Diário Oficial do Município de São Paulo 29/08/2017 | DOMSP-SP
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das vias pra poder definir a tecnologia e não vir a causar problemas, aquele articulado que está tentando fazer uma curva tem uma caçamba parada, não consegue entrar na curva. Tudo isso tem que ser levado em consideração e está sendo levado no desenho dessa rede. Faz parte das preocupações essa busca da eficiência da qualidade do serviço, buscar maior conforto, maior segurança. Então, por exemplo, como nós vamos garantir um maior conforto e facilidade de uso aos usuários? Reunindo todos esses aspectos que eu falei pra vocês, está certo? Então tem a questão da segurança que também vai ser lembrada, e tem a forma de você também "pressionar o operador” a dar uma segurança maior pro usuário. Como? Grosso modo, penalizando se ele tiver uma operação desastrosa, que esteja provocando acidentes num número muito acima do desejado. Outro ponto importante é melhorar a comunicação entre o usuário e o sistema. Hoje nós temos aí o telefone 156, que ele de alguma certa forma funciona, mas há tecnologia existente, a possibilidade do uso de aplicativos pode ampliar bastante e deve ampliar bastante os canais de comunicação entre os usuários e a administração do serviço, os responsáveis pela gestão, no caso aí Secretaria, a SPTrans mais diretamente. Então isso também é uma preocupação que está constando do edital, vai fazer parte do corpo do edital, vai ter algum capítulo lá que vai constar o avanço, a direção de criar instrumentos pra melhorar a comunicação com os usuários. Um aspecto importante que está dentro do conceito de racionalização, de buscar eficiência e de resultar em um serviço mais confortável, mais rápido, é minimizar ou reduzir a sobreposição de serviços. O fato de ter muitas linhas quer dizer que o serviço seja obrigatoriamente bom. Eu posso ter uma quantidade bastante grande de linhas e de veículos operando naquele corredor e isso causar, formar comboios, reduzir a velocidade de uma forma preocupante e aumentar o tempo de viagem. Então tem que achar uma condição adequada em que vai no limite da capacidade de área, no limite dos padrões de operação, dos intervalos entre os veículos que eu estou prometendo, que eu estou desejando, pra chegar no ponto ideal, que tenha uma oferta suficiente, mas com fluidez. Com fluidez, isso é fundamental. Também é um princípio que está sendo levado em consideração no desenho da construção dessa tros padrões que fazem parte desse edital, que tem a ver com a organização e a operação dos serviços. Então, aqui estão colocados alguns desses parâmetros pra que vocês tenham essa ideia inicial. Toda área operacional que diz respeito ao atendimento do serviço e à cobertura dos serviços que, vamos dizer assim, abrangem, a princípio, os limites físicos, geográficos, administrativos do município de São Paulo, eles estão organizados em 21 unidades de planejamento. São espaços, o detalhamento de todo o território do município em 21 unidades, e o critério foi a identificação, a eleição: olha, você será (incompreensível) será uma unidade, pela sua condição de ser uma centralidade, de ter um poder, uma capacidade de geração de viagem, de atração de viagem, uma circulação interna muito significativa. Então esses critérios foram levados em conta pra dividir toda a região, todo o território do município de São Paulo em 21 unidades de planejamento, pra facilitar exatamente, o nome já está dizendo, unidade de planejamento. Pra facilitar a visualização, pra identificação de problemas e (incompreensível) a possi-blidade de você fazer um planejamento do serviço da forma mais adequada possível. Então, são 21 unidades baseadas no princípio de reconhecer as centralidades, a importância de cada uma dessas unidades na formação do tecido urbano. Esses 21 setores, por outro lado, eles foram divididos em oito áreas operacionais. Essas oito áreas operacionais são o quê? São os espaços que são concedidos, haverá licitação e você terá concorrentes para cada uma dessas áreas. Então, é uma forma de você também, além da questão operacional, a facilidade de gestão, é uma forma de você não permitir que um único concessionário pegue todo o serviço. Você vai ter uma divisão, até porque, veja bem, a cidade de São Paulo hoje nós temos cerca de 14, 15 mil veículos, é o maior sistema municipal do mundo, 15 mil veículos na cidade. Então, há um problema, assim, se eu