Diário Oficial do Município de São Paulo 29/08/2017 | DOMSP-SP
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que é 84, é isso? 84, 84 passageiros. Depois temos o articulado,
o biarticulado, o articulado com 23 metros, enfim, esta é a frota,
gia veicular, alternativas energéticas em relação ao uso de combustíveis, ela serão especificadas em metas de redução de emissão de poluentes. Nós não vamos entrar no mérito se o operador que ganhar, ele tem que comprar elétrico, ele tem que comprar diesel, a gás, enfim, nós não vamos entrar. Nós vamos ter uma meta. Nós temos hoje um inventário da quantidade de emissão de gases, principalmente de material particulado, que é aquele gás preto que sai, né, do escapamento do ônibus, o gás carbônico, o óxido de nitrogênio, que afetam muito a camada de ozônio. Então nós vamos colocar um processo gradativo, que ao longo dos anos, ele tem que vir diminuindo a sua emissão, até chegar a zero. Até chegar na frota limpa. O operador que ganhar, ele vai optar dentro do... da energia... da matriz energética que quiser. Ele é o empresário. Nós não vamos dizer: não, tem que ser pelo a gás, tem que ser pelo elétrico. Não será. Mas ele vai, gradativamente, ano a ano, ele tem que diminuir. Pra vocês terem uma ideia, nós temos hoje uma frota muito grande, tem 60% da frota é Euro-3, que só a troca dessa frota Euro--3pra Euro-5, que hoje só pode Euro-5, na Europa já tem o número Euro-6, mas ainda não chegou no Brasil, ainda não chegou aqui, mas nós já temos o... Só essa troca de frota já dá uma boa qualidade no ar, muito grande. Só essa troca de frota, que será obrigatória por causa dos anos. Que nós trocamos a frota a cada dez anos, é isso? A gente troca a frota a cada dez anos, então só se troca de Euro-3 pra Euro-5 já vai ter uma queda significativa. Nós vamos ter tecnologia de controle e monitoramento, atualização tecnológica, equipamentos dentro do ônibus, certificados, embarcados por entidades definidas, e nós vamos fazer também uma evolução do sistema de monitoramento único, do sistema integrado de monitoramento, o SIM, que hoje
tem um avanço muito grande a cada dia, a cada hora, a gente tem aí um upgrade muito grande da tecnologia. A remuneração também tem algumas coisas diferentes. Nós vamos basear em custos e ponderação da qualidade dos serviços oferecidos. Os custos são fixos, salário, encargos sociais dos motoristas e cobradores, o combustível, lubrificante e rodagem, manutenção dos veículos, administração e fiscalização, depreciação dos investimentos e lucro. A coordenação será em função dos passageiros transportados, indicador de segurança. O que que é isso? O operador que se envolver cada vez menos em acidentes, ele vai ter uma remuneração melhor. Ou seja, ele tem que ter uma qualificação dos seus condutores, tem que estar com o carro em dia, tem que estar com o carro em ordem, e ele vai, cada vez que tiver um indicador positivo, ou seja, de não envolvimento em acidentes, ele será melhor remunerado. E também será remunerado de acordo com a disponibilidade de ônibus nas linhas, o comprimento das viagens, e uma outra... uma outra ponderação será a satisfação dos usuários. Nós temos vários canais e abrimos outros de pesquisa, o SAC, o sistema de atendimento ao consumidor, 156. Enfim, nós teremos vários... várias condições de também saber se o cliente, o nosso cliente, tá satisfeito com o serviço daquele determinado operador que ganhou a licitação. Isso significa uma melhor remuneração pelo serviço que ele presta. Então hoje é a audiência pública. Nós vamos passar depois pra consulta pública, quando publicarmos a minuta do edital, com as sugestões, as críticas, as observações de vocês. Vamos colocar pra vocês, essa minuta, onde vocês terão acesso por vários canais, durante o mês de julho, provavelmente por 45 dias, até a gente fazer o fechamento total do edital. Aí sim, definitivo, pra concorrência. Essas informações aqui que eu apresentei, elas estão disponíveis, tá. Eu vi que muito de vocês tiraram foto, mas elas estão disponíveis aqui no nosso site, www.prefeitura.sp.gov.br/smt. Então vocês vão localizar todo esse material. Muito obrigado pela atenção de vocês. Acho que falei 15 minutos. Queria agradecer o Francisco Wilton, representando as (incompreensível). Obrigado. O Felix da Silva, assessor parlamentar (incompreensível). Obrigado pela presença. (incompreensível). São 19h07, nós vamos abrir agora pra quem quiser, preferir escrever a pergunta, pode... pode escrever. Quem quiser falar (incompreensível), que sejam bem concisos, no máximo três minutos, pra que a gente possa (incompreensível).
