Diário Oficial do Município de São Paulo 29/08/2017 | DOMSP-SP
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e sempre estão. Nós não podemos pegar nenhum ônibus da Metra, mesmo que ele esteja vazio. Porque você tem o Bilhete Único, seu Bilhete Único não serve. Não serve. Então as vezes as pessoas estão super apertadas ali no ônibus, no 607, não cabe, não consegue entrar e passa os ônibus que vem de Diadema, vazio, e a pessoa não pode usar aquele transporte. Então eu acho que valeria a pena um estudo de... Eu acho que outras regiões da cidade deve ter outros serviços também. Aqui na nossa região é a Metra que faz. Ok, é isso. eu agradeço. Obrigado.
Muce: Obrigado, Airton. Alguém mais, alguma colocação? Senão nós já vamos responder algumas das...
Orador não identificado: Cobrador, sobre os cobradores.
Muce: Sobre os cobradores.
Orador não identificado: É. Faz parte...
Muce: Sobre os cobradores, o núncio sobre a retirada dos cobradores, só para informação, nós já temos uma linha que
dores. O sistema local já está operando, boa parte deles, ou no seu todo, sem cobradores. Como exemplo também o município de Campinas, já na sua totalidade, não tem os cobradores nos
de que não haja, não ocorra a extinção do cargo de cobrador de uma forma abrupta, sem antes dar a oportunidade pra que
renovação no quadro, que é natural a ocorrência de renovação no quadro de funcionários de qualquer empresa. O quadro de cobrador, normalmente nas empresas, tem um índice de renovação consideravelmente elevado. Mas será incentivado
eles possam absorver outras funções, outras atividades dentro das empresas. Então não vai, me nenhum momento, ser nada
culo, eu vou pedir pro... sobre poluição, eu vou pedir pro Simão falar alguma coisa sobre isso. E ele falou alguma... Ah, sim. Foi o ultimo item, vu Airton, na questão da ponderação, o ultimo item da apresentação falava lá: Satisfação do usuário. Ela vai ter peso na remuneração do operador. Então é exatamente através de uso de aplicativos, não tem ainda toda a formatação, todos os meios. Mas também não vai ser uma coisa que implanta e não lapida mais. Não, sempre possível a lapidação desse meio. Mas o principal, o usuário é o principal, tem que ser o principal termômetro da qualidade do serviço. E o prestador de serviço deve receber de acordo com esse termômetro. Se está sendo bem avaliado, ele deve ser melhor remunerado também. O Simão vai falar um pouquinho sobre a questão aí da frota.
Simão Salomé: Boa noite a todas e a todos. Meu nome é Simão Salomé, eu respondo pela superintendência de engenharia e mobilidade veicular da SPTrans. A respeito da questão tecnológica, que é a área a qual nós atuamos, a São Paulo Transporte desenvolve, fomenta o desenvolvimento de tecnologias pra aplicação no sistema. Então todos os ônibus que vocês veem circulando pela cidade, eles são frutos de pesquisa, de opinião dos usuários, reclamações, sugestões, e a gente vai com o tempo evoluindo, em função até mesmo da disponibilidade da própria indústria. Porque muitas vezes nós temos algumas vontades, mas a indústria não disponibiliza tecnologia adequada. Isso acontece com a questão dos combustíveis alternativos. Quando a Lei 14.933 foi promulgada pensava-se na questão ambiental da cidade. O ônibus, de fato, ele tem a sua parcela de contribuição na poluição, mas ela é pequena perto do todo, isso não é justificativa pra que a gente não busque uma melhoria contínua no sistema. Tanto é que, nesse sentido, já testamos várias tecnologias alternativas ao diesel. Algumas delas com um grau de maturidade maior, outros menores. Algumas delas com uma dificuldade gigantesca de implantação em função dos seus custos, eles se tornam proibitivos, principalmente porque não tem uma escala no mercado, a indústria de fabricação não está instalada no Brasil pra esse fim, é uma tecnologia insipiente. Então isso tudo foi ponderado ao longo desse tempo todo de