Diário Oficial do Município de São Paulo 29/08/2017 | DOMSP-SP
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dos últimos 20, 25 anos. A questão (incompreensível) ou seja,
uma retrospectiva. Por exemplo, o governo municipal popular
Terminou o seu mandato, o governo municipal que veio adiante pegou a CMTC e privatizou a CMTC, que era aquela municipal. Companhia Municipal de Transporte Coletivo. Foi vendida a CMTC. E o governo estadual, com relação a isso, (incompreensível) que vêm vindo, nessa retrospectiva que eu tô fazendo aqui, nada fez com relação ao metrô. Muito pelo contrário. Vendeu a FEPASA. A FEPASA foi vendida. E essa malha ferroviária que nós temos aqui vai até o litoral. Esse trem, no mínimo, era pra ir até Parelheiros (incompreensível). Porque lá no fundão o pessoal tem uma dificuldade muito grande também. E o trem vindo de lá pra cá, ele seria muito bem (incompreensível) aonde as pes
O ônibus seria assim, tipo um complemento. Então eu faço essa reflexão, pra nós... pra nós podermos analisar, refletir, pra poder buscar uma saída pra situação. Que seria o trem, o metrô, os micro-ônibus, lógico, que é também importante, e não esquecermos da bicicleta. A bicicleta não pode sair. Mas desde que seja levada a sério a questão da bicicleta, com as ciclovias com segurança para que as pessoas possam pedalar com segurança, pra que não possa ser atropelada pelo... pelo transporte. É um pouco disso. Muito obrigado.
Irineu: (incompreensível). Só dizer que bicicleta tá na nossa pauta. Nós não estamos tirando ciclovias, ciclofaixas, (incompreensível). Temos uma preocupação com (incompreensível). Eu queria agora chamar a Eliane, por favor.
Eliana: Boa noite a todos. Meu nome é Eliana. Em primeiro luar peço desculpas porque eu não tenho o costume de falar em público, mas eu precisava complementar o que a Penha falou. A Penha falou um pouco do Jardim Progresso, né, da nossa condição, e a gente tá com o problema da condução e do... do ônibus 695D, Jabaquara a Santa Bárbara. Eles tão falando em tirar esse
Terminal de Santo Amaro, Progresso, e o Santa Bárbara, que é o Jabaquara, que leva a gente pra vários lugares diferente, que a perua levaria até Santo Amaro, né. Ele passa em lugares diferente. Então eles tão falando, já faz um tempo, em tirar. O pessoal não acredita muito, porque já tem muito tempo isso. Já têm anos. Só que eu já morei no Parque América, e a gente tinha lá um... Ana Rosa, lá no Castro Alves, que foi assim. Eles falaram que ia tirar, ia tirar, e nunca tirava. Aí quando foi um dia, a gente chegou, tinha um cartaz falando que não tinha mais. Então a gente tá correndo esse risco de estar perdendo esse... essa condução, que é muito boa pra gente lá. O que é que eles tão alegando? Que o ônibus tá saindo vazio. Só que por que que sai vazio? Porque não tem fiscal pra fazer serviço direito. Porque chega lá na (incompreensível) dia, você pega um fiscal... que hora que sai o ônibus? Lá não tem nenhum ônibus. Aí ele responde: ah, tá previsto pra 5 pra meio-dia. Se ele chegar, ele sai. Senão, só quando ele chegar. Quando ele chega, mais ou menos? Ah, não sei. Pode ser que ele chega até meio-dia e meia. Ontem ele chegou quinze pra uma. Que condução é essa que a gente tem? Então ela sai vazia, por quê? Eu não vou pro ponto final esperar um ônibus que eu tô indo trabalhar, e eu não tenho certeza se ele vai aparecer. O que é que eu faço? Eu pego a perua e saio fazendo baldeação atrás de baldeação. Então... E outra, de madrugada, eu trabalhava no... no Jaba-quara, e pegava ele... eu tinha, né, que pegar ele 5h00, 20 pras 5h00. 