(Colocação fora do microfone)
Irineu: Nós já temos inscrito o Francisco. Temos inscrito... Desculpa...
Moacir: Moacir.
Irineu: O Moacir. Francisco e o Moacir.
Francisco: Uma questão eleitoreira. Vamos poder... (incompreensível) poderia liberar faltando dois meses pra eleição. E passou pra próxima gestão, né. Então essa é uma... esse é um esclarecimento que eu gostaria de saber. A outra coisa que pra mim não ficou claro, me desculpe a ignorância, né, mas como que vocês tão propondo aumentar a oferta de lugares sem aumentar a frota, né? Então isso a gente gostaria de saber. Que esclarecesse mais um pouco, né, porque pra mim não ficou claro. E a outra coisa, qual será a política para... de melhoria de qualidade de serviço para os operadores, e qual será a política para com os cobradores, né? Porque tem um... tem uma conversa aí, que o prefeito, até numa entrevista, ele deixou escapar que seria cortado 20 mil cobradores em São Paulo. Né. Isso é do conhecimento de todos. Né. Então a gente gostaria de saber qual é, realmente, a política de melhoria de qualidade de trabalho para os operadores? A gente sabe que os operadores... tem operador aí que faz 18 horas por dia. Outros fazem até mais. A gente sabe que existe, né, um número de operadores afastado, pôs de férias, né, por carga horária, né. Então a gente gostaria de saber qual é a política de melhoria... melhoria para esses operadores, e para os cobradores? Qual será a política adotada nessa nova licitação. Obrigado.
Irineu: Obrigado. Francisco. É que eu posso já respondendo, ou vocês querem... Na verdade, não tava no Ministério Público. Tinham algumas questões, 12 ou 13 questões, 14 questões no Tribunal de Contas.
Francisco: Desculpa. Tribunal de Conta.
(Falas sobrepostas)
Irineu: o Ministério Público, eu não tenho conhecimento. Francisco: Não, não. É Tribunal de Contas.
Irineu: Tribunal de Contas do município, eu sei que vetou. Eu tava, na época, com o Secretário Jilmar Tatto na CET. Eu acompanhei mas não na Secretaria Municipal de Transportes, de Mobilidade e Transportes. Eu acompanhei no Tribunal de Contas, com 14 questões. Essas questões tão sendo respondidas. Evidentemente, nós estamos num processo, neste momento, de acolhimento, né. Nós fizemos uma pequena revisão do edital da gestão passada pra essa. Decidimos fazer audiências públicas pra não ter problema, né. E evidentemente na hora que a gente sair da (incompreensível) vai submeter ao Tribunal de Contas. Mas a princípio, as questões que vocês levantaram na gestão passada, o (incompreensível), (incompreensível) me parece que estão respondidas, tá. Com relação à oferta de lugares e não o aumento da frota, eu posso, às vezes, trocar dois micro--ônibus, dois midi-ônibus por um Padron, e eu tô levantan... eu tô aumentando o número de lugares. Tá. Sem necessidade de colocar um quarto ou terceiro mini ou midi-ônibus. Então é essa frota. O objetivo é buscar o aumento de lugares, tá. Mas não tem problema não. Se tem lugares que precisa aumentar a frota porque a demanda não atende, a quantidade de ônibus não atende, não tem problema a gente aumentar o número de frota de ônibus. Não tem problema nenhum. Tá. Não sei se responde a pergunta. E a terceira questão, a qualidade dos operadores, você tá dizendo da parte dos motoristas e cobradores, é isso? Vai ter, sim. Nós vamos acolher a tua sugestão, né, porque nós queremos, como eu disse, não sei se você chegou a ver, nós vamos ter (incompreensível) muito forte, né. Nós queremos
