Diário Oficial do Município de São Paulo 29/08/2017 | DOMSP-SP
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motivo nenhum e é proibido andar com a iluminação apagada, vamos estar intensificando aí no horário, parece que por volta mais do horário mais avançado, vamos estar intensificando essa fiscalização aí, está certo? Então, pessoal, o que eu disse é que tudo foi anotado aqui, mesmo que não seja da licitação, tudo será encaminhado, não é isso, Moraes?
Moraes - SPTrans: Isso.
Paulo Cézar Shingai - SPTrans: O Moraes aqui apresentou brilhantemente a licitação, o edital. Celso?
Celso Algarves - SPTrans: Muitos pontos de ônibus não têm abrigo no Jardim Popular, então tem que ter uma norma técnica, pra colocar tem que ter dois e meio de largura...
Paulo Cézar Shingai - SPTrans: O Celso estava lembrando aqui sobre os abrigos na calçada, a calçada, existe uma norma técnica, se a calçada não tiver uma largura X não pode colocar o abrigo. É proibido, é perigoso. Então, dependendo de como está a calçada, se ela...
Celso Algarves - SPTrans: 2,5, Shingai, de largura.
2,5 podemos pedir aqui pro Celso, o Celso manda pra frente. Agora, se não tiver 2,5, infelizmente é uma questão técnica, é de engenharia, é isso?
Celso Algarves - SPTrans: Exatamente. Isso aí.
Paulo Cézar Shingai - SPTrans: Então, pessoal, muito obri-
Orador não identificado: Sobre o Guilhermina-Esperança, foi feito um questionamento através (incompreensível), a quem pertence aquela.. aquela área, segundo informações, é municipal, é uma área municipal. Então quem pode construir ali é só o município. Pro senhor ter uma ideia ali o estacionamento está em cima do rio, ao lado do rio está o ponto de ônibus e depois tem uma praça. Tudo isso daí é do município. Com relação ao Metrô, a municipalidade reclamou da passarela que não tinha cobertura, o Metrô foi lá e cobriu a passarela. E não chegou até a praça porque não pertence a ele. Então, o que eu tô entendendo é que tá faltando uma comunicação do município com o
Paulo Cézar Shingai - SPTrans: Perdão. Não sabia desse detalhe. Celso? O Celso vai conduzir isso aí, certo, junto lá...
Celso Algarves - SPTrans: Isso. Vou verificar, exatamente, os pontos e abrigos.
Paulo Cézar Shingai - SPTrans: Obrigado mais uma vez pelo complemento aí, eu não sabia.
Orador não identificado: Outra coisa, a dos bancos, né? Paulo Cézar Shingai - SPTrans: Dos assentos dos ônibus? Orador não identificado: (colocação fora do microfone) Paulo Cézar Shingai - SPTrans: Ah, os bancos dos abrigos. Os abrigos novos tem banco.
Celso Algarves - SPTrans: Todos os abrigos.
Paulo Cézar Shingai - SPTrans: É.
Orador não identificado: No meu bairro não tem nenhum.
Paulo Cézar Shingai - SPTrans: Então, talvez seja por conta da largura da calçada, de novo.
Celso Algarves - SPTrans: Não, abrigo de concreto.
Paulo Cézar Shingai - SPTrans: É o abrigo antigo?
Celso Algarves - SPTrans: Se for abrigo antigo sim, o abrigo novo, todos os abrigos novos têm que ter banco hoje.
Orador não identificado: (colocação fora do microfone) Principalmente (colocação fora do microfone).
Paulo Cézar Shingai - SPTrans: Você vai passar o endereço aí pro Celso, nós vamos mandar fazer uma vistoria.
Orador não identificado: (colocação fora do microfone).
Celso Algarves - SPTrans: Já. Já, conheço esse daí. Já vi já.
Paulo Cézar Shingai - SPTrans: E por que é que não tem banco?
Celso Algarves - SPTrans: (colocação fora do microfone) e não foi instalado. Eu acho que já foi pedido, se eu não me engano.
Paulo Cézar Shingai - SPTrans: O Celso está se comprometendo aqui em ver essa questão, está certo?