colocar tudo isso na mão de um único operador ficaria um pouco complicado. Então, a consideração de áreas de operação é fundamental tanto do ponto de vista do planejamento como da organização pra, vamos dizer assim, eu não vou ter competição entre essas áreas, mas eu vou ter uma possiblidade de administração, um acesso, uma possibilidade de controle muito maior com essa divisão. Essa divisão também não é aleatória, está obedecendo características da região. Então tem, por exemplo, uma área de operação mais na região sul que tem as suas características. Ela é uma ocupação mais rarefeita, tem mananciais etc., então aí eu tenho algumas identidades que me permite dizer: olha, essa aqui eu posso traçar uma linha aqui, esta é uma área de operação. Quer dizer, tenho os 21 setores, as 21 centralidades que estão reorganizadas, estão agrupadas em oito áreas de operação, e além disso eu tenho um outro papel muito importante, uma outra referência importante, o agrupamento das linhas por função, dentro desse contexto todo. Então, eu tenho três tipos de linhas, e eu vou ter que contar com o apoio de três tipos de linhas. Também não é uma coisa aleatória, vai em função das características, das necessidades da demanda dentro dos setores, entre os setores e num espaço mais amplo de mobilidade, contemplando grandes áreas dentro do município de São Paulo. Então dentro dessa preocupação toda eu tenho um conjunto de linhas que será chamado de linhas de distribuição, que serão as linhas que estarão mais circunscritas pro atendimento dentro dos setores, dentro do bairros, ligando bairros, adequando a demanda dentro daqueles setores, adequando a oferta à demanda que é concentrada dentro daqueles setores, que são as linhas de distribuição. A princípio são linhas mais curtas, que operam em princípio com uma tecnologia de veículos de menor porte, pra atender uma demanda mais, vamos dizer assim, mais teimosa, mais recorrente, que o pessoal está ali indo fazer as suas coisas, dentro de um bairro as pessoas chegam a fazer várias viagens no mesmo dia. Diferente, por exemplo, de uma linha estrutural, que faz os grandes deslocamentos e operam nos principais corredores, destinada a, vamos dizer assim, a deslocamentos mais longos e que ocorrem na vida das pessoas não em todo momento do dia. Normalmente uma linha estrutural, ela, responsável por longos deslocamentos, ela leva, tira o indivíduo de um bairro e leva pra uma outra região bastante grande, onde ele vai passar o dia todo e só vai fazer a viagem de volta. O famoso passageiro (incompreensível). Então, eu tenho esse tipo de demanda, e esse tipo de demanda tem que ser atendido por uma linha com conceito diferente, ela vai operar, a viagem é mais longa, então ela vai ter a preferência de operar no corredor, numa faixa exclusiva, um veículo com maior capacidade, tudo isso tem que ser levado em conta, porque eu tenho esse tipo de demanda, evidentemente também é muito forte na cidade de São Paulo com a sua natureza radioconcêntrica. Temos ainda uma ligação muito forte dirigida para o centro da cidade de São Paulo. E eu tenho ainda as linhas que vão promover a ligação entre os setores, entre os polos, entre as centralidades, que são chamadas linhas de articulação regional. Então aí estão colocados os princípios norteadores mais importantes que estão, vamos dizer assim, subsidiando o processo de construção do edital, e particularmente a construção da revisão da rede de transportes, que é como o transporte vai chegar pra nós. Tem um item dentro do edital que é importante colocar, que é o Atende. É o serviço Atende, que é um serviço de mérito reconhecido na cidade de São Paulo, ele continuará sendo prestado. E sempre que houver possibilidade, claro, dependendo da demanda e das possibilidades, esse serviço tende a se fortalecer, se consolidar, eventualmente se expandir. E uma coisa importante pra se colocar com relação ao Atende é que ele tem verbas orçamentárias próprias. Então isso dá uma garantia