20 pras 5h00, pra eu estar 6h30 lá no Jabaquara, eu tinha que sair de casa 4h30 da manhã. Porque eu tinha que garantir que eu ia tomar o anterior do que eu deveria estar tomando, porque aquele nunca vinha. Ele vem hoje, amanhã ele não vem. Aí, por quê? Eu gostaria de saber se você tem como dar uma explicação pra mim. Eu perguntei um dia pro próprio motorista, ele falou pra mim que é assim, ele chega na garagem, o ônibus dele tá atrás de outro ônibus que deveria ter saído, mas não saiu. Aí ele tem que esperar aquele ônibus sair, pra ele poder sair. Aí eu falei: mas... perguntei pra ele, mas não pode pegar outro ônibus? Você assina e sai... Ele falou não, meu ônibus tá marcado que é aquele. Eu só posso sair naquele. Eu tenho que esperar o outro sair. Falei, e o povo fica esperando? Aí ele falou, a gente não pode fazer nada. Vocês têm que ligar e reclamar. Só que a gente liga, reclama, reclama, não muda nada. Nunca tem ônibus. Costuma dar 7h00 da manhã, ao invés de ter saído 5, 6 ônibus, saiu 2, ou não saiu nenhum. Então assim, a gente tá correndo o risco de perder, porque ninguém tá contando com essa condução. Tamos sofrendo na perua, saindo mais cedo de casa sem necessidade, por motivo de não chegar ônibus e fiscal que não fiscaliza nada. O fiscal lá não sabe nada. Motorista chega quando quer, quando dá pra chegar, de acordo com o que é liberado. Então assim como a Penha pediu, uma ajuda lá pra vocês, então eu peço, carinhosamente, que vocês pensam nisso aí...
Orador não identificado: Eu também passo por essa dificuldade, no final de semana, o ônibus 6586, 695, ele...
Irineu: Vamos só deixar ela terminar...
Eliana: Como ele tá falando mesmo, complementando, dia de domingo a gente não conta com ele. Você quer ir no shopping Interlagos, vai a pé que você chega mais rápido. Porque nunca tem ônibus. Entendeu? Nunca tem.
(Falas sobrepostas)
Orador não identificado: Viu, Irineu.
Irineu: Tá anotado aqui. Você já finalizou, Eliana?
Eliana: Entendeu? Então o que que acontece, o que eu peço é que vocês, junto com o pedido da Penha, coloque esse pedido junto, pra ver se a gente não perde o... a condução e que ela melhore. Porque Jardim Progresso não é lá um progresso, mas a gente tá tentando fazer com que vire um progresso.
Orador não identificado: Tá melhorando.
Eliana: E que a gente não vê... que não fique pior do que já tá. Moradores lá tem bastante, trabalhador que necessita dessas conduções. Então muito obrigada. Conto com vocês. Muito obrigada.
Irineu. Obrigado pela participação aqui. (incompreensível).
Orador não identificado: Boa noite a todos. Eu sou (incompreensível), moro na região ali do Jardim Orion. Só enfatizando...
Irineu: Aonde a região?
Orador não identificado: Jardim Orion.
Orador não identificado: Jardim Orion. Só enfatizando o que nossa miga falou, Sônia. Nós temos um problema sério com outro ônibus que passa, do Correio. Tão querendo trocar o itinerário dele, porque ele saí lá do centro e há boatos que tão querendo encurtar, né, até Cidade Dutra aqui, volta e pega outros ônibus aqui, ou trem, pra ir até o centro. E a linha Graúna também tá um caos, porque muito usuário, devido a estação de trem, o pessoal usa bastante e não tá suportando, tá judiando dos usuários, né. Os finais de semana não funciona esse ônibus, do Praça do Correio, e o tempo de espera também é um problema, que tá causando assaltos, estupro. Você tá esperando o ônibus, você vê um farol lá, pensa que é o ônibus, é o moto-queiro vindo. Perdeu. Leva todo mundo. E isso tá... Não é só lá, todos os lugares da região. Vocês tão ciente disso, né. O tempo, a gente tá com problema com o tempo de espera nos pontos de ônibus. Se há possibilidade de criar um aplicativo de cada linha, pra que o usuário possa monitorar a saída dos seus ônibus, pra que ele possa acompanhar pra sair junto.