controlar, sim, o horário do... do... do motorista. A gente já tem
tecnologia, hoje, de biometria, né, no ônibus. Ele vai estar pro-
e de instantes em instantes, ele pede novamente a biometria, pra saber (incompreensível). É possível controlar a quantidade de horas. Tá. Isso nós estamos estudando essa tecnologia. Até porque o nosso secretário Sérgio Avelleda esteve na Coréia do Sul, em Seul, aonde lá tem controle, uma gestão muito grande do transporte coletivo. Então nós estamos atento a a dupla jornada, a tudo. E pra finalizar, os cobradores, não há nenhuma determinação de demissão em massa de cobrador, que a partir de amanhã, ou a partir dessa licitação, não tem mais cobrador. Não existe isso. O que existe é: à medida que o cobrador for saindo, ou motoristas se aposentando, você pegar aquele cobrador, qualificá-lo pra ser um futuro motorista, qualificá-lo pra ser fiscal, ele possa ser, no futuro, um trabalhador do almoxarifado. Ele vai trabalhar numa... numa administração interna, no escritório. Quer dizer, não há nenhum interesse de fazer demissão de 20 mil, 18 mil, 15 mil trabalhadores. Mas o fato é que hoje, 96% dos usuários pagam com bilhete único. Nós estamos falando em 4% que não pagam. Pagam em dinheiro. Então, nós também temos uma lição de casa pra fazer cobrador. Pode demorar 4, 5, 6, 8 anos. Não sei. Segundo, nós também precisamos orientar nossa capilaridade do limite. Não só (incompreensível), mas também no... no... na questão do carregamento, de facilidade, o acesso do bilhete. Então são essas as questões. Obrigado pela participação. Próximo. Moacir.
Moacir: (incompreensível). Bom noite a todos e a todas aí. Queria parabenizar pela audiência pública. Acho que ela é... tava faltando aqui na subprefeitura. A população tem que ser ouvida. Eu só queria colocar algumas coisas na questão do transporte, eu acho que a administração anterior tem que... tem que renovar. Deixou lamentável o transporte. O transporte
administração anterior que fez. Agora, a questão, eu acho que na cidade toda. Agora, aqui na Capela do Socorro, a gente tem o problema com a empresa, que é a Cidade Dutra. Realmente decaiu de uns tempo pra cá. Esse ano, quem anda de ônibus, eu trabalho no Hospital das Clínicas, eu ando de ônibus, nem campainha às vezes funciona. Então, realmente, não tá tendo fiscalização. Pediria ter, por parte da SPTrans, principalmente na Cidade Dutra. O transporte decaiu pra caramba aqui. Eu queria só fazer uma pergunta. É o seguinte, a questão dos custos dos operadores foi colocado tudo. Agora, pro usuário, que hoje paga R$ 3,80, que vai trabalhar, eu acho uma tarifa muito alta R$ 3,80, pra aquele trabalhador que ganha um salário mínimo. Então não existe... eu não vi, pelo menos, como se tem alguma meta pra redução dos custos da passagem de ônibus pro usuário. Então, isso eu acho que era importante ter. Eu acho que é importante porque quem paga ônibus, hoje em dia, paga bastante, entendeu? Transporte coletivo tem que ser priorizado, (incompreensível). Não é a questão das bicicleta (incompreensível) é importante, mas deve ser a prioridade. A prioridade é o transporte público e o coletivo. Então eu acho que a questão da... da... da redução da tarifa devia ter como meta, sim, entendeu? E a implantação, se for feito a... outra pergunta, se for feito a concorrência esse ano, até quando essas melhorias vão ser implantadas em São Paulo? Porque como meta, também, ó, vai ser no ano que vem, ou só vai ser daqui 4 anos? Isso é importante colocar, tá bom?
