Diário Oficial do Município de São Paulo 29/08/2017 | DOMSP-SP

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da madrugada, das linhas noturnas. Realmente é uma rede que vale a pena ser ampliada. É uma rede que funciona bem, com intervalos controlados, né, com um ciclo de operação que chama-se operação controlada, que é o que de alguma maneira vai existir, pode existir com o novo contrato, a partir dos equipamentos embarcados, dizendo onde tá o ônibus, se ele tá parado, enfim, é uma rede muito boa. E no momento essa questão da ampliação não está prevista, nesse novo edital não está prevista. No entanto, uma melhor distribuição das linhas nos finais de semana, com intervalo menor, está previsto sim. Porque atualmente a gente sabe que sábado tem uma redução de frota e domingo uma redução maior, quase 50%, é isso, Ferreira? É isso? Ele não me deixa mentir, ele falou sim. É isso, não é?

Ferreira: Sábado é menor do que no domingo.

Cristina Borges - SPTrans: Do que no domingo. Então a ideia é se manter, vamos dizer, um equilíbrio nos finais de semana. Sobre a frota de trólebus na cidade, não sabemos se a gente vai receber propostas pra aumento delas, tomara que sim, eu, particularmente, eu gosto de trólebus, ele não polui e tem um conforto bom. E a questão da fiscalização, às permissionárias que o Jânio também falou, é uma coisa que a gente vem fazendo de forma continuada. Agora, se possível, se coisa, por favor, anotem o prefixo do veículo, a linha e o horário, porque aí a gente cruza com os dados do SIM, do equipamento embarcado. Que é muito importante a pessoa reclamar e ligar pro 156, ou pode mandar um e-mail aqui pro Ferreira, que é o comunidade@sptrans, no caso de associações, de grupos organizados, que a gente vai atrás, mas é uma busca que a gente sempre tentar fazer, que a gente percebe essa melhoria do serviço. A Marisa falou da cobertura dos pontos. É uma coisa

estações, não são nem quatro, porque você tem garoa, você tem sol, você tem chuva. Essa licitação não contempla essa questão dos pontos de abrigos, que na verdade não está com a SPTrans, está com a SP Obras, mas a SPTrans, vamos dizer, faz os pedidos e manda pra SP Obras e tem uma empresa que faz a instalação. Agora, muitas vezes a gente precisa ver se a calçada tem uma largura mínima de 2 metros e 40 pra pôr o abrigo, porque senão não cabe. A gente até tem pontos, locais muito movimentados, não é Ferreira, que precisariam de um abrigo, só que não se consegue pôr o abrigo em função da calçada ser muito estreita. Marcos, você quer fazer algum adendo aqui, do que eu falei?

Marcos: Não.

Cristina Borges - SPTrans: Sobre o edital, a situação do edital, realmente o que a gente está fazendo aqui é uma prévia pra incorporar essas questões dos senhores, essas preocupações, no edital. Depois, realmente, contendo o edital em mãos, a gente consegue fazer uma discussão, vamos dizer, mais objetiva, sabe, de ponto a ponto. No momento a gente tem as questões mais... conceitos gerais, os princípios, os conceitos da questão da licitação. As gratuidades vão ficar iguais, a gente tem bastante gratuidade no sistema, tá quase 25%, é uma das maiores gratuidades do mundo, no mundo está por volta de 4 a 6%, São Paulo tem 25% de gratuidade, como uma política pública de amparo aos desempregados, às mulheres grávidas, idosos, então uma política pública bem interessante que São Paulo foi ao longo dos anos construindo. Pessoas doentes também, se tem uma restrição de mobilidade muito grande tem o Atende. E tem um outro serviço pra pessoas que só fazem consultas mensais, que é o táxi preço acessível, que a pessoa pode se inscrever também pra fazer, sabe, uma consulta, uma vez por mês um oncologista, enfim, um ortopedista, pode se inscrever no táxi preço acessível. As outras questões aqui, impacto nos subsídios e como os recursos serão aplicados.

Orador não identificado: Com quais recursos?

Cristina Borges - SPTrans: Com quais recursos a tarifa será paga? A tarifa continuará sendo paga com os recursos municipais, são os cofres públicos. Por quê? A tarifa que a gente recolhe não é suficiente pra pagar os serviços. Não é só a gente, o Metrô também é deficitário.