vigência da Lei, nós fizemos vários estudos. E a gente percebe que tem muitas tecnologias que estão surgindo, além daquelas que a gente já testou. A exemplo, que hoje nós estamos avaliando, veículos elétricos a bateria, não é trólebus, mas são veículos elétricos a bateria, que são bastante promissores. E outras que estão surgindo. Em razão deste fato, nós optamos em estar colocando no edital, ainda não conclui o processo inteiro, a definição não de tecnologia, até mesmo pra não engessar as novas que venham, mas, sim, limites de emissões. E as emissões como foi apresentada aqui, aquelas que têm impacto direto na saúde das pessoas, esse é um fato. Então material particulado, que foi citado ali, é um dos elementos que pode provocar câncer, provocar morte, inclusive tá dentro das estatísticas que foi citado aqui da quantidade de mortes, internação. A gente faz um trabalho conjunto também com outras entidades nesse aspecto. Então nós optamos por isso. O CO2, que é o gás de efeito estufa, e é ele que, inclusive, através dos percentuais que a gente definir, tanto pro material particulado, pro NOX, quanto pro CO2, é o que vão dar um norte pras novas tecnologias substituírem o diesel. Então o fato de a gente restringir o limite de emissões, obrigatoriamente a frota diesel vai ter que deixar de existir na cidade. E nós vamos estar definindo esses percentuais de reduções ao longo do período de contrato, que isso ainda está em estudo também. Então eu acho que ele vem ao encontro do que foi colocado. Só pra vocês entenderem, pelo Airton aí. Obrigado.
Muce: Quero agradecer a participação de todos vocês. Sinceramente, particularmente, parabenizar pelas contribuições que foram muito boas. Todas visando, de fato, a agregar. E o Paulo... surgiu mais uma, que ele lembrou de última hora.
Paulo: Assim, da minha colocação do (colocação fora do microfone) à esquerda e à direita. Não dá pro pessoal de engenharia falar alguma coisa agora?
Muce: Não, na verdade, Paulo, nós não vamos poder num assunto tão técnico estarmos falando, até mesmo com relação a uma avaliação de um viário, que por mais que a gente conheça visualmente, passa por lá, nós não temos, inclusive, quais são suas reais dimensões, larguras etc., onde você pode alargar um viário, não pode, a quem pertence uma área. Tudo isso que foi colocado, dentro das possibilidades... não, tudo isso que foi colocado por vocês vai estar sendo respondido, vai estar no site. E as contribuições possíveis estarão lá incluídos. Só como... Antes de passar para o Júlio pra um encerramento. Viu Airton, só um breve comentário, até invadindo a área do Simão. Nós tivemos, já, no passado uma lei obrigando toda frota que passasse ser a gás. Só que os motores a gás na época, pelo próprio fornecimento de gás das distribuidoras, nós tivemos muitos problemas. Não tinha... Não tinha um rigor, nem sempre tinha um rigor na questão do poder calorifico do gás que tava fornecendo, alguns passa... deveriam passar todos por um filtro, não passavam por esse sistema, ele chegava muito forte. Para a indústria esse gás era maravilhoso, o poder calorifico dele era muito mais eficiente. Mas ele chegava a derreter os motores dos ônibus. E a indústria automobilística, embora o poder público na época tinha preocupação: “Poxa, vamos colocar o ônibus a gás, polui menos etc.”, a indústria automobilística não acompanhou, não tinha motores, ela não tinha interesse, sei lá, entra uma série de questões, e às vezes inviabiliza que aquela legislação possa ser aplicada. SÉ só um comentário extra por que que as vezes ocorre dessa maneira. Mas a meta aqui está bem clara, fora ter a lei aí das questões da emissão, existe a preocupação de estabelecer meta de cumprimento. Isso é o que poderá garantir, de fato, que alcance todos os objetivos aí da redução da poluição da cidade. Júlio, por favor. Mais uma vez agradeço a todos vocês. E vou passar aqui pro Júlio.
