Diário Oficial do Município de São Paulo 16/02/2021 | DOMSP-SP

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cientização cultural, dança, culinária e artesanato, e muito mais para que possamos crescer juntos e mais fortes.

altruísta e parabéns pelo prêmio.

Sr. Zoran Dimov, Presidente da International Roma Union, IRU."

Convidamos todos para assistir a uma homenagem em vídeo, que será apresentada neste púlpito pelo Sr. Agamenon Della Calle, militante da comunidade cigana na Baixada Santis-ta, idealizador da festa Santa Sara Kali em Peruíbe, organizador da Parada LGBT de Peruíbe e Presidente do Podemos Diversidade do Peruíbe.

O SR. AGAMENON DELLA CALLE - Boa noite a todos. É difícil falar desta família, quando convivemos com ela. Para falar do Rodrigo e da Jovanka, temos de voltar cem anos, mais ou menos, quando a família Valenzuela começou a residir no

pela Jovanka Valenzuela, desde que se uniram em 2006. Deram início a uma revolução no que nós entendemos por cultura cigana, ajudando os acampamentos em ações sociais. Muitos ciganos ainda hoje precisam, e eles fazem esse trabalho.

Em fevereiro de 2011, tiveram a ideia de fazer a primeira festa cigana da família Valenzuela. Os ciganos invadem o Tiquatira, e já ultrapassaram o número de convidados, e muitos vindos do litoral. Em junho do mesmo ano, atendendo a pedidos, realizou-se a segunda festa, com o tema: As cartas estão na mesa, com o primeiro elenco com uma abertura linda, coreografado pela Eliane Nascimento, professora de dança cigana, e um público estimado em 800 pessoas, todas vindas também de outros Estados.

Já em novembro de 2011, realizou-se a terceira festa da família Valenzuela: A abertura dos Portais, com o auxílio assim o número de convidados, chamando atenção por meio de várias mídias que estavam cobrindo o evento, tendo, como atração especial, os monstros da Noite do Terror do Playcenter, interagindo com o público, fazendo um lindo e perfeito trabalho de pirofagia.

Em novembro de 2012, aconteceu a quarta festa. O tema de artistas circenses, atores do SBT, a apresentadora Nani Venâncio e novamente os monstros da Noite do Terror, que encerrou as atividades naquele ano.

Já na quinta festa da família Valenzuela, o tema foi o Tarô, “Você no jogo do destino". Aconteceu em junho de 2013, sendo um marco para essa família, pois esse evento lhe garantiu o título de maior evento cigano da América Latina, oficializando isso em 2016, em uma sessão solene, com quatro bandas, atrações de danças ciganas de todos os Estados do Brasil e ainda convidados do exterior, quando bateram recorde de mais de quatro mil pessoas.

o elenco abriu e emocionou a todos, porque relembrou o triste episódio do Holocausto e a luta pela sobrevivência dos ciganos

família Valenzuela, e o marco foi o ritual da fogueira e uma linda história, apresentada pelo elenco, história essa de um amor impossível.

A oitava festa veio com o tema que mexe muito com a

Rodrigo? Porque você é belíssimo de alma, dança maravilhosamente bem, fala o romanês e a gente consegue sentir na

de alguém. Não temos mais quase pessoas que se preocupam com você, que lhe liga para esclarecer sobre alguma dúvida que você tenha; e ali estão duas pessoas que se preocupam com a gente.

Você teve uma importância muito forte na vida dos ciganos, ao visitar os acampamentos, ao saber da necessidade deles e participar, instruindo as ciganas, com as certidões de nascimento e a arrecadar. A maioria dos seus eventos é para arrecadar cestas-básicas. Vivem pedindo doações em alimentação, em fraldas e em roupas para recém-nascidos. Então, o seu merecimento para receber este prêmio é muito grande. Não é simplesmente um prêmio. Não, foi reconhecido o seu trabalho e o seu sacrifício, as noites que você passa sem dormir, a preo-

está acontecendo, pedindo ajuda. E, com certeza, você sempre teve um grande retorno.