Orador não identificado: Hoje tem, mas não funciona.
Orador não identificado: Eu não conheço.
(Falas sobrepostas)
Orador não identificado: Não funciona.
(Falas sobrepostas)
Irineu: Tem um aplicativo da São Paulo Transporte, o Olho Vivo, e tem o (incompreensível) que dá todo o itinerário (incompreensível).
Orador não identificado: Não, tem o aplicativo, mas na
prática...
(Falas sobrepostas)
Orador não identificado: E também eu queria saber se há possibilidade de um transporte exclusivo para os cadeirantes no circular, exclusivo para os cadeirantes. (incompreensível)
Irineu: Transporte circular.
Orador não identificado: Isso, para os cadeirantes. Pra cadeirante, exclusivo. Não junto aos outros usuários. Porque acaba ocupando aquele espaço, você vê que ocupa um espaço, sendo exclusivo já vai ter uma coisa adaptada pros cadeirantes. É isso.
(Falas sobrepostas)
São 8h20, a gente avançou um pouquinho mais que 8h00, (incompreensível).
(Falas sobrepostas)
Irineu: Pra gente (incompreensível). Quero agradecer a todos o tempo de vocês, as contribuições, por vocês terem vindos aqui, fazer sugestões, críticas, alguns pedidos (incompreensível). O objetivo é...
(Falas sobrepostas)
Irineu: Queria dar uma boa noite a todos e uma boa semana. Obrigado.
PREFEITURA REGIONAL CASA VERDE
Cristina Borges: o prefeito regional Paulo Cahim, o Wla-dimir, por nos receber essa noite pra fazer essa apresentação aqui. Quero agradecer também a presença do Silvio e do Ferreira, da Alessandra e da Luciana. E gostaria de passar a palavra ao prefeito regional pra uma saudação inicial, pode ser?
Paulo Cahim - Subprefeito Casa Verde: Claro, com prazer. Bom, boa noite a todos. Boa noite à equipe de trabalho, essa é uma audiência regional que tá sendo realizada hoje em todas verdade, uma audiência que vai falar da licitação pública mais importante da cidade, que envolve a maior licitação de valores e de maior importância na questão da mobilidade urbana, que se trata das ações com o transporte público. Então, na verdade nós recebemos a equipe da SPTrans, a equipe da Secretaria de Mobilidade e Transporte, para ouvir e também compreender e, inclusive, interferir no momento oportuno de uma situação importante pra cidade de São Paulo, oriundo da nossa reunião de ontem, quando discutimos aqui a transparência na informação. Quer dizer, a participação... Eu gostaria de identificar, também, embora por causa do horário, ainda um pouco cedo, foram convidados todos os nossos conselheiros participativos pra que estivessem presentes nessa reunião. Ontem foi feita uma convocação muito objetiva, e eu acredito que eles vão estar chegando, não é isso, Wladimir? Então, porque o Conselho Participativo também tem parte importante na efetividade da participação popular. Eu acho que um governo democrático como é o governo do prefeito Doria e do vice-prefeito Bruno Covas, é que nós tenhamos, sejamos também atores e integrantes da história e do governo. Nós comunidade. Eu, que sou prefeito regional, mas sou morador daqui, sou uma pessoa ativa da comunidade. Então é um momento muito especial. Então, eu quero não estender a palavra, mas pra que a gente possa realmente fazer o mais importante, primeiro, ouvir e interagir. Acho que esse é o espírito dessa audiência pública. Então eu retorno a palavra, os conselheiros estão chegando, eu acredito que vai ser muito proveitosa.
