Diário Oficial do Município de São Paulo 16/02/2021 | DOMSP-SP
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do esporte, do meio do samba, como eu falei anteriormente; e hoje eu vivo no meio dos meus irmãos, agradecendo, todos os dias, ao meu Deus, por eu ter essa honra de estar participando, cada dia mais; eu já participei de duas festas. Na primeira, tivemos seis mil pessoas dentro da escola de samba Nenê de Vila reconhecidos todos os dias, como qualquer ser humano hoje. Nós precisamos da união de quem está no poder.
Eu agradeço, do fundo do meu coração, por vocês terem dado este espaço para nós. É um prêmio que eu ficaria muito grato se eu recebesse, mas eu não estou preparado ainda. Eu cultura. Eu vejo o trabalho que eles têm, não só trabalho cultural, mas um trabalho financeiro muito caro, porque hoje quem tem não divide, e eles estão dividindo amor, respeito e o conhecimento. É isso que falta no povo. Nós precisamos respeitar não só quem a gente ama, mas aquele que a gente não conhece; e garanto que, dando respeito, seremos respeitados muito.
Então, hoje eu venho agradecer e desejar todo o sucesso do mundo para vocês. O trem da vida vai parar, e espero que o
meus netos terão o prazer de conhecer os ciganos? Espero que sim. Então, aqui fica meu voto, para que, todos os dias, nos respeitemos e digamos: "Eu sou um cigano".
Muito obrigado. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Neste momento, vamos assistir a uma apresentação de dança cigana da renomada coreógra-
ciganas da família Valenzuela.
- Apresentação musical.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convido a Sra. Jovanka Valen-zuela para que faça uma rápida saudação.
Quero agradecer primeiramente a Deus, ao universo e a minha família, que está aqui presente, à Elisa Barali, ao meu marido, aos Srs. Basílio, Vavá, dos Transportes e Alessandro Guedes. Muito obrigada por nos receber nesta Casa hoje. E podemos mostrar um pouquinho do nosso trabalho.
Para quem não conhece, passaram-se bastantes vídeos. Eu peço até desculpas por ser um pouco longo, mas é que havia muitas pessoas. Ainda faltou gente, mas não podíamos deixar de colocar as que nos enviaram com todo amor e carinho. Não seria bacana, assim como podemos convidar somente poucas pessoas, por conta da Covid-19.
Então, nós temos um trabalho, sim, com acampamentos ciganos, levando alimentos. Já fomos com o juiz de paz a cartório, tentando registrar alguns calons, que realmente sofrem por
que nos conhecem nem sabiam disso. Inclusive uma delas foi registrada no dia 24 de maio, o Dia dos Ciganos.
Existe sim, Sr. Basílio. E há tantas outras coisas, o dia da Santa Sara. Bom, a nossa caminhada é longa. Nossos eventos veram desde o primeiro, em só alguns e outros que nunca nem
foi nosso propósito, ser melhor do que ninguém. Nós queremos ser melhores que nós mesmos. Sofremos, sim, ataques por diversas pessoas, mas eu não estou nem aí. Eu não ligo. Sabem por quê? Porque eu estou com a verdade, eu sou mais eu e eu trabalho todos os dias. Tenho a minha família e se nós, a família Valenzuela, não tivéssemos um trabalho digno, com a comunidade cigana, com os ciganos de acampamento, um respeito com toda a comunidade rom, quando é que receberíamos tal honraria? Quando é que seríamos vistos pelo Vereador, sempre Vereador Vavá, e tantas outras autoridades que já entraram em contato conosco e foram também a nossos eventos? Então, se hoje nós estamos aqui, não é à toa.
Eu agradeço a cada um de vocês que estão aqui presentes. Para nós é uma honra enorme vocês estarem aqui, porque este prêmio não é nosso, da família Valenzuela. É de todos vocês, é de toda comunidade cigana, sendo calons, rons, ciganos de alma e coração, simpatizantes e amigos da família. É um trabalho muito árduo, gostoso de fazer. Iremos continuar, sim, e a gente conta com vocês.
Então, gratidão. Obrigada, Rodrigo, por me dar a oportunidade de ser a sua esposa e mãe dos seus filhos, e caminhar. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Anunciamos as palavras do sempre Vereador Vavá dos Transportes.