Então, que Deus lhe abençoe muito, muito, muito. Eu não vou poder estar presente, porque há um mês e dez dias eu saí de alta do hospital. Estou me recuperando da covid. Graças ao nosso Senhor Jesus, eu estou aqui com saúde, voltando para o meu local de trabalho, quarta-feira agora.

Então, a Jovanka me preservou. Eu não estou indo para lugar muito cheio ainda, mas eu tenho certeza de que o meu coração vai estar com vocês. Eu vou acompanhar vocês on-line. Então, quando este vídeo sair, receba, do fundo da minha alma, todo o meu agradecimento por tudo o que você fez por mim e faz ainda, por toda oração e por tudo que você luta pelos ciganos, ajudando, estando sempre perto.

Então, a cultura cigana merece muito você. Você merece

coração aberto.

Vou terminar o vídeo, apesar de gostar muito de falar, Jo. Eu não vou me estender muito. Acho que eu já gravei muito. Então, quando você estiver na Câmara, sinta a minha presença, porque eu também faço parte desse prêmio, e estou muito honrada. E nós vamos fazer parte de muita coisa ainda, para o

Um beijo, Jo, um beijo, Rodrigo, no coração de vocês, e um abraço para todo mundo que vai estar presente ao evento, podendo ver de perto tudo isso. Eu estarei lá, mas com o meu coração. Um abraço e um beijo no coração de vocês.

O SR. OTÁVIO SALDANHA - Olá, amigas e amigos de São Paulo. Aqui quem fala é o Otávio Saldanha, Presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais de São Leopoldo e membro titular do colegiado setorial da música do Estado do Rio Grande do Sul e também compositor e intérprete do grupo Coração Cigano.

Vim hoje aqui para parabenizar o casal Rodrigo Valenzuela e Jovanka, por receber este prêmio tão merecido da cidade de

realizarem os maiores eventos da cultura cigana no Brasil.

Nós, do Coração Cigano, ficamos muito felizes com esse

foram eventos que nos trouxeram muita alegria e ajudaram a promover e fortalecer, ainda mais, a cultura e a etnia ciganas.

Parabéns a todos vocês. Parabéns a essa família de produtores culturais da cultura cigana.

mas a minha primeira foi o Tarot; e eu os conheci pesquisando pela internet, sobre essa cultura maravilhosa cigana, porque, pesquisar por conta própria, buscar o que lhe interessa e tem verdade; e foi assim que eu descobri um vídeo desse casal maravilhoso, dançando a música Ícaro. Fiquei apaixonada. Procurei saber mais sobre vocês, e, quanto mais eu sabia, mais eu me apaixonava. Isso foi em 2012, pesquisando, na internet, por conta própria. Em 2013, veio esta oportunidade, a festa O Tarot. Eu entrei em contato para adquirir o convite e fui muito bem atendida, com uma atenção como nunca vi igual. E melhor, nossa, eu quero uma foto sua. Vou fazer um banner seu, como foi feito em todas as festas. Eu sempre tive a honra, sim, de pegar um avião e ir até essas festas, porque onde existe a verdade, a cultura vivida, como deve ser e contada por quem conhece e tem bagagem para isso, sim, nessas festas, eu estou presente, e

Vejam bem, ainda assim sem saberem quem eu era, eu fui recepcionada de uma maneira que não tenho palavras para descrever. Essa festa de 2013, o Tarot, reuniu 2.500 pessoas no Expresso Brasil. Vou repetir, 2.500 pessoas. Foi minha primeira vez na família Valenzuela. Eu preciso falar mais alguma coisa. Eles têm notoriedade por tudo o que, ensinam, fazem? Não precisa. As festas deles contam a história. Você já foi a alguma festa da família Valenzuela? Deveria, porque, antes de você falar, você tem de participar, você tem de ir às festas deles, que contam a história. Você tem de viver, você tem de estar em contato; e eu tenho a honra de já ter esses sete anos envolvida com essa família, que sempre me põe a par das coisas e que sempre me ensinou muito. Recebe-me, volto a dizer, como nunca jamais fui recepcionada em outro lugar, porque é assim com todo mundo. Vejam bem, eles não me conheciam. Não havia