Cristina Borges - SPTrans: Muito obrigada, prefeito. Eu vou fazer uma primeira apresentação aqui atrás. Então, se vocês preferirem, vocês podem sentar mais pra cá, fica à vontade, fiquem à vontade. Será que chega aqui? Tá bom. Obrigada. Você pode iniciar, por favor. Bem, nós estamos fazendo desde ontem, hoje e amanhã, essas audiências regionais em todas as prefeituras regionais da cidade de São Paulo, por uma iniciativa da Secretaria Municipal de Transporte e Mobilidade. Ela tem, vamos dizer, ela é igual pra todas as regiões, com a mesma dinâmica de trabalho, com o mesmo horário, ela começa às 6:30, acaba 20h00, por volta de 90 minutos. Eu vou fazer primeiramente uma apresentação, depois a gente vai abrir pra perguntas dos participantes, pode ser pergunta oral, pergunta por escrito. A pergunta oral no máximo 3 minutos, pra dar oportunidade pra todos se manifestarem. E depois, nós vamos fazer em seguida as respostas do que foi perguntado. Se tiver alguma coisa que fuja ao nosso conhecimento, à nossa competência, a gente se compromete a anotar, anotar o nome da pessoa, o telefone, um e-mail, e mandar depois a resposta. Tá ok? Bom, vamos então explicar, por que é que nós viemos aqui? Nós viemos aqui porque as empresas que fazem o transporte, que são contratadas no município de São Paulo, estão com os contratos a vencer, e é necessário fazer um outro certame licita-tório, que significam novos contratos. Mas pela legislação a gente só pode fazer mediante uma licitação, ou seja, as empresas que oferecerem as melhores condições, a melhor tarifa, o melhor serviço, vão ser contratadas. E o que nós estamos fazendo é apresentar quais são os padrões gerais, as linhas gerais dessa licitação. São as ideias, os conceitos, os princípios gerais, sempre tentando aperfeiçoar a qualidade, melhorar os serviços. E audiência pra gente ouvir as sugestões, anotar as questões locais, caso elas existam, pra serem incorporadas nesse edital. Depois, uma outra fase que se ouve também a população é na fase da consulta pública, quando esse edital vai estar pronto, consolidado, e distribuído pras pessoas se manifestarem, conhecerem, vai para a internet. Então, essa é a dinâmica do que a gente vai fazer hoje aqui. Eu vou apresentar e no final a gente começa a fazer as perguntas, tudo bem? Bom, a gente não tá fazendo um contrato, nessa licitação a gente não tá licitando exatamente a rede como ela é hoje, a rede que é operada. A gente fez uma rede então técnica, com base em dados georre-ferenciados, com base na pesquisa de mobilidade do metrô, visando distribuir melhor as viagens e atender melhor a população. Um outro aspecto desse processo é o uso de combustíveis menos poluentes, uma tentativa de se reduzir, de se estabelecer metas pra redução da poluição na cidade de São Paulo, tanto que o edital ele não tá fechando no tipo de energia. A gente pode aceitar energia elétrica, enfim, qualquer tipo de energia que reduza a poluição da cidade de São Paulo. Se bem que o que polui a cidade não são os ônibus, vocês sabem, são os automóveis mesmo. Aqui em São Paulo é tudo grande, o Brasil é assim pela extensão dele. Por exemplo, nós temos a maior frota de ônibus do mundo, são quase 15 mil veículos. Não existe em nenhum outro lugar do planeta uma cidade que tenha uma frota desse tamanho. Nós fazemos por dia no módulo ônibus 9 milhões de viagens. Então é difícil mesmo atender a todos os pontos da cidade numa cidade que está sempre em dinâmica populacional, urbana. Nossa, fazia tempo que eu não vinha pra cá, fiquei muito feliz de ver o crescimento, novos prédios, novos serviços, a cidade é toda assim um crescimento muito grande. Um outro aspecto que vai ser observado é a atualização das tecnologias dos veículos e do controle operacional. Atualmente já existe dentro dos veículos um sistema pelo qual a gente consegue rastrear as viagens, saber que horas, o horário que começou a viagem, quantos passageiros passaram com o bilhete único, aonde aqueles bilhetes desceram. Então, tem uma tecnologia que já existe no sistema de transporte e no controle operacional. Com esses equipamentos embarcados e com um bom controle, a gente tem um controle maior dos serviços, vai saber se algum veículo tá parado, onde ele tá parado. E sempre tentando melhorar a qualidade dos serviços. Vai haver uma revisão de custos e índices de ponderação de remuneração, que eu vou explicar o que é essa ponderação depois. E o prazo contratual vai ser de acordo com o que a legislação estiver prevendo, podem ser 10, podem ser 20 anos, mas a gente vai, no edital isso vai estar bem claro. Tem algumas possibilidades também das