O SR. PRESIDENTE (Vavá dos Transportes) - Boa noite
Alessandro Guedes; nosso grande amigo também Rodrigo Valenzuela; Jovanka Valenzuela, e dizer da satisfação que é para mim poder estar proporcionando este momento, Rodrigo.
anos, e é uma satisfação estar de volta a esta Casa para fazer esta homenagem, para entregar uma homenagem tão importante como esta para você.
Acredito muito que estaremos, em outros momentos, participando de alguns eventos, até para conhecermos mais um pouco dessa cultura tão maravilhosa, que é a cultura cigana.
Eu vejo que o trabalho do Rodrigo dentro desta cultura é como se trabalhássemos na periferia da Cidade, fazendo o possível e o impossível para poder dar uma melhor qualidade de vida para a população menos assistida desta Cidade, suprindo o mínimo possível da necessidade desse povo tão sofrido, o povo brasileiro, o povo trabalhador, o povo que mora lá nos finais das regiões.
Então, a gente faz muito isso, Rodrigo, eu e o Alessandro. É o nosso trabalho na Casa. Hoje eu estou suplente na Câmara, mas aqui está o meu amigo Alessandro Guedes, sempre à disposição, nos ajudando. Se não fosse por ele, talvez demorasse um pouco para servir esta honraria para vocês, mas o Alessan-dro prontamente nos atendeu, e prontamente colocou toda a sua Assessoria à disposição, para organizar todo este evento.
Então, quero também agradecer toda a Assessoria do Vereador, por organizar esta cerimônia; e dizer que, para mim, é uma satisfação condecorá-los com esta medalha tão importante, a Medalha Anchieta da Câmara Municipal de São Paulo.
Parabéns, Rodrigo. Parabéns também Jovanka; e estamos juntos. Somos vizinhos também na região. Conte sempre conosco. Deus abençoe a todos. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Solicitamos ao sempre Vereador Vavá do Transporte e ao Sr. Rodrigo Valenzuela para se posicionarem à frente e ao centro.
Senhoras e senhores, neste momento, o sempre Vereador Vavá fará a entrega da Medalha Anchieta e do Diploma de Gratidão da cidade de São Paulo ao Sr. Rodrigo Valenzuela. (Palmas) “Ao Sr. Rodrigo Valenzuela, com a Medalha Anchieta, a gratidão da Cidade de São Paulo pela sua Câmara Municipal. Palácio Anchieta, 24 de agosto de 2016. Antonio Donato, Presidente”.
- Entrega da Medalha Anchieta e do Diploma de Gratidão da cidade de São Paulo, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Convidamos a Sra. Jovanka Valenzuela, esposa do homenageado, para receber flores do autor da homenagem. (Palmas)
- Entrega de flores, sob aplausos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Eu solicito que, neste momento, façamos a foto oficial, e convidamos também para a foto os familiares presentes.
- Registro fotográfico. „
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Passo a palavra ao homenageado da noite para seu pronunciamento, o Sr. Rodrigo Valenzuela.
O SR. RODRIGO VALENZUELA - Boa noite a todos. Senhoras e senhores, muito obrigado por pararem a vida de vocês para estar presentes. Agradeço a todos que tentaram vir e não conseguiram, a todos que estão acompanhando através
do canal da TV Câmara. Agradeço a esta Casa, na pessoa do Presidente Eduardo Tuma. Agradeço a todos da Mesa; ao nosso sempre Vereador Sr. Vavá; a meu irmão Basílio; ao Sr. Alessandro Guedes, obrigado por tudo; a presença da família da minha esposa que é minha também; agradeço a minha família, sendo
lia materna; meu tio Arnaldo representando a minha família paterna, filho dos meus avós, que Deus os tenha. Eu sou um pedaço de todos vocês; agradeço à família Canaã por vir do Rio de Janeiro; a Elisa por estar sempre com a gente; a cada um de vocês, meus sobrinhos, meus afilhados, todos que de alguma
mundo. Há um pedacinho nosso em cada lugar do mundo. Agradeço aos nossos compadres presentes.
Amor, respeito e verdade.