Orador não identificado: Em caso de aumento?

Cristina Borges - SPTrans: Em caso de aumento fica mais deficitário ainda, porque, vamos dizer, a diferença entre o que custa e o que a gente cobra é muito grande, então o poder municipal tá sempre pondo dinheiro nessas viagens. Diferentemente de outros locais que a gente conhece, que as empresas é que pagam, as grandes empresas pagam. E em muitos ônibus, em muitos lugares, você não precisa apresentar o bilhete, você não precisa... com a sua carteira, vamos dizer, um crachá de trabalho você entra no ônibus e pode viajar. O Dário falou das linhas... oi, desculpa.

Marcos: Teve uma que a senhora não respondeu.

Cristina Borges - SPTrans: Qual?

Marcos: Como os recursos economizados serão aplicados, mantidos dentro (incompreensível).

Cristina Borges - SPTrans: Isso, pela lei, tem que ser mantido dentro da área de mobilidade, agora eu não saberia te dizer como que vai ser destinado nesse momento. Nesse momento não dá pra gente... Mas a gente pode anotar, o Ferreira tá aqui anotando, e depois, como você mandou uma relação de perguntas, a gente responde tudo pra você. Mas a gente agradece muito as suas perguntas, Marcos. O Dário falou do tempo de viagem das linhas 148 L, do 9653 e 209. Eu vou pedir uma gentileza aqui, da gente trocar um contato, você me dá um telefone, um e-mail, pra gente verificar a questão da fiscalização dessas linhas. Porque, vamos dizer, é um sistema complexo. Operação de ônibus parece fácil, mas não é. Numa cidade desse tamanho, porque entre o planejamento e o que é executado na rua você tem várias etapas, você tem uma frota prevista e depois uma realizada, o ônibus pode quebrar, pode chover, pode ficar preso no congestionamento. Então...

Dário: Queria acrescentar, posso acrescentar um detalhe? Nesse percurso tem um hipermercado chamado Andorinha, e ele é o meio aqui da zona norte, e nesse ponto de travessia tem um ponto de ônibus que faz a travessia pra ir pra esse hipermercado. E, segundo consta, essa esquina é a de maior atropelamento em São Paulo. Por outro lado, o semáforo também é o que tem o maior tempo de travessia do pedestre. Só que tem um solo, o solo tá muito ruim na parte de faixa de travessia. E também o pessoal atravessa na diagonal, as faixas são de esquina aqui, mas eles atravessam na diagonal. Tá certo que alguns deles fazem, o tempo parece que é 20 segundos, que é o maior tempo de São Paulo, mas o solo não é muito bom. Então, eu tive vendo lá, as pessoas que têm dificuldade de mobilidade por algum problema físico, ela tem dificuldade em atravessar ali, porque o solo não tá bem feito na faixa de finalização.

Cristina Borges - SPTrans: Áspero, você diz? Áspero, irregular?

Dário: Irregular. Irregular. Então, também ali é um gargalo que segura diversas linhas de ônibus e forma uma fila que ela ultrapassa o semáforo anterior ali. Então é um caso também de verificar. Existe essa sobreposição de linhas e por isso que eu sugeri que algumas delas fossem pela Koshum Takara, se fosse possível. Mas muitos vão reclamar porque tomam essa linha pra descer no Andorinha.

Cristina Borges - SPTrans: É difícil agradar a todos, não é? Mas vai aqui na mesa, eu vou conversar com você. Cadê o Ferreirinha? O Ferreirinha também, ele trabalha com a gente, faz esse contato com a população, pra gente anotar direitinho, ver o local, se for com ele fazer uma visita...

Dário: É Parada Pinto. Eu esqueci de dizer, Avenida Parada Pinto.

Ferreira: A gente pega o contato dele. Fazemos contato com o senhor Dário. Dário, não é?

Dário: Isso.

Ferreira: E vamos acertar todos os detalhes das suas solicitações, porque elas estão um tanto quanto complexas pra serem analisadas aqui e respondidas a contento.