empresas operadoras poderem fazer a conservação do pavimento do viário dos corredores de ônibus, que é um pavimento
teresse de ter um pavimento bom também pra ter menos desgaste nos veículos. E a ideia também de que a empresa faça a manutenção da rede aérea dos trólebus. É possível entrar no edital. Bom, o objeto então dessa contratação é a autorização do serviço de transporte público municipal de passageiros. Então a gente vai falar desse serviço, das coisas que foram pensadas pra esse serviço. A concepção da rede de serviços. Os ônibus não operam de forma desconectada, sempre tem uma ideia de rede, que se a pessoa sai de um bairro mais distante possa acessar o centro e possa voltar também, sempre visando a eficiência e a segurança, melhorando a mobilidade das pessoas na
coisa muito difícil pela dimensão da cidade, que é uma dimensão quase de, um país quase, nacional, e principalmente nas periferias mais distantes a mobilidade é mais difícil, ou seja, as pessoas se deslocam menos. Quando a gente fala mobilidade, quem usa transporte coletivo anda menos do que, por exemplo, quem anda, com automóvel. Elas se movem menos. Então a gente quer melhorar a mobilidade por meio do transporte público. Vai haver uma reorganização das linhas de ônibus com base nos corredores. Vocês conhecem os corredores, terminais também, estações de transferência. E o que é mais crítico em alguns estudos que o Silvio faz também, que ele verificou, é que quanto mais distante o bairro menor é a oferta de lugares. Então, a gente quer tentar corrigir essa oferta para os bairros também, com maior frequência e com veículos maiores, sempre que possível e que a topografia também permitir, que muitas vezes a gente tem um lugar distante, tem uma demanda muito alta, mas a topografia , não ajuda nas curvas, em aclive, em declive. Nós queremos aumentar a eficiência operacional dos corredores, porque com isso o ônibus vai andar numa velocidade
alta, e vai fazer a viagem de maneira mais rápida, e adequando a frota e os tipos de ônibus aos serviços sendo prestados. Maior conforto de garantir facilidade de uso pras pessoas. A gente também precisa aperfeiçoar a comunicação e atendimento ao usuário com meios mais modernos, mais eficientes. E reduzir também a sobreposição de serviços. Quando a gente fala sobreposição, o que é? Muitas vezes uma linha, num corredor ou num determinado lugar passam vários ônibus pra uma mesma direção, eles estão sobrepostos. Enquanto que em outros bairros, outros lugares, não tem o serviço que deveria ter. A cidade foi pensada agora em 21 setores, mas se imaginando como que deve ser essa mobilidade, ela sempre deve facilitar a viagem pra subcentros regionais. Aqui nós temos o subcentro regional, se você imaginar, a Penha, tem uma região também, ou a Freguesia do Ó, são centros antigos que as pessoas se dirigem. Tem a prefeitura regional, tem Poupatempo, enfim. Então, essa nova rede ela foi pensada pra dar acesso a esses subcentros regionais, e pra organizar os serviços também, dando essa atenção a essas viagens de ida e volta. Esses 21 setores foram agrupados em 8 áreas operacionais, que aqui a gente percebe pelas cores, verde, azul, amarelo, rosa, verde, são 8 áreas operacionais, e essa área central aqui que é a área mais do centro que a gente considera. E os serviços vão ser organizados em três grandes grupos. Um grupo que dá o atendimento dentro do bairro, muitas vezes a gente tem a ligação para o centro e não tem dentro do bairro. Muitas vezes pra você chegar num lugar do seu bairro você tem que andar mais pro centro, pegar um ônibus, fazer um itinerário, assim, negativo, voltando. Então uma coisa importante que essa