maior pra continuidade do serviço que vai persistir. Essa verba da área, ter a fonte do recurso diretamente fornecida pelo Tesouro Municipal é uma garantia pra que o serviço não tenha dissolução, não sofra dissolução de continuidade. Então, essa é uma característica importante que merece ser destacada. E registrar que o Atende vai fazer parte da licitação e ele vai estar concentrado nas linhas, naquele espaço das linhas e distribuição. Digamos assim, que vai ser um eixo da, o local principal desse serviço. É claro, o Atende vai atender, como o próprio nome diz, necessidades específicas, mas vai ficar por conta dos operadores que fazem as linhas de distribuição, pegam as linhas de distribuição. Aqui só uma ilustração mostrando, falando de tecnologia veicular. Nós temos, hoje, um parque de veículos que têm uma quantidade bastante diversificada de veículos, desde o midi ônibus que carrega 41 passageiros, até o biarticu-lado que carrega 194 passageiros, passando pelo trólebus, que nós temos uma parte do serviço que é oferecida por veículos elétricos. Então, tudo isso vai ser levado em consideração pra fazer aquelas adequações da oferta com a demanda da melhor forma possível, buscando uma maior eficiência respeitando o perfil da demanda, as condições do viário, as condições de custo, tudo isso será levado em conta. E nós temos, felizmente, uma diversidade boa, uma oferta boa de tipos de veículos pra poder fazer essas adequações. Falando em veículo, além de nós termos a diversidade, o edital vai ter uma preocupação em buscar, em estimular, em fomentar que os concessionários, os ganhadores da concessão busquem alternativas energéticas pra melhorar a matriz energética, pra reduzir a participação dos ainda não é um processo consolidado de criação de oferta de novas tecnologias, e isso está sendo considerado no edital e será fortemente estimulado. Uma das formas de estimular essa transição pra tecnologias menos poluentes é estabelecer metas de redução de emissão de poluentes. Isso estará fixado no edital. É uma forma concreta de você intervir, de você compelir, de você estimular o concessionário a buscar tecnologias menos poluentes, no que diz respeito ao consumo energético. Do ponto de vista da tecnologia também será dado um foco muito grande, uma importância muito grande para as tecnologias de controle e monitoramento. Então, você sabe que hoje os veícu-
um AVL que manda mensagens, o GPS, que permite identificar a localização do veículo. A partir disso nós conseguimos, com aquele aplicativo ver o ônibus, saber se o ônibus está vindo ou não está vindo. E mais importante ainda, pra controlar a operação e pra fazer a fiscalização. Então existe já um conjunto de instrumentos de tecnologia eletrônica avançada que já dão suporte pra operação, pra fiscalização, e inclusive pra arrecadação da receita. O Bilhete Único é uma tecnologia baseada no chip, que permite uma série de recursos, uma série de alternativas, não só de você controlar, saber como é que está indo a demanda, mas de facilitar pro usuário também o próprio uso do coletivo. A SPTrans já tem o chamado SIM, Sistema Integrado de Monitoramento, que vai ser ampliado, vai ser aperfeiçoado, vai ser atualizado. E será uma base principal do controle da operação. Então há uma preocupação de melhorar esse sistema, que já é um sistema, um conjunto de operações bastante interessante, estará presente no edital a preocupação em melhorar toda a parte que diz respeito às tecnologias de monitoramento. Aqui um item importante, estamos chegando no fim, a questão da remuneração dos operadores. Hoje existe um modelo de remuneração e está se buscando um aperfeiçoamento, uma atualização desse modelo de remuneração. Primeiro lugar, a prestação de serviços, a geração de serviços tem um custo, então esse custo é inevitável. Pra mim colocar o ônibus circulando eu tenho que ter uma equipe de cobradores, uma equipe de motoristas, eu tenho que ter o veículo, eu tenho prestação, custos variáveis como combustível, rodagem, manutenção, que aumentam de acordo com a movimentação do veículo, e outros custos que o veículo parado ou andando não importa, por exemplo, o custo do motorista e do cobrador é o chamado custo fixo, se o ônibus andar 500 quilômetros por dia ou mil esse custo está lá. Da mesma forma o custo do veículo, a depreciação do veículo. O veículo saiu da loja, vamos dizer assim, ele começa a sofrer o processo de depreciação. É claro, se ele andar muito, muito mais a depreciação pode ser maior, mas a princípio é um custo fixo, é um custo que ele existe a partir do momento que eu coloco o veículo pra rodar. Então esses custos são remunerados, têm que ser remunerados, o operador, o concessionário que ganhar a licitação ele vai operar, vai ter esses custos, claro que ele vai ter que comprovar, existe um controle de planilhas, etc., e ele vai ser pago. Além desses custos, ele tem a parte da remuneração