Atender e receber cada um com todo amor e carinho, como eles recebem, não, isso não é em todos os lugares, e eu conheço muitos. Eu já fui a muitas festas, mas realmente eles merecem o título de ser a maior festa cigana da América Latina, e, por isso, meus parabéns e os meus sinceros agradecimentos.

Vocês merecem essa medalha de reconhecimento da Cida-

toda essa história. Nós é que devemos reverências, e muito obrigada por tudo, Jovanka e Rodrigo Valenzuela.

Vocês fazem parte da cultura cigana e honram essa verdade. Meus sinceros agradecimentos de quem te quer muito bem.

Sua sempre fã, Gigi Pink.

E olha, nossa fé está ancorada aqui no nosso coração. Não temeremos ninguém, jamais.

Beijo de quem te quer muito bem, e vocês sabem disso. Estou com vocês para tudo.

O SR. MELCHIZEDEC DOMINGUES - Tudo bem com vocês? O meu nome é Melchizedec Domingues. Sou músico,

Gitana Diversidade Cultural, do Rio de Janeiro, e em um dos trabalhos de divulgação da cultura cigana que fizemos, na cidade

eventos que me fizeram estar aqui, falando com vocês neste vídeo, e eu gostaria de agradecer por essa parceria, que vem desde 2011, quando nós fizemos os eventos, as festas como a Abertura dos Portais, os Signos, o Tarot, Carruagens e todas

bem. E eu teria muitas histórias para falar dele, mas eu quero falar uma, uma só, em especial, porque foi ali que eu conheci

há uma pessoa que merece tudo de bom e do melhor, todas essas homenagens, um cara sensacional é você, meu amigo, é você, Fernandes. Fernandes é para os antigos, quando a gente trabalhava junto, Esse sobrenome vem do veião, nosso grande veião, não é cara, aquele senhorzão, gente boa, humilde, porque eu estou falando de uma pessoa que eu entrei na casa. Eu conheci a mãe dele, a irmã, o veião, que era o nosso veião, e ele também entrou na minha casa, conheceu o meu pai, conheceu minha filha e conheceu minhas avós. Inclusive, um dos casos que eu quero contar para vocês é esse aí da minha avó.

Fizemos uma viagem, uma viagem muito legal. Eu chamo de viagem alucinante. Nós fizemos uma viagem muito legal para Boituva. E aí nós fomos comemorar o aniversário de uma

quando voltamos, Boituva é muito próximo de Porto Feliz. Porto Feliz é a cidade onde minha avó morava, minha saudosa vozi-nha. Nós chegamos lá, sem avisar. Estava eu, o Rodrigo e acho que mais uns três ou quatro amigos. E nós chegamos lá e fomos à casa da minha avó. Minha avó tinha uma trombose. Ela tinha os pés bem inchados, as veias muito saltadas. Ela tinha dificuldade para andar e tudo. E esse cara, me dá até vontade de chorar, quando eu me lembro disso, de todos os meus amigos, não só daquele dia, mas de todos os meus amigos, em geral, foi o único que olhou os pezinhos da vovó e falou para ela: "Vó, posso fazer uma massagem na senhora?" Catou um balde d'água, lavou os pezinhos dela e fez uma massagem. Foi a coisa mais linda que eu vi, cara. E ali eu conheci o verdadeiro Fernandes. Desculpem-me, gente. Ele é o Rodrigo Valenzuela, cigano, descendente de espanhol, sensacional, um cara que luta pelo

Eu me lembro bem. A minha avó era bem sistemática. Então, ela chegou para mim depois que ele saiu de perto dela e falou assim: "Oh, filho, quem é esse seu amigo aí?" Eu falei: "Vó, esse é um amigo que trabalha comigo." Ela falou: "Nossa, como eu gostei dele. Como ele é bonzinho."