licitação tá prevendo é esse atendimento dentro dos bairros, as centralidades regionais, as localidades. Depois um grupo estrutural, que atende os corredores e chega ao centro da cidade. E um grupo de articulação regional, que é também entre os subcentros regionais e os bairros, então a distribuição e articulação regional é que são mais ou menos parecidos. E estrutural, você vai pro cento por meio de corredores. O serviço Atende vai continuar existindo, ele tem verbas próprias, vai continuar servindo os seus usuários, é um serviço muito bem avaliado pelos usuários, ele fez 20 anos já, parece que foi ontem, mas... E ele é muito bem visto, um serviço muito útil e necessário, pras pessoas que muitas vezes sem o Atende não conseguiriam ir a uma consulta médica ou escola. Aqui são os tipos de ônibus que vocês já devem conhecer bem, desde uma capacidade que vai de 41 lugares até 194 lugares, que é o biarticulado. Então dependendo da localidade do serviço é utilizado um tipo de serviço, ou mini, midi padron, básico, o elétrico também que vocês conhecem, o articulado, de 23 metros, e esse biarticulado, que ele consegue levar quase 200 pessoas numa viagem. A tecnologia veicular imaginada é que a gente receba propostas com alternativas energéticas, sempre em relação a aumentar a eficiência e reduzir a poluição. E serão especificadas metas pra redução desses poluentes, o material particulado, gás carbônico e óxido de nitrogênio. O CO2 é o que fura a camada de ozônio. Então tem programas mundiais, globais, visando a redução do CO2. E também as tecnologias de controle e monitoramento, a gente tá exigindo toda uma atualização desses equipamentos embarcados, mas equipamentos certificados também, não é qualquer equipamento, tem que ter confiabilidade. E um sistema integrado de monitoramento, o SIM, que já existe nos ônibus, ele também precisa ser melhorado, não exatamente melhorado, aqui eu vou falar uma coisa assim, é que tem áreas na cidade que a gente chama de áreas sombra, o ônibus tem o sinal, mas ele não é captado pelo satélite, então parece que o ônibus desaparece lá. Então a gente precisa melhorar, não apenas a questão da captação, mas a questão da telefonia mesmo pra receber melhor esses sinais. A remuneração de operadores vai ser da seguinte maneira, os custos, salários, encargos de motoristas e cobradores, combustível, lubrificante, rodagem, manutenção dos veículos, enfim, administração, fiscalização e depreciação. Mas também pro operador receber ele vai ter que ter uma qualidade, e a qualidade vai vir de alguns fatores que vão ser ponderados: quantas pessoas ele transportou, os indicadores de segurança, de não acontecer acidente, não ter colisão, não ter acidentes. Tem que ter ônibus na linha, a gente não pode ficar esperando o ônibus muito tempo, se ele tá programado pro intervalo de 20 minutos, 15 minutos. Tem que cumprir a viagem que foi programada pra ele, não adianta só programar e ele não cumprir. E com base também na opinião dos usuários, então pesquisas de satisfação, reclamações, sugestões. Então, pra ele receber, vamos dizer, uma tarifa cheia, uma tarifa, não adianta ele só falar: olha, custa tanto e eu tive tantas reclamações. Não. Ele precisa ter um serviço referenciado pelo usuário. Aqui é o usuário que vai dizer quanto ele vai receber ou não. E, finalmente, depois dessa conversa que a gente tá tendo hoje, esse edital vai ser disponibilizado pra população, vai ter uma minuta ainda do edital, não é o edital final, numa fase que a gente chama de consulta pública. Então ele fica à disposição em vários lugares, prefeituras regionais, enfim, as pessoas vão consultando e vão opinando mais uma vez, dando sugestões, efetuando correções. E, enfim, eu acho que eu falei muito, mas era isso que eu queria falar. Vocês querem fazer alguma pergunta, alguma questão? Tem questões por escrito, questões orais? Então vamos anotar os nomes, por favor?
Oradora não identificada: Você vai responder uma por uma ou você quer primeiro juntar várias...
Cristina Borges - SPTrans: Nós podemos fazer o seguinte, juntar blocos de quatro, cinco perguntas, aí a gente responde. Pode ser? Seu nome?