do capital dele, isso é previsto no edital, uma parte da remuneração que está sendo inclusive estudada. Mas pra que ele passe a ter direito pelo total, pela remuneração na sua plenitude, na sua totalidade, está se pensando, está se estudando colocar no modelo de remuneração uma ponderação que estimule uma melhoria na operação pra que, vamos dizer assim, o concessionário operador se disponha futuramente a prestar o serviço da melhor forma possível. Então nesse fator, nessa ponderação, ele está levando uma série de elementos, de critérios, que são pontos essenciais da operação, que diz respeito ao atendimento do usuário, à qualidade do serviço. Então ele tem que atender esses critérios, atender essas exigências, vamos dizer assim, pra poder fazer jus, efetivamente, à sua remuneração. Não sua recomposição dos custos, mas a sua remuneração, que será absoluta. Então que aspectos que estão sendo considerados? Passageiro transportado. Não adianta só colocar o ônibus andando na rua, não ficar pegando passageiro, cortando ônibus, deixando passageiro no ponto, cortando outro ônibus. Você tem que carregar, tem que ter um histórico, tem que ter o compromisso de carregar uma quantidade mínima de passageiro, de acordo com o perfil da linha. Da mesma forma tem que cumprir as viagens. Então, isso faz parte do atendimento. Indicadores de segurança, vai ser inserido um elemento pra avaliação da segurança que vai levar em conta o tipo de acidente. Se o acidente for um acidente que for fatal, que leve ao óbito, haverá uma penalização muito maior do que se houver acidentes que não leve a óbito. Tudo isso está sendo estudado pra estimular que a segurança seja levada muito a sério pelos operadores. Então nós temos aí a questão do atendimento, da segurança, disponibilidade dos ônibus na linha, isso faz parte do atendimento. E a satisfação do usuário, o usuário vai poder participar sistematicamente da avaliação do serviço através de pesquisas, e se a avaliação do usuário for ruim, o operador, vai sofrer uma penali-zação nesse quesito que vai afetar a rentabilidade dele. Então é uma forma direta, objetiva, efetiva de você forçar, condicionar pra que a operação seja feita da melhor forma possível pro usuário. O prazo desse processo de licitação, nós estamos aqui terminando hoje, vamos fazer inclusive outras regionais o processo das audiências regionais. A ideia é recolher todas as informações, todas as contribuições de vocês, e ainda no mês de julho de 2017 fazer a publicação do edital. A partir do que, como eu falei no início, vocês terão a possibilidade, entrando na fase da famosa consulta pública, de novo, acessar o edital na sua íntegra, com todos os seus detalhes, analisar, ler em grupo, na comunidade, nas associações, nos conselhos, e formular as questões que vocês acham que devam ser formuladas. Então isto, a princípio, deverá ser feito a partir do mês de julho. Quer dizer, a meta, nosso cronograma é publicar o edital ainda no mês de julho. Está certo? E finalmente dizer pra vocês que as informações aqui apresentadas estão disponíveis no site. Essa apresentação, esse conjunto de slides está no site da prefeitura: www.prefeitura.sp.gov.br/smt, que é Secretaria Municipal dos Transportes. Pessoal, eu terminei a minha fala, acho que eu me estendi um pouquinho. Como?
(Colocação fora do microfone)
Moraes - SPTrans: Vamos lá. Ah, a Lei da Licitação, não é? São duas. Está aqui. Primeiro foi a Lei 8666/93, que institui as regras pra licitação, depois foi complementado pela 8987. Mas isso, se o senhor quiser acessar o site tem na íntegra todos esses slides. Está bom? Bom, pessoal, então nós encerramos essa etapa do nosso roteiro de hoje. E agora vamos pra sessão de perguntas. Eu queria só dizer o seguinte, vocês vão receber um formulário pra fazer perguntas por escrito, as perguntas que não forem respondidas aqui, elas serão levadas, analisadas e vocês terão uma resposta. Então é importante se vocês tiverem um endereço eletrônico, um e-mail, no próprio formulário da pergunta registrar esse e-mail pra que possa ser encaminhada a resposta pra vocês. E eventualmente aqueles que não tiverem um e-mail e quiserem, vamos dizer assim, as respostas podem ser dirigidas para a regional. Então o nosso prefeito aqui vai acolher as respostas e vai arrumar uma forma de encaminhar pra vocês. Então muito obrigado aí, desculpe a demora. Não sei se eu passei muito do tempo. Mas eu tenho a sensação que eu passei.