Então, eu quero dizer só o seguinte: Meu amigo, meu a gente não escolhe, mas a gente tem um irmão da vida, que a gente escolhe. E eu o escolhi como meu irmão. Eu desejo a você, cara, todo sucesso do mundo, porque você é merecedor.

Parabéns pela Medalha Anchieta que você está recebendo. Cara, é isso aí mesmo. O mundo precisa de pessoas assim, que levantem a bandeira do seu povo e que lutem por eles, que mostrem a sua história e que não deixam morrer uma história que vem de anos, anos e anos.

Parabéns, cara. Um grande beijo para Jovanka, essa mulher que ajudou a transformar você num cara sensacional. Um grande beijo nos seus filhos. A Cristal é a coisa mais linda, a

tio"; e é muito legal, todas as vezes em que a gente se fala, em todas as vezes em que a gente se comunica, conversa um com

falar, em poucas palavras, alguma coisa para uma pessoa tão especial para mim. Cara, você é merecedor e vá em frente. Conte comigo para o que der e vier.

Um forte abraço. Um beijo no seu coração.

valesco Alex Fão, da escola de samba Nenê de Vila Matilde. O elenco, mais uma vez, surpreendeu o público presente.

jeto Ciga-nos, com três festas realizadas também na periferia de São Miguel Paulista, onde foram arrecadados alimentos, trabalhando pela inclusão da população cigana e trabalhando pela dignidade do povo cigano, eu tenho o prazer e a missão de informar que, a partir de hoje, já está sendo oficializada a nona festa da família Valenzuela, com o tema “O casamento cigano", que será realizado em novembro de 2021. Amor, respeito, verdade.

Sejam todos bem-vindos, mais uma vez, a esse resgate.

Obrigado. (Palmas)

- Exibição de vídeo.

brando o protocolo, segurem o coração, Jovanka e Rodrigo.

Antes de passar para a próxima parte, quero deixar registrada a importância deste prêmio não só para a família Valen-zuela, mas para o reconhecimento da cultura cigana, que, por muito tempo, foi esquecida e jogada à margem da sociedade por vários Governos, e, de uns tempos para cá, a população já não vê mais o cigano como um ladrão de galinha ou ladrão de crianças. Nós vemos os ciganos hoje sendo respeitados por onde vão, por trabalhos como o da Jovanka, do Rodrigo e de outras famílias, que, mesmo durante essa pandemia que nós estamos vivendo, estiveram ao lado dos acampamentos, levando material de consumo, quando pessoas não podiam sair, levando alimentação e roupas.

Por tudo isso, este prêmio estende-se a todos os acampamentos ciganos e a todas as famílias ciganas do Brasil. Deixo o meu muito obrigado por fazer parte dessa família, por ter sido abraçado pela família Valenzuela. A minha família e a família do meu pai é cigana. Sou Rom e algumas portas foram fechadas, mas a casa da família Valenzuela sempre esteve aberta para mim, assim como para as pessoas que agora vão apresentar seus depoimentos, que falam por si só.

Rodrigo, Jovanka, nais tuke.

Vamos ouvir os depoimentos.

- Pronunciamentos por vídeo.

A SRA. SAMIRA SAMIA - Boa noite, pessoal. Meu nome é Samira Samia. Sou a idealizadora do Mercado Persa e com a minha filha Shalimar Mattar e meu filho Fábio Mattar estamos sempre trazendo para vocês um show muito bom há mais de 25 anos, show esse do qual participa Jovanka e seu esposo Rodrigo Valenzuela, sempre trazendo números maravilhosos. E no ano passado, com mais de onze mil pessoas, estivemos muito felizes e recebemos todos.