Júlio César Carreiro - Subprefeito: Bom, crianças e crianços, eu queria agradecer também a presença de todos vocês. A gente, às vezes, gostaria que tivesse mais pessoas, fosse mais
numeroso, mas é importante salientar que apesar de não haverem tantas pessoas, a gente tem uma representatividade bem grande. É um grupo de pessoas muito diverso, né, Conselho Participativo, os CONSEGs, o vereador, pessoal da sociedade civil, Conselho de Meio Ambiente, enfim. Dizer que as portas estão sempre abertas pra esse tipo de evento. E dizer que a prefeitura regional de Cidade Ademar e Pedreira está... não tem governabilidade sobre tudo. Mas ela é 100% responsável, compartilhada com as questões que interferem com as pessoas que moram na nossa região e na nossa cidade. Acho que por hoje é só, né. Mais alguma coisa? Tranquilo? Podemos ir? Boa noite. Obrigado a todos e todas.
PREFEITURA REGIONAL CIDADE TIRADENTES
Oziel Evangelista de Souza - Subprefeito Cidade Tiradentes: Bom, boa noite a todos os presentes aqui. Prazer em tê-los aqui em mais esse encontro, agora pra nós falarmos sobre diretrizes
mencionar quem compõe a mesa. Está o Levi, é melhor levantar a mão, viu, Levi, na ordem, vamos ficar de pé aqui. Levi Oliveira, diretor de planejamento, a Conceição, analista em transporte,
Articulação, Priscila e Renato, apoio à audiência. Podem sentar. Obrigado. Também estão na mesa Fernanda Galdino, chefe de
Cidade Tiradentes, a presença também de lideranças, associações presentes aqui. Agradecer o apoio da Fábrica de Cultura. E é isso. Dizer que esse é um encontro importante, uma discussão importante sobre o transporte público. Eu acho que mais do que
tem geração self aqui, de Wi-Fi no ônibus, acho que é importante a gente utilizar o tempo de transporte, do acesso quem
a oferta é bastante... transporte pra várias estações, vários lugares, mas o tempo que é o primordial. Como eu falei, você pode ter o conforto, pode ter a tecnologia que for nos ônibus, mas acho que é importante esse encurtamento do tempo pra você ter acesso à região central, muitos dependem disso. A nossa região é uma região característica dormitório, justamente porque a maioria da população trabalha fora do bairro, fora dos limites aqui do território. Mas espero que vocês aproveitem da melhor forma possível essa audiência com propostas aí, como o Levi mencionou, já vem desde segunda-feira, esse é o último dia que está sendo discutido essa questão do transporte público estamos circulando várias prefeituras regionais aí, ouvindo a população. Então tem toda uma dinâmica aqui, vocês fiquem à vontade, vai ter perguntas e respostas, bem objetivas, pensando no coletivo. Somos 280 mil habitantes, é o maior complexo habitacional da América Latina, precisamos de uma atenção específica, principalmente nessa questão do transporte público. Temos várias outras questões, mas hoje a questão aqui é transporte púbico. Então eu quero passar a palavra para o Joao Lindolfo, que vai conduzir aqui, que vai dar a mensagem. Muito obrigado.
João Lindolfo Filho: Boa noite a todas e a todos. Eu gostaria de em nome da Secretaria da Mobilidade e Transportes agradecer o apoio, a organização, a receptividade da secretaria regional e dizer que nós temos 90 minutos de audiência pública, mas é evidente que esses 90 minutos são flexíveis, porque é com muita satisfação que vimos até os senhores buscar ouvir as sugestões pra essa licitação. Nesse sentido que nós agradecemos profundamente a presença de cada um dos senhores. É importante também que aguardemos a apresentação toda que vai ser feita pelo nosso diretor Levi, pra que possamos fazer as perguntas só posteriormente, tá ok? Então, o nosso diretor de planejamento, o Levi vai proceder à apresentação das diretrizes gerais. Muito obrigado.