Celso Algarves- SPTrans: Eu vou verificar, Marcão. Eu acho que já está esperando. Já foi pedido. Eu acho que já pediu pra mim, não foi, Marcão? Já pediu. Pra mim ou pro Aldo, não foi?
(Colocação fora do microfone)
Celso Algarves - SPTrans: Eu te falei que está demorado os pontos de abrigos agora. Está muito demorada a instalação, Magrão.
Paulo Cézar Shingai - SPTrans: A audiência é gravada, não tem jeito, o Celso vai ter que resolver isso aí. Está gravado.
Celso Algarves - SPTrans: Mas eu acho que já dá pra colocar, viu, Magrão. Foi aprovado sim, mas está pra colocar.
Paulo Cézar Shingai - SPTrans: Pessoal, muito obrigado então pela colaboração. O Moraes quer dar uma palavrinha aqui.
Moraes - SPTrans: Só me reportando a um comentário do senhor Olavo, que o senhor disse aí na sua fala, por que o edital não foi disponibilizado? Eu havia colocado anteriormente, só estou reforçando, o edital está em processo de construção e tem uma etapa aí que está sendo concluída, são essas audiências regionais que proverão contribuição de todos vocês, de todas as regionais para o edital. O edital será disponibilizado na sua íntegra a partir da sua publicação em julho. Vai ser uma minuta evidentemente. Por que não é a versão definitivamente? Porque virão as sugestões, as contribuições da consulta pública. Então a partir da publicação vocês podem se organizar, fazer leituras, ele vai estar integralmente disponibilizado, todas as suas centenas de páginas, aí vocês vão poder consultar, evidentemente, vão nos pontos que mais lhes interessar. Então ele ainda não está disponibilizado porque está em processo de construção, de montagem. A própria lei, o senhor falou da 8666, (incompreensível), ela estabelece que a licitação comece com a audiência pública, todas essas etapas seguiram fielmente a legislação. Mas vai estar disponível pra consulta. E não só consulta, e o retorno (incompreensível). Como eu falei pra vocês, na versão anterior, no relatório, o fechamento dos questionamentos deu quase que 300 páginas. Vamos ver se esse ultrapassa. É sempre bom, são sempre contribuições. Então, mais uma vez, aproveitando aqui, obrigado a vocês pela atenção, pelas contribuições. E até uma oportunidade aí, se Deus quiser. Seja pra um outro evento, a licitação vamos considerar que ela não vai requerer mais muito retorno. Obrigado, pessoal. Uma boa noite.
Arthur - Subprefeitura Ermelino Matarazzo: Quero agradecer toda a equipe da SPTrans, ao Celso, ao Paulo, ao professor Moraes pela aula de licitação, de mobilidade, de rede de ônibus. Você não ultrapassou o tempo, você deu uma aula. É verdade. Mas eu acho que é conhecedor. Muito obrigado. Quero agradecer a participação de todos, todos vocês, que perderam, daqui a pouquinho uma hora, daqui a pouquinho vieram aqui, mas eu acho que saem com essa contribuição. Quero agradecer ao gestor do CEU por esse espaço. E agradecer a todos, a minha equipe da prefeitura que está aqui presente, as lideranças. Muito obrigado.
PREFEITURA REGIONAL FREGUESIA DO Ó
Roberto Godoi - Subprefeito Freguesia do Ó: ...Prefeitura regional da Freguesia do Ó e Brasilândia. Quero agradecer a presença de todos vocês. Dizer que é importante essa participação nessa audiência pública, que tem como objetivo apresentar um pouco das diretrizes gerais de licitação, pra outorga da concessão do serviço de transporte público de passageiros na cidade de São Paulo. Então quero agradecer aqui a presença do presidente da SPTrans, do senhor José Carlos Martinelli. Também agradecer aqui a Cláudia. Parte da equipe do José Carlos, o Ivan, o Ivan, o Pedro, e têm também, mais assessores, o André. Quero aqui agradecer também a equipe da prefeitura regional, que também tem colaborado pra que essa audiência possa acontecer sem nenhum problema. Que a gente venha a ter uma audiência tranquila. Vamos ter uma apresentação pelo Marti-
nelli. Tem alguns slides pra serem passados. E aqui é a casa de vocês. A nossa casa é a casa de vocês também. Que a prefeitura regional está de portas abertas, sempre, pra atender aqueles que a ela se dirigem. E hoje é o momento da gente falar um pouco sobre os transportes. Então rapidamente eu gostaria de passar aqui, a palavra ao José Carlos, pra fazer uma apresentação que a gente possa dar sequência na audiência pública.