Meu nome é Rodrigo Tadeu Fernandes dos Santos, criado por Maria Gomez Valenzuela e Álvaro Fernandes, um senhor português que me deu todos os valores, e fui encontrar os mais parecidos deles dentro da cultura cigana.
Agradeço aos meus filhos presentes, Cristian Henrique,
Eu fui criado por um senhor português casado com minha avó cigana e ele não gostava de quem falava lendo, e, um dia, eu prometi a ele que nunca iria ler ao falar. Então, eu falo sempre com o coração, pedindo sabedoria a Deus. Infelizmente, eu não tenho tempo para falar tudo o que eu gostaria, mas peço sabedoria a Deus para fazer jus ao momento.
terra mais miscigenada do mundo, o Brasil; aqui, se você não é filho de índio de pai e mãe, então, a sua etnia veio de fora. Eu tenho muita miscigenação na minha árvore, mas eu pendi para o lado cigano.
teve contato com as suas origens. Mas, para o descendente de italiano é fácil; para o cigano é difícil - diferente do judeu e do árabe- fazer um resgate cultural.
Quem me incentivou a isso, me mostrou os caminhos e os valores é a maior cigana que eu conheci neste mundo e que me concebeu quatro filhos, um já veio no pacote. A Jovanka me apresentou ao mundo cigano. Eu era um descendente. Para mim, ser cigano e espanhol eram sinônimos.
Eu aprendi o romanês para me defender dos próprios ciganos. A gente tem um trabalho de quinze anos com a quebra de preconceito e discriminação. Não é só quebrar os preconceitos, mas mostrar uma imagem diferente e mostrar que é diferente. Você convencer um gadjo que ser cigano não é ruim é fácil; o difícil é conviver com outros ciganos.
refiro a descendentes como eu que se penduram até em problemas pessoais para tirar a ciganidade um do outro. Quando, na verdade, o que a gente precisa é de união, de militância.
Eu comecei a fazer festa vendendo perfume nas festas dos folclóricas de outras famílias, eu consegui levar muita comida
muito grato - e, se a nossa festa atingiu o número de pessoas que atingiu, e vai atingir muito mais, é porque sempre reconhecemos o mínimo de cigano que tem dentro de cada pessoa. É disso que a gente precisa. Em vez de dizer que um fulano é mais, o outro é menos, e o outro não é, usem o amor do brasileiro para ajudar a cultura cigana (Palmas). É disso que a gente precisa.
Sabe o que precisa ser mudado? O jeito que uma mulher cigana sofre quando entra num mercado. Eu me refiro à mulher porque ela é mais dotada no folclore. A mulher vestida de cigana não tem como esconder o que ela é; já o homem, se não quiser falar que é cigano, ninguém percebe.
A nossa cara já está na janela há muito tempo. Eu aceitei isso como missão e não vou parar. Para aqueles que falam que eu não sou cigano, eu quero dizer que vocês não estão cuspindo em mim, vocês estão cuspindo em todos que vieram antes de mim, da família Fernandes, Santos, Valenzuela, todos os sobrenomes que eu carrego. E quero dizer aos meus filhos - dois deles têm consciência hoje para levar, os outros vão ver no Youtube e vão ouvir sempre a gente falando e amigos -: orgulhem-se do que vocês são. Vocês são ciganos. Não são melhores do que ninguém, mas também não são piores. Se vocês não quiserem ser ciganos, é só vocês não o serem, não levarem essa cultura à frente, mas os valores que eu estou passando para vocês através da cultura cigana serão eternizados.
prima árabe, por terem apresentado o nosso trabalho para o Sr. Vereador Vavá, que nos indicou ao prêmio e, de forma unânime, com assinatura positiva dos 55 Vereadores. Nós conseguimos, e
do a oportunidade.
Como disse a minha esposa, este prêmio não é meu; não é da minha família somente nem do nosso trabalho. Este prêmio é para todos vocês.
É um trabalho de quinze anos de mãos dadas com muita gente que prega a cultura cigana em cima dos três pilares: o amor, o respeito e a verdade.