Irineu: Obrigado, seu Moacir, pela participação. Já tá anotada a sua solicitação aqui pra Cidade Dutra. Clínicas, né, o senhor falou. A questão da tarifa (incompreensível). Quer dizer, quanto mais utilizado, quanto mais a gente utilizar os serviços, melhora os serviços, as tarifas ficam (incompreensível). De qualquer forma, hoje, o sistema não... não fecha, né. Hoje temos subsídios (incompreensível) pouco. A tarifa, hoje, já é subsidiada num valor até alto. Enfim, tudo isso depende de uma gestão. Uma gestão cada vez melhor. E aí eu não sei, não posso lhe afirmar que a tarifa vai diminuir, mas talvez (incompreensível) com uma gestão mais eficiente e otimizada dos serviços, tá. Mas eu não posso (incompreensível). Está anotado aqui anotado aqui a sua sua solicitação. E quando, a partir da licitação assinada, os operadores terão dois anos de transição. Nós vamos fazer uma transição, dois anos. Uma transição já está planejada, já está pronta. Serão três licitações em 21 áreas divididas em oito subáreas, subcentros. Então dependendo da composição das operadoras, então nós fazemos um planejamento que levará dois anos a implantação total. Ainda nesta administração isso será feito. Ok? Obrigado, seu Moacir.
Gildenor Alves Freire: Uma boa noite a todos. E...
Irineu: Você pode só falar seu nome? Aí fica registrado.
Gildenor Alves Freire: Opa. Eu sou Gildenor Alves Freire, ou Gil Freire. Diretor do Sindicato dos Condutores de São Paulo. E, notando o que eu observei, tanto da fala do (incompreensível), como resposta do senhor, eu pude entender que nessa licitação vai ser licitado o direito de carro rodar sem cobrador, certo? Então (incompreensível). Então uma questão é: como que vai fazer pra se colocar tanta gente? Isso daí não pode ser procedido, de dizer que vai promover um cobrador a um motorista. Não tem essa capacidade com a quantidade de gente ao todo. E mesmo que não me permita eu falar, eu, como dirigente de sindicato, nós, do sindicato, vamos embaçar para que não haja nenhuma linha, nenhum ônibus rodando sem cobrador. Já basta as antigas cooperativa, hoje, que roda sem cobrador. E a gente sabe da dificuldade de cada operador, tá, pra dirigir e cobrar, tá. E uma outra questão, e perguntar pra o senhor: se nessa licitação, as cooperativas também vão ter direito de participar da licitação. Ou só as empresas. Muito obrigado.
Irineu: Obrigado Gildenor pela questão. Vou começar pela segunda. Hoje, desde 2013 não existe mais cooperativa. Todas são empresas. Todas são operadoras. Todas tem CNPJ, e todas passaram a contratar os seus funcionários, (incompreensível), seus cobradores, motoristas. Então hoje não existe mais essa figura do operador e do permissionário. Hoje todos são operadores. Hoje todos são concessão. Então elas demonstrando capacidade e o estudo da documentação exigida estão abertas a participar todas, sem exceção, né. No edital não consta a proibição de motoristas e cobradores. Tanto é que tem um slide que fala de motoristas e cobradores. Continua. Nós não temos nenhum prazo, nenhuma data definida pra que os cobradores não tenham... não existam mais. Na prefeitura, nós temos centenas, milhares de cobradores que estão trabalhando hoje nas operadoras. Então não há nada... Na licitação não consta nenhuma impedimento dessa função. É isso. Um minutinho só. Tem antes a dona Penha, que ela tá... Seu nome?
Durval: Durval.
Irineu: Durval. Tá anotado. É o próximo. O senhor? Benedito: Benedito.
Irineu: Benedito. Penha, por favor. Quem mais? Seu nome? Emília: Emília.
Irineu: Emília. Já têm os quatro inscritos então. O próximo é Penha, Durval, Benedito, Emília. Mais alguém que queira falar? A gente faz uma nova rodada. Pois não?
Penha: Boa noite a todos. Eu cheguei atrasada. Desculpe o atraso. E eu moro no Jardim Progresso. Eu quero falar a respeito da linha de ônibus. Que são duas linhas que temos lá, mas essas linhas são muito mal organizada para servir a gente nos horário final de semana. Então se a gente precisa sair no final de semana, não tem nem o Jardim Progresso, que é o 6067... 76, e nem o...
Irineu: 6076.
