Superior Tribunal de Justiça 22/10/2024 | STJ
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HABEAS CORPUS Nº 951574 - SP (2024/0380749-7)
RELATOR : MINISTRO OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJSP)
IMPETRANTE : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
ADVOGADOS : GUSTAVO PICCHI - DEFENSOR PÚBLICO - SP311018
DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
IMPETRADO : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
PACIENTE : JOSE DAVI DE SOUZA SILVA (PRESO)
INTERES. : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em
favor JOSE DAVI DE SOUZA SILVA, em que se aponta como autoridade
coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO no Agravo de
Execução Penal n. 000XXXX-43.2024.8.26.0482.
Consta dos autos que o paciente foi condenado por dois tráficos de
drogas e um porte ilegal de arma de fogo, cumprindo pena de 12 (doze) anos,
05 (cinco) meses, e 5 (cinco) dias de reclusão.
Preenchidos os requisitos objetivo e subjetivo, pleiteou a concessão
da progressão ao regime aberto, porém, quando cumpria livramento
condicional voltou a delinquir (prática de falta grave) e teve seu pedido negado.
Interposto Agravo em Execução pela Defesa, o Tribunal de origem
negou-lhe provimento.
Neste writ, o impetrante aponta a ocorrência de constrangimento
ilegal devido à inidoneidade da fundamentação que negou a progressão de
regime, diante da limitação à gravidade genérica dos delitos praticados e pela
longa pena a ser cumprida.
Afirma, quanto às faltas graves, ser certo que o decurso do tempo
conduz à reabilitação da conduta carcerária do apenado e não ser aceitável que
uma falta de natureza grave cometida há tempo ainda seja admitida para
macular todo o histórico prisional do apenado.
Argumenta que o paciente ostenta bom comportamento carcerário.
Requer, liminarmente e no mérito, a concessão da ordem para
Processos na página
2024/0380749-7 • 000XXXX-43.2024.8.26.0482Confirma a exclusão?