Cristina Borges - SPTrans: Uma outra pergunta do senhor Sérgio, do sistema de bilhetagem que deveria... foi você, não é, Sérgio? Na verdade, o sistema de bilhetagem tá fora deste contexto dessa licitação. Como também tem um outro projeto bastante interessante de regulação, que é o centro de controle operacional, também tá fora desta licitação. Mas de qualquer forma tá anotado, a gente fala no microfone inclusive pra poder gravar, tá sendo gravado, registrado. E você falou do TIR, não foi isso? Da taxa interna de retorno, vai ser apresentada no edital e vai estar adequada a essa nova realidade socioeconômica, e com certeza inferior a 18%, refletindo a atual tendência de queda de juros. Mas, por favor, vocês procurem depois o edital, veja se tá a contento, se não tiver voltamos a falar. Está bom? Você falou do viário deteriorado, manutenção e segurança. Nós já estamos trabalhando com as subprefeituras, com a SP Obras, tentando melhorar bastante essa questão do viário, que a gente sabe que isso tem impacto na manutenção do veículo, no tempo de viagem, na segurança, é uma questão bastante delicada. É difícil, mas eu acho que a gente gosta de coisas ônibus percorrem quase 18 mil ruas, 45 mil ruas é muita rua, e 17 mil ruas também é bastante, mas a gente tá atento a esse fato e a importância disso.

Sérgio: Cabe uma sugestão?

Cristina Borges - SPTrans: Pois não.

Sérgio: A Câmara Municipal, quando ela mostra o orçamento da cidade e aponta o que ela estima no subsídio, o que ela estima é muito longe da realidade subsidiada no final do lhões, baixou quase 1 bi, depois pulou pra 750, 800 milhões, aí bateu 1 bi e 200. O ano passado estimaram que esse ano seria, porque é contado de um ano anterior a outro, né, e de novo 1 bi e 800. E nós já sabemos que o sistema vai custar na casa de 3.3 bilhões. Então, e aí fica esse estica e puxa no orçamento e cria até, talvez, um risco de improbidade de prefeituras que a margem de remanejamento só que é, mas a cidade custa 50 bilhões por ano e não tem arrecadado tudo isso. Mas se há uma referência tão fora, eu acho que é porque não há sinergia na montagem do orçamento entre a Comissão de Orçamento, a Secretaria de Finanças com a SPTrans nesse sentido: Olha, o sistema custa isso. Por que que... A cidade fica no esgoto. Então, eu acho que deve haver uma política interna, na contenção do orçamento, eu sei que há audiências públicas pra isso, haja uma atenção um pouco mais, enfim, com mais cuidado, mais critério nesse sentido. É essa a sugestão que eu deixo.

Cristina Borges - SPTrans: Obrigada, Sérgio pela sugestão. Tá anotada. E o Ferreira falou que escreveu aqui o nosso e-mail, caso vocês queiram dirigir outras questões, outras dúvidas, outras reclamações. O Paulo nos falou sobre superlotação dos veículos. Realmente a superlotação acontece em alguns horários, e o que a gente vai tentar fazer agora com esse novo sistema, eu espero que a gente tenha muito sucesso, é uma distribuição melhor das viagens. Porque o grande pico da cidade de São Paulo, o pico é aquele momento que tem mais gente andando, andando, andando, é às 6h00 da manhã. Depois aquilo vai diminuindo, achatando de manhã, e à tarde esse ciclo, vamos dizer, esse movimento ele é mais diluído, ele vai das 4h00 até às 7h00. Mas às 6h00 da manhã realmente é uma questão bastante complicada e que a gente vai tentar realmente melhorar essa questão. A ideia é usar veículos menores nos bairros, mas com uma frequência maior. Então, muitas vezes a gente fala: puxa, vai ter um mini-ônibus no meu bairro, não vai dar conta. Não, a ideia é que eles façam viagens rápidas dentro do bairro, com veículos menores. Então uma quantidade maior de viagens, que possam diminuir o tempo médio de espera nos pontos, porque é uma questão também que nos preocupa bastante, essa questão do tempo médio de espera nos pontos, muitas vezes em locais que não são muito adequados. No entanto, uma quantidade muito grande já das viagens da cidade de São Paulo, a baldea-ção, vamos dizer, a transferência, já ocorre dentro dos terminais, o que é um aspecto muito bom, positivo, e que nós já fizemos pesquisas, que ele é muito benéfico para as mulheres, que podem esperar um ônibus num lugar mais adequado do que na rua. Sobre o combate à fraude, a própria SPTrans já desenvolveu sistemas e recursos e está atualizando muito essa questão da fraude à bilhetagem eletrônica. Mas nós anotamos aqui, agradecemos também pela preocupação e pelo interesse. Silvio, gostaria... sobrou alguma coisa?