Em vez de ficar reparando se um é mais cigano do que outro, vamos resolver os problemas do nosso povo. Quantos ciganos estão passando fome agora, discriminação; o que sofre uma mulher vestida de cigana indo ao mercado. Eu já fui expulso de um ônibus com a minha esposa, porque a gente estava com roupa folclórica cigana; nunca negamos quem somos. Aqui tem sangue cigano dentro da miscigenação. Eu me orgulho em ser descendente de nordestino por parte do meu pai; eu sou bisneto legítimo de Jovino Cirino, o Cigano do Cangaço. E, por obra do destino, eu fui criado pelos Valenzuelos, os espanhóis, descendentes, a cultura estava morta.
Quando a gente se refere ao resgate cultural, é porque eu não tenho Valenzuela no nome, minha mãe não tem. Minha avó foi criada pelos irmãos em Guatapará, na região de Ribeirão Preto. Ela sofreu tanto que fez o juramento de tirar esse sobrenome assim que ela se casasse, e, assim ela o fez. Mas ela me criou dentro dos preceitos ciganos.
E, ao lado da minha esposa, nós fizemos esse resgate cultural: Jovanka Valenzuela é a mulher cigana mais merecida desse sobrenome; por causa dela, todos os meus filhos têm o sobrenome. Mas esse sobrenome não está restrito a minha família. Todos que fazem parte do meu trabalho, do nosso trabalho, para mim são Valenzuela, porque é o sinônimo de um resgate cultural.
Nós temos aqui o meu sobrinho Gabriel com a esposa, que está grávida. Ele é fruto de um resgate cultural feito pela mãe dele, a Margareth, que nos honrou cantando o hino. Ela o criou dentro dos preceitos. Eu comentei isso com ele. Ele é fruto desse resgate cultural, e o filho dele, que está no ventre, também é fruto desse resgate. Onde houver um de nós, milhões de preconceitos serão quebrados; e não é só quebrar, é provar o contrário.
Amor, respeito e verdade. Eu não vou parar, porque eu acredito muito num ditado judaico que diz que “quando o homem está certo e munido da verdade, Deus é o seu Advogado”. Ele não teme nada. Eu não temo nada. Eu temo a Deus. E peço sabedoria para não errar.
O meu maior erro, minha maior falha foi com a minha esposa, e ela me perdoou. Depois disso, Deus me concebeu mais quatro filhos. Dois ele levou para junto Dele e dois estão aqui junto comigo. Então, parem de tentar usar esse artifício para tirar as nossas honras. A minha família é honrada. Eu estou deixando pessoas boas para o mundo.
- Discurso em língua estrangeira cigana.
O SR. RODRIGO VALENZUELA - Rodrigo Valenzuela com muito orgulho.
Eu dedico esta premiação, esta honraria a todos que fazem parte deste trabalho, a minha esposa, primeiramente; a minha mãe que sempre me apoiou.
Nunca usamos de mentira: o pouco que eu sou cigano para mim já vale, porque eu quero ser o maior cigano do mundo, mas não nas festas, não nas praças, nem no comércio, mas dentro da minha casa para os meus filhos e para a minha família.
Estou cansado disso. Se eu não tivesse aceitado como
Jovanka Valenzuela, minha esposa, minha guerreira.
Dedico este prêmio também à Umbanda e ao Candomblé, religiões de matriz africana, que são e sempre foram as maiores divulgadoras da cultura cigana no Brasil. Ser cigano no Brasil não é fácil, mas é melhor do que no resto do mundo. Eu atri-
pertenço e me orgulho de ser umbandista e candomblecista. O céu é o meu teto, a terra é a minha pátria, e a liberdade é a minha religião.
Eu não sei quando terei outra oportunidade para subir num púlpito e falar com toda essa honraria.
Peço aos mais velhos de nossas famílias, nossos compadres, que estejam sempre nos policiando. Eu peço sabedoria a Deus, mas sou falho. E o ser humano tende o erro. Por favor, me
É isso o que tenho a oferecer a vocês.
Peço que passem a cultura cigana sempre desta forma: amor, respeito e verdade.
Agradeço a todos, que Deus os abençoe. (Palmas)
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Para o encerramento oficial, anunciamos as palavras do Presidente e proponente desta ses-
encerramento oficial desta sessão solene.