Neste momento, quero agradecer à Câmara Municipal de São Paulo pela Medalha Anchieta, outorgada ao grande casal Rodrigo e Jovanka Valenzuela.

Parabéns. É um casal que se dedica sempre, e sempre leva o melhor de si para o povo cigano. Nós somos ciganos de alma e de coração, e estamos sempre juntos com eles.

Beijos. Parabéns.

A SRA. MARCIA SZALA - Boa noite, Jovanka. Boa noite, Rodrigo. Em primeiro lugar, antes de eu começar a falar qualquer coisa, eu vou dizer que eu estou morrendo de saudades de vocês. É uma saudade que chega a doer, mas logo, logo, nós estaremos juntos nos abraçando, mesmo que seja só com as mãos ou com o olhar, com certeza.

Jo, quero lhe agradecer por nunca ter se esquecido de mim, por ter sempre sido essa pessoa maravilhosa não só na minha vida, como na vida de muita gente, principalmente do povo cigano. Eu tenho acompanhado você. Sei da sua luta com os ciganos, para preservar a cultura e para levar o entendimento, um pouquinho da cultura. Então, se eu sou o que eu sou hoje e se eu sei o que eu sei hoje, você tem grande importância na minha vida. É uma honra para mim ter participado sempre dos seus eventos. Participei do elenco de abertura de Carruagens e Acampamentos. Encontrei a Jovanka há, mais ou menos, dez anos; e quando ela estendeu a mão e disse: "Vem dançar comigo", eu digo para vocês que, naquele momento, eu fui muito feliz. Eu puder ter a oportunidade de estar conhecendo um ser humano maravilhoso, de um espírito belíssimo e de uma delicadeza com as pessoas, porque, em todos os eventos, nenhum convidado que está ali deixa de receber o cumprimento desse casal. Eu digo Jovanka, mas eu estou falando dos dois, não é,

na cidade de Pelotas. Eu quero parabenizar o casal Valenzuela pelo prêmio Medalha Anchieta, que é mais do que merecido por

povo cigano. Eu fui uma que tive o prazer de conhecer um pouco da cultura do povo cigano por meio desse casal, e até hoje

eu vivo; e ensino um pouco do que eu aprendi com eles.

Parabéns por tudo. Estou muito feliz e grata por conhecer este casal maravilhoso.

A SRA. TINA RIBEIRO - Sou Tina Ribeiro, dirigente da Tsara Cigana Encontro na Lua Cheia; e, em nome de todo o pessoal, viemos parabenizar os nossos queridos amigos e a família Valenzuela por todo esse trabalho lindo, com a cultura cigana e com a espiritualidade cigana, sendo merecido o prêmio da Medalha Anchieta. Tivemos a oportunidade de participar de

parte dessa família.

Amigos e primos, parabéns. Vocês merecem. Um beijo. Salvador Bahia, Brasil.

- Pronunciamento da Sra. Larissa em língua estrangeira, por vídeo.

A SRA. LARISSA - Oi. Meu nome é Larissa. Eu sou de Nova York e esse vídeo é para parabenizar o Rodrigo pela ajuda que ele tem dado à comunidade cigana, essa caridade que ele tem feito, vindo do coração. É uma atitude humana muito linda e muito repleta de amor.

Acho o trabalho que eles fazem para o povo cigano maravilhoso. Eu mando um beijo e eu parabenizo por ganhar essa medalha, porque é mais do que merecido. Um grande beijo.

O SR. _______ ______ - Boa noite a todos. Eu, _______ ______, Presidente da Associação União Cigana do Brasil, declaro e afirmo o nosso apoio institucional e cultural aos eventos ciganos da família Valenzuela, sendo esses eventos culturais, folclóricos, sem cunho religioso e direcionados à cultura cigana, visando ao trabalho em prol da preservação e divulgação da cultura cigana, defendendo assim o resgate dos descendentes ciganos, respeitando o amor do brasileiro, do cigano de alma e coração, atribuindo a miscigenação e a espiritualidade.