José Carlos Martinelli - SPTrans: Boa noite. Em nome da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, eu gostaria de agradecer a presença dos senhores munícipes a essa audiência. E agradecer muito ao Roberto Godoi, prefeito regional, que nos forneceu toda a infraestrutura, todo o apoio, e está conosco desde o início desse trabalho, que é a retomada da licitação de outorga. Eu tenho pensado, contando pra vocês como é que vai ser o procedimento da nossa audiência. Seguinte, eu vou fazer uma apresentação que eu espero demorar no máximo uns 15 minutos, que descreve as linhas gerais do que será a licitação. Em seguida, será aberta uma sessão de perguntas, que poderão
encaminhadas aqui pra mesa. Nós vamos procurar responder a todas as perguntas durante essa audiência, certo? E o objetivo é que a gente fique aqui durante uma hora e meia, com alguma flexibilidade se houver necessidade de estender um pouco, vi-
cês gostariam de ver retratado nesta licitação, que tenha uma lândia. Certo? Então nós queremos muito ouvi-los. Esse é o objetivo dessa vinda nossa até vocês. Muito obrigado de novo pela presença. Vamos avançando. Eu vou pedir pra vocês permitir que eu faça a apresentação completa, e depois, se houver alguma dúvida, eu volto ao ponto que vocês quiserem. Pessoal, com relação às perguntas, eu vou pedir pra que vocês procurem ser sucintos pra dar oportunidade a todas as pessoas se manifestarem. Não há, propriamente, nenhum tempo previamente definido. Mas eu vou tomar a liberdade de chegando em torno dos 3 minutos, simplesmente avisar pedindo pra que a pergunta seja formulada. Por que se faz a licitação? O serviço de presta-
prestados através de um contrato entre a Secretaria de Mobilidade e Transportes e as empresas que prestam o serviço. Os contratos atuais estão vencendo. Então nós precisamos construir os novos contratos. Como é que isso é feito? Isso é feito através de processo de licitação, que é um processo que você abre a possibilidade de vários participantes, várias empresas interessadas na prestação do serviço, apresentarem propostas. As regras da licitação, elas são definidas através do poder público. No caso desta licitação, através da Secretaria de Mobilidade e Transportes. O que está se buscando é melhorar a qualidade do serviço, sempre de olho numa melhoria constante. E por último, reitero que o objetivo dessa reunião hoje é ouvi-los, colher as sugestões, pra que a gente possa avaliar a possibilidade de inclusão na licitação. Por que resolvemos retomar essa licitação através da audiência pública? Poderíamos ter começado já com a fase mais adiantada. Só que entendemos que estamos fazendo algumas revisões no edital que vale a pena a gente voltar a conversar com a sociedade. A primeira revisão importante é na rede de linhas. Já havia uma proposta de rede de linhas no estágio anterior da licitação. Esse trabalho tá sendo revisto pela equipe de planejamento da SPTrans, da qual o Ivan e a Cláudia são parte dessa equipe de planejamento. Um trabalho muito (incompreensível), exatamente com esta região. A segunda razão importante é o seguinte, uma necessidade de previsão do futuro, é uma frota de São Paulo consumindo combustíveis, que consigam contribuir pra redução da poluição na cidade. Então nós vamos definir critérios, metas de redução de poluição, que a frota que hoje opera no transporte vai precisar cumprir no futuro. Há necessidade de se atualizar a tecnologia seja dos veículos, seja dos equipamentos embarcados, que são usados, por exemplo, pra informação de previsão de chegada de veículo, tempo estimado de viagem etc. Hoje, a remuneração dos concessionários era feita com base em passageiros transportados. Nós temos, já, ferramentas que nos permitem melhorar