nas escolas é extremamente importante, e a pessoa espalha essas informações, ela dissemina essas informações, da questão dos incêndios florestais nas comunidades. Então, alguns incêndios que a gente teve nos parques. Esse aqui no Parque Itaim, na Zona Sul. A equipe da Defesa Civil junto então a gente, está sempre junto. Isso aqui é um incêndio lá no Parque Natural Fazenda do Carmo. A gente tem algum apoio de outras instituições. Essa é uma escola de bombeiro civil na Zona Leste, do lado do Parque do Carmo. É um centro de treinamento de emergências. Eles estão ajudando muito a Operação Fogo Zero. Eles disponibilizaram 30 bombeiros civis para ajudar no combate aos incêndios, eles estão ajudando na formação e no treinamento das equipes de brigada. Então, eles já formaram equipes da Guarda, equipes de administradores de parque, equipes de voluntários, sem gerar nenhum custo para o Município. Uma parceria mesmo e é bem legal e eles estão com a gente no combate aos incêndios também. Essa escola de bombeiro civil aqui. Forma bombeiro civil, né? A gente tem a parceria com a Fundação Florestal, que é que faz a gerência das Unidades de Conservação do Governo do Estado. Então eles cederam para nós alguns equipamentos, que a gente distribui pelos parques e eles ajudam também na formação e no treinamento dos brigadistas. Então, teve alguns cursos no Parque Estadual do Juquery, que a gente foi lá e a gente participou, os administradores dos parques. Os Coordenadores e as equipes da Guarda e da Defesa Civil também participaram desses treinamentos. Bom, eu vou falar um pouco do número de incêndios. A Operação Fogo Zero nesse período aqui - do mês cinco ao mês nove - registrou 127 incêndios florestais, registrou e atendeu esses incêndios. Então, estão aqui as informações. A maioria desses incêndios foram nos parques e demais Unidades de Conservação, mas algumas áreas florestadas também mapeadas pelo plano Municipal da Mata Atlântica a gente atendeu. Então, é um número muito grande, que até então a gente não tinha um registro deles. A gente falava "a cidade de São Paulo teve diversos focos de incêndio", mas a gente não tinha um número. Então, a gente até se espantou. Esse ano foram 127 incêndios atendidos e registrados, fora os incêndios que não foram registrados ou os incêndios que foram atendidos somente pelo Corpo de Bombeiros, que não registraram na Defesa Civil. Então, um número alarmante de incêndios na cidade de São Paulo, né? Trinta por cento do Município é ainda cobertura vegetal. Desse 30%, nós tivermos 127 incêndios florestais. Esse número aumentou um pouquinho até a data de hoje, porque a gente teve mais ou menos mais uns dez incêndios aí. Então, a Operação Fogo Zero ela diminuiu muito a perca da biodiversidade, aumentando o fornecimento de serviços ambientais para essas áreas, né, porque a gente conseguiu atender todos esses incêndios e diminuindo os prejuízos às áreas florestadas. A situação atual: as Unidades de Conservação e os parques urbanos, eles possuem um contrato. Alguns possuem um contrato de vigilância brigadista, onde tem um vigilante que ele faz todo o patrulhamento e a parte de segurança do parque, mas se pega fogo ele consegue ir lá atender e dar o primeiro atendimento dos incêndios florestais. A gente apresentou o plano ao FEMA. Eu vou mostrar uma tabelinha de custo depois para voces. Tem uma minuta de portaria Intersecretarial, que atualmente está lá na de Segurança Urbana, já passou pela Secretaria do Verde e pela Secretaria de Serviços e Obras e a gente está aguardando aí a assinatura dela para realmente institucionalizar o plano, porque hoje o plano está funcionando com um acordo de cavalheiros e com a boa vontade de todo mundo, porque todo mundo viu a problemática, abraçou aquilo, mas não tenho uma diretriz e uma portaria, algo jurídico, que dê a diretriz e a função de cada um dentro do plano de prevenção e combate a incêndio. A gente tem apoio de algumas empresas já, que se interessaram a ajudar a gente. Na região de Perus ali, do Parque Anhanguera, porque os incêndios começam na área deles e vão para o parque. Quando o parque vai na área deles e eles têm a intenção

trabalho com as crianças na escola. São nove instituições e atendem 2.000 crianças e a gente vai lá frequentemente falar sobre problemática de incêndio florestal e a questão dos incêndios e as questões ambientais. A COOPERAPAS é uma cooperativa de agricultores na Zona Sul, trabalha com orgânicos e eles também sofrem com a questão dos incêndios, porque as plantações deles, o cultivo também queimam. Então, a gente já conseguiu ir lá dar um treinamento, conversar com os agricultores, falar para não queimar o resto de colheita porque corre o risco de incêndio, enfim. Tem a SPMAR, concessionária do Rodoanel,