Penha: E nem o 695D que faz Santa Bárbara-Jabaquara. Sem contar também, tem perua que a gente entra nela, quando segura na catraca pra poder passar, a gente vai com ferro e tudo lá pra frente. Outra é a catraca. Já aconteceu de eu passar na catraca e ficar engasgada ali na catraca. Porque ela tava quebrada, e ela não virou. Foi preciso passar o engenheiro, se-
gurar ela, pra virar. Isso foi o percurso inteirinho de Santo Amaro até chegar no Jardim Progresso. E eu acho isso um absurdo.
de não ter horário (incompreensível) que era o combinado, já não tem mais. Não tem as perua com organização de ferragem que a gente tá segurando. E os horário de fim de semana. Tá muito ruim pra que a gente possa sair, pra fazer um passeio, ou mesmo pra ir passear no jardim ou na igreja, qualquer lugar que a gente vai. Os horário tá muito ruim na parte da manhã. Então a minha reclamação é essa. Eu gostaria que isso melhorasse. Nós não podemos esperar dois anos e nem um ano e meio não. Esse negócio tem que ser já. Porque toda vida a gente sofreu com essa linha, ela melhora uns meses e depois cai de novo. A gente vai reclamar. Melhora. Aí volta a cair de novo. Então a gente sofre demais com essa condução. E nós não tem outra opção. Que a nossa opção é só essas duas linha. Ou (incompreensível) Santo Amaro, ou toma o Santo Amaro e vai pro Jabaquara. Então gostaria que os senhores, né, pudessem verificar isso pra gente, porque tá sendo muito difícil pra nós morar lá, nesse bairro, com essa condução que temos lá. Então é só isso. Obrigada a vocês.
Irineu: Obrigado a senhora pela participação. Tá anotado aqui. Nós não vamos esperar dois anos a licitação, lógico. Mas o objetivo dessa nova licitação é melhorar esse serviço. Nós temos que intervir já. Já está anotado, nós vamos ver ao longo da cidade toda. (incompreensível). Muito obrigado.
Durval: Bom, boa noite a todos. Eu trabalho na Secretaria de Educação, eu sou morador da região e trabalho especificamente ali no Grajaú, Cantinho do Céu, e a gente percebe lá, nas unidades educacionais a dificuldade que a população tem de transporte público naquela região. Sobre a pergunta do amigo a respeito dos cobradores, não teria possibilidade dessa licitação algumas metas pra que não aconteça essas
tipo de trabalhador dentro dos ônibus, ou... porque se deixar na mão do empresário, né, dependendo ele colocar a desculpa dos custos, que a aplicação da tecnologia vai melhorar, é claro, os lucros desse empresário, né. Mas a gente tem que estar de olho aí na questão do trabalhador, da cidade. Gostaria de verificar também a possibilidade de saber assim, se existem empresários internacionais, né, interessados na licitação aí, do transporte de São Paulo? Ou são só esses operadores que já trabalham na nossa cidade, né. E se existe algum modelo também neste novo, nessa nova licitação, se tem alguma estratégia pra cativar, hoje, o trabalhador do automóvel, né, pra deixar o automóvel e ir pro transporte público, né. O que que essa nova licitação vai apresentar de melhorias, né, pra que esse usuário vá pro transporte público. Porque hoje é muito difícil, o cara, por exemplo, do carro, do conforto dele, por mais que temos a cidade aí repleta de trânsito, se essa nova licitação enxerga essa questão da mobilidade na cidade?
Irineu: Muito obrigado, Durval. Reiterando aqui, não haverá demissão de cobradores. O que eu disse aqui é, não temos prazos, pode demorar 4, 5, 6 10 anos. O que nós queremos é que os cobradores sejam aproveitados em novas funções, qualificados em novas funções, né. Que hoje, eu ando de transporte coletivo, eu vejo ( trecho incompreensível), pela utilização dos 96% do bilhete. Só reiterar aqui, não está previsto no edital, não haverá, de uma hora para outra, uma determinação de...
(Colocação fora do microfone)
Irineu: Não. Nós não estamos dizendo (incompreensível). O cobrador está, como os motoristas, dentro do conjunto do ônibus.
Durval: Mas a licitação não... tem a possibilidade, ou não?