O SR. PRESIDENTE (Vavá dos Transportes) - Eu agradeço a presença de todos. Parabenizo, mais uma vez, Rodrigo pela sua garra e dedicação em empunhar a bandeira cigana, defen-
Parabéns, também, Jovanka, pela sua dedicação, carinho, força e trabalho que vem fazendo há anos. A gente fica emocionado com o discurso do Rodrigo, porque tem de ter muita garra para vencer o preconceito.
Então, Rodrigo, estamos juntos e misturados, meu irmão. Muita saúde a vocês, felicidades, saúde e conte sempre com a Câmara Municipal.
Quero passar a presidência para o meu amigo, Vereador Alessandro Guedes, para que faça o encerramento desta sessão.
- Assume a presidência o Sr. Alessandro Guedes.
O SR. PRESIDENTE (Alessandro Guedes - PT) - Vereador Vavá dos Transportes, primeiramente, quero parabenizar V.Exa. pela sensibilidade que teve. Aprendi bastante nesta noite.
Quero cumprimentar o homenageado Rodrigo Valenzuela e nosso povo, vocês e todos os brasileiros; todo o nosso povo é muito bem-vindo, cidadãos que vivem na nossa nação.
Esta homenagem é mais do que justa e foi um ato de sensibilidade muito forte do nosso Vereador Vavá. Quero te cumpri-
fez história ao homenagear o Sr. Rodrigo, e você faz parte desta
tem, que a Câmara Municipal pode oferecer, e foi oferecida hoje à cultura cigana, ao povo cigano, na pessoa do Sr. Rodrigo Valenzuela.
Parabéns ao Sr. Rodrigo, a sua família e a todos.
Foi um grande prazer receber todos nesta Casa. E que venham mais. A senhora falou do Dia do Cigano, mas é o Dia Nacional do Cigano. E se não existir um Dia Municipal do Cigano, com certeza, na próxima legislatura, Vavá o fará, porque tenho a certeza de que ele estará de volta aqui. Eu quero estar de volta para apoiar, e que isso seja feito, convencendo os outros Pares.
Então, eu os cumprimento, mais uma vez, desejando uma boa noite.
Está encerrada esta sessão solene.
Muito obrigado. (Palmas)
419a SESSÃO SOLENE
23/10/2020
O SR. PRESIDENTE (Eliseu Gabriel - PSB) - Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.
A presente sessão solene destina-se à entrega do Prêmio Herbert de Souza - Prêmio Betinho de Democracia e Cidadania 2020, instituído pela Resolução 13, de 1997. O Prêmio procura valorizar e fortalecer projetos que mais se destacaram no desenvolvimento de atividades de combate à fome, à miséria e à exclusão social, e outras práticas de luta pela cidadania no
Passo a palavra ao Mestre de Cerimônias, Sr. Paulo Ildefon-so Herculano Helene de Paula, para a condução dos trabalhos.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Senhoras, senhores, autorida-
Registro que esta sessão está sendo transmitida por meio dos seguintes canais: portal da Câmara, http://www.saopaulo. sp.leg.br/transparencia/auditorios -online/plenario-10-de-maio/; Facebook: https://www.facebook.com/camarasaopaulo; Insta-gram: https://www.instagram.com/camarasaopaulo/; Youtube: https://www.youtube.com/user/tvcamarasp01; e Canal 8.3 da TV aberta digital.
Para compor a Mesa, convidamos os Srs.: Major Jorge Leonardo Mendes Monteiro de Barros, do Comando-Geral de Apoio da FAB em São Paulo; Marcelo Azevedo Chamone, neste ato representando a Dra. Valdete Souto Severo, Presidente da Associação Juízes para a Democracia; e Gilson Pereira Mendes, neste ato representando a ONG Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida - São Paulo.
Convidamos todos para, de pé, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro.