a gente, porque também os incêndios muitas vezes partem das bordas das rodovias, principalmente ali na Zona Sul. O Rodoa-nel é um grande causador de incêndio florestal. Tem a Basalto 15, que é uma pedreira que a gente já conversou esta semana. Eles têm uma área que eles estão fazendo um reflorestamento na Zona Sul e eles querem trabalhar com a questão da prevenção dos incêndios também e eles estão entre duas Unidades de Conservação, que é o Parque Natural do Itaim e o Parque Natural Varginha e eles mostraram um grande interesse em participar e falaram que quando tiver incêndio Florestal nas Unidades de Conservação nos parques da Zona Sul, eles têm dois cami-nhões-pipa e uma equipe de brigada para disponibilizar para a gente também. Essa aqui é a Portaria. Como eu falei, está na Secretaria de Segurança Urbana. Ela foi escrita pelos técnicos do DEPAVE e do COMDEC, passou pela Guarda Civil Metropolitana também, então aqui ela dá a diretriz do plano e atribuição para cada órgão do (ininteligível). Esse aqui é o custo do plano, que a gente apresentou para o FEMA. Então, para comprar equipamento, veículo, EPI, estruturar os parques e as Unidades de Conservação para garantir a prevenção de incêndio, principalmente. Essa lá é a torre de observação. A gente já teve que fazer algumas adequações. Então, este custo diminuiu um pouco, porque o FEMA ele não permite a contratação de serviços e a gente tinha colocado a contratação de serviço de brigadista para os parques. Vou apresentar umas fotos agora. Esses aqui são alguns cursos que a gente fez. Esse é um curso que a gente fez em parceria com a Fundação Florestal. Esse aqui é o Chico Honda, gestor lá do Parque do Juquery. É a Unidade de Conser-