Acrescento que é notável e por isso parabenizamos a iniciativa da família Valenzuela de sempre atribuírem uma causa social em seus eventos, arrecadando doações e donativos, a fim de serem doados para ciganos e não ciganos a cada evento realizado.

Desde já, os nossos agradecimentos a Jovanka e Rodrigo Valenzuela. Optchá!

O SR. JHONY RAMOS - Aqui é Jhony Ramos. Queria parabenizar o irmão aí pelo gesto, pela participação, ensinamento pela cultura, por tudo. A família Valenzuela já faz parte da nossa. Já estamos juntos aí, sempre mantendo contato. A gente agradece muito pela presença de vocês. É um prazer enorme a gente estar sempre juntos, participando sempre dos dialetos e da linguagem.

Eu mesmo sou da tradição de circo, de família tradicional. Fui criado em circo e, desde a minha infância até hoje, sempre tivemos esse relacionamento de cultura cigana, tudo, até os bailados, fogueira, incluindo tudo.

O destino colocou o irmão Rodrigo no meu caminho; e passou esses ensinamentos com uma linguagem. O que eu posso dizer? Ele é um cara espetacular, uma energia, uma luz que é de outro mundo; e só tenho a agradecer a Deus por tê-lo colocado no nosso caminho. Pode contar com a gente.

Um pouquinho da minha história é que eu sou circense. Fui sempre circense, fui trapezista, sou malabarista, pirafogista, tudo que acaba com "ista"; eu já fiz no circo, mas sempre andando no caminho reto e levando paz e alegria por onde a gente andou. Estamos aí. Hoje estou no Estado de Rondônia, na cidade de Vilhena. Atualmente estou parado. Saí das barracas de trailer. Vim morar na Cidade, mas pretendemos voltar.

Um forte abraço.

A SRA. GIGI PINK - Essa música, ao fundo, não está aí sem história. Foi assim que eu conheci você, Jovanka e Rodrigo Valenzuela, uma família a quem eu devo meus sinceros agradecimentos por tudo o que nos foi ensinado. A cultura cigana é mostrada de forma legítima, verdadeira, de quem vive e sabe, porque conta, mostra e ensina. Essa é a história e o resumo da família Valenzuela; e eu tenho o privilégio, eu, a Gigi Pink, de tê-los conhecido em 2013, na sua festa O Tarot. Eu estive em todas: O Acampamento; Carruagens, eu estive em todas,

do mundo.

E é uma alegria muito grande participar dessa história.

- Pronunciamento da Sra. Tabata em língua estrangeira, por vídeo.

vida. Eu não sei o que seria hoje de mim se não tivesse passado por tudo o que eu passei e se essas pessoas não estivessem ao meu lado. Praticamente quase tudo o que eu tenho hoje, na minha vida, eu dedico a ajuda da Jovanka, toda a espiritualidade, toda essa família incrível que ajuda todo mundo e, de verdade, é até difícil de dizer: Eu estou muito, muito, muito orgulhosa por vocês estarem recebendo esse prêmio. Vocês são extremamente merecedores e, de verdade, eu não sei o que seria de mim se eu não tivesse ajuda dessa família cigana incrível. Vocês me guiam,

todo mundo neste mundo, esse prêmio.

Eu peço a Deus que Ele abençoe vocês grandiosamente hoje e sempre; e quando eu estiver de volta ao Brasil para visitar a família, vocês serão os primeiros em quem eu quero dar um grande abraço, e, mais uma vez, agradecer, com todo o meu coração e todo o meu amor por tudo o que vocês fizeram por mim.

Um grande, grande beijo do fundo do coração para todos vocês.