Levi dos Santos Oliveira - SPTrans: Boa noite a todos e a todas. Muito agradecido pela presença de todos vocês, um assunto muito importante que nós, representando a prefeitura da cidade de São Paulo, representando a Secretaria de Mobilidade e Transporte, o título diz audiência regional, de fato, nós estamos aqui mais para ouvir contribuições, sugestões, críticas, para que quando da publicação do edital de concorrência do transporte coletivo da cidade de São Paulo, ele esteja construído com a maior solidez e participação da sociedade civil. Iremos falar sobre as diretrizes gerais da licitação do transporte público conforme todas as orientações e as leis recomendam. O roteiro, para todos nós sabermos e termos o mesmo nível de informação, como que vai ser o nosso encontro a questão da organização. Essa apresentação dura cerca de 15 minutos, comigo tem durado em média 18 minutos, após a apresentação será aberto pra fazer perguntas. Aqueles que desejarem fazer a pergunta oral terá o uso do microfone pra se expressar, vamos conceder uma média de 2 a 3 minutos pra fazer as perguntas. Tem a opção também, aqueles que quiserem fazer a pergunta por escrito, será distribuídos formulários, que assim também pode redigir, e numa condição também de preencher os dados, endereço, pra que posteriormente também nós possamos estar encaminhando a resposta também por escrito. E, finalizada essa parte, a gente vai estar dando continuidade para o encerramento. A principal questão, qual que é o motivo de uma licitação? Atualmente os contratos com as empresas de ônibus estão vencendo. Na cidade de São Paulo nós temos dois subsistemas que operam as linhas de ônibus: o subsistema estrutural e o subsistema local. O subsistema local, que corresponde a 40% do sistema, ele já vem há algum tempo operando em contrato emergencial de 6 em 6 meses. E o subsistema estrutural já está na sua prorrogação do contrato com limite até o ano que vem. E partir do ano que vem, se caso não concluir todo o processo de licitação, o subsistema estrutural também ele entra numa situação de emergência. Em atendimento na questão de legislação, para se contratar nós temos que fazer o processo licitatório conforme recomendado pela lei. E que nesse processo licitatório as empresas, e várias empresas do país, tem a oportunidade de concorrer nesse processo pra operar o sistema de transporte da cidade de São Paulo. E nessa apresentação nós vamos estar mostrando os padrões e as regras que estão sendo exigidas para essas novas contratações, sempre buscando o aprimoramento na questão da qualidade, melhorar a questão na prestação dos serviços, contribuindo assim de forma significativa para melhorar a questão da mobilidade das pessoas na cidade de São Paulo. Por esta razão, todas as sugestões, críticas, colaborações, é muito bem-vinda. E não somente na data de hoje, pois no decorrer do processo será publicada uma minuta de edital, e essa minuta que constará todos os detalhes de linha, de frota, aspecto de tecnologias, de infraestrutura, e que vocês também terão a oportunidade, toda a sociedade civil também, de estar colaborando. Portanto, não se esgota somente nas audiências regionais essa oportunidade de estar colaborando nesse processo. Considerando que esse processo de licitação já vem em andamento desde 2013, se vem discutindo o processo de licitação, e nesse momento com essa retomada está sendo revista a questão de rede de linhas, que é pra ter uma melhor distribuição espacial na cidade, também se refletindo e tendo uma discussão bem ampla sobre o uso de combustíveis menos poluentes, tendo metas de redução na emissão dos poluentes, atendendo a questão também da matriz energética. Não fica de fora a questão também da atualização das tecnologias dos veículos, a questão pra garantir um melhor controle operacional. Da mesma forma, uma revisão na planilha de custo dos índices de ponderação e a questão também da remuneração contratual. O prazo desse contrato, na data de hoje vale o que diz a lei, a lei hoje diz que é 20 anos. Existe também uma discussão na alteração desse prazo, existe especialistas, existe conversas pra que seja um prazo menor. E qual será o prazo? Quando da publicação do edital, se a lei for alterada vai ser atendido o prazo contratual que estiver na lei. Então, muito se pergunta: vai ser