Oradora não identificada: Se alguém quiser fazer a pergunta pelo microfone, eu só vou anotar o nome das pessoas pra gente fazer uma ordem aqui. Também pode ser feita via oral.
Orador não identificado: Alguém quer se inscrever, a gente faz uma...
Orador não identificado: Ivan, pode ir direto no microfone. Orador não identificado: Pode. Pode. É Ivan o nome dele? Orador não identificado: É.
Ivan Ribeiro: Boa noite. Meu nome é Ivan Ribeiro. Eu sou lino Matarazzo-Ponte Rasa, morador aqui da região, e faço parte do grupo de lideranças de Ermelino Matarazzo e Ponte Rasa, ao qual algumas pessoas estão aqui também. Quero parabenizar, né, o CEU, a Secretaria de Transportes e a prefeitura regional por essa oportunidade da gente estar dialogando sobre o transporte da nossa região. Eu só gostaria de deixar registrado, que tanto através da Associação Comercial quanto através do grupo de liderança, nós temos um plano tanto viário aqui pra região, quanto um plano na questão de itinerário de ônibus, nós gostaríamos de uma agenda com a Secretaria de Transportes pra poder fazer essa apresentação. Como são muitos detalhes,
lar sobre tudo, então essa é a demanda do nosso grupo. Seria a solicitação de uma agenda junto ao secretário. Até porque tem algumas questões principais, por exemplo, corredor Celso Garcia, que desde o ano de 2000 é uma discussão aqui na região, tem prós e tem contra, né, então nós gostaríamos também de dialogar, porque os comerciantes têm seus comércios aí na Avenida São Miguel e se preocupam muito com essa questão do corredor de ônibus. Também temos outra avenida aqui, que é a famosa Avenida Assis Ribeiro, que sempre, né, tá com dificuldades. Então seria uma oportunidade também, de certa forma, de um plano viário ali junto com a questão dos ônibus também. Eu acho que é muito importante aqui pra nossa região. Então eu só gostaria de registrar e agradecer a oportunidade. Boa noite.
(Colocação fora do microfone)
Olavo: Boa noite, meu nome é Olavo. Eu sou morador aqui de Ermelino Matarazzo, fiz um trabalho voluntário num grande Conselho Municipal do Idoso, gestão de 2012-2014, 2014-2016, e participava da Comissão de Transportes. Na ocasião da primeira gestão vocês estavam presentes, e assim que vocês criaram o Conselho de Transportes vocês desapareceram. Eu tenho aqui algumas reclamações. Uma delas é sobre a educação e a gentileza do motorista, do cobrador e dos demais funcionários. O que eu tenho observado é que nas reclamações que eu fiz a resposta é sempre que existe um sistema de treinamento. Eu recebi esse sistema de treinamento. Realmente existe, vocês fazem uma reunião lá de 15 minutos, fala pro motorista que ele tem que respeitar o idoso, terminou. O motorista vai pro trabalho, volta daqui um ano pra fazer novo curso. A minha sugestão é que, você vende serviço, não é tangível, eu não pego ele, eu uso o ônibus, eu subo no ônibus e termino a hora que eu desço. Aí fica a imagem do serviço prestado, e o serviço prestado não é bom. Então, a minha sugestão é pra que vocês coloquem nesse edital que as empresas são obrigadas a fazer um curso de gentileza, no tratamento da pessoa, de respeito à pessoa. Pra alcançar isso daí seja implantado um trabalho pra implantação da ISO 9000, que tem que ser constante, frequente, pra que o serviço seja bom. Então essa é uma sugestão. A segunda sugestão é que hoje alguns micro-ônibus que a gente usa, alguns não, a maioria dos micro-ônibus que a gente usa, a gente sente que ele foi construído em cima de um chassi de transporte, não em cima de um chassi de um ônibus. A gente percebe isso na arrancada dele, quando ele sai do ponto do ônibus, se eu não estiver segurando eu vou cair. Então já vi no site de vocês que tem um trabalho sobre essa solicitação. Então a minha sugestão é para que doravante todos os micro-ônibus sejam construídos sobre o chassi de ônibus, não de caminhão. A outra sugestão que eu questiono, questiono vocês, questiono o CET, é sobre o Terminal de Ônibus Guilhermina-Esperança. Se eu descer