A SRA. PATRÍCIA BERNARDO - Olá, gente maravilhosa que assiste a este vídeo. O meu nome é Patrícia Bernardo. Eu sou de Portugal, completamente portuguesa e claramente com sangue também cigano, essa cultura maravilhosa que me move, essa cultura maravilhosa por quem eu tenho um apreço enorme, essa cultura maravilhosa que me trouxe muita fé, que me traz muita alegria, que me traz muita, muita vontade de dedicação e que me traz muita dinâmica e que faz com que todos os dias eu lute sempre mais um bocadinho. É verdade.

Como vocês podem reparar e ver, sou também uma umban-dista, seguidora da Umbanda, seguidora do Candomblé, segui-dora da religião afro-brasileira. É verdade, mas o que me traz aqui hoje não é propriamente a Umbanda, não é propriamente o Candomblé. É sim para vos falar desse casal maravilhoso, com quem eu tenho o prazer de lidar há mais de sete anos. É verdade. Conhecemo-nos há muito, muito tempo. Eu tenho seguido o trabalho do Rodrigo e da Jovanka desde sempre. Eu tenho, portanto, sido uma espectadora assídua de tudo que vem sendo feito pela cultura e, hoje em dia, eu agradeço muito ao Rodrigo, pelo fato de eu ter passado por diversas coisas, pelo fato de eu não ter mostrado diversas coisas. Isso para mim é, de fato, muito, muito, muito importante.

Portanto, eu estou aqui para dar minha contribuição. Eu estou aqui para falar em meu nome e em nome também de Portugal, deste país que é maravilhoso, onde a cultura cigana tem sido, cada vez mais, mostrada. Há muita gente já, hoje em dia, a seguir não só pessoas propriamente ciganos, mas sim pessoas como nós, que preservam, que cuidam e gostam.

Portanto, o meu vídeo vai principalmente para parabenizar esse casal maravilhoso, que tanta coisa tem feito e mostrado. Eu e outras pessoas temos certeza de que temos aprendido. É isso. Eu só quero apenas lembrar aqui e reforçar isso. Mais uma vez, meus parabéns. Tenho certeza absoluta de que eles podem fazer muito mais. Tenho certeza absoluta de que eles podem levar a nossa cultura muito mais longe. Tenho certeza absoluta de que eles vão conseguir, de fato, mostrá-la a quem ainda não a conhece.

Portanto, realmente, a cultura cigana é trabalhada; e isso é importante. Deixo aqui, mais uma vez, meus parabéns. Deixo aqui, mais uma vez, um abraço e um grande beijinho de Portugal para todos vocês que assistem a este vídeo.

Nunca se esqueçam de que a fé move montanhas, e não se esqueçam de ser feliz. Beijinho, Jovanka, beijinho Rodrigo. Estamos juntos e misturados, como se costuma dizer. Muito axé para quem é de axé; amém para quem é de amém e muita, muita força.

Obrigada por tudo.

O SR. RAJEEV VASHISHTH - Alô, São Paulo! Alô, Brasil! (Pronunciamento em língua estrangeira, por vídeo)

O SR. HARLEN - Olá, pessoal. Que responsabilidade falar do meu amigo Rodrigo Valenzuela, descendente de espanhol, cigano nato, meu grande amigo-irmão, uma pessoa ímpar num coração assim fantástico, um guerreiro, um cara super do

O SR. ANTÔNIO BASÍLIO FILHO - Boa noite a todos. Eu gostaria de, a princípio, agradecer aos dignos representantes

desta Casa de Leis, Vereador Alessandro Guedes. Agradeço também ao sempre Vereador Vavá dos Transportes, que teve a

Falar o que desse irmão, desse casal, depois de tudo o que nós ouvimos aqui nesse vídeo? Tudo que eu falar aqui será uma utopia muito grande, não é? Essa pessoa que eu conheço há algum tempo é de um coração a toda prova. Pelo que nós ouvimos, é uma pessoa que se dedica à prática da caridade, é uma pessoa sempre disposta a ajudar o seu próximo, coisa que é muito difícil encontrarmos hoje no ser humano.