Jânio: Bom, boa noite a todos. O meu nome é Jânio. Eu desejo fazer algumas ponderações aqui, umas duas ou três que sejam necessárias, a gente ouve muitas reclamações nesse sentido, e de fato são legítimas até. A questão das linhas noturnas. Hoje existem algumas linhas noturnas, que funcionam à noite,
mas eu acho que elas deveriam existirem em mais regiões da
cidade. Mais regiões nos bairros da cidade que são importantes,
transporte coletivo à noite e não conseguem. Bom, outra coisa, as linhas extras nos finais de semana também, mais carros nas linhas também. Mais carros nas linhas, porque aos finais de semana quando as pessoas que não possuem automóvel, não possuem carro, querem fazer um passeio e tem essa dificuldade de estarem usando o transporte coletivo aos finais de semana, tem um número reduzido de carros, ao contrário. Maior intervalo entre as partidas também durante a semana deveria existir. Intervalo meio prolongado, a não ser que fazem no horário que é de pico, geralmente, aumentam os carros no horário de pico. O aumento da frota de trólebus, que hoje parece-me que
trólebus na cidade, né, eu acho que poderia haver um aumento, já que a ideia do combustível é inovar (incompreensível), então eu acho que o aumento da frota de trólebus. E outra coisa, uma fiscalização mais rigorosa por parte da SPTrans com relação às permissionárias, que são as cooperativas, as antigas cooperativas. Que na verdade a gente tá cansado de ver muitos veículos, muitos carros da frota quando chegam no final do expediente eles desviam o caminho, não cumprem itinerário, ainda perguntam pros passageiros, falam assim: Olha, tem alguém que vai descer aqui na avenida principal, vai descer em tal lugar? Não, não. Então pega uma travessa, uma transversal e vai embora, pega outro, faz outro itinerário. E muitos deles nem cumprem o itinerário. É isso aí. Muito obrigado.
Cristina Borges - SPTrans: Ok. Obrigada, Jânio. Seu nome, por favor?
Marisa: Meu nome é Marisa, eu sou conselheira do Conselho Participativo. Eu gostaria de saber se as coberturas que não existem nos pontos de ônibus, porque tem alguns pontos que não têm cobertura, se isso vai ser considerado aí nessa au-que eu acho que no presente momento tá muito ruim, muito deficitária. É isso que eu gostaria de saber.
Cristina Borges - SPTrans: Ok. Muito obrigada, Marisa.
Marcos: Boa noite, meu nome é Marcos (incompreensível), estou representando o vereador Police Neto. É necessário registrar, em primeiro lugar, o prejuízo do debate, em função de não ter sido divulgado o edital da licitação. Com o edital em mãos seria possível qualificar o debate, abordando questões específicas em maior profundidade, de forma mais objetiva. Sem o edital ficamos limitados para discussões genéricas que talvez nem fossem necessárias, pois poderiam estar contempladas nas propostas, e então se poderia debater. Apenas (incompreensível) e os modelos abordados ao invés de ficarmos primeiro discutindo questões que talvez não sejam realmente relevantes. Com a mudança na sistemática de pagamento, as operadoras, emissão das taxas internas, qual é o impacto previsto nos recursos orçamentários relativo ao subsídio das tarifas? Primeiro. Como os recursos economizados serão aplicados, obtidos dentro da área de mobilidade? Segunda. No caso de aumento de valores, de onde se pretende obter recursos adicionais? Como se pretende regular as (incompreensível) de hoje existentes, serão mantidas? Com quais recursos? São 10 perguntas, estão por escrito, eu só fiz só essas, que são as principais.
Cristina Borges - SPTrans: Tá. Mas o restante você não quer deixar? A gente leva?
Oradora não identificada: Tá comigo.
Cristina Borges - SPTrans: Ah, tá, ok. Obrigada.
Cristina Borges - SPTrans: Falta só o Dário.
Dário: Boa noite. Meu nome é Dário, tudo bem?
Cristina Borges - SPTrans: Tudo bem, Dário.
Dário: Bom, eu tenho a questão aqui de algumas linhas, sobre o tempo e percurso. São as linhas 148-L, 9653 e também a que vem do Jardim Antártica que faz baldeação com Pinheiros, que é aquele ônibus articulado, parece que é a linha 209, se eu não me engano. Bom, essas linhas rodam em sobreposição, mas até um determinado trecho, depois elas fazem itinerário normal. Acontece que ela saí do Largo Peri até o Largo do Japonês, elas levam entre 30 a 40 minutos. Então a minha sugestão é que elas passam a rodar, algumas delas, se for possível, eu acredito que tem que fazer um estudo, pela Avenida Koshun Takara. Então seria essa apenas a minha sugestão. Obrigado.