Silvio: Das orais já foram.

Cristina Borges - SPTrans: Das orais já foram.

Aloísio Areias Bezerra da Silva: Boa noite. Meu nome é Aloísio Areias, eu sou aqui do CADES da prefeitura regional da Casa Verde. Eu acabei chegando atrasado por causa do trânsito. Eu queria saber se existe alguma contrapartida no contrato de licitação referente a poluição dos ônibus. Se pra cada tantos ônibus que é movido à diesel vai ter ônibus por biocombustível ou a bateria? Qual é, o contrato diz alguma coisa específica em relação a isso?

Cristina Borges - SPTrans: Enquanto o Silvio aqui organiza eu vou responder a sua... Quer voltar um pouquinho, por favor? Só voltar aqui. Porque o contrato não está fechando num tipo de combustível, ele tá aberto à sugestões e incorporações de combustíveis com metas de redução de poluição. Então cada empresa vai ter a sua... uma meta...

Aloísio Areias Bezerra da Silva: Mas não vai ser a prefeitura que vai estipular. Vai ser a empresa então?

Cristina Borges - SPTrans: Não, a prefeitura estipula um mínimo, e aí dentro desse mínimo cada empresa pode falar, vou pôr ônibus elétrico, vou... bateria, ou, enfim, biocombustível. Agora, aqui, as outras questões escritas...

Guilherme: Ainda posso fazer uma pergunta?

Cristina Borges - SPTrans: Pode.

Guilherme: Boa noite. Meu nome é Guilherme. Atualmente as pessoas que usam carro quando falam no telefone elas levam multa, certo? Imagine um motorista, atualmente, está fazendo, dirigindo, cobrando as pessoas e auxiliando na viagem. Com a diminuição desses ônibus, os motoristas vão acabar sobrecarregados, porque esses micro-ônibus eles acabam tirando os cobradores. Como vocês pretendem mudar isso? Porque eu acho que é absurdo uma pessoa cobrar o ônibus e dirigir. Ela fica... ela tem duas funções no ônibus, e isso se fosse num carro comum ela estaria levando uma multa. Então, é muito mais fácil pra ter um acidente, etc.

Cristina Borges - SPTrans: Olha, Guilherme, essa questão assim, em tese, ele não poderia estar falando no celular. E na verdade é um teste que está sendo feito em algumas linhas aqui na cidade de São Paulo, delas operarem sem o cobrador. Mas a nova licitação, o sistema prevê a figura do cobrador, sim, vai continuar existindo, embora seja um quadro que tenha uma rotatividade grande, por ano, mais ou menos, 20, 25% vai pra outras funções, enfim, a moçada hoje estuda mais do que antigamente, vamos dizer. Mas a gente agradece, Guilherme. Agora pras perguntas escritas. Então Ivanildo e José Sabino perguntaram, quem são... ah, já respondeu, vai continuar existindo, sim. Tá bom? O Júlio César tá falando do Estatuto do Pedestre, que estabelece novas obrigações ao administrador público com a qualificação das calçadas e melhorando a vida humana, os contatos, os deslocamentos, a mobilidade na cidade. A Secretaria está bastante atenta a isso, tem um grupo formado só pra estudar essa questão das calçadas e da mobilidade, mas as calçadas com acessibilidade também, junta a calçada e acessibilidade, as pessoas com mobilidade reduzida. Então é uma preocupação da gente. E é uma coisa salutar, finalmente ter esse olhar para o pedestre. Todos nós nascemos pedestres e como pedestres morreremos. Nino de Abreu... Ah, desculpa, puxa vida, olha,

Nino... Nino, quem que é o Nino? Nino, esqueci de falar, olha, agradeço você ter perguntado. A qualidade dos veículos, eles vão ter ar-condicionado, câmbio automático, Wi-Fi, carregador de celular, vai ter tudo isso, sim. Vai ser obrigado pra entrar no sistema, entrar com essas qualificações.