Somos considerados religiões minoritárias, e hoje aqui represento o Idafro, Instituto de Defesa das Religiões Afro-

todo o Brasil defendendo a nossa religião, defendendo a nossa cultura, que é tão discriminada pela sociedade. Aqueles que nos discriminam são exatamente aqueles que não nos conhecem. Essa é a grande verdade.

É uma honra, um prazer muito grande essa interação, essa união com a família cigana. A família cigana teve uma interação muito grande com a minha religião. Nós temos, dentro da Umbanda, a parte da nossa mediunidade. É exatamente a corrente dos ciganos. Nós temos hoje um número de casas de Umbanda que praticam esse segmento da cultura cigana, e é muito lindo. Se nós ficarmos falando da cultura cigana, vamos ficar aqui uma noite inteira e não vamos conseguir terminar, porque é uma cultura muito diversificada, uma cultura muito linda, uma cultura que encanta a todos que assistem àqueles espetáculos. Aqueles que fazem parte da família Valenzuela podem dizer isso, porque, pelo que eu acabo de assistir, são pessoas que dignificam essa cultura. Já fizeram enormes eventos para a comunidade cigana.

Então, meus irmãos, eu gostaria de, em nome do Idafro e em nome da minha comunidade, parabenizar e dizer, mais uma vez, nobre Vereador da cidade de São Paulo: V.Exa. foi muito feliz com a indicação dessa outorga a esse casal que representa muito bem a cultura cigana.

Digo mais: É um orgulho para todos nós estarmos nesta Casa de Leis. É muito importante participarmos desta Casa, responsável por todas as legislações de âmbito municipal.

Eu gostaria de deixar uma observação a V.Exas, Vereadores desta Casa. Eu gostaria que se apresentasse algum projeto de lei - porque nós não temos e desculpem-me se estiver errado, -para termos, em São Paulo, o dia da comunidade cigana. Creio eu que não temos esse dia, mas é uma família muito grande; e eu acho que a sociedade paulistana deve esse reconhecimento, pela participação dessa família, que inclui não só a cidade de São Paulo, como todo o Brasil.

Gostaria de deixar aqui essa observação, e, mais uma vez, parabenizar esse casal que nos honra com a sua família, que nos honra com a sua retidão e que nos honra com toda a sua bondade, o que é muito difícil, hoje em dia, em todo o Brasil.

Um beijo no coração de todos vocês. Optchá! (Palmas)

MESTRE DE CERIMÔNIAS - Tem a palavra o Sr. André Guedes, para fazer um breve pronunciamento.

O SR. ANDRÉ GUEDES - Boa noite a todos. Quero agradecer primeiramente a Deus por me dar a oportunidade de estar aqui; ao casal, meus irmãos e aos Srs. Basílio e Alessandro, presentes à Mesa. Eu sou o André Guedes. Tenho 43 anos. Sou casado e pai de quatro filhos. Nasci numa família de sambistas, e os meus pais têm o cargo mais alto dentro do samba de São Paulo. Eu tive a honra de participar dessa cultura e de conhecer também um casal até então de ciganos; como eu, negro, e como minha família, são taxados hoje, tendo sofrido muito preconceito.

Eu acredito que essa é a maior falha do ser humano, o julgamento. Eu não conhecia ciganos. Então, eu achei que era uma família de ladrões, pessoas que furtavam e esperavam uma melhor maneira de subtrair; e eu tive o prazer de pedir desculpas ao casal e a todos os meus irmãos hoje, ciganos, porque eu não sou cigano de sangue, mas eu sou cigano de alma.

E assim eu fui conhecendo um pouco mais da cultura. Para eu falar que sou negro, eu preciso conhecer o meu passado. Para que eu fale de alguém, eu preciso conhecê-lo. Hoje eu posso falar, com muito conhecimento, sobre os ciganos. Eu sou um cigano hoje, e, se falarem que eu não sou, eu brigo. Venho

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021 às 02:08:50