Cristina Borges - SPTrans: Obrigada, Dário. Tem mais alguma questão?
Oradora não identificada: Tem mais duas pessoas.
Cristina Borges - SPTrans: Pode fazer.
Oradora não identificada: Sérgio.
Sérgio: Boa noite aos membros da mesa, boa noite a todos. Meu nome é Sérgio, eu administro uma linha da frota da Norte Buss. Primeira pergunta é que se o sistema de bilhetagem é parte de arrecadação do sistema de transporte, por que pretende o prefeito João Doria tirar da SPTrans e passar pra terceiros? O correto não seria então ficar com as novas operadoras que ganharem a concorrência? Porque o dinheiro recebido é pelos passageiros transportados, então seria uma forma também de fazer caixa. A segunda é sobre a TIR, a taxa interna de retorno, a licitação que o governo Haddad tentou colocar o certame que foi suspenso pelo TCM, ele, neste momento de estar suspenso não só pelo TCM, mas em virtude de uma CPI do sistema de transporte que houve na Câmara Municipal, motivou uma auditoria pela Ernest & Young. Esta auditoria revelou que a taxa interna de retorno tinha um desequilíbrio razoável, aonde algumas empresas chegavam a ter 18% de taxa de retorno e algumas chegavam a trabalhar no vermelho. Como o sistema é remunerado pela demanda, e eu tô vendo que a nova formatação vai trabalhar de uma maneira mais equilibrada, eu gostaria de saber se já há um indicativo da taxa interna de retorno? Porque evidente que a (incompreensível) já apura a questão de folha de pagamento e outros itens, como abastecimento, etc. Mas já tem um indicativo da taxa interna de retorno? E por fim, nós temos um viário extremamente deteriorado, e isso impacta razoavelmente o sistema na questão da manutenção dos veículos, inclusive da segurança. Uma frota que eu cuido aqui na região, os passageiros costumam dizer que ela anda... é uma frota que anda na buraqueira, e a carência de recapeamento é muito grave, muito grande, a gente sabe que a prefeitura não tem caixa pra tudo, mas eu acho que deveria priorizar essas regiões também periféricas, porque a frota do sistema sublocal já transporta 47% da população. Obrigado.
Cristina Borges - SPTrans: Obrigada, Sérgio. Mais alguma questão?
Paulo: Olá. Boa noite a todos os presentes. Meu nome é Paulo. Eu gostaria de abordar primeiramente o tema da superlotação dos veículos. Atualmente o sistema de remuneração é feito por passageiro carregado, e será alterado pra 50% dos passageiros carregados e depois por viagem. Não seria mais efetivo tudo ser apenas por quilômetro rodado? Segundo, a troncalização dos veículos. Em poucas palavras, atualmente é feito dessa forma, veículos menores transportando pessoas pra corredores para alimentar os veículos maiores, de maior capacidade. Minha pergunta nesse quesito é simples: isso não vai estar ajudando apenas o tráfego nos corredores dos ônibus e prejudicando todos aqueles dos bairros? Porque o tamanho dos veículos de frotas serão reduzidos nessas áreas. Mais uma. Já foi realizado algum cálculo médio do tempo de espera nos pontos de ônibus após esta licitação? Se foi, qual? Se não foi, quando será? Mais uma pergunta, essa não tava em pauta, mas me veio à cabeça. Tem alguma coisa na nova licitação pra combater essa máfia do Bilhete Único, das falsas recargas, que são, no meu ver, um grande prejuízo pra verba pública de São Paulo? Só isso.
Cristina Borges - SPTrans: Obrigada, Paulo. Mais alguma? Bom, nós vamos aqui responder às perguntas pela ordem em que elas foram formuladas. O Jânio falou do noturno, da rede
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terça-feira, 29 de agosto de 2017 às 03:16:14.
Confirma a exclusão?