Orador não identificado: Vai melhorar.

Cristina Borges - SPTrans: Vai melhorar. Tem que melhorar.

Marcos: Uma perguntinha, no caso as empresas que não pagam os funcionários... Uma perguntinha, as empresas que estão devendo (incompreensível) pros funcionários, (incompreensível), Santa Brígida, essas empresas, elas vão poder concorrer? Que a lei fala que não.

Cristina Borges - SPTrans: Olha, não é minha especialidade, mas em tese não.

Marcos: Então tá bom, então.

Cristina Borges - SPTrans: Maria de Lara, você fala aqui do tempo da concessão, que 20 anos pode ser muito tempo, que você afirma. Pela lei as concessões rodoviárias, de energia elétrica, enfim, em outros ramos, essa concessão foi feita por 20 anos. No caso da mobilidade urbana, nós não sabemos se vai ser por 20 anos ou por 10 anos.

Maria de Lara: (colocação fora do microfone)

ficado, está sendo estudado ainda essas questões todas, mas nós agradecemos...

Maria de Lara: E também sobre um veículo que o combustível não cause tanta poluição.

Cristina Borges - SPTrans: Isso. Isso. Também é meta da gente trabalhar com energia mais limpa pra cidade, sim. E no edital a gente, você vai ver isso daí. E depois as propostas que forem recebidas vão ser analisadas também à luz dessa questão

dizer, vai ter uma nota... Você pega um edital, você avalia atributos, questões, e vai pontuando, e vai chegando num valor total. Está bom?

Maria de Lara: Obrigada.

Cristina Borges - SPTrans: Nada. Alguém quer fazer mais alguma pergunta?

Paulo: Eu gostaria. Olha, parece uma questão local o que eu vou dizer, mas na verdade não é. Seria interessante trabalhar mais em conjunto com a CET, porque onde eu resido nós temos um problema caótico. Devido os veículos não respeitarem leis de trânsito e pararem em locais proibidos, geram um trânsito, um... é difícil até de descrever, sabe? É quilométrico. Muitos carros, tudo um parado atrás do outro, ônibus parado, e acontece às vezes de eu ver motorista de ônibus se sacrificando pra poder dar marcha ré, retroceder na rua, pra os carros poderem avançar, justamente porque eles estão parados em fila dupla ainda por cima, dos dois lados. Se não seria interessante uma participação maior da CET junto com o transporte público.

Cristina Borges - SPTrans: Paulo, nós já trabalhamos bastante com a CET, mas não temos olhos pra tudo, pra todas essas questões. Eu acho que seria interessante, Ferreira, a gente pode anotar direitinho qual que é esse lugar que você tá falando, Paulo, pra poder ver com a fiscalização. Mas a gente agradece exatamente por isso, porque a gente não tem tantos milhões de fiscais como a gente precisaria ter. Então, os usuários acabam atuando como fiscais, relatando questões erradas, coisas que eles observam.

Dário: Posso falar mais uma coisinha?

Cristina Borges - SPTrans: Pode.

Dário: É a respeito dos micro-ônibus. Minha pergunta é sobre micro-ônibus. O micro-ônibus que tem aqui que faz a baldeação do 209 pra Pinheiros, eu tenho notado uma prática que é o seguinte, quando eles saem da Cachoeirinha, que vai pro Jardim Antártica, eles ficam o tempo todo no ponto, no final ali, esperando passageiro. Então lota os passageiros sentados e eles esperam os passageiros ainda que entram e ficam de pé. O que eu acho um absurdo, porque quem tem que pegar o ônibus no meio do percurso, ele não consegue entrar, não é? E uma outra coisa também, o conforto desse micro-ônibus, eles são micro mesmo, aquilo ali é coisa pra coelho, sabe, os bancos são muito apertados. Então, tem que ser uma coisa assim melhor, né, mais bem dimensionada, né. Porque se, por exemplo, se for o colega aqui que é um pouquinho mais gordo, ele não vai conseguir sentar do lado com outro passageiro. Desculpa da comparação. Mas é difícil, né.