- Execução do Hino Nacional Brasileiro.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Acusamos o recebimento das seguintes mensagens de congratulações, dos Srs.: João Doria, Governador do Estado de São Paulo; Bruno Covas, Prefeito do Município de São Paulo; Deputado Estadual Cauê Macris, Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo; Vereador Eduardo Tuma, Presidente da Câmara Municipal de São Paulo; Desembargadora Rilma Aparecida Hemetério, Presidente do TRT da 2a região; Paulo Prazak, Presidente do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo; General João Camilo Pires de Campos, Secretário de Estado da Segurança; Rossieli Soares da Silva, Secretário de Estado da Educação; Flavio Amaury, Secretário de Estado da Habitação; Rubens Rizek Jr., Secretário Municipal de Justiça; Vitor Aly, Secretário Municipal de Infraes-trutura e Obras; Conselheiro Edson Simões, Corregedor do Tribunal de Contas do Município de São Paulo e Vereadores Adilson Amadeu, Adriana Ramalho, Alessandro Guedes, Atílio Francisco, Aurélio Nomura, Claudinho de Souza, Claudio Fonseca, Edir Sales, Gilson Barreto, Isac Felix, Jair Tatto, Milton Ferreira, Patrícia Bezerra, Paulo Frange, Ricardo Nunes e Toninho Paiva.
Neste instante, ouviremos as palavras do Presidente desta solenidade, Vereador Eliseu Gabriel.
O SR. PRESIDENTE (Eliseu Gabriel - PSB) - Boa noite. Esse Prêmio Betinho de Democracia e Cidadania foi instituído em 1997, na cidade de São Paulo. Era um momento de crise também, mas o momento que nós estamos vivendo hoje, nesta pandemia, é absolutamente absurdo do ponto de vista das desigualdades, da maneira como estão acontecendo as coisas na nossa cidade.
É preciso que cada um procure fazer o que pode. As entidades que estão aqui serão premiadas pelo seu trabalho, mas também precisamos entender a importância de o Poder Público ser mais sensível a essa questão. O Poder Público precisa fazer mais pela Saúde, fazer mais para combater as desigualdades. É um momento de muita gravidade. Nós temos que entender isso. É preciso apoiar principalmente as pequenas empresas, que mais geram empregos. Enfim, todo esse tipo de atividade tem que ser dado. É preciso haver força. Precisamos entender
que o Poder Público tem que ser protagonista do processo de reconstrução da nossa economia, e é muito importante que entendamos isso neste momento.
Eu queria saudar também as pessoas da Mesa, os Srs. Jorge Mendes Monteiro de Barros, Comandante-Geral de Apoio da
Severo, Presidente da Associação de Juízes para a Democracia e Gilson Pereira Mendes, da ONG Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida.
Para concluir, quero dizer que este prêmio tem tudo a ver com este momento extremamente grave que estamos vivendo governos estão querendo fazer austeridade fiscal, cortar gastos do Poder Público, o que é muito grave. Não podemos deixar que isso aconteça, temos que estar presentes e reclamar dessa situação, pois o Poder Público tem um papel muito importante neste momento, assim como as entidades da sociedade civil, como as que estão aqui hoje, que têm um papel absolutamente fundamental neste momento.
Eu tenho acompanhado a situação da fome na cidade de grave. A quantidade de pessoas que pede comida, cesta básica, é absurda.
Por isso, quero, neste momento, parabenizar as entidades que foram premiadas pelo seu trabalho, que é simbólico e da maior importância.
Muito obrigado.
ra na avaliação dos projetos inscritos.
A Comissão Julgadora do Prêmio Betinho é composta por representantes da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais - ABONG; Ordem dos Advogados do Brasil -
Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida; e União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região - Unas.
Neste momento, convidamos todos a assistirem ao vídeo enviado pelo representante da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, Sr. Gilson Pereira Mendes.
O SR. GILSON PEREIRA MENDES - Falar do Herbert de Souza, o querido Betinho é um grande prazer, uma grande honra. É falar do Dom Quixote brasileiro, que teve a coragem de trazer para a pauta nacional a questão da fome, em um momento em que no Brasil havia mais de 35 milhões de pessoas vivendo à margem da pobreza, na absoluta miséria. Betinho foi um guerreiro e o seu legado deve ser ampliado, deve ser continuado.
É um prazer, neste momento, falar o quanto é importante mas também com enormes desigualdades, discriminações e explorações. A Ação da Cidadania vem dentro desse contexto, que se une a tantas redes de solidariedade, que trabalham para
poder eliminar essa questão da desigualdade social em nosso
social, comprometidas com a solidariedade, com a cidadania e que em suas bases, em suas frentes fazem um trabalho de excelência. Trabalho esse que hoje está sendo reconhecido através deste Prêmio Betinho.