essa forma de remunerar o serviço, não só levando em conta custos, mas também a qualidade do que ele é prestado. E por último, nós vamos ter que adequar, o prazo da concessão é legislação vigente, na época que lançarmos o edital definitivo. O que estamos estudando possibilidade de incluir na licitação, a manutenção do pavimento dos corredores e a manutenção da rede aérea do sistema de trólebus que operam em boa parte da cidade. O objeto é outorga de serviços de transporte coletivo público municipal de passageiros. A outorga, na verdade, é uma autorização, é a contratação das empresas que vão ser operadoras do sistema. O que a gente quer, gostaria de alcançar nessa nova licitação? Melhorar o atendimento da população, levando em conta qualidade, oferecendo, por exemplo, maior conforto dos veículos, eficiência, que tem a ver com custos, é uma preocupação importante no momento que nós estamos vivendo na prefeitura e no país, e segurança. Transporte bom é transporte seguro. E com isso propiciar uma melhor mobilidade à população paulistana. Nós estamos com esses princípios aí. A reorganização das linhas de ônibus, usando sempre a infraestrutura, partindo da infraestrutura que dispomos. A primeira concessão que foi feita no estado de São Paulo, dentro desse conteúdo que hoje opera na cidade, foi feito em 2003, ela foi planejada pensando numa certa evolução que aconteceria na cidade. O fato é que isso não aconteceu e acabou sendo muito complicado o caminho de volta. Quer dizer, ajustar a licitação de então pra realidade do que ela acabou convivendo. Dessa vez, vamos fazer o contrário. Vamos partir da realidade e no futuro, com as mudanças, nós vamos ajustar as mudanças. Aumentar a oferta de lugares nos bairros. Mais do que preocupação com frota, quantidade de ônibus etc., o que nós precisamos é melhorar a oferta pra atender a demanda. Aumento da eficiência nos corredores. Os corredores da cidade de São Paulo, hoje, têm muitas linhas nos corredores. Que acabam prejudicando a operação do corredor. Nós precisamos dar uma enxugada nessa operação pra melhorar a velocidade comercial dos corredores. Adequar, evidentemente, a frota e a tecnologia ao viário que a gente dispõe. Oferecer, como eu falei, maior conforto aos usuários. E essa frase que está aí no meio é o seguinte: hoje em dia, a tecnologia permite que você tenha uma comunicação muito boa do sistema com o usuário. Hoje, a cidade já dispõe de alguns aplicativos que você consegue dizer onde estou, e às vezes nem precisa dizer onde você está, ele localiza onde você está, indica qual é o ponto mais próximo pra você pegar o veículo, e se você disser pra onde você quer ir, qual é a linha que você vai pegar e tempo estimado que o veículo vai chegar. O que nós vamos fazer é melhorar essa condição de informação que esses aplicativos passam pra vocês. Vamos colocar uma tecnologia muito moderna, que vai melhorar a capacidade dos aplicativos passarem a informação pra população. E por último, tem muito a ver com custos, é reduzir a sobreposição de linhas em diversos locais que ainda, infelizmente, ainda existem muito na rede atual. O trabalho de reorganização das linhas, ele começa com uma organização na cidade em 21 setores, que são chamados de centralidades, são setores onde você tem uma grande geração de viagens. Por exemplo, setores onde haja uma grande concentração de residências. Ou setores que atraem viagens, onde há uma grande concentração de emprego, ou grande concentração de serviços, por exemplo, hospitalares, serviços de educação, serviços de comércio de uma maneira geral. E ela foi dividida em 21 setores, (incompreensível), você começa o planejamento a partir de atender a esses setores. Os serviços de transporte propriamente dito, eles consideram as oito áreas que nós temos hoje já na operação, e organizam em três grupos. O primeiro grupo local de distribuição, são as linhas que vão ficar mais próximo, mais delimitadas, dentro daquelas centralidades que