Cristina Borges - SPTrans: Perfeito, Dário. Obrigada, viu. Mas essa questão da troca da frota, do aumento do conforto, tá previsto. E o outro assunto aqui, o Ferreirinha vai ver com você, tá bom?

Iraildo Reis: Boa noite. O meu nome é Iraildo Reis, sou conselheiro participativo e estou representando também a União de Moradores do Peri Alto. Eu tenho até uma questão aí escrita que eu mandei, na questão da morosidade da SPTrans em estar respondendo as queixas do usuário, né. Eu vou muito no site reclamar, mas é uma demora imensa pra responder. E tem uma questão que lá, a gente do Peri Alto tá cobrando, vai fazer um ano, já fez um ano dia 13 de junho, que foi a retirada de uma linha, 1743, que subia até o Peri Alto, e ela ficou no meio do caminho. Só que a gente até protocolou essa solicitação aqui na subprefeitura, a gente não teve uma devolutiva. E essa demora, demora pra responder, e retiraram a linha, a gente não teve esse retorno. E outra curiosidade minha que eu tenho imensa, quando a gente vê um carro da SPTrans, o pessoal lá dentro de um golzinho, tudo confortável, eu fico perguntando: o que eles estão fazendo? A gente vê muito tchauzinho pro motorista, um tchauzinho... a gente fica na dúvida se eles estão ali pra fiscalizar, pra cobrar alguma coisa correta, ou tá ali na amizade com os motoristas. Já fiz muitas queixas lá no Terminal Santana de diversas linhas de ônibus que atrasam, que param, desliga o ar-condicionado. O seu Dário falou na questão do espaço do veículo, esses ônibus novos com ar-condicionado, o corredor é uma coisa inacreditável, não cabe... é uma pessoa só. Então, o pessoal acumula na porta do meio. Então antigamente, quando tinha essa inversão era mais tranquilo. Então, hoje, passou do cobrador, morreu, o fundo fica lá e as pessoas acabam... Só mais essa questão, a função realmente do fiscal da SPTrans qual que é? Ele está orientando mesmo, se está verificando isso, fiscalizando mesmo de verdade? E essa demora da SPTrans de responder as nossas solicitações e demandas. Porque nem que seja uma resposta negativa, mas gostaria de uma resposta.

Cristina Borges - SPTrans: Nós vamos também ver direito com você essa questão aqui dessa linha 1743. Agora, sobre a demora, é que muitas vezes ou a maioria das vezes as reclamações vão pro setor de fiscalização também, ou que vai a campo ou que puxa todo o histórico do veículo, mas com essa nova licitação a gente pretende também atualizar, agilizar, tem outros recursos, pra estar podendo responder com maior brevidade pra população. Agora, a questão da linha a gente vê aí, conversa com você pra você reenviar pra gente apurar direitinho. A Glaucia Máximo, Glaucia, tá aí atrás? Ela falou da reclamação dos condutores de escolar, devido a sinalização no chão que falta. Se você puder me indicar um local específico a gente pede, porque aí é questão da CET fazer a sinalização de solo. A gente, no caso a SPTrans faz a parte da mobilidade, gerencia essa questão do transporte, e a CET faz uma parte de fiscalização, sinalização, educação de trânsito. Se você puder também dar pra gente, a gente verifica, tá bom? Obrigada. Nós não temos mais nenhuma pergunta? Sérgio? É Sérgio?

Eduardo Pereira: Boa noite. Meu nome é Eduardo Pereira Mafalda, sou daqui do bairro da Casa Verde Alta. São duas questões. Primeira é sobre uma linha que foi extinta, que é a 178-Y, que é a da Casa Verde-Barra Funda. Ela foi extinta acho que o ano passado, retrasado, se eu não me engano, eu acho que foi o ano passado, e junto com o encerramento dessa linha a linha Vila Madalena-Jardim Peri Alto, ela foi seccionada no Terminal Barra Funda, e agora a 2014, Jardim Peri Alto-Barra