na Vila Matilde, eu tenho um terminal coberto, se eu descer depois, na Patriarca, eu tenho um terminal coberto. Por que o Terminal da Guilhermina-Esperança não é coberto? Por que o Terminal da Guilhermina-Esperança permite que circule por ali veículos de passeio? Então eu, como usuário, como munícipe, gostaria de tomar ônibus aí no conforto, sem tomar chuva. Isso não acontece hoje. Bem, outra reclamação que já foi feita pra vocês é sobre a altura do degrau. Eu vejo que existe também um trabalho de vocês, mas o que eu tenho observado é que o degrau, o primeiro pra mim subir no ônibus, ele é compatível. O segundo dentro do ônibus ele já não é mais compatível, ele já ultrapassa a altura mínima exigida. Então, o idoso pra subir aquele segundo degrau, ele tem que ter ajuda pra segurar, pra fazer a força. E uma outra coisa que a gente observa são os pontos de ônibus, o motorista não estaciona junto à guia. Por que ele não estaciona? Porque vocês estão ausentes, vocês não fiscalizam ali parar todo tipo de transporte junto o ponto do ônibus. Então o motorista ele se sente na obrigação de não parar em nenhum deles, nem mesmo naquele que tá sendo permitido. Bem, essas são minhas sugestões. Eu vou deixar aqui uma xerox que eu tirei das minhas sugestões. E a pergunta que fica é: por que esse edital não foi mostrado pra que a gente pudesse analisar com mais calma e apresentar mais sugestões? Muito obrigado.
Orador não identificado: Obrigado.
Rudnei Gomes: Boa noite a todos. Agradeço o espaço pra gente aqui. O meu nome é Rudnei Gomes, eu sou apenas um morador do bairro, e eu tô aqui pra fazer alguns comentários sobre o que eu sinto como usuário e cliente do sistema de transporte de ônibus. Aqui do lado do CEU, colado ao CEU, o primeiro ponto de ônibus possível a gente tem a dificuldade de pegar o ônibus porque a calçada está quebrada. Já foi feita três reclamações pra regional da Penha e Ermelino Matarazzo, e não teve respostas. Aliás, foram três, uma delas teve a resposta, foi dito que estava tranquilo, não tinha problema nenhum, basta fazer uma fiscalização que até cego consegue enxergar que a calçada tá totalmente deteriorada e com os degraus pra fora da calçada, tá. A outra coisa é sobre o transporte de domingo. Nós sabemos que aqui no bairro nós temos algumas linhas que não interessa pra empresa de transportes, como, por exemplo, a 2501, 374 M, por exemplo, e aí acaba tendo apenas um circulando no final de semana, no domingo. Tudo bem, tem menos usuário, a gente sabe disso. Só que essa linha 2501 é a única linha que tinha de acesso até o centro da cidade. Como ela era muito demorada nas outras gestões, a gente perdia até uma hora esperando um ônibus, teoricamente ninguém ia ficar parado, então não era interesse pra empresa ali manter essa linha, e foi cortando, cortando, cortando, hoje ela morre no Carrão. E pelo que a gente ficou sabendo, ela vai ser cortada
de novo na Curva da Morte, na Vila Cordeiro, se eu não me engano, aqui perto. Quer dizer, não interessa pra empresa então ela vai matando, matando, porque não tem usuário, mas ela não tem usuário porque não tem ônibus. Demora pra passar, entendeu? E fora a sujeira, o problema da sujeira na empresa também, todas as linhas aqui do bairro, são apenas da mesma empresa, tudo da VIP, entendeu, e apenas uma linha mais ou menos, é mais ou menos, que mantém limpa (incompreensível) Centro-Bairro, que é uma linha boa, ela é muito bem operada, não tem nada pra reclamar da linha. A minha reclamação seria mais isso mesmo, pra dar mais atenção pra os pontos de ônibus da região, se possível uma linha no bairro que tivesse acesso, por exemplo, ao Terminal A.E. Carvalho, que não tem, só tem na madrugada, é a única linha que tem, é só na madrugada que tem. Entendeu? Se fosse até viável, de repente fazer um teste se ela rodava durante o dia, mesmo a gente sabendo que tem a 374 M que vai pra Itaquera, alguns trechos ia haver sobreposição, mas mesmo assim não vai pro mesmo destino. Seria só mais uma opinião.