Então, que Betinho possa estar sempre vivo em nossa memória, vivo em nossas atitudes, que a cidadania possa ser plena, possa ser, de fato, para todos. Que possamos todos estarmos unidos, de mãos dadas, para podermos continuar o legado de Herbert de Souza, o nosso querido Betinho.
Viva a cidadania. Viva a democracia e parabéns a todos. Todos vocês que concorreram são vitoriosos, porque quando fazemos algo pelo outro, não precisamos de agradecimento, nós nos alegramos. Betinho, em suas várias fases, já falava que generosidade não se agradece, se alegra. E hoje é um motivo de alegria.
Muito obrigado.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Na sequência, assistiremos a um vídeo enviado pela Sra. Maria Antonia Fulgêncio, representante da União de Núcleos, Associação dos Moradores de Heliópolis e Região - Unas.
A SRA. MARIA ANTONIA FULGÊNCIO - Quero, antes de tudo, parabenizar a Comissão Julgadora do Prêmio Betinho 2020, por trazer o Prêmio Betinho, neste ano, em formato diferente, uma vez que estamos em um momento crucial da
40 anos, com os projetos de educação, cultura, esporte, lazer e na questão dos movimentos de base.
que estamos no caminho certo. Conseguimos devolver à comunidade esse Prêmio como uma certeza dos nossos trabalhos realizados em Heliópolis e região. E o Prêmio contribuiu para unificar também todas as ações dos movimentos de base e nos fortalecer nessa questão de atuar onde estão as mazelas da sociedade, do Estado, na falta de políticas públicas.
Assim, discutimos e aprofundamos o combate ao racismo, da violência contra a mulher, a questão do genocídio da juventude negra. Também nos fortaleceu enquanto bairro educador que somos e de pensarmos nessa questão do protagonismo da juventude e no combate à homofobia.
Agora, em 2020, participar da Comissão Julgadora do Prêmio Betinho nos proporcionou conhecer os 32 projetos que estão muito atuantes dentro de seus territórios e na Cidade. E pudemos perceber que esse pessoal está tão engajado nessa luta, pensando na melhoria da qualidade de vida dessas pessoas e do coletivo. Pudemos perceber também que esses projetos acolhem as pessoas, dando-lhes mais esperanças, principalmente neste momento tão difícil que estamos passando.
Enfim, quero agradecer muito em nome da Unas. Parabenizo novamente a todos. Vamos à luta e obrigada por esta oportunidade.
Um beijo a todos e a todas e até mais.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Na sequência, assistiremos ao vídeo enviado pelo representante da Associação Brasileira das Organizações Não Governamentais - ABONG, Sr. Alexandre Isaac.
O SR. ALEXANDRE ISAAC - Eu sou Alexandre Isaac, da ABONG e do Cenpec, que é o Centro de Estudos em Educação e Cultura. São organizações da sociedade civil, assim como todas que estão inscritas nesse Prêmio. E como o Betinho sempre disse: são organizações sociais que foram criadas para desinventar a fome e a miséria. E acima de tudo pressionar os governos a implementar políticas efetivas de Direitos Humanos.
Tenho orgulho imenso de participar dessa Comissão Julgadora do Prêmio Betinho, junto com a própria Ação da Cidadania; o IBASE; a Associação dos Juízes pela Democracia; a OAB de São Paulo e o Unas, União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região.
Nós, da Comissão e da própria organização do Prêmio Betinho, queremos agradecer a participação de todas as organizações sociais inscritas e relembrar a extrema relevância do trabalho dessas organizações.
Quero finalizar com o trecho de uma música do Tom Jobim que me faz lembrar muito o Herbert de Souza, diz assim: “É, meu amigo, só resta uma certeza. É preciso acabar com essa tristeza. É preciso inventar de novo o amor”.
Obrigado a todos e todas.
MESTRE DE CERIMÔNIAS - Na sequência o vídeo da Sra. Célia Parnes, Secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo.
A SRA. CÉLIA PARNES - Gostaria de parabenizar todas as organizações que hoje recebem o famoso Prêmio Betinho de Cidadania e Democracia.
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021 às 02:08:50
Confirma a exclusão?