20 anos, vai ser 15, vai ser 10? Então, no dia que for lançado o edital vai ser observada a lei, o que tiver na lei vai valer na questão contratual. Existe também uma outra discussão que é a questão de possibilidades. Além da operação dos ônibus é possível, existe uma alternativa também que as empresas ficam responsáveis pela manutenção do pavimento dos corredores. Essa reflexão ela tende porque a empresa de ônibus é a grande interessada que o pavimento dos corredores, dos principais corredores, esteja conservado, esteja com a sua manutenção em dia, porque quanto mais a manutenção estiver em dia, estiver um corredor que não tiver buraco a deterioração do ônibus é menor. Por isso que está se discutindo também essa questão, que as empresas fiquem responsáveis pela manutenção do pavimento. E da mesma forma a questão dos ônibus elétricos, dos trólebus, a questão da rede aérea, que hoje a responsabilidade é da SPTrans, que contrata empresas, e também estamos pen-
responsável pela manutenção da rede aérea. Então, na licitação qual que é o objeto? É a outorga, que na verdade é a autorização do serviço de transporte coletivo público municipal de pas-
linhas de ônibus, planejamento, e qual que é essa concepção da rede e serviços? Do lado esquerdo tem um mapa que ele, colori-
clarinho lá em cima é área um, o azul área dois, o amarelo área três, o vermelho área quatro, o verde mais escuro área cinco, o azul clarinho área seis, o roxinho área sete, o laranja área oito. Então, tudo isso, nessa amplitude, dentro da geografia da cida-
dade, a eficiência e principalmente o aspecto de segurança, sempre buscando melhorar a mobilidade das pessoas na cidade
circulação de pessoas também dos municípios vizinhos da região metropolitana, e quando se pensa na questão de melhorar o atendimento o foco é mobilidade, das pessoas que estão circulando e que moram e que transitam pela cidade. E nesse aspecto de linhas também se prevê uma reorganização das linhas de ônibus existentes, mas considerando também o aspecto de infraestrutura que existe hoje, tanto os corredores, os terminais, estações de transferência. E nessa reflexão, nessa reorganização busca-se o aumento da oferta de lugares nos bairros, buscando o aumento da eficiência operacional nos corredores, e também uma adequação da frota e tecnologia veicular das linhas de ônibus, buscando o benefício do conforto, garantia de facilidade de uso aos usuários, aperfeiçoando a relação da comunicação do passageiro, do usuário com a prefeitura. E nessa relação de linhas e avaliação buscamos também a redução da sobreposição das linhas de ônibus. Porque na hora que a gente vê os principais corredores da cidade de São Paulo, principalmente aqueles corredores com chegada no setor central, ou seja, Radial Leste, Celso Garcia, 23 de Maio, Consolação, Brigadeiro Luís Antônio, existe muitas linhas com vários tipos de ônibus. Então, nessa reorganização, busca, principalmente também nos corredores de ônibus, uma reorganização, uma padronização da tecnologia veicular, para que também melhore a eficiência operacional dos corredores de ônibus. Na questão de planejamento, a cidade é bem dinâmica, e até pelos dados da bilhetagem eletrônica da pesquisa de origem e destinos existem muitos deslocamentos regionais dentro da cidade, e a cidade existe várias minicidades dentro da cidade de São Paulo, existem vários centros regionais, você tem Itaquera, você Guaianazes, São Miguel, Penha, Santana, Lapa, Barra Funda, Santo Amaro. Então, são várias minicidades, que se a gente comparar com muitas cidades do interior, essas minicidades dentro da cidade de São Paulo é até bem maior. Então, a cidade ela foi, no aspecto do planejamento das linhas de ônibus, dividido em 21 setores, que nós chamamos de centralidades da cidade, são os subcentros de que nós estamos considerando também na reorganização dos serviços de ônibus. E esses 21 setores eles foram agrupados naquelas oito áreas operacionais que eu citei anteriormente, e foram divididos em três grupos: distribuição, que ele é mais conhecido como aquelas linhas alimentadoras das linhas que partem de bairros, se desloca até terminais de ônibus, uma estação de Metrô, estação de CPTM. E o grupo estrutural, que são aquelas principais linhas que estão pelos principais corredores da cidade, que usam um veículo maior. E também um outro grupo de articulação regional, que são aquelas linhas que interligam vários setores regionais da cidade ou vários polos de atração de demanda. Um outro serviço que continua é o serviço Atende, o serviço Atende, além da manutenção dele na licitação se prevê a ampliação