eu descrevi, ou de um conjunto de duas ou três centralizados. É o chamado sistema local de distribuição. São atendidos por veículos menores, que levam os passageiros até as grandes avenidas, ou corredores, estações de metrô, terminais de ônibus, de onde parte o sistema estrutural. Isso, normalmente, são as linhas servidas pelos ônibus maiores. Os ônibus articulados e os biarticulados. Ligando locais onde a demanda não se caracteriza nenhum... apenas local, mas entre centralidade tem alguma relação importante, mas não tão grande que justifique os corredores, temos a articulação (incompreensível) é um subsistema local de articulação regional. Então são esses três subsistemas aí, esses três grupos que vão estar as linhas classificadas na licitação. O serviço Atende vai ser mantido, ele deve ser expandido, é um dos serviços mais bem avaliados, do ponto de vista social da prefeitura. A proposta da licitação é levar o serviço Atende pra mais próximo da população e pra isso, ele vai trabalhar a partir das empresas que explorarem as linhas locais de distribuição. Essa é a frota, na verdade, que hoje está no sistema de
são os mini-ônibus e os midi-ônibus. Os mini-ônibus têm uma capacidade de 40 passageiros. E o maior no sistema são os biarticulados, ele atende um pouco mais de 190. Essa frota, vamos dizer, ela precisa... a gente precisa dessa diversidade de
to, na verdade, muito bom. Os ônibus da SPTrans percorrem gente consegue, de fato, chegar bem próximo da origem da demanda e do destino. Tecnologia veicular, como eu falei, os ônibus, hoje, são ônibus basicamente a diesel. Nós temos uma frota hoje de 14500 carros. Nós só temos 200 trólebus. O transporte precisa dar a sua contribuição, melhoria do ar que se respira na cidade. Certo? Precisa dar uma melhoria na qualidade de vida da população. E uma das formas de se construir isso é alterar a matriz energética, combustível dos veículos. Existem várias modalidades novas de motores, motores elétricos, motores híbridos, tem (incompreensível) com motor (incompreensível). Motores a gás, motores a diesel, de cana de açúcar, moto-
escolher nenhuma tecnologia, ela vai especificar uma redução anual, metas que as garagens vão ter que cumprir pra reduzir o material particulado, a emissão do material particulado, que é a fumaça preta, o gás carbônico, CO2, tem a ver com o efeito estufa, e o óxido de nitrogênio, que é muito tóxico. Nós vamos especificar uma redução ao longo do perímetro de concessão, e o operador vai escolher qual é a tecnologia que ele acha melhor. Se é melhor colocar ônibus elétricos, colocar a diesel, substituir o diesel por gás, esse tipo de decisão. Porém, todos vão ter metas de redução desses materiais na atmosfera. Redução da emissão desses materiais. Hoje nós já temos um monitoramento razoável dos ônibus que operam na cidade de São Paulo. Mas nós vamos atualizar muito. Nós vamos trazer a tecnologia de monitoramento, tanto nos equipamentos embarcados no ônibus, como o de controle da operação, com o que há de mais moderno. Essa é uma determinação que nós vamos cumprir. Os equipamentos vão estar dentro os ônibus estão sendo certificados por entidades escolhidas pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, empresas, primeiro, de alto nível tecnológico, pra poder certificar que o equipamento tá sendo submetido a avaliação, em todos os requisitos que forem estabelecidos pra isso. E vamos evoluir o sistema integrado de monitoramento da SPTrans, pra que o sistema central, o sistema de