Funda. E teve uma alteração de itinerário quanto a entrada no Terminal Barra Funda e tudo mais, e foi alterado o padrão de veículos dessa linha também. Essa linha que agora é a 2014, Jardim Peri Alto-Barra Funda, ela tem uma demanda pra veículos pelo menos de tamanho médio, o chamado midi-ônibus, porque ela faz um trajeto grande, passa pelo Hospital Vila Nova Cachoeirinha, passa por algumas escolas, o posto de saúde aqui próximo, né, que muitas pessoas da Casa Verde Alta (incompreensível), o outro posto de saúde lá da Casa Verde Alta, da Lavínio Salles Arcuri. E a 178-Y que simplesmente foi extinta sem nenhuma justificativa, ela atendia também escolas e toda essa região da Casa Verde Baixa, do Parque Peruche. E aí nós ficamos apenas com a 148-P, Jardim Peri-Barra Funda. E aos finais de semana o intervalo é muito grande, então nós ficamos com essa deficiência com a ausência dessa linha, né. E mesmo durante a semana, porque ela era um complemento, porque ela operava com os micro-ônibus. Então eu quero aqui deixar registrado essa reclamação e essa ausência. E também sobre a rede noturna, também falta pelo menos um serviço de micro-ônibus, que também atenda essa região da Casa Verde Alta. Porque a gente também chega no Terminal Casa Verde, (incompreensível) noturno, que é muito bom, mas tem que subir a pé pro bairro, exemplo, que possa interligar pelo menos até a região da Vila Nova Cachoeirinha por dentro do bairro da Casa Verde Alta. E só reiterando mais uma coisinha pra rede noturna, é muito bom o serviço, só que ele poderia começar um pouquinho mais tarde e terminar um pouco mais tarde. Porque como ele começa a meia-noite, principalmente na região dos terminais, fica um acúmulo de ônibus nos terminais porque eles acabam atropelando aí o encerramento das linhas normais, das linhas diurnas. diurnas e encurtarem mais no início das linhas noturnas, e diurnas depois, porque elas acabam as 4h00, principalmente no domingo, que o serviço... que começa mais tarde, volta às 5h00, 5h30 da manhã, fica um intervalo muito grande. É isso.

Cristina Borges - SPTrans: Obrigada, Eduardo. Você apontou aí uma questão que é a transição, a dificuldade que a gente tem tanto de começar o serviço noturno, que a gente tem muitos ônibus ainda da rede diurna, como essa transição da madrugada pra manhã. É uma questão que a gente tá estudando bastante, tá vendo com cuidado. Eu agradeço você ter falado. Você assinou a lista de presença? Tem seu e-mail lá?

Eduardo Pereira: Sim. Tem.

Cristina Borges - SPTrans: Pra gente poder responder essas questões que são mais pontuais. Você me desculpa, mas a gente precisa verificar direitinho o que aconteceu, e encaminhar também eventualmente pra estudo da mudança do tipo de veículo.

Oradora não identificada: Porque inclusive eu até pego esse ônibus 2014 em Moema, umas 8h00 da manhã eu pego essa perua 2014, e é muito lotado. A gente vai, muita gente desce pela frente. Só isso.

Cristina Borges - SPTrans: Tem mais alguém? Desculpa.

Orador não identificado: Duas perguntas. Onde que é final do ônibus, tinha que fazer um acordo entre empresa e prefeitura para a empresa fazer... tapar buraco? Como ônibus é pesado ele causa buracos nos túneis, nas vias. A segunda, o ser humano. As empresas, onde fazem final, não tinha que ter um lugar, um acordo com a prefeitura, uma praça, colocar um lugar pros funcionários ficar (incompreensível), que possa ter um banheiro, um lugar pra eles comer. Porque eu vejo muito ponto final que os coitados não têm nem lugar pra ficar, eles têm um bar dos outros, casa de morador. Não tinha que ter um acordo entre prefeitura e empresas?

Cristina Borges - SPTrans: Você deu uma sugestão boa, porque na medida do possível a gente coloca sempre o ponto... que na verdade é o ponto inicial, porque a linha inicia no bairro e vai pro centro, sempre perto de lugares que tenham apoio, uma infraestrutura para os operadores. E na rede nova, na licitação isso tá previsto, mas é bastante interessante. E muitas vezes tem pedidos das empresas operadoras, a gente contata a prefeitura regional pra fazer esse apoio. Mas tá anotado aqui pra gente tentar melhorar isso daí.