do número de veículos, com veículos também modernos, com ar-condicionado e com todos os pré-requisitos, sempre buscando melhorar a qualidade de vida das pessoas que estão sendo transportadas pelo veículo Atende. E a remuneração desse serviço continuará a ser feito através de verbas orçamentárias e organização específicas. Os tipos de ônibus que trata a questão das diretrizes gerais de transporte, eles têm a capacidade de 40 lugares até 194 pra transportar, toda essa frota acessível, e temos o mini ônibus com a capacidade para 41 lugares, o midi ônibus pra 54 lugares, o básico de 75, o padron com capacidade pra 84 passageiros, o padron de 15 metros 102, o articulado pra 115 passageiros, o articulado de 23 metros com uma capacidade pra 171 passageiros, o biar-ticulado até 194, e também o trólebus, que é uma tecnologia diferenciada, que ela tem uma capacidade pra 84 lugares. Tecnologia veicular, também se discute a questão das alternativas energéticas em relação ao uso dos combustíveis. Então, serão especificadas metas na redução da emissão de poluentes, seja ele do material particulado, do gás carbônico e do óxido do nitrogênio. Um aspecto muito importante também é em relação às tecnologias de controle e monitoramento da operação dos ônibus na cidade de São Paulo, buscando sempre uma atualização tecnológica, trazendo o que há de melhor no aspecto de tecnologia. Equipamentos dentro dos ônibus todos certificados por entidades definidas. E buscando também uma evolução e um aprimoramento do sistema integrado de monitoramento que existe hoje na gestão do transporte da cidade de São Paulo. Em relação à remuneração dos operadores, ela está baseada nos custos operacionais, porém existe uma ponderação pela qualidade do serviço prestado. Em relação aos custos, as principais variáveis são os salários, encargos sociais de motoristas e cobradores, questão de combustível, lubrificante, quanto que o ônibus tá rodando em quilometragem, manutenção dos veículos, bem como também a questão da administração, fiscalização e a depreciação dos investimentos e lucros. Porém, em relação ao custo existe uma ponderação, também a questão do passageiro que será transportado, indicadores de segurança, a questão da disponibilidade das linhas, dos ônibus nas linhas, se eles estão cumprindo o que tá especificado em cada ordem de serviço, bem como o cumprimento de viagem. E um aspecto muito importante também que vai ter um peso é a questão da satisfação dos usuários na qualidade do serviço prestado, e essa satisfação ela será medida através de mecanismos que serão divulgados e terá uma interação direta com o passageiro. Em relação ao prazo desse processo, será publicada uma minuta do edital que está prevista pra sair em julho de 2017, e essa minuta irá abranger a relação das linhas, das tecnologias veiculares, a questão das linhas com a divisão dos seus lotes, a questão do detalhamento dessa questão do custo, da ponderação, da tecnologia veicular, questão de infraestrutura, é um detalhamento. E essa minuta ficará à disposição da sociedade civil, das empresas que vão participar do processo, num período de 30 a 45 dias para que todos também, nesse período, enviem críticas, sugestões, e até tragam detalhes específicos das linhas: olha, essa linha na verdade o mais ideal na visão dos moradores se funcionar assim, passar por essas vias. E todas essas questões e sugestões serão encaminhadas à Comissão Especial
de Licitação, que quando da publicação aí vai ter toda a orientação de como fazer, onde encaminhar pra ser avaliado. E essas informações aqui também estão já disponíveis no site da prefeitura, que poderão ser acessados, serão baixados pra que cada um tenha posse. Então, nesse momento, nós vamos organizar a questão, o pessoal do apoio, João Lindolfo, pra gente ouvir as contribuições de vocês. Em relação ao horário o João Lindolfo falou, mas nós estamos flexíveis, nada rígido, deu o horário encerrou, acabou, não, se for necessário a gente pode ficar um pouco mais pra estar ouvindo. E respeitado, pra que todos tenham oportunidade, questão de 2, 3 minutos para que cada um que quiser participar faça a elaboração da pergunta. Com uma orientação, pra aqueles que forem fazer o uso do microfone, pelo menos digam o nome e o bairro da onde que está se referindo, a pergunta bem objetiva, e também tem a oportunidade pra aqueles que queiram também fazer a sua manifestação por
nós tenhamos um bom proveito nessa reunião. Muito obrigado.