inteligência também responda adequadamente à evolução tecnológica do equipamento embarcado no veículo, no ônibus. Uma mudança também que eu já havia mencionado, é a mudança da forma de remuneração. Os custos principais do sistema estão listados na parte superior. Com o sistema de monitoramento melhor, nós vamos poder aferir melhor o tempo, por exemplo, que os veículos estão circulando, quilometragem que eles estão operando, a frota que está disponibilizada, se o serviço está, de fato, fora da garagem, está nas linhas, tudo isso, esses sistemas modernos que eu mencionei, vão permitir a gente medir e remunerar adequadamente o operador. Mas a grande mudança que vai ser introduzida é a seguinte, pro operador receber 100% dessa remuneração que vai ser calculada, ele precisa de algumas metas qualitativas. Umas delas é o seguinte, demanda, ele não pode perder demanda. Precisa trabalhar pra manter a demanda que ele começou a atender, e que precisa, na realidade, cativar. Ele precisa ganhar demanda. Não pode perder demanda. Ele é um prestador de serviço, tem que trabalhar pra que a demanda prefira viajar no transporte público, ao invés de usar o transporte privado. Indicadores de segurança, isso eu já expliquei. Isso será levado em conta. Por exemplo, a redução de índices de envolvimento e de qualquer tipo de acidente de trânsito, engarrafamento, batida, qualquer coisa desse tipo. Passar no farol vermelho, coisa desse tipo. Disponibilidade dos ônibus na linha. Ele vai... hoje em dia, quando você nota que não há disponibilidade, você multa o operador. Aqui vai direto no bolso, ele vai ter um desconto na remuneração. Mesma coisa com o cumprimento de viagem. E provavelmente a principal novidade, a avaliação dos usuários em relação ao serviço que está recebendo vai ser levado em conta também. Quais são os próximos passos que a gente dará na Secretaria? Encerrada essa fase de coleta das audiências públicas, de informações nas audiências públicas regionais, nós vamos trabalhar durante algum tempo pra preparar uma minuta de edital, que vai ser publicada, disponibilizando pra toda a população, no site da prefeitura. E durante um determinado período, as sugestões podem continuar a ser fornecidas. Essa minuta de edital vai trazer todas as definições que a gente tiver fechadas até a época da colocação do edital, elas (incompreensível) metas de redução de poluentes estarão no edital. Durante esse período, todas as sugestões podem ser enviadas. Sugestões que foram feitas que vocês não considerem razoáveis, (incompreensível) acatadas pela Secretaria, podem voltar a ser apresentadas, certo? Então esse período, na verdade, é um período de consulta pública. Isso começa em julho e deve se prolongar pelo menos até o mês de... final de (incompreensível). Esse seria o próximo passo. O que eu tinha pra colocar pra iniciar a nossa conversa é isso. E vou, agora, convidá-los a se manifestar, pra que a gente possa então ir coletando as dúvidas, sugestões, perguntas, pra que possamos respondê-las.
Orador não identificado: Vou fazer as inscrições. Quem quiser fazer oral, faço as inscrições aqui. Já tem uma pessoa. E quem quiser fazer por escrito, também a gente distribui. Tem mais alguém que quer fazer oral, só pra eu...
Orador não identificado: Qual vai ser o período de fala? 2 minutos?
Orador não identificado: Vamos colocar 3 minutos.
Orador não identificado: 3 minutos.
Orador não identificado: Alguém mais quer fazer oral? Tem mais alguém que quer fazer pergunta oral?
(Colocação fora do microfone)
Orador não identificado: Vou só pedir uma gentileza. Eu anotei aqui, a ordem, eu vou pedir pra que quando chamar, a pessoa só se levante, se apresente, e diga de onde é. Primeira pessoa, senhor Adilson Souza.