Orador não identificado: Obrigado, Rudnei.
Marcos José de Freitas: Boa noite a todos. Meu nome é Marcos José de Freitas, conhecido como Marcão do Jardim Popular. Teve agora, nesse ano, umas duas linhas que passa no Jardim Popular, a 2460, integração do Parque Dom Pedro, e 2523, Princesa Isabel (incompreensível) Progresso. O que aconteceu? Fizeram já um planejamento que essas linhas vão até o Terminal A.E. Carvalho, e do Terminal A.E. Carvalho, aí pega o 208 V, que vem pela Avenida São Miguel, né. Então,
e Avenida São Miguel. O bairro do Jardim Popular, que (incompreensível) Torres, nós ficamos sem ônibus que vai para a Penha e pro Parque Dom Pedro. O ônibus que passa que vai pra Penha, nosso ali, é o 2755, entendeu? Então, nós temos mais condução que vai pro Parque Dom Pedro. Então eu gostaria, né, (incompreensível). Eu como presidente da Sociedade Amigo do Bairro, então eles estão vindo: Marcão, quem vai assumir esse ônibus? (incompreensível) Entendeu? Então, eu gostaria que vocês vissem isso, porque nessa avenida nós temos escola, creche, UBS e AMA, entendeu? Então, é o seguinte, nós estamos praticamente sem (incompreensível). Então eu gostaria disso. E
fechado, que não paga já mais a transferência, é o Terminal São Mateus. Se vocês estão fazendo muito corredor, eu gostaria, na minha proposta, que vocês voltariam a fechar os terminais de ônibus, entendeu, porque quando você entra no terminal você não precisa pagar, entendeu? No entanto, o que acontece? Aí vocês falam: ah, você tem o tal do bilhete que você pega a mesma condução. O que tá acontecendo? O pessoal que tá ali na Vila Progresso, de Guaianazes, ele vem sentado até no Terminal A.E. Carvalho, aí ele tem que descer do ônibus, pegar outro ônibus, e tem que pagar (incompreensível), entendeu? Então, eu acho que (incompreensível). E muitos pontos de ônibus não tem abrigo, não tem banco, entendeu? E outra coisa muito importante, essas empresas, olha, se vocês analisarem, é um grupo, só o Grupo Ruas, ele comanda praticamente 90%, entendeu? E os carros é tudo quebrado, eles entram na via pública, sujo, com barata, entendeu? E uma outra coisa importante, a noite os motoristas apagam a luz do ônibus, fica tudo apagado, entendeu, e o luminoso do ônibus... Entendeu? Então eu achava, se vocês estão abrindo essa... já fazendo a concorrência, pra liberar empresa que fique fora toda, entendeu? Porque você tem 20, 30 anos, as mesmas empresas, entendeu, os mesmos problemas nossos. Não adianta entrar governo e sair governo, entendeu, é a mesma coisa, que eles mandam vir aqui, conversa com vocês, participa, mas fica só no papel, entendeu? Então eu gostaria que vocês vissem isso pra nós. Obrigado.
Orador não identificado: Obrigado, seu Marcão.
Orador não identificado: Mais alguém quer fazer o uso da palavra?
Orador não identificado: Tem mais alguém?