João Lindolfo Filho: Após a apresentação das diretrizes pelo nosso diretor de planejamento da SPTrans, passamos agora ao
ver, tem uma ordem de discussão. Então vamos começar aqui pelo senhor Ângelo.
Tiradentes. Como é que vai se dar o pagamento das empresas que vão atuar? Porque no modelo que foi colocado pelo Fernando Haddad, na última gestão, era a Sociedade de Propósito Específico, e ia compor a sociedade e em torno da tarifa ia ser
mais as ponderações. Eu queria saber se vocês podem detalhar mais desse assunto. E colocar que também na elaboração do sim como o sistema estrutural e o sistema de articulação regional. Eu queria saber se vai continuar a mesma coisa ou se vai ter alguma alteração? Porque a área da Cidade Tiradentes, se eu não me engano, ficou com quatro ou cinco linhas estruturais. Eu gostaria de saber se esse número de linhas vai ser ampliado, vai ser reduzido, e como é que vai se dar esse trâmite? É isso, muito obrigado.
João Lindolfo Filho: Ângelo, pode ter a certeza que todas as questões que você colocou serão anotadas, serão levadas em conta quando da redação final da licitação. Agora senhor Carlos, por gentileza.
Carlos: 3 minutos, né? Boa noite a todos. Boa noite aqui, cumprimentando o pessoal da mesa aqui. Meu nome é Carlos, todo mundo me conhece como Carlão dos Condutores, tô aqui representando a categoria dos condutores da cidade de São Paulo. Vou fazer dois itens rapidinho e duas representação. Represento o sindicato e sou morador aqui da Cidade Tiradentes há 32 anos. Pessoal, é assim, principalmente com as lideranças daqui, que aqui tá quase a nata toda da Cidade Tiradentes, essa licitação é muito importante, porque eu tenho 25 anos de transporte, 25 anos de transporte público. E toda licitação é a mesma coisa, a mesma ladainha, a mesma situação. Hoje nós temos três famílias que controlam o transporte público de São Paulo, que é os Abreu, os (incompreensível) e os Belarmino, toda licitação é a mesma coisa, a mesma ladainha. Essa daqui não tem diferença nenhuma. Não tem diferença nenhuma. Então, eu falando agora como dirigente sindical, eu quero fazer uma pergunta: se as linhas vão ser licitadas sem os cobradores. Isso eu gostaria até da resposta. Porque se nós estamos falando aqui de 24 mil trabalhadores que podem perder seus empregos, e hoje, na conjuntura que nós se encontramos, hoje, nesse país, o poder público, que deveria se preocupar em gerar emprego, tá querendo desativar 24 mil pais de famílias e mães de famílias que estão por aí dependendo do emprego de cobrador. Agora, como munícipe de São Paulo e morador da Cidade Tiradentes, eu acho que a gente temos que tratar essa licitação, porque cada bairro tem sua peculiaridade, cada bairro tem seu diferencial. Cidade Tiradentes transporta, hoje, 200 mil passageiros/ dia. É 200 mil passageiros/dia. Qualquer... a Cidade Tiradentes hoje ela é maior que qualquer cidade do interior. Então, ela tem que ser tratada hoje, eu até discordo com aquilo que o nosso subprefeito regional aqui, até discordo dele, Cidade Tiradentes deixou de ser cidade dormitório há anos, hoje ela tem que ser tratada como cidade. Esse negócio: ah, maior Cohab da América Latina. Vamos esquecer esse discurso. Se a gente não esquecer esse discurso, é isso que o poder público quer, tratar nós como uma Cohab. Nós não somos Cohab. Hoje a gente é uma cidade. Hoje já tamos alcançando quase 300 mil habitantes. Então, se nós ficarmos nessa linha, isso serve pra todas as lideranças