Adilson Souza: Meu nome é Adilson Souza. Sou do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte, pela zona Norte. Boa noite. Meu nome é Adilson Souza. Sou Conselheiro Municipal de Transporte, pela zona Norte, pelo segundo mandato. Primeiramente, quero parabenizar a audiência. Eu acho que esse é um canal que a gente possa ouvir, de fato, a comunidade, os munícipes. Por outro lado, lamentar que uma audiência dessa amplitude tenham mais funcionários do que necessariamente munícipes, né. Então a gente cobrou isso do Secretário Avel-leda, e eu acho que a única coisa que ele cumpriu foi garantir pra gente, na última reunião do Conselho, na terça-feira, ele
(incompreensível) 3 técnicos aqui da SPTrans. Se fazer uma audiência dessa magnitude, sem acesso à minuta, por mais que será (incompreensível) é, no mínimo, desrespeito aos munícipes da nossa região. Muito parecido com o plano de metas que... (incompreensível) acesso ao escopo, sequer a essa apresentação aí, que respeitosamente, apresentado muito bem pelo presidente José Carlos Martinelli, mas não tivemos acesso a isso. Nós vamos discutir o quê? Então eu faço uma sugestão, que (incompreensível), que a gente marque uma outra audiência pública, com acesso a essas informações. Porque isso... essa licitação, ela vai mudar a vida dos munícipes por longos anos, e vão custar bilhões aos cofres públicos. Nós não podemos fazer uma audiência sem acesso ao escopo dessas informações, e uma audiência esvaziada. Então que a gente marque uma outra audiência, que a gente possa, após a divulgação dessa minuta, né, a gente possa debater, né, com mais clareza, com mais transparência, com a comunidade. E que essa minuta, ao ser publicada, que ela seja publicada em uma linguagem
tem muitos termos técnicos (incompreensível) que a Secretaria de Mobilidade e Transporte tem apresentado e a gente não consegue entender o que tá ali. Então é lamentável. A nossa região é uma região muito carente de transporte público, mo-
impacto nisso. Nós teremos, inclusive... (incompreensível), acho que discutir isso. Eu sei que não é o edital, mas nós temos que retomar essa discussão, presidente. Eu acho que nós temos que retomar, é um tema muito importante. (incompreensível). A nossa região é muito carente. A gente precisa discutir isso com mais qualidade e respeito aqui aos munícipes que participa da audiência. Muito obrigado.
(Colocação fora do microfone)
Otávio: Boa noite a todos. (trecho incompreensível), predi-nhos da CDHU, (incompreensível). E inclusive, hoje nós temos a operação da linha 9005, que é operada pelo (incompreensível), que (incompreensível).
Otávio: Otávio. Então, ultimamente, os últimos anos, né, a população vem crescendo, né. Temos a comunidade do Jardim Recanto. Temos a comunidade do Jardim Paraná, Vista Alegre e Jardim Princesa. Sendo que é operado por micro-ônibus. Não tá dando mais conta. Isso dá mais tempo. Temos a (incompreensível) 9005/41 e tem a /42, que é sentido (incompreensível), que só roda no horário de pico. Que deveria rodar todos os horários. (incompreensível), sendo que semana passada passou 6 micro-ônibus que não consegui embarcar. Então acho que falta um pouco de... Isso. Nós estamos esquecido às moscas. Então vamos pôr uma frota melhor, vamos pôr um veículo maior pra atender mais a população. Acho que isso tá faltando. Não micro-ônibus. Que a cidade de São Paulo cresce, não diminui. Certo?
Ezequias: Bom, boa noite a todos. Eu sou Ezequias. Algumas pessoas aqui já me conhecem. Sou presidente do CONSEG Vila Penteado. Infelizmente, o tempo é curto, né. Como eu já previa que o tempo seria curto, a gente já têm muitas audiências, trouxe aqui um ofício. Eu vou protocolar aqui agora, né. Boa parte do que eu vou falar está nesse ofício de quatro páginas. É interessante a fala do nosso amigo, porque assim, eu vou dar alguns dados pros senhores. Estão falando muito em licitação, mas o sistema estrutural hoje, local, está em defasagem. O nosso amigo aqui colocou uma coisa importantíssima. Vou deixar aqui pros senhores. 2010, nós tínhamos uma concessão de 9 mil carros. Ônibus grande. 2010, permissão, que é a lotação. 6003. 