(Colocação fora do microfone)
Paulo Cézar Shingai - SPTrans: Pessoal, ninguém mais quer fazer uso da palavra? Posso começar ajudando em alguma coisa aqui? Bom, então, as contribuições foram valiosas, foi tudo registrado aqui. O que não faz parte do edital nós vamos dar o encaminhamento, está certo, vai chegar às áreas correspondentes. Mas vamos tentar ajudar alguma coisa aqui. Vamos tentar uma agenda lá na Secretaria de Transportes com o Ivan. Certo? Com relação a treinamento está previsto no edital, vai estar lá, tenho certeza que vai ser muito melhor do que hoje. ISO 9000, nós não exigimos mais o ISO 9000, a gente exige hoje a 14000, já é 14, então no edital eu acredito que seja alguma coisa assim também. Então vai estar previsto no edital. Micro-ônibus, não tem plataforma de caminhão, eu lamento, é uma informação equivocada. O micro-ônibus é plataforma única no país, aqueles que nós usamos aqui em São Paulo, eu garanto, não tem outro tipo de plataforma. Não tem. É o que o mercado oferece pro Brasil. Talvez houve uma confusão aí, em muitas cidades usa uma plataforma de caminhão pro carro convencional, e isso acontece muito, muito fora de São Paulo. São Paulo, nós exigimos carros com piso baixo, plataforma de ônibus, a exigência do ar-condicionado, Wi-Fi, tomada USB. A gente tem rodado, a gente conhece muito pelo Brasil aí, não de visitar, mas pela tecnologia, não há nada fora de São Paulo que seja melhor do que aqui, ao contrário, nós aqui em São Paulo, a SPTrans é parceira lá do pessoal de Brasília, e sempre que nós desenvolvemos alguma coisa aqui, eles vêm aqui nos visitar e lançam lá pro país todo. E o país inteiro vem visitar aqui o nosso transporte, em matéria de tecnologia, nós temos uma área só de tecnologia pra desenvolvimento e acompanhamento disso, certo? Com relação à Guilhermina-Esperança, eu conheço lá, realmente, o senhor tem razão, só que lá é jurisdição do Metrô. O Celso anotou, nós vamos ver lá no Metrô o que eles podem fazer. Infelizmente nós, , SPTrans, não podemos fazer nada, é jurisdição deles. A altura do degrau, também eu acredito que há um equívoco aí, nós atendemos toda a legislação, então nenhum degrau pode ter altura superior ao que a lei permite. A SPTrans é rigorosa nisso. O ônibus só é construído lá na fábrica com autorização da SPTrans. Talvez vocês não saibam disso, mas é acompanhado pela SPTrans, existe um... somente a SPTrans pode liberar a construção de um carro em qualquer concessionária do Brasil. Se o ônibus é para São Paulo tem que ter a autorização da SPTrans. E a SPTrans é rigorosa com relação à legislação. O (incompreensível) da guia, o senhor tem razão, foi anotado aqui, nós vamos intensificar a fiscalização, é verdade. Do ponto da calçada, o senhor pode passar o endereço aqui pro prefeito aqui, ele vai...
Orador não identificado: (colocação fora do microfone)
Paulo Cézar Shingai - SPTrans: O prefeito vai passar pro outro prefeito da outra administração, não é?
Arthur Xavier - Subprefeito de Ermelino Matarazzo: Não, eu acho que essa região é nossa. Do lado esquerdo ou do lado direito?
Orador não identificado: Do lado nosso aqui.
Arthur Xavier - Subprefeito de Ermelino Matarazzo: Da Penha, né?
Orador não identificado: Isso.
Arthur Xavier - Subprefeito de Ermelino Matarazzo: Está bom.
Paulo Cézar Shingai - SPTrans: O prefeito vai dar uma olhada lá pra gente. Está certo? Com relação às linhas, foram anotadas aqui. A limpeza interna, nós vamos intensificar a fiscalização, não tem porque o ônibus estar operando sujo. A questão do A.E. Carvalho, do Jardim Popular, as linhas do Jardim Popular. O Terminal São Mateus é fechado porque é um contrato, é da EMTU lá, lá é jurisdição da EMTU. É o único terminal que a SPTrans opera fechado. E eu acho que a tendência é abrir. Bom, de novo abrigos, sujeira, baratas e iluminação. Não tem
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terça-feira, 29 de agosto de 2017 às 03:18:40.
Confirma a exclusão?