que estão aqui, discutir como Cohab, isso é prejudicial pra nós. Vamos discutir a cidade aqui como realmente uma cidade de 300 mil habitantes. Então, fica a minha pergunta agora pro poder público que se encontra aqui na presença do senhor Levi, se vai ter esse diferencial na licitação? Porque, você sabe por quê? O ônibus que passa na Rebouças é o melhor ônibus que tem. E não é superlotado. Agora, eu convido qualquer um dos senhores aqui, vai aqui num terminal aqui no horário de pico, vê se você consegue embarcar confortavelmente dentro do ônibus. Então, o diferencial de bairro muito grande na licitação. É isso aí que nós temos que se preocupar. Ver a Cidade Tiradentes como realmente uma cidade. Obrigado a todos.
João Lindolfo Filho: Muito obrigado senhor Carlos pela sua manifestação, e pode ter certeza que todas as suas questões foram elencadas e vão ser levadas em conta quando da redação da minuta final da licitação. Precisamos agora ouvir o senhor Michel. Michel.
Michel: Boa noite, meu nome é Michel, não sou morador de Cidade Tiradentes, eu trabalho aqui no CEU Inácio Monteiro, no Núcleo de Cultura. O transporte é pensado muito como simplesmente, e eu acho triste isso, pra levar o cidadão para trabalhar. Só pra isso. Não se pensa em transporte pra levar o cidadão aos finais de semana pra lazer, entretenimento, atrações culturais. O bairro Cidade Tiradentes tem uma capacidade que muito outros não tem. Aqui temos uma Fábrica de Cultura, dois CEUs, pontos de cultura, casa de cultura, enfim, Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes, e todos esses lugares, três parques, todos esses lugares tem muita oferta de lazer, entretenimento, de esporte, centros esportivos. Mas o que acontece? A população ainda não tem acesso. Por quê? A passagem é muito cara, R$ 3,80, com esse valor você chega na Vila Leopoldina, pelo mesmo valor você chega no Barro Branco, aqui na Cidade Tiradentes, pelo mesmo valor. Então o transporte é muito caro e o transporte, como eu disse, não é pensado pra você se deslocar dentro do bairro, é pensado sempre pra você ir pro centro. A Secretaria de Cultura promoveu encontros de articulação de cultura territorial pela cidade de São Paulo entre 2013 e 2016, e aí surgiu uma questão muito importante, eu representando... tinha a sociedade civil e pessoas representando espaços culturais. O que é? Às vezes a pessoa mora no mesmo bairro, mas quem mora do outro lado, ela às vezes ela tem mais facilidade de ir até o shopping do que ir a um outro ponto cultural no mesmo bairro. Então, surgiu uma proposta que seria excelente se o transporte também fosse pensado para os finais de semana. Aliás, final de semana os intervalos entre os ônibus um horário e o outro, são enormes, e as pessoas desistem de sair de casa ou vão direto ao shopping, como sempre. Então, surgiu dessas reuniões entre as pessoas do bairro uma proposta que seria muito legal, de ter um transporte aqui na Tiradentes entre os pontos culturais e os parques. Então, a questão é essa, se isso poderia ser incluído na licitação, por algum meio de contrapartida social, ou senão como uma linha regular aos finais de semana mesmo, cobrando a passagem. O ideal seria a discussão da contrapartida social, um transporte gratuito. Mas, opção plano B, linhas especiais aos finais de semana pra fazer o bairro se comunicar. Muito obrigado.
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terça-feira, 29 de agosto de 2017 às 03:17:28.
Confirma a exclusão?