2017, maio, temos de concessão, 8605 carro, e permissão, 5914. Como é que querem melhorar o sistema se nós não estamos vendo proposta de melhoria nesses últimos anos? Eu não tô vendo melhoria. Eu tenho dados aqui. Não é conversa fiada. Isso aqui é dados. É estatística. Aí a SPTrans vem aqui e faz uma audiência, sem ter acesso à minuta, como colocou aqui o Adilson. Ninguém... Eu não tô sabendo qual é a proposta. Tão falando aí de poluente, não sei o que, um monte de coisa. Mas o que, efetivamente, qual é a proposta? Qual é a proposta? Nós estamos falando de uma audiência que vai mexer em 20 anos da vida do usuário. Tem que ter uma proposta, meus amigos. E assim, essa audiência, infelizmente, ela é insuficiente. Ela não foi muito bem divulgada. Eu estive recentemente, no início do ano, em quatro linhas de ônibus que estavam previstas pra serem alteradas. Conversei com o usuário da linha, eu conversei, tenho isso gravado. Não vou falar o nome das linha. As linha de concessão, quatro linhas da região estão previstas, não tô dizendo que vai ser, alterada. Perguntei pros usuário: que que vocês acham? Mudar o sistema estrutural da linha pra linha local, e seccionamento da linha? Somos contra. Quem é contra levanta a mão. Todo mundo. Tem que conversar com o usuário da linha. Você tem que falar com ele. É ele que usa a linha. Ele que sabe. Não é as pessoa que não usa. Pra terminar, porque o tempo não vai dar, vamos agora a alguns dados sobre o sistema local. Linha 9004, Elisa Maria-Terminal Cachoeirinha, média de 13500 usuário por dia. Linha 9005, Jardim Princesa--Cachoeirinha, média de 14500 usuários. 9009, Cohab-Terminal Cachoeirinha, 15000. Essa é uma média de pessoas que usam o sistema estrutural. O amigo colocou claro aqui. Esse aqui é uma quantidade de passageiro... vou comparar, uma linha tipo Pedra Branca-Correia, 9653, que a viagem está prevista de ser seccio-nada pra colocar no terminal Cachoeirinha. Passageiros aí já não concordam. Então assim, a gente tem que conversar com o usuário da linha. Tem que ir lá falar com ele. Não é aqui. Aqui é muito fácil. Então tá aqui. Encerro a minha fala. Vou protocolar aqui o documento aqui, com o senhor José Martinelli, porque são quatro página. O documento é longo. Não vai ser possível, então, falar todos aqui. Então, têm aqui muitos dados informativos, então a gente precisa saber melhor sobre essa audiência do transporte coletivo. E sobre a questão de carro, é o seguinte: pessoal só sabe dizer o seguinte, da SPTrans: Não, porque o bairro não comporta. O bairro que não aceita. O bairro não dá pra colocar o carro. É cheio de conversa. É a mesma conversa. Não muda. É a mesma... Entra ano, sai ano, entra prefeito e sai prefeito, é a mesma conversa. Não, o carro não dá. Nós fizemos algumas alterações aqui na região, com a CET, que ficou muito bom. Os carro grande passa, da Sambaíba, da Brígida, então não tem problema. Então é uma questão de conversar com a comunidade. Que que vocês acham disso? Dá pra mudar aqui? Mão única. Opa, beleza. Vamos mudar, tal. Adequa ao ônibus, tal, passa. Não tem problema. Vamos atender o passageiro. É conversando, meus amigos, com a comunidade. Aí a coisa sai pra frente. Agora, vem só aqui, aí não dá certo. Obrigado pela atenção.
José Carlos Martinelli - SPTrans: Muito obrigado. Eu vou responder as três, na verdade, colocações. E aí depois a gente continua. Ok. Primeiro, seu Adilson, o seguinte, nós vamos anotar, evidentemente, suas sugestões, mas a única coisa que eu queria deixar registrado, Adilson, é que a legislação de licitações brasileiras prevê audiência pública antes da consulta pública. Só pra deixar registrado claramente isso. As audiências públicas são justamente feitas pra coletar informações, pra gente colocar na minuta do edital, que é o começo da consulta pública. Otávio. Seguinte, eu anotei algumas coisas. Tenho certeza que o Ivan e a Cláudia tomaram nota sobre a questão das linhas que você se referiu. Evidentemente aí, nós temos que separar em dois pedaços. Uma levar em conta essas necessidades que você mencionou em termos da licitação. E uma segunda situação, a gente olhar também em relação à condição que a gente tem hoje. Que nós vamos levar pelo menos mais uns seis meses até que tenhamos algum resultado da licitação. Então, Ivan, o que eu ia pedir é, posteriormente, se marque alguma conversa pra que possam avaliar aí as sugestões que ele fez
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terça-feira, 29 de agosto de 2017 às 03:18:40.
Confirma a exclusão?