Orador não identificado: Eu acho que podia ceder, a sub-prefeitura podia ceder uma praça onde os ônibus faz o final, a subprefeitura podia ceder um espaço e essa empresa tomar conta desse local. Uma troca. Nada mais justo, a empresa tomar conta pelo uso do local, mas ela tem que deixar o local limpo, adequado, se for uma praça tem que deixar com o mato limpado, e fica bom pra todo mundo. E uma parceria também cai bem para os dois.

Cristina Borges - SPTrans: Perfeito. Muito boa a ideia. Boa mesmo. Obrigada. Tem mais alguma questão? Tem mais um braço.

Iraildo Reis: Não, é só a questão que o amigo colocou, na realidade assim, há uma controvérsia até...

Cristina Borges - SPTrans: O seu nome, por favor.

Iraildo Reis: Iraildo Reis. Não sou contra os operadores terem um local ali pra almoçar, inclusive lá no Peri Alto a gente teve uma demanda nesse sentido, que a gente brigou muito aqui pra ter uma praça lá, pra estar colocando equipamento de ginástica, tudo, e houve até uma demanda que o pessoal começou a falar que a gente tava perdendo, porque o pessoal do ônibus já tava reivindicando espaço pra fazer, né, pra eles estarem lá pra almoçar, pra essas coisas. Então existe um pouco dessa controvérsia também. Então acho que deveria arrumar um local, não em detrimento também da população local. Se a gente tem uma praça, a população usa a praça, aí vai ceder o espaço pra concessionária, então eu acho até que teria que arrumar uma outra forma, que não ferisse nem um lado, nem o outro.

Cristina Borges - SPTrans: Perfeito, Iraildo. Tá anotado.

Sérgio: Dentro dessa pauta, eu sou o Sérgio, há uma Lei Municipal do vereador Sasaki, foi sancionada o ano passado, que obriga as concessionárias a implementarem banheiros para os seus funcionários nos seus respectivos pontos finais em parceria com a regional local. Então essa questão sugerida e esse conflito de interesses já está previsto numa Lei Municipal recente.

Cristina Borges - SPTrans: Muito obrigada por ter esclarecido, Sérgio. Enfim, se não temos mais perguntas, vou perguntar se o Ferreira quer se manifestar. Quer falar alguma coisa?

Ferreira: Boa noite a todos e todas. Só pedindo a gentileza pra grande parte dos que não conseguiram ter resposta da SP-Trans quando fizerem uma solicitação, uma reclamação, então nós temos aqui, se não conseguiram anotar eu vou repetir o e-mail da nossa área de Assessoria de Articulação Comunitária, que é: comunidade@sptrans.com.br. Tem também o telefone da área, que é: 3396-6882. 3396-6882. Através desse telefone estaremos lá atendendo, caso não nos encontremos no momento do telefonema é porque a gente faz serviço externo, justamente perante as comunidades, mas temos toda a equipe lá que vai anotar os recados e a gente retorna pra manter contato. Ok? Muito obrigado.

Cristina Borges - SPTrans: Obrigada. Vocês viram que o Ferreira é uma pessoa que ele gosta mesmo do que ele faz, porque ele trabalha com relacionamento e ele é uma pessoa que se relaciona bem e pede mais trabalho sempre. Silvio, você gostaria de falar um pouco?

Silvio: Eu só gostaria de mais uma vez agradecer a presença de vocês aqui, né. E agradecer novamente ao prefeito regional, doutor Paulo Cahim, ao Wladimir e a todos aqui envolvidos nesse evento. Eu acho que isso aqui é um chute inicial pra esse processo que é complexo, mas como nós vimos aqui nas belas palavras aí da Cristina, que apresentou muito bem, nós vamos ter outras oportunidades pra trocar ideias, pra vocês contribuírem com sugestões. Porque vai ser publicada uma minuta do edital com os detalhes de todo esse processo licitatório. E aí en-

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terça-feira, 29 de agosto de 2017 às 03:16:14.