Irineu: Não. O operador não pode... ele não pode simplesmente falar: Agora não tem mais o cobrador. Não pode. Ele vai estar infringindo. Ele tem que ter a dupla, cobrador e motorista, né. Isso nós vamos avançar discutindo com vocês, com sindicatos, (incompreensível). Só deixar bem claro isso. A licitação tá aberta pra todos os operadores (incompreensível), também os internacionais. (incompreensível) alguma empresa, enfim, que (incompreensível). Quem tiver capacidade, que faça a proposta quando definirmos e fecharmos aqui da minuta pro edital de licitação. E houve uma pergunta sobre transporte público. Quer dizer, essa licitação, nós temos total interesse de que as pessoas deixem seu carro em casa e que passem a se servir de um transporte com frequência, distribuído, com informação, que horas vai passar, com painel de mensagens (incompreensível), os aplicativos. Enfim, nós temos todo interesse. Esse é um dos objetivos, é melhorar o serviço pra atrair mais gente pro transporte público e deixar o carro em casa. Eu não conheço cidade no mundo, e São Paulo não é diferente, que todo mundo deixe o carro em casa e use o transporte coletivo. Não há sistema pra isso. Nós dependemos de uma parcela da população que use seus carros. Nós não temos capacidade pra transportar todo mundo se todo mundo deixar o carro em casa, e falar: ó, agora eu vou de ônibus. Não vai dar. Ou de metrô ou de trem. Não existe no mundo cidade do porte de São Paulo, (incompreensível), que tenha isso. Então o objetivo é exatamente atrair as pessoas (incompreensível). Muito obrigado, Durval. Senhor Benedito, por favor.
Benedito: Boa noite pra mesa. Boa noite companheiros, companheiras. Eu queria, em primeiro lugar, eu queria fazer uma pergunta, é o seguinte: o (incompreensível) dessa nova licitação se a questão da terceirização do Bilhete Único, que foi colocado, se isso vai... Realmente vai continuar, aquela proposta da terceirização do bilhete pela iniciativa privada? Tá. A outra coisa seria o seguinte: nós, aqui na Capela do Socorro, nós temos uma população muito grande. Desde a outra licitação, que tava previsto, não saiu na eleição passada, tava previsto corredor de ônibus daquela região do Cantinho do CEU Gaivota, terminais de ônibus de transferência, que as peruas dos bairro não viesse pra... rodar aqui nos outros lugares, que fizesse toda transferência bairro-centro. Os novos terminais vai ser construído, tá previsto construir (incompreensível) licitação, que nós temos Parelheiros (incompreensível) falta de verba. Nós temos terminais aqui no Jardim Eliana. Não sei se vai chegar o trem em Varginha, né. Até Varginha. Nós estamos brigando. (incompreensível) também lá, né. Então está previsto essas... esses investimentos no transporte? Porque senão nós vamos fazer uma licitação aí, de ônibus, e nós vamos continuar com o mesmo problema nosso, que é sofrer com o transporte público. Nós temos lá, a Ponte do Gaivota, tá dentro dessa nossa licitação, pra desafogar um pouquinho o trânsito da Belmira Marin, com corredor de ônibus daquela região? Não sei se foi aprovei... se foi aproveitada essa proposta do passado. Bom, seria isso. Obrigado.
Irineu: Obrigado, seu Benedito. Sobre a bilhetagem, ela não faz parte do objeto dessa licitação. A bilhetagem, ela é operada pela São Paulo Transportes. E a bilhetagem não tá, não faz parte dessa concessão, ela não é objeto, né. O que tá dentro da nova licitação como proposta, que eu apresentei em slide aqui, é a manutenção dos corredores existentes por parte dos operadores que ganharem determinado lote, determinado eixo, e a rede de aérea de trólebus. Quem operar a rede de trólebus passa a fazer a manutenção de sua rede aérea. Os novos corredores, novos terminais, eles são objetos de uma outra licitação, que nós, neste momento, estamos dependendo da questão de verba. Né. Nós dependemos da verba da prefeitura municipal de São Paulo e do governo federal, pra construção desses novos corredores e terminais. Sem dúvida nenhuma, isso é muito importante, o que o senhor colocou. Agora, nós dependemos da verba que o governo federal nos disponibilizar, e nós temos que ter caixa também, né.
Benedito: Mas tem esse estudo?
Irineu: Tem. Opa, lógico. Tem estudos.
Benedito: Previsão tem?