tão, a gente reuniu aí os funcionários do Parque Anhanguera, juntamente com a GCM, e a gente deu um treinamento sobre primeiros- socorros, todos aqueles acidentes que podem acontecer numa ocorrência de incêndio florestal e trabalhamos a questão de prevenção e combate a incêndio também. Foi no começo do ano. Esse é um incêndio no Parque Anhanguera também. A gente tem os funcionários do parque, aqui já é o brigadista da Melhoramentos com o pessoal do parque, juntos atendendo a ocorrência de incêndio dentro do Parque Anhan-guera. O que a gente tem hoje muito na Zona Sul: a questão das invasões. Então, eles se utilizam do incêndio florestal para queimar o sub-bosque para depois vir desmatando e ocupar. Então, aqui a gente tem uma foto que dá para ver bem isso. Então, uma área que aqui eles estão colocando um incêndio, estão atacando fogo, se utilizando do fogo. Depois eles derrubam e constroem. Aqui é uma imagem que a gente viu também num sobrevôo, que a gente viu o pessoal se utilizando do incêndio. Essa aqui é uma área que tem ali em Pirituba. O nosso Herbário Municipal identificou uma espécie que já há vários anos não era registrada em São Paulo, uma espécie de cerrado e no outro dia que eles identificaram, queimou; teve um incêndio florestal e queimou todas as espécies que eles tinham identificado lá. Mas tem uma proposta de ser uma RPPM, que é uma Unidade de Conservação particular. Esses são os incêndios que ocorreram. Esse aqui é lá na Zona Norte, Zona Sul, Zona Sul também. Aqui é uma jararaca que a gente se encontrou queimada, um veado correndo no meio da área queimada; um bri-gadista nosso apagando incêndio à noite. Esse aqui é um incêndio lá no Parque Anhanguera; esse aqui é o CeMaCAS - Centro de Manejo de Animais Silvestres; então, chegou bem próximo. O Parque Anhanguera, ele tem um risco muito alto de incêndio, porque a fisionomia dele é praticamente eucalipto e braquiária. Então, quando vem incêndio, queima tudo. Aqui, é um incêndio na Zona Norte, onde foi atendido pela GCM, nas bordas da Cantareira. Esse aqui é um incêndio lá no Parque Natural Fazenda do Carmo. Esse é o Dalas, com o EPI que foi cedido pela Fundação Florestal. Esse aqui são as equipes do Parque Anhan-guera combatendo incêndio. Esse aqui é o Seu Zezinho, um dos funcionários mais antigos lá do Parque Anhanguera. Aqui dá para ver bem que a parceria está funcionando, voce vê o combate ao incêndio, voce vê os voluntários, vê os agentes da Defesa Civil, vê os brigadistas do Parque e vê os agentes da Guarda. Antigamente, ia só o bombeiro ou demorava muito tempo para chegar. Hoje, voce tem todas essas entidades trabalhando junto na questão do atendimento à ocorrência. Aqui também um incêndio na Zona Leste, se não me engano é o parque da Consciência Negra, onde teve, na mesma ocorrência, todos esses órgãos, inclusive a escola de bombeiro civil que tem lá perto. (ininteligível) Aqui é uma ocorrência que tem lá na Zona Sul, onde a gente atendeu junto com a Defesa Civil e os brigadistas do parque. Aqui é o trabalho de educação ambiental que a gente faz. Então, a gente vai até as comunidades, vai nas associações de bairro, vai em igreja, escola, vai em todo mundo que queira nos receber falar sobre os incêndios florestais. O pessoal se utiliza do fogo e às vezes não tem nem noção que isso pode estar prejudicando, ou seja, até um crime ambiental, né? Então, aqui a gente falou numa escola que tem na Zona Sul, a gente falou com os alunos e os pais agricultores sobre os incêndios florestais. E aqui também, na mesma escola em que a gente falou com os alunos. Esse é um curso de meio ambiente com o CEDESC, em Parelheiros que a a gente foi lá falar sobre os incêndios florestais também com os jovens da região. E é bom que essas informações elas se multiplicam. O pessoal vai falando de um para outro e a gente vai conseguindo trabalhar um pouco a prevenção também, não só a questão de resposta e combate. Aqui é a questão da nossa união, porque a gente tem um grupo bem unido na questão do Fogo Zero; a gente tem esses parceiros que estão trabalhando com a gente de forma ainda não formalizada, mas eles estão atuando. Tem os outros órgãos do Município, e a filosofia é essa: juntos somos mais fortes. A gente consegue trabalhar e prevenir os incêndios florestais e diminuir os impactos ambientais causados por eles no meio ambiente. Aqui é um brigadista do Parque Anhanguera e esse é um da Melhoramentos também atuando junto no mesmo foco de incêndio. Esse é um curso que a gente fez no Parque Anhanguera, onde teve a participação da Defesa Civil, da Guarda Ambiental, da Fundação Florestal, e por nós da Secretaria do Verde. Então, o plano já está funcionando. Em caso de incêndio florestal no Município, é só ligar 199 que, certamente, um de nós vai aparecer lá para combater o incêndio. Então, está aqui a central de atendimento 199. A princípio, a gente tinha adotado esse número de telefone, mas a gente achou melhor deixar 199 mesmo. Os órgãos que participam do plano. E é isso. E aí o Jânio vai apresentar a parte operacional (aplausos). Obrigado.

(não identificado, ao longe) - Acho que depois vai abrir para perguntar, não é?

(vozes ao fundo)

Jânio, DEPAVE 8 - Bom dia, dando sequência. Meu nome é Jânio. Eu sou do DEPAVE 8, da Secretaria do Verde. Dando sequência à apresentação do Adriano, que deu um panorama da operação e da minuta de Portaria, eu vou falar um pouco da parte de planejamento interno, pensando no Município e como a gente dividiu, regionalizou o Município de São Paulo, para pensar na Operação do Fogo Zero. Primeiramente eu pensei em uma ferramenta computacional que conseguisse gerar áreas que são vulneráveis à ocorrência de incêndio. Isso é uma modelagem que tem por trás algumas informações que eu vou mos-

Zona Sul em duas - Zona Sul 1, que pega a Prefeitura Regional de Capela do Socorro e Parelheiros, basicamente, até o extremo sul, divisa com Itanhaém. Aqui, que é onde tem a maior porção de remanescentes de floresta mapeados no Plano Municipal da Mata Atlântica e a referência, ou seja, o núcleo de referência é o Parque Natural Itaim, que é o magenta aqui. A Zona Sul 2 tem menos áreas florestadas, no entanto não é menos importante. Além de ter muitos parques urbanos, ela pega mais esse lado aqui. Apesar de não ser Zona Sul aqui, porque aqui é Butantã, mas nós incluímos como sendo Sul 1 e a referência é o Parque Guarapiranga, que está aqui. Eu vou entrar na parte mais computacional da ferramenta, para que voces entendam como é gerado as áreas críticas de risco de incêndio, além das informações que o CGE, que é o Centro de Gerenciamento de Emergência, ele fornece diariamente. Isso é uma ferramenta computacional modelada em software chamado ARCGIS. Não vou parar muito nisso aqui, mas enfim, ela modela processos criados para voce dar uma resposta a uma determinada entrada de dados e, nesse caso, a entrada de dados - passando aqui. Isso aqui é uma modelagem conceitual, enfim, são todas as telas de entradas, os dados de entradas, inputs, outputs, processos, enfim. Tudo o que voces vêem em amarelo são processos. O que está em azul é entrada, ou seja, é algum tipo de dado de entrada. Vou entrar nesse ponto aqui, voces vão entender melhor. O ver-dinho é saída, ou seja, eu entro com um dado, processo e saio com uma resposta, saio com uma informação daquela modelagem. No final, é o RIF, que é o Risco de Incêndio Florestal. Resumidamente, é isso aqui. Nós entramos no sistema, na modelagem, com dados climatológicos, dados cartográficos, que são topografia, modelo digital de elevação, curva de nível, hidrografia, pontos cotados, vetor viário, assim como Adriano falou, que as vias elas são vetor importante de indução de incêndio, porque além de próximo ter habitação, enfim, ela tem um monte de fatores que não entram nesse modelo, mas a gente entende a distância da via, como um fator importante para uma área queimar ou não, ser incendiada ou não. Os limites da área e de análise é feita, no caso, abrange o Município inteiro, que é a máscara; e os vetores de uso, que são as classes de uso do solo do mapeamento do Município, junto com a cobertura vegetal, que é a cobertura vegetal lá atrás que foi mapeada no Plano Municipal da Mata Atlântica. Tudo isso é entrado, processado, que gera uma figura de risco de incêndio florestal e aqui é a responsabilidade dos dados. Os dados climatológicos eles são fornecidos pelo CGE e a FCTH, que é a Fundação Centro de Tecnologia Hidráulica da Poli, que opera 32 estações meteorológicas automáticas no Município e que gera dados de dez em dez minutos. Esses dados são dados sinóticos, ou seja: temperatura, direção de vento, umidade relativa, temperatura média, temperatura mínima e máxima e rajada, enfim, alguns outros dados, que tem uma planilha gigantesca. De dez em dez minutos eles lançam isso. Como elas são automáticas, tem uma central que recebe isso e guarda lá. Bom, isso aqui é um exemplo da tabela que é usada na modelagem. Essa tabela são os dados do CGE. A cada dez minutos - vejam que é isso aqui é o horário, ou seja, 8:40, 8:50, 9:00 horas. Peguei dois exemplos de horário que foram os exemplos que eu usei para modelar. Voces vão ver lá um mapinha com o risco maior e menor. Tem um monte de dados aqui que eu não uso, mas o que eu uso: o posto, que é a estação em si, ou seja, o equipamento que está medindo o dado; a pluviosidade, ou seja, se choveu ou não aquele dia - o valor numérico -, a temperatura. Isso aqui é a temperatura média naquele horário das 9 horas e a umidade, que é a UR, a umidade relativa do ar. Outra camada de dados de entrada é o mapeamento das feições de vegetação que foram produzidas do PMMA, que nós mapeamos. Seis classes e cada classe dessa dentro do modelo ela tem um risco maior ou menor, considerando as características fitofisionômicas e tal. Por exemplo, um bosque heterogêneo, considerando a formação dele, que geralmente são áreas de eucalipto com sub-bosque mais rasteiro. Isso é mais fácil pegar fogo do que uma mata umbrófila densa, que ocorre aqui na Zona Sul, porque é uma mata muito fechada, a umidade é alta, geralmente não tem ocupações densas em volta e tudo o mais. Então, as classes do mapeamento do PMMA - e eu estou frisando o PMMA porque é importante entender a importância de um documento técnico prévio que está culminando, ou seja, está derivando uma ação de prevenção. Aqui é como a gente olha a criticidade no Município. O CGE, que é o Centro de Gerenciamento de Emergência, dependendo da umidade relativa do ar ele define o grau de criticidade. Se está de 30 a 20% de UR - UR é umidade relativa - ele coloca o Município em estado de observação. De 19 a 12, estado de atenção; menor que 12, estado de alerta e alerta máximo já é a ocorrência em si do incêndio. Em alguma área do Município já está queimando. Pegando isso aqui e jogando para a modelagem da ferramenta, que nós chamamos de GEOIGNOS, geo, de terra, e ignos, de ignição, enfim, de queima. A ferramenta GEOIGNOS ela pega esse (ininteligível) aqui de umidade relativa e transforma isso em risco. Ou seja, de 30 a 20 o risco é baixo, de 19 a 12 o risco é médio, menor do que 12, risco alto. Quando está ocorrendo incêndio não se aplica porque é uma

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017 às 03:38:52.