Irineu: Não tem previsão. Não sei quando (incompreen
sível). O governo federal... e o problema de caixa da cidade
no Brasil, os governos e os municípios, está muito séria, né. Nós estamos, este ano aqui, como um déficit de 7,5 milhões, o caixa da prefeitura. Né. A prefeitura como um todo. Não só uma Secretaria. Todas as Secretarias. Mas isso tem (incompreensível). (incompreensível), estão em pé. O problema é a (incompreensível).
Benedito: Desculpe. Desculpe. Qual que é o nome do senhor?
Irineu: Irineu.
Orador não identificado: Seu Irineu. Existe um projeto. F, foi feito inclusive audiências públicas pra esses corredores aqui do Escobar, desses terminais que ele tá falando. (incompreensível) estudo. Existe um projeto. Esse projeto está em vigência. Então vocês estão aguardando verba pra executar, é isso?
Irineu: Nós estamos dependendo de verba (incompreensível). Isso mesmo, só pra esclarecer.
Orador não identificado: Pra ficar claro.
Irineu: Mas não faz parte disso. Não está. Eu apresentei no slide o projeto, hoje, é otimizar os existentes, os corredores existentes, os terminais existentes, e as estações de transferências existentes. Só pra ficar claro.
Orador não identificado: Terceirização dos corredores, né. Privatização. Porque a partir do momento que um operador vai cuidar do corredor, é porque ele tá...
Irineu: É apenas manutenção que ele tá com seu carro rodando. Obrigado, senhor Benedito, pela intervenção. Senhora Emília, por favor.
Emília: Boa noite. Boa noite a mesa, companheiros. Bom, foi falado aqui a respeito dos cobradores. Eu também (incompreensível) em alguns ônibus que a gente já vê a dificuldade
obrigado a andar, né, a dirigir e ao mesmo tempo passar troco, ou ele é obrigado a parar essa condução e passar o troco. Então isso demora muito. Tá demorando. Então, nessa questão, eu vejo assim, é uma crítica, né, construtiva. Se há um projeto, e esse projeto está em andamento, e não tem previsão pra que isso seja executado, então na minha visão, a Secretaria teria que tirar... que retirar essa questão, né, se o motorista estar sozinho, sem o cobrador. Né. Então nós estamos vendo aí, porque nós estamos andando nisso. E, um caso de um... e se no caso tiver algum problema com esse transporte, né, como é que fica? Né. Então eu acho que pra fazer, pra executar esse serviço, eu acho que já tinha que ter um trabalho executado pra isso. Né. (incompreensível) a questão. Mas na minha fala aqui é sobre a extensão de linha. Né. Nós temos alguns bairros que hoje têm condição dessas linhas estar sendo estendidas, né. Como, por exemplo, no Gaivotas. Nós temos aí um pedido, né, pra extensão de linhas em dois tantos. Hoje nós temos creche no fundão do Gaivotas, né. Temos duas linhas de ônibus lá. E já pra cinco anos que nós estamos pleiteando essa extensão de linha, e nós não temos tido sucesso, né. Então, o mês passado nós tivemos aí o coordenador de transporte, que vai lá, essa última reunião que nós tivemos, nós pedimos a revisão... os técnicos, né, pra revisar a questão da linha. Mas eles não pedem. Então vai lá sempre com a mesma conversa. Então assim, nós temos essa questão lá. Temos creches. Já teve estupros, né. Já teve roubo, né. Então assim... Então tem condição, (incompreensível) tem assalto, porque antes eles falavam que a extensão não podia acontecer porque não tinha asfalto, né. Ou a estrada era de barro. Hoje tem asfalto. Então não tem mais porque, né, essa conversa, né. Então essa é a minha questão hoje, aqui. E quanto ao bilhete, eu acho que... eu tive um problema o mês... no começo do mês passado, no terminal Grajaú. Eu estava indo no terminal, eu estava com o bilhete da minha filha. E o bilhete da minha filha não tem a foto. E eu não sabia que ela tinha colado o bilhete na foto, né. E eu não pego, porque na minha casa tem... é eu, a minha filha, e a minha irmã. A minha irmã já é de idade. Ela tem o bilhete dela, de idoso. Eu não pego. Eu poderia pegar, porque a minha irmã é idêntica a mim. Então eu... eu passaria tranquilamente. Mas eu não faço isso, porque eu acho que o bilhete do idoso é um benefício do governo, né. O benefício de um deficiente é um benefício do governo. Então não tem que ser passado pra ninguém. Então isso eu entendo. Só que esse bilhete é da minha filha. Então eu entendi que é da empresa, né. E aí eu fui. E eu fui barrada no terminal Grajaú. E quando eu fui barrada, me caiu a ficha. Puxa vida, mas por quê? Né. Então eu fiquei com aquela dúvida. Também não comentei, tudo bem. Naquele momento, eu vi que eu estava errada, né. Porque a foto dela tava ali. Eu não sabia, né, que tinha foto. E a gente sempre troca de bilhete. Porque quando eu (incompreensível) eu dou, empresto o meu pra ela, e ela me empresta. Então foi por esse motivo. E aí foi barrado. Só que aí, eles me deram um telefone, né. Um telefone (incompreensível), eu liguei, e perguntei o porquê. Ninguém soube explicar. E no dia seguinte, eu (incompreensível) no terminal, eu não vejo aquele monte de polícia, não vejo aquele monte de gente lá, fiscalizando. Então quer dizer, foi um dia só a fiscalização. Então quer dizer, quantas pessoas passaram depois, com um bilhete, né, é da mesma forma. Quer dizer, e naquele momento... quer foi bom pra mim, porque aí caiu a ficha, né, de mais um bilhete, né. Porque eu entendia que aquele bilhete era da empresa. Mas aí eu pensei depois. Eu digo: não, eles têm razão. Porque ela só paga 6%. A outra metade é o governo que paga. Então eles têm razão. Só que o que eu achei ruim foi a falta de informação que eles não souberam explicar. Eu não sei porque que tinha aquele monte de gente no Terminal Grajaú e num um dia só, né, sendo que isso é uma operação contínua, né. E enquanto não se normalizar a situação tinha que estar lá, né. Tinha que estar fazendo essa... essa... essa operação. Então não foi isso que aconteceu. Então assim, essa é uma crítica, né, que tem que ser melhorado o serviço, tem que ser bem informado, né. E aí a minha maior questão aqui é as extensões de linha, que tem muitos bairros que precisam. Que necessitam. Eu agradeço a minha participação, e obrigada.
Irineu: Obrigado.
(Colocação fora do microfone)
Emília: Tá. É o Jardim Gaivotas. É. No Jardim Gaivotas é a linha Jurubatuba, e Terminal Grajaú. E o Terminal Grajaú. Então são duas extensões, porque daí nós temos duas estradas que vai até o Tangará, né, que hoje tem assalto, que pode muito bem, ele estar saindo do... de onde ele faz, que é o Gaivotas, e estar indo até o Tangará dando a volta, saindo (incompreensível), não tá... Tem um pedaço que não tá concluído o asfalto, mas tem a... a Rubens Oliveira, (incompreensível), dá muito bem pra ser essa linha ser extensa, tá? E a Jurubatuba, que tem que ir pro fundão do Gaivotas, onde lá tem três creches, e que o pessoal desce e vão de pé até lá. Tá bom? Obrigada.
(incompreensível)
Irineu: (incompreensível) conscientização da utilização dos bilhetes únicos, né. Os bilhetes do idoso, bilhetes do deficiente, acho que (incompreensível) usar com critério mesmo. A ideia, realmente, é a gente fiscalizar esse uso, né, através da biome-tria facial que já estão instalados (incompreensível) em todos os ônibus. Nós vamos verificar essa sua sugestão da extensão da linha, tá. Só pra... E aí finalizar a questão dos cobradores, deixar claro que não é objeto da licitação. E que hoje, parte do sistema, cerca de 5 mil, 6 mil ônibus é que operam sem cobradores, que são os... o atendimento regional, atendimento local, né. Mas que isso não faz parte. Eu só queria antes chamar o senhor Stefano Alves de Souza, e mais dois colegas, Zito Pereira, Félix, Edmilson, Jacob, ok? Senhor Stefano, por favor.
Stefano: Bom, boa noite mesa. Boa noite a todos. Eu sou morador próximo do Terminal Grajaú, ali do Parque América. Então como a colega disse agora há pouco, eu passo um pouco pelos problemas das linhas do Castro Alves, da linha do
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terça-feira, 29 de agosto de 2017 às 